1.7.11

Mau tempo obriga Dilma a cancelar agenda no Paraná

A pouca visibilidade provocada pelo mau tempo impediu que a presidente Dilma Rousseff pudesse comparecer à solenidade de lançamento oficial do Plano Safra da Agricultura Familiar, que aconteceria às 14h30 desta tarde em Francisco Beltrão, a cerca de 460 quilômetros de Curitiba, no sudoeste do Paraná. A presidente definiu que o evento será realizado no próximo dia 12.

De acordo com pessoas ligadas ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a presidente havia insistido em se deslocar até Chapecó (SC), no oeste de Santa Catarina, com o avião presidencial, e, de lá, fazer os 180 quilômetros até Francisco Beltrão em um helicóptero, como estava previsto. No entanto, ela foi desaconselhada pela segurança. "Ela já estava colocando os sapatos para viajar e insistiu", disse um assessor do ministério. A última vez em que um presidente da República esteve na região sudoeste do Paraná foi em 1962, quando João Goulart regularizou terras de colonos em Pato Branco, município próximo a Francisco Beltrão.

A previsão dos organizadores do evento, que se realizaria no Ginásio de Esportes Arrudão, era de que cerca de oito mil pessoas compareceriam. Para isso, estavam sendo preparados telões do lado de fora, já que internamente cabem quatro mil pessoas. Para o dia 12, a previsão é de que a cerimônia seja realizada no Centro de Convenções, que comporta dez mil pessoas. Segundo assessores da Presidência da República, Dilma destacou que, caso haja previsão de tempo ruim para esse dia, ela se dispõe a ir para uma cidade vizinha e fazer o trajeto de carro até Francisco Beltrão.

O plano safra prevê R$ 16 bilhões nas linhas de custeio, investimento e comercialização do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Uma das novidades é a redução de 4% para 2% na taxa de juros máxima cobrada nas operações de investimento e a inclusão da taxa de 1% para operações do Mais Alimentos de até R$ 10 mil por ano por agricultor. O limite de financiamento de contratos para investimento foi ampliado de R$ 50 mil para até R$ 130 mil.

Paraná Online

Mendes é chamado pelo Planalto

Em operação para reduzir o passivo com a base aliada, a presidente Dilma Rousseff está decidida a escolher o deputado gaúcho Mendes Ribeiro (PMDB) para líder do governo no Congresso. Próximo de Dilma, o parlamentar contempla a porção da base que se sentia preterida no xadrez do loteamento desencadeado pelo Planalto desde a crise que derrubou o ex-ministro Antonio Palocci.

Na remontagem da articulação política, Dilma optou pela senadora Gleisi Hoffmann, para a Casa Civil, e pela ex-senadora Ideli Salvatti para as Relações Institucionais. A confirmação de Mendes ocorreria ontem à noite em encontro entre o deputado e a presidente. Surpreendido, o parlamentar voou do Rio Grande do Sul para a reunião.

A escolha do novo líder – um quadro do PMDB e representante da Câmara – foi o passo seguinte à prorrogação do decreto que dá mais três meses de prazo para a liberação do dinheiro das emendas parlamentares aprovadas no orçamento de 2009.

Zero Hora

Dilma parabeniza FH em carta e tucano se diz “feliz”

Em cerimônia no Senado, ex-presidente recebeu elogios de opositores e deu conselhos à petista

Foi em clima suprapartidário, com direito a reconhecimento público do PT, que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso encerrou ontem, em Brasília, a série de homenagens programadas pelo PSDB para celebrar a passagem de seus 80 anos completados no dia 18. Depois de o presidente da Câmara, o petista Marco Maia, tê-lo saudado como “um homem de bem, comprometido com o Brasil”, foi FH quem elogiou a presidente Dilma Rousseff, pela carta enviada na passagem de seu aniversário.

O homenageado declarou-se “muito feliz” com o gesto de conciliação da presidente que, na carta, o reconhecera como um político que “contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica” no Brasil.

– Muito mais que um gesto político, foi um gesto para dizer: olha, somos todos brasileiros, em alguns pontos temos de nos entender – analisou, no discurso de agradecimento.

Em seu pronunciamento, o ex-presidente admitiu que o país avançou muito em relação àquele “país pobre, doente, analfabeto, mergulhado num abismo social de diferenças de classe”. No entanto, embora os brasileiros tenham, agora, acesso à educação e à saúde pública, o tucano advertiu que é preciso qualificar os serviços:

– Temos de entrar num patamar em que não basta o acesso, falta muito para o salto de qualidade.

No discurso, o ex-presidente também recomendou à petista diálogo com o Congresso – no momento, Dilma enfrenta resistências entre aliados pela liberação de emendas.

– Ou o Congresso retoma debates que têm força ou é difícil que tenham suporte na nacionalidade. Me esforcei muito para mudar muitas coisas pelo Brasil, mas sempre dialoguei com o Congresso, ativamente dialogando com cada um, com todos. Política e democracia ou é de convencimento ou não avança – disse ele.

Coube ao ex-governador e ex-candidato à Presidência José Serra (PSDB-SP) dar o tom político ao ato em homenagem a FH. O tucano fez ataques indiretos ao PT e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao ressaltar qualidades de Fernando Henrique.

– Um presidente que nunca condescendeu com mal feitos para privilegiar aliados. Jamais passou a mão na cabeça de aloprados – afirmou, em referência à denúncia da compra de um dossiê por petistas contra Serra durante o governo Lula.

Por fim, Fernando Henrique declarou-se emocionado com a exibição de um vídeo feito pelo cantor e compositor Chico Buarque para sua campanha a prefeito de São Paulo pelo PMDB, em 1985, transformando a clássica Vai passar em Vai ganhar. Revelou que, na época, recebeu um telefonema de Chico cantando o refrão da música para ele. E comparou a surpresa à emoção de ter a “grande dama cênica”, Fernanda Montenegro, como mestre de cerimônias na homenagem de ontem.

Zero Hora

Piratini lança programa social

Apesar da crise, governo promete pagar R$ 50 para cada família que vive em pobreza extrema

A partir de outubro, o Piratini promete pagar R$ 50 para cada uma das 90 mil famílias que vivem em pobreza extrema no Estado. A meta do programa RS Mais Igual – versão gaúcha do Brasil sem Miséria –, lançado ontem pelo governador Tarso Genro, é desembolsar cerca de R$ 4,5 milhões por mês com essas transferências de renda até 2014.

Apesar das dificuldades financeiras do Estado, o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, afirmou que o programa faz parte de uma “opção do governo”.

– Sim, temos dificuldades. Sim, vamos ter gastos. Mas achamos que é necessário e importante para o desenvolvimento do Estado – declarou.

O governo ainda não definiu de onde sairão os recursos. Verbas para outras frentes do programa virão do Fundo de Combate à Pobreza Extrema – o projeto foi enviado à Assembleia ontem – e do governo federal.

Os R$ 50 que o Estado pretende repassar complementarão a renda dos gaúchos cadastrados no Programa Bolsa-Família, cujo benefício varia de R$ 70 e R$ 242 – o valor aumenta se a família tem criança e adolescente. Ao discursar, a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, declarou que o cadastro do Bolsa-Família no Rio Grande do Sul era um dos piores do Brasil e, por esse motivo, o Estado tinha uma “grande dívida com a pobreza”:

– Não havia o empenho que está tendo agora por parte do governo estadual e das prefeituras também.

A intenção do Executivo é praticamente dobrar o número de beneficiados: passar dos 444 mil atuais para 830 mil.

A exemplo do plano nacional, o programa gaúcho atuará em três frentes: transferência de renda, acesso aos serviços públicos e geração de oportunidades. O Estado já começou a formalizar parcerias. Uma delas foi com a Famurs, o que permitirá a viabilidade do programa nos municípios.

No lançamento do programa gaúcho, o governador fez uma crítica indireta à antecessora, Yeda Crusius.

– Não queremos nos reunir para apresentar programas. Queremos nos reunir para apresentar coisas em andamento. Nós não fizemos, por exemplo, o lançamento da compra de oito carros de bombeiros. Apresentamos os carros aqui na frente.

Saiba mais
O PROGRAMA
- Hoje, 90 mil famílias gaúchas – 306,6 mil pessoas – vivem em pobreza extrema, com renda per capita de R$ 70 por mês. Com o programa RS Mais Igual, o Estado pretende conceder uma ajuda de R$ 50 por mês, a partir de outubro.
- Na primeira fase do programa, os territórios prioritários serão os de maior risco social: Capital e Região Metropolitana, Médio Alto Uruguai, Noroeste Colonial, Central e Sul.
PÚBLICO-ALVO
- Famílias oriundas do Cadastro Único do governo federal.
- Mulheres chefes de família.
- Povos indígenas, quilombolas, assentados, acampados, moradores de rua, catadores e outros.
- Famílias em situação de vulnerabilidade social e econômica.
- O cadastro será feito pela Secretaria do Trabalho e do Desenvolvimento Social nos próprios municípios.
Fonte: Fonte: Governo do Estado

Zero Hora

Mesmo com determinação da Justiça para voltar ao trabalho, servidores da saúde do DF mantêm greve

Brasília – Mesmo com a determinação do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) para que os servidores da saúde retornem ao trabalho, a categoria mantém a paralisação iniciada na última segunda-feira (27). O Sindicato dos Empregados em Estabelecimento de Saúde do Distrito Federal (Sindsaúde-DF) alega que ainda não foi notificado oficialmente sobre a decisão, mas que entrará com recurso quando isso ocorrer.

A liminar concedida na noite de ontem (30) pela 3ª Câmara Cível do TJDFT ao governo do Distrito Federal (GDF) determina o retorno imediato dos servidores ao trabalho. A multa para o descumprimento da decisão é de R$ 30 mil por dia.

De acordo com o presidente do Sindsaúde-DF, Agamenon Torres, a paralisação está mantida até a próxima segunda-feira (4), quando os trabalhadores fazem nova assembleia.

Estava marcada para hoje (1º) uma reunião no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) entre governo e sindicato. Mas nenhum representante do GDF compareceu ao encontro.

“É surpreendente que o governo não aceite um convite do Ministério Público para resolver o problema. Não podemos assumir a negociação de forma unilateral. Para o Ministério Público o que interessa é o atendimento à população”, destacou o promotor que convocou a reunião, Diaulas Costa Ribeiro.

“O governo diz que o SindSaúde rompeu com as negociações, mas nós sempre estivemos dispostos a negociar. A atitude do governo de não comparecer hoje foi lamentável”, declarou Agamenon Torres.

Pela manhã, os servidores da saúde em greve fizeram manifestações em frente ao Hospital Regional da Asa Sul (HRAS) e ao Hospital Regional do Gama (HRG). O comando de greve está reunido para tratar de detalhes da mobilização dos servidores e analisar a decisão da Justiça a respeito da paralisação.

Cerca de 80% do quadro de servidores da saúde do DF é representado pelo sindicato. De acordo com a diretoria do Sindsaúde-DF, 10 mil servidores de todas as áreas aderiram à paralisação. A greve prejudica o atendimento à população em vários postos e hospitais do Distrito Federal. A principal reclamação é a falta de pessoal para atendimento e para a realização de exames.

A Secretaria de Saúde do DF informou que aguarda cumprimento da decisão da justiça e o retorno imediato dos servidores ao trabalho.


Agência Brasil

Oferta de banda larga começa em 90 dias

Até a Copa do Mundo de 2014, todos os municípios brasileiros terão acesso à internet de alta velocidade, pela promessa do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). O serviço, acertado ontem entre o governo federal e as operadoras Telefônica, Oi, Sercomtel e CTBC, começa a ser ofertado em até 90 dias.

A exigência é que as empresas ofereçam um plano de R$ 35 com a internet em velocidade de 1 Mbps (megabit por segundo). Não há, porém, nenhuma garantia de que essa velocidade será entregue nos domicílios dos consumidores.

Atualmente, as empresas vendem uma velocidade máxima e se comprometem a entregar 10% desse total. A presidente Dilma Rousseff queria um compromisso de que a internet no âmbito do plano teria pelo menos 70% da velocidade contratada.

Segundo o ministro da Comunicações, Paulo Bernardo, apesar de R$ 35 ainda ser valor alto (no início, o governo falava em R$ 15), é a metade do encontrado na média atualmente no mercado. Ainda de acordo com Bernardo, cerca de 70% dos domicílios que não têm acesso à internet devem aderir ao PNBL.

O ministro fez questão de enfatizar que o PNBL não terá injeção de dinheiro público. Bernardo anunciou, no entanto, que a Eletrobras poderá se associar à Telebrás para ofertar banda larga em todo o país no atacado.

Ao investir em redes de fibra óptica para venda de capacidade no atacado, o ministro estima que haverá uma redução de 30%, em média, dos preços cobrados atualmente. Bernardo fez questão de esclarecer, no entanto, que a proposta do governo de investir R$ 1 bilhão por ano em fibras ópticas não foi abandonada.

A meta do governo é que a velocidade de conexão do serviço será quintuplicada nos próximos três anos. A partir do fim de setembro, as empresas terão de oferecer aos clientes velocidade de 1 megabit por segundo (Mbps). Gradativamente, essa taxa terá que subir, até chegar a 5 Mbps em 2014.

Zero Hora

‘O que Mantega defende nós defendemos’, diz Jucá sobre gastos

Declarações do ministro causaram desconforto na base aliada.
‘Prorrogar restos a pagar não quer dizer algo de errado’, disse Jucá.


A preocupação do ministro da Fazenda com a austeridade fiscal ao anunciar a prorrogação do decreto dos restos a pagar de 2009 causou desconforto entre os aliados da presidente Dilma Rousseff no Congresso e levou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), a afirmar nesta sexta (1º) que a decisão da presidente de estender por mais 90 dias o prazo para liberação das emendas parlamentares não compromete as contas do governo.

“O que o ministro Guido Mantega defende o que todos nós defendemos: austeridade fiscal, responsabilidade, controle nos gastos. Agora, prorrogar os restos a pagar não quer dizer que se estará fazendo algo de errado na questão fiscal, pelo contrário, estamos dando condição, com mais 90 dias, de as prefeituras se adequarem aos projetos que estarão em análise”, afirmou Jucá.

A exemplo de Jucá, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), também garantiu que a preocupação com o equilíbrio das finanças do país não é um privilégio apenas do governo e que “o parlamento tem o mesmo interesse do país”.

“O Congresso também tem o mesmo dever do governo de ter um orçamento equilibrado, no qual despesa e receita estejam no mesmo nível. O parlamento tem o mesmo interesse do país”, argumentou Sarney.

Diante da prorrogação do decreto do pagamentos de 2009, o ministro da Fazenda sinalizou que o governo poderia travar a liberação de emendas de 2011 em nome do equilíbrio fiscal. Para o líder do governo no Senado, independentemente das posições de Mantega em relação a liberar ou não emendas parlamentares de 2011, a decisão caberá apenas a presidente.

“O governo está discutindo quando vai liberar as emendas de 2011. Historicamente o governo libera as emendas no final do ano, sempre é assim. Então, de agosto em diante, não há nenhum tipo de prejuízo, porque tem sido assim nos anos anteriores. É uma questão que vai depender da presidenta Dilma, a presidenta que vai fazer. O governo está agindo com responsabilidade, permitindo que a receita se configure, mas sem dúvida nenhuma, no final do segundo semestre, perto do final do ano, vamos ter as emendas”, analisou Jucá.

G1



PF vai abrir inquérito sobre suposta invasão a e-mail de presidente Dilma

Segundo jornal, hacker copiou e-mails que ela recebeu durante a campanha de 2010

Em nota, o Ministério da Justiça informou nesta quinta-feira que o chefe da pasta, José Eduardo Cardozo, determinou a abertura de inquérito pela Polícia Federal para apurar a suposta invasão do correio eletrônico pessoal da presidente Dilma Rousseff por hacker.

A invasão ao e-mail foi divulgada por reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo. Segundo a publicação, um hacker copiou e-mails que ela recebeu durante sua vitoriosa campanha à Presidência da República, em 2010.

O rapaz teria tentado vender os arquivos a políticos de dois partidos de oposição, o DEM e o PSDB, porém informou ao jornal que não teve sucesso.


ZH Dinheiro


Produção industrial brasileira volta a crescer em maio


Rio de Janeiro - A produção da indústria brasileira aumentou 1,3% em maio na comparação com o mês anterior, quando a taxa havia ficado em -1,2%. Em relação ao mesmo período de 2010, houve expansão de 2,7%, revertendo dois meses seguidos de taxas negativas na mesma base de comparação.

De acordo com dados divulgados hoje (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano o índice acumula alta de 1,8% e nos últimos 12 meses, de 4,5%.

A alta observada na passagem de um mês para outro atingiu 19 dos 27 ramos da pesquisa, com destaque para alimentos (3,9%), produtos de metal (12,8%) e veículos automotores (3,5%). Já as principais pressões negativas foram exercidas pela indústria farmacêutica (-12,1%), metalurgia básica (-1,9%) e pelas bebidas (-2,2%)

Em relação a maio do ano passado, também houve expansão em 19 das 27 atividades, principalmente veículos automotores (6%) e refino de petróleo e produção de álcool (8%).

O IBGE informou que revisou o dado relativo a abril na comparação com março. Em vez da queda de 2,1% divulgada anteriormente, houve retração de 1,2%. A modificação, segundo o instituto, ocorreu em função da entrada de novas informações relativas ao mês de maio.

Agência Brasil



Superávit comercial até junho é 64,6% maior que o do primeiro semestre de 2010

Brasília - O superávit comercial do primeiro semestre deste ano ficou em US$ 12,985 bilhões, 64,6% acima do resultado registrado em igual período de 2010 (US$ 7,886 bilhões). As informações fora divulgadas hoje (1º) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Nos dados acumulados deste ano, as exportações ficaram em US$ 118,306 bilhões, com média por dia útil de US$ 954,1 milhões. As importações chegaram a US$ 105,321 bilhões (média diária de US$ 849,4 milhões).

O superávit comercial de junho chegou a US$ 4,430 bilhões, contra US$ 2,267 bilhões registrados em igual período do ano passado.

Em junho, as exportações chegaram a US$ 23,692 bilhões, com média por dia útil de US$ 1,128 bilhão. As importações somaram US$ 19,262 bilhões, com média de US$ 917,2 milhões por dia útil.

Agência Brasil



Para evitar desgaste com aliados, Tarso deve retirar projeto de inspeção veicular da Assembleia

Taxa para motoristas que integrava pacote será retirada por falta de apoios para aprovação

Depois de o governador Tarso Genro ter dito que retiraria o projeto da inspeção veicular - na qual seria cobrada uma taxa de R$ 54,83 aos motoristas - da Assembleia se os aliados pedissem, a bancada do PDT aprovou ontem o pedido para que a proposta seja rediscutida.

O governo deve retirar o projeto nos próximos dias. A inspeção verificaria o nível de poluição sonora e de emissão de gases poluentes dos veículos.

Na prática, a taxa seria o menor gasto dos proprietários, já que os reprovados na vistoria teriam custos bem maiores com oficina. Diz o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana:

— É evidente que nossa intenção inicial era que o projeto fosse votado. Mas os deputados têm a sensibilidade de quem está na ponta do processo, conversando com a população. Por esta razão, achamos que sim, é possível retirarmos o projeto.



Pestana sabe que boa parte dos parlamentares está sem disposição para enfrentar mais um plano polêmico. Afinal, 4,8 milhões de gaúchos seriam atingidos.

Três dias atrás, em uma sessão de 16 horas, a base aliada já garantiu a aprovação do aumento da alíquota previdenciária de 11% para 14% aos funcionários públicos.

— A base inteira está receosa com essa inspeção veicular. Nossa ideia é rediscutir a proposta, começar do zero — afirma o deputado Gerson Burmann, líder da bancada do PDT.

Zero Hora