1.10.11

Presidente da Renault-Nissan se encontra com Dilma e confirma nova fábrica no Brasil

Brasília - Após reunião com a presidenta da República, Dilma Rousseff, o presidente mundial do grupo Renault-Nissan, Carlos Ghosn, confirmou hoje (1º), em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, investimentos na ampliação da fábrica da Renaut em São José dos Pinhais, no Paraná, e construção de uma fábrica da Nissan em Resende, no estado do Rio de Janeiro.

Ghosn disse que a reunião com a presidenta Dilma foi para informá-la dos novos investimentos do grupo no Brasil e da atuação da Renaut-Nissan no mundo. "Explicamos o que estamos fazendo em muitos países em termos de tecnologias novas e sobre nossa liderança no desenvolvimento de carros elétricos", disse.

Também participaram da reunião com a presidenta Dilma o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e do Paraná, Beto Richa (PSDB) e os prefeitos de Resende, José Rechuan, e de São José dos Pinhais, Ivan Rodrigues.


Agência Brasil

Ajuste fiscal trava a contratação de concursados para o Executivo federal

O ingresso de um novo servidor no funcionalismo público federal está mais relacionado com questões orçamentárias do que com a substituição dos servidores que se aposentam, disse à Agencia Brasil a secretária de Gestão do Ministério do Planejamento, Ana Lúcia Amorim, ao comentar levantamento do ministério sobre aposentadorias no Setor Público federal. “Não existe relação tão direta entre aposentadoria e convocação de concursados.”

Segundo Ana Lúcia, a situação do funcionalismo, atualmente, é de ajuste. “Temos que olhar todo o cenário e ver como está a situação do órgão agora: se ele continua sendo foco das prioridades de governo, se está no auge dos programas priorizados pela gestão atual e se aquele órgão tem condição de absorver necessidades com o quadro que já tem”, disse.

O corte orçamentário de R$ 50 bilhões feito no início do ano atingiu diretamente a convocação de concursados. Prova disso é que, das 25 mil vagas previstas no Poder Executivo federal para este ano, apenas 8.759 foram autorizadas. Os 1.367 candidatos que prestaram concurso público e foram aprovados dentro dos limites de vagas serão nomeados dentro do prazo de validade da seleção, que vai até 2014. Este ano, no entanto, não haverá mais convocações. “Já chamamos quem seria chamado para atuar este ano, agora estamos trabalhando para a convocação de 2012”, informou Ana Lúcia.

Para o ano que vem, está prevista a criação de 30 mil vagas para ministérios, autarquias e fundações, segundo o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) enviado ao Congresso Nacional. As vagas para empresas públicas e de economia mista não estão incluídas no Orçamento. No entanto, mesmo com a previsão de novas vagas, a única certeza de convocação é a de 518 candidatos cujo prazo de validade do concurso expira no ano que vem. “O processo de avaliação e análise, caso a caso, continua”, explicou a secretária.

No próximo ano, a prioridade do governo será a abertura de vagas nas áreas de educação, saúde e Previdência, informou Ana Lúcia. Os novos postos visam a reforçar o atendimento nas agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), reduzir a carência de profissionais nos hospitais e ampliar a atuação das universidades que passam por processo de expansão.

A Tarde Online

PSD quer atrair 500 prefeitos

Consolidado como nova força no Congresso, o PSD avalia que conseguirá atrair até 500 prefeitos em todo o país, de olho nas eleições municipais de 2012. A expectativa mais conservadora da sigla é lançar cerca de 1,2 mil candidatos na disputa, com a meta de eleger entre 480 e 540 prefeitos. Nas capitais, o PSD tende a ceder para aliados regionais, cumprindo acordos que facilitaram a criação e o registro da sigla.

Correio do Povo

Servidor público federal adia aposentadoria para não ter salário reduzido

Brasília – Até 2015, 252 mil funcionários públicos do Poder Executivo Federal vão conquistar o direito à aposentadoria. Mas a vacância não significa que o mesmo número de postos de trabalhos será aberto para os interessados em ingressar no serviço público. Isso porque muitas dessas vagas serão extintas. Além disso, alguns servidores que estão em condição de se aposentar optam por continuar na ativa para não sofrer redução salarial. O levantamento foi feito pelo Ministério do Planejamento e obtido pela Agência Brasil.

Segundo a secretária de Gestão do Ministério do Planejamento, Ana Lúcia Amorim, a opção por não se aposentar é uma tendência no funcionalismo público. “Não é adquirir direito e pronto. No futuro, a gente pode ter quadro bem significativo de servidores que vão optar por continuar e não sair porque a faixa etária do servidor público, em média, é muito jovem, está na faixa de 46 anos. Quem tem 46 anos está em plena vitalidade para continuar trabalhando e crescendo profissionalmente”, disse ela.

Atualmente, a folha de pagamento do Executivo tem 566 mil servidores ativos. Desses, 80 mil são funcionários que poderiam estar aposentados. Ao se decidir pela aposentadoria, o trabalhador público perde renda, já que a gratificação por desempenho adquirida ao longo dos anos de serviço é reduzida em 50%. Além de não ter redução salarial quando opta por ficar, o trabalhador público recebe um abono-permanência que representa 11% a mais na remuneração.

O pagamento da gratificação extra pela continuidade na ativa tem o objetivo de fazer com que os órgãos do governo se beneficiem da experiência dos servidores de carreira. “Faz diferença ter um servidor com experiência, que tem histórico das informações e ainda está motivado para implementar políticas públicas”, destacou Ana Lúcia.

Só que esticar a vida funcional do servidor sai caro aos cofres do governo federal. Em 2010, o pagamento do abono-permanência e da integralidade da gratificação custou R$ 725 milhões ao contribuinte. No período de julho do ano passado a agosto deste ano, a despesa somou R$ 816 milhões.

A secretária de Gestão ainda ressaltou que não existe relação direta entre aposentadoria e abertura de vagas no serviço público. Muitas vagas são extintas com a aposentadoria do servidor. Carreiras administrativas como as de copeira, garçom e motorista, por exemplo, não vão mais existir. “O fato de ter 80 mil pessoas que poderiam estar aposentadas não quer dizer que eu poderia ter 80 mil nomeações para substituir essas pessoas. A existência de concursados aguardando está muito mais relacionada às necessidades de governo que foram mapeadas e, por isso, autorizada a realização de concursos”, explicou.

Jornal da Mídia

Petecão é primeiro senador do PSD

O senador Sérgio Petecão (AC) assinou, na tarde de ontem, a ficha de filiação no PSD, partido criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e que teve o registro nacional aprovado pela Justiça Eleitoral nesta semana. Petecão, que era do PMN, foi o primeiro senador a oficializar a mudança para o novo partido. O PSD tem até 7 de outubro para filiar em todo o país todos os candidatos a prefeito e vereador da sigla na eleição municipal de 2012.

Correio do Povo

Magistrado critica ''absurdos'' no CNJ

O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Henrique Nelson Calandra, disse ontem, em Curitiba, que a entidade entrou com ação direta de inconstitucionalidade contra a resolução 135 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que regulamenta o processo disciplinar de juízes, por observar nela alguns "absurdos". Ele também foi duro nas críticas à corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, que afirmou haver "bandidos" na magistratura.

Calandra disse a resolução, publicada em 15 de julho no Diário da Justiça, "transforma o CNJ em tribunal". "Outro absurdo é que ela reduz o prazo de defesa", afirmou. "Pela lei orgânica da magistratura, que é nacional, é de dez dias. Reduz para cinco, partindo do pressuposto de que Brasília é o Brasil." Segundo ele, em locais do Norte do país, apenas para o juiz se deslocar de barco leva cinco dias. "Portanto, anula a possibilidade de defesa para o magistrado acusado."

Correio do Povo

Tucanos avaliam que voltarão ao poder

Os sete governadores tucanos, reunidos ontem em Goiás, concluíram que o PSDB tem tudo para voltar à Presidência da República, em 2014, e tornar o país ainda mais próspero e estável. Mesmo assim, o encontro entre os representantes de 51% dos eleitores brasileiros não chegou a um consenso geral sobre o que o partido deve fazer.

"O PSDB construiu as bases da economia, estabilização da moeda, rede de proteção social e o Brasil conquistou o respeito internacional", disse o governador paranaense Beto Richa, em entrevista. "O problema é que pecou muito na comunicação com a sociedade", disse ele. Os governadores tucanos e aliados dos tucanos de SP, MG, Paraná, Tocantins, Roraima, Alagoas, Goiás e, por delegação, do Pará, se mostram unidos. Ao final da reunião, emitiram documento de seis pontos que será base de agenda para discussão com a sociedade e a presidente Dilma Rousseff. Entre eles, estão a "forte concentração" das receitas em poder da União, a necessidade da transparência e do combate sistemático à corrupção, a melhoria das ações de saúde e dos reduzidos repasses do SUS, as perdas decorrentes da desoneração do ICMS sobre exportações, a repactuação do endividamento dos estados com a União, a adoção do IPCA como índice de correção e a redução de juros contratuais.

Correio do Povo

Avaliação de Dilma é melhor na Região Sul

Em todo o país, a presidente obteve um índice de 51% de ótimo e bom

Pesquisa CNI/Ibope divulgada ontem indica uma virada geográfica nas taxas de popularidade do governo Dilma Rousseff: pela primeira vez, o Sul é a região que mais aprova a gestão da presidente, considerada ótima ou boa por 57%. Em todo o Brasil, o índice ficou em 51%, contra 48% da pesquisa realizada há dois meses.

Entre julho e setembro, período marcado pela “faxina” em que Dilma demitiu servidores acusados de corrupção, o Sul passou da última para a primeira posição no ranking de satisfação com a administração – a taxa de ótimo/bom subiu 12 pontos percentuais (de 45% para 57%).

A avaliação também melhorou no Sudeste, de 47% para 52%, mas oscilou para baixo no Nordeste (de 52% para 50%) e caiu no Norte/Centro-Oeste (de 46% para 43%). O governo tem agora seus piores índices nas regiões onde a presidente venceu a eleição de 2010 com maior folga.

A aprovação ao desempenho pessoal de Dilma também subiu no país como um todo (de 67% para 71%) e, principalmente, no Sul (de 61% para 75%), que aumentou 14 pontos.

Entrevistados reprovam gestão na saúde e impostos

Para o gerente de Pesquisas da CNI, Renato da Fonseca, os resultados do Ibope estão diretamente relacionados à chamada “faxina”, que marcou o noticiário nos últimos meses.

– Dilma conseguiu capitanear para o governo as ações contra a corrupção – afirmou.

O levantamento mostrou que o assunto “corrupção” é o que está mais em voga, na opinião dos entrevistados. Quando indagados sobre quais as notícias de que mais se lembravam nas últimas semanas, 19% citaram as denúncias de irregularidades em ministérios e 13% mencionaram, espontaneamente, a “faxina” – termo do qual a presidente diz não gostar, por dar a ideia de uma ação pontual e não duradoura, mas consagrado no imaginário popular.

Fonseca lembrou que, na rodada anterior da pesquisa, os entrevistados citaram as denúncias de corrupção, mas não as associaram à tomada de providências por parte do poder público.

Das nove áreas de atuação de governo que o Ibope avaliou, três tiveram índice de aprovação maior que o de desaprovação: combate à fome e à pobreza (59% a 38%), combate ao desemprego (53% a 42%) e meio ambiente (54% a 38%).

Nada menos que dois terços dos entrevistados reprovaram a gestão da saúde, e apenas 30% estão satisfeitos com o desempenho no setor. Um resultado semelhante foi registrado em relação ao tema impostos: desaprovação de 66% e aprovação de 27%.

A pesquisa foi feita entre os dias 16 e 20 de setembro. Foram ouvidos 2.002 eleitores em 141 municípios de todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Zero Hora

Ministro nega reclamação apresentada por Garotinho

O ministro Marcelo Ribeiro, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou andamento a reclamação apresentada por Rosinha Garotinho, prefeita de Campos dos Goytacazes-RJ, contra sentença de juíza eleitoral que cassou seu diploma e o de seu vice, e declarou ambos inelegíveis pelo prazo de três anos, a contar da eleição de 2008.

Rosinha foi condenada por uso indevido dos meios de comunicação. O ministro Marcelo Ribeiro entendeu que a sentença da juíza não desrespeitou qualquer decisão do TSE, conforme Rosinha Garotinho alegou na reclamação.

De acordo com a prefeita cassada, a sentença dada pela juíza não poderia ter ocorrido em razão de suposta liminar deferida pelo TSE, em ação cautelar, que a impediria de ser afastada do cargo até julgamento de mérito de ação por ela apresentada.

Rosinha Garotinho informa que os autos da ação de investigação judicial retornaram à juíza eleitoral para julgamento, após o TSE ter anulado acórdão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) em ação referente ao então candidato a deputado federal Anthony Garotinho, a ela e a outros.

Sustenta Rosinha Garotinho que a sentença da juíza teria desrespeitado, portanto, uma decisão do TSE. Na reclamação, a prefeita cassada pede a concessão de medida liminar para suspender os efeitos da sentença.

Decisão

Em sua decisão, o ministro Marcelo Ribeiro lembra que reclamação destina-se a preservar a competência do TSE ou a garantir a autoridade de suas decisões. Porém, afirma o ministro, "na hipótese dos autos, não há decisão específica deste Tribunal que esteja sendo descumprida, nem afronta à competência desta Corte".

Informa o ministro que a decisão da Corte na ação cautelar, alegada por Rosinha Garotinho, foi no sentido de conceder efeito suspensivo a recurso (agravo de instrumento), apresentado pela prefeita, com o qual ela pretendia a subida ao TSE de recurso especial contra o acórdão do TRE-RJ na ação de impugnação de mandato eletivo. Ou seja, não teria relação com a sentença dada pela juíza.

A sentença da juíza, contestada por Rosinha Garotinho, foi dada após o TSE anular acórdão do Tribunal Regional do Rio de Janeiro, em ação de investigação judicial eleitoral, e determinar o julgamento do mérito da ação pelo juízo eleitoral de primeira instância.

O TSE determinou o retorno dos autos do processo ao juízo de primeiro grau por entender que o Tribunal Regional do Rio de Janeiro julgou a ação sem que houvesse manifestação da primeira instância sobre as provas apresentadas, o que caracterizaria supressão de instância.

Ressalta o ministro Marcelo Ribeiro que os autos da ação de investigação judicial retornaram, então, como determinado pelo TSE, ao juízo de primeiro grau, que proferiu sentença de cassação do diploma de Rosinha Garotinho e dos demais investigados, além da sanção de inelegibilidade pelo prazo de três anos.

Quanto ao argumento de Rosinha de que não se pode viabilizar cassação de mandato, por meio de ação de investigação judicial eleitoral, se a sentença ocorre após a eleição, o ministro Marcelo Ribeiro afirma que "descabe a análise de tal tema na presente reclamação".

Assim, diz o ministro, "certa ou errada" a sentença na ação de investigação, não houve descumprimento de decisão do TSE. Além disso, recorda o ministro, é firme o entendimento do TSE de que não cabe reclamação em substituição a recurso próprio.

Bonde