1.5.11

Alckmin recebe vaias e aplausos no 1º de Maio da Força

O governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), foi vaiado na comemoração do 1º de Maio organizada em São Paulo pela Força Sindical e outras quatro centrais --UGT, CGTB, Nova Central e CTB.

O tucano disse que que as vaias partiram de um grupo "pequeno e organizado", ressaltando ter recebido uma "recepção calorosa dos trabalhadores" --no final de seu discurso, ele foi aplaudido.

Ministro diz achar bom que tucanos sintam "cheiro do povo"

Alckmin chegou ao evento ao lado do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Eles minimizaram a crise da oposição e Aécio fez duras críticas ao governo.


Alessandro Shinoda/Folhapress
Geraldo Alckmin discursa ao lado de Paulinho Pereira da Silva (de laranja), no 1º de Maio da Força Sindical
Geraldo Alckmin discursa ao lado de Paulinho Pereira da Silva (de laranja), no 1º de Maio da Força Sindical

"A oposição sairá fortalecida desse processo após o lusco-fusco político. Tenho certeza de que o PSDB sairá maior", afirmou o governador paulista.

Aécio foi mais enfático. Disse que o PSDB deve "parar de olhar para os outros". "É hora de colocar as nossas ideias, combater a inflação, falar sobre o processo de desindustrialização que ameaça o país. O governo é frágil, não toma iniciativas sobre as grandes questões", afirmou.

O senador mineiro disse ainda existir uma supervalorização dos problemas do PSDB, que, segundo ele, todos os partidos enfrentam.

"Como o PT consegue reincorporar alguém como o Delúbio [Soares]? Isso é que deve ser debatido", disse Aécio.

O senador aproveitou a ocasião para se colocar como porta-voz das bandeiras da oposição. Fez uma ironia sobre a decisão da presidente Dilma Rousseff de entregar alguns aeroportos à iniciativa privada. "Bem-vindo, PT, ao maravilhoso mundo das privatizações", afirmou.

Na última sexta-feira (29), Dilma cancelou a sua participação no evento, na avenida Marquês de São Vicente.

Segundo a Polícia Militar, foram à comemoração mais de 1 milhão de pessoas.

O custo estimado pelos organizadores é de até R$ 2,7 milhões.


Folha.com

Sindicatos pedem redução de carga horária no Dia do Trabalho

São Paulo - Os sindicatos brasileiros, durante a jornada de comemoração do Dia Internacional do Trabalho, pediram neste domingo ao Governo da presidente Dilma Rousseff a redução da jornada de trabalho sem afetar os salários.

Com uma participação de 1,5 milhão de operários, a Força Sindical e outros quatro grupos sindicais do país, realizaram a maior concentração do dia no Viaduto Pompeia de São Paulo.

As cinco centrais se pronunciaram a favor da regulação dos empregos, da mudança no sistema de previdência e na redução dos impostos e da taxa básica de juros.

Em resposta aos sindicatos, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, leu uma mensagem da presidente, quem não participou do ato por razões de saúde.

Na mensagem, Dilma se comprometeu a que a inflação "não voltará a corroer o poder aquisitivo dos trabalhadores" e destacou a geração de empregos de seu antecessor, Lula.

O ato contou com a participação das autoridades regionais e com as apresentações de artistas como César Menotti e Fabiano, Luan Santana, Bruno e Marrone, Daniel, Jorge e Matheus, Victor e Leo, João Bosco, entre outros.

Em outra concentração sindical em São Paulo, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) realizou um ato com mais de 30 mil participantes do Vale do Anhangabaú, que contou com a presença do ator e ativista americano Danny Glover.

No ato, a CUT rendeu uma homenagem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um antigo ativista sindical, e fez também um reconhecimento ao ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, que foi representado por ativistas de seu país.

A celebração do Dia de Trabalho no Brasil transcorreu com relativa tranquilidade e teve grandes concentrações em cidades como Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba e Rio de Janeiro.

No entanto, na Praça da Sé, no centro de São Paulo, um protesto contra a agressão esta semana de um trabalhador negro em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, terminou em confronto, sem feridos, entre as forças da ordem e os cerca de 200 manifestantes.

UOL Economia

Alberto nega renúncia

Pelo menos dois dos novos integrantes do Conselho de Ética do Senado - o presidente João Alberto, e Renan Calheiros, tiveram participação no caso dos atos secretos, que gerou uma das maiores crises políticas da Casa nos últimos anos. João Alberto descartou uma possível renúncia à presidência.

Correio do Povo

Vereadores presos em MS

Vereadores que foram presos, cassados ou renunciaram ao cargo em Dourados (MS), devido ao escândalo "Farra das Propinas", em 2010, voltaram sexta-feira para a prisão. Agora, eles são acusados de envolvimento em um caso de falsos empréstimos consignados por causa dos juros baixos.

Correio do Povo

Condições salariais dominam passeatas de 1º de Maio no mundo

Os tradicionais desfiles de 1º de maio reuniram neste domingo milhares de pessoas em todo o mundo, de São Paulo a Berlim, passando por Havana, para comemorar o dia dedicado aos trabalhadores e principalmente reivindicar aumentos salariais.

No Brasil, os principais sindicatos comemoraram a data reunindo mais de um milhão de trabalhadores que participaram nos eventos programados em São Paulo. Em meio às festas, pediram a redução da jornada de trabalho de 40 horas semanais e sem redução de salário.

Na Polônia, a maior organização sindical do país, a OPZZ, cancelou, no entanto, a tradicional passeata para não atrapalhar as cerimônias relacionadas com a beatificação do papa polonês João Paulo 2º.

A Festa do Dia do Trabalho teve um tom mais político na Rússia, onde os partidos pró-Kremlin aproveitaram a ocasião para fazer uma demonstração de força ante as próximas eleições utilizando lemas como "Medvedev! Putin! Vamos, Rússia!".

Para as autoridades russas, criticadas pela violenta dispersão de várias manifestações da oposição nos últimos meses, estas reuniões representaram uma oportunidade para demonstrar respeito pela liberdade de expressão. No entanto, foi proibido que os homossexuais se manifestassem no centro de São Petesburgo.

Na Espanha, onde a economia tenta sair da crise e onde o desemprego atinge um em cada cinco trabalhadores, os sindicatos organizaram mais de 80 manifestações, sendo a mais importante a de Valência (leste).

Na Grécia, onde a população está sendo obrigada a fazer sacrifícios sem precedentes há mais de um ano para resgatar a economia do país, milhares de pessoas saíram às ruas de Atenas para protestar contra um novo endurecimento das medidas de austeridade.

A mesma situação foi vivida em Portugal, que também pediu um plano de ajuda à União Europeia e ao FMI. Os sindicatos organizaram um marcha contra as medidas de austeridade anunciadas pelas autoridades.

Na França, milhares de pessoas participaram de um desfile para celebrar o Dia Internacional do Trabalho, numa manifestação de menor proporção do que a do ano passado. No entanto, a extrema-direita conseguiu mobilizar mais pessoas que em 2010 durante o desfile em homenagem a Joana d'Arc.

As condições salariais foram o principal tema das manifestações na Bélgica, onde a crise econômica e social se soma a uma crise política sem precedentes.

Em Berlim, milhares de pessoas protestaram sem maiores incidentes. O presidente do sindicato DGB, Michael Sommer, alertou para a queda dos salários e denunciou que os proprietários de empresas contratam a bons preços os empregados procedentes da Europa do Leste, quando a Alemanha e a Áustria estão a ponto de abrir seu mercado trabalhista para esses cidadãos.

ÁFRICA

Na África, a festa do Trabalho permitiu aos sindicatos entregar às autoridades relações de reclamações, como aconteceu em Benin e Togo.

Na Tunísia, onde a revolta desencadeou a queda do regime em janeiro passado, não houve maiores incidentes. Em Argel, as únicas manifestações foram as dos torcedores de futebol antes da final da Copa da Argélia 2011.

No Marrocos, jovens sindicalistas e membros do Movimento de 20 de fevereiro - que reclamam mais democracia - manifestaram-se em várias cidades do país. Em Rabat, cerca de 3.000 manifestantes desfilaram aos gritos de "Abaixo o despotismo" e "Chega de marginalizaçao ".

Em Cuba, por outro lado, milhares de pessoas, entre elas os novos trabalhadores privados, desfilaram em apoio às reformas econômicas do presidente Raúl Castro que visam a modernizar o esgotado modelo socialista.

Na América Latina, a questão dos salários baixos e do desemprego foi a tônica das comemorações no México, Venezuela, Bolívia e Colômbia, entre outros países.

Na Ásia, um mês e meio depois do acidente com a central nuclear Fukushima, o 1º de Maio deu lugar a manifestações anti-nucleares em Tóquio.

Em Hong Kong, a data significou a entrada em vigor do salário mínimo neste território que pertence à China. Fixado em 28 dólares locais por hora (2,43 euros), supõe um avanço, apesar de ser insuficiente para que uma família possa viver, segundo os sindicatos, que conseguiram reunir 4.000 manifestantes.

Os salários também foram o centro das revindicações nas Filipinas.

Em Seul, mais de 50 mil pessoas reclamaram melhores condições de emprego e aumento salarial.


Folha.com

Tentáculos tucanos minam o DEM

Disputas entre aecistas e serristas extrapolam os muros do PSDB e contribuem para o esvaziamento do partido de oposição

Uma disputa de bastidor entre José Serra e Aécio Neves implodiu o DEM. Desidratado pelas urnas, longe do poder e rachado, o partido agoniza por conta da crise manipulada à distância pelos líderes tucanos e pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM).

Por trás da sangria, estão projetos políticos alheios ao partido e focados nas eleições de 2014. Enquanto Serra e Aécio nutrem a discórdia no DEM com a pretensão de atrair aliados para a eleição presidencial, Kassab deflagra uma diáspora para o PSD para se habilitar ao governo de São Paulo. As intrigas aumentaram em 2010, durante o processo de escolha do candidato tucano à Presidência, abrindo fissuras no DEM.

Derrotada, a ala pró-Aécio passou a última campanha presidencial às turras com Serra, inclusive desmobilizando parte da militância democrata. O revés nas urnas intensificou a animosidade entre aecistas e serristas.

A cúpula do DEM está segura de que os movimentos de Kassab são coreografados por Serra. Mesmo derrotado duas vezes para a Presidência, Serra mantém as esperanças de voltar a concorrer. No PSDB paulista, há quem acredite que ele estaria avaliando migrar para o PSD para sair candidato a presidente outra vez.

Aécio, por outro lado, vem imprimindo um ritmo frenético de articulações para pavimentar sua candidatura. Na Câmara, as digitais do mineiro conduziram o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) à liderança da bancada, desbancando o candidato do ex-líder Paulo Bornhausen (SC). A manobra acuou o grupo do ex-senador Jorge Bornhausen e levou o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, a dar um ultimato à direção do DEM: a fusão com o PSDB é a condição para que ele não migre para a legenda de Kassab.

A pressão de Colombo, costurada com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, irritou a atual cúpula do DEM, rival dos catarinenses. Nas últimas semanas, os deputados ACM Neto, Onyx Lorenzoni e Ronaldo Caiado (GO), chamados de “tropa de choque de Aécio” pelos serristas, enfileiraram almoços e conversas ao telefone para montar uma estratégia para segurar Colombo e evitar uma debandada em Santa Catarina.

– A proposta do DEM não trouxe nada de novo. O governador já deixou claro que, se não for concretizada a fusão, vai tomar outro rumo – diz Paulo.

Dentro do PSDB, a proposta de fusão é vista com ressalvas inclusive por aliados de Serra. Para o senador Aloysio Nunes (SP), a união não é viável sem resolver impasses paroquiais.

– Fusão agora em nome do quê? Depois da eleição de 2012, podemos abrir um diálogo sobre esse tema, inclusive, envolvendo o PPS – afirmou.

Diante da iminência de ver Kassab fortalecido, Aécio entrou em campo pessoalmente na quarta-feira para demover Colombo.

Aproveitando a crise da oposição para se fortalecer em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin tenta se viabilizar como alternativa para voos mais altos do que a reeleição. Sem aliados fora do Estado, ele tem tentado blindar o PSDB e o DEM paulistas.

Zero Hora

Dutra revela ter epilepsia

Ao anunciar sexta-feira a renúncia à presidência do PT por motivos de saúde, José Eduardo Dutra revelou que sofre de epilepsia com crises de ausência da realidade. O petista relatou episódio em que ficou por dois dias no Rio de Janeiro e pensava ter participado de um debate político em MG.

Correio do Povo

Oposição critica refiliação

A refiliação do ex-tesoureiro Delúbio Soares ao PT foi criticada pela oposição. Para o presidente nacional do Dem, José Agripino (RN), a refiliação é "absurda". "É o grande mau exemplo que o PT dá para não ser seguido pelo Brasil." A senadora do PSDB Marisa Serrano (MS) avaliou que "a imagem que passa é que não existe culpa, punição".

Correio do Povo

Barbano vai dirigir a Anvisa

A presidente Dilma Rousseff designou o farmacêutico Dirceu Brás Aparecido Barbano para ser o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Barbano já ocupava o cargo interinamente desde janeiro de 2001, depois da saída de Dirceu Raposo de Mello. Ele está na Anvisa desde outubro de 2008.

Correio do Povo

Pneumonia leva Dilma a hospital em São Paulo

A presidente Dilma Rousseff está com uma pneumonia leve e deveria passar a noite de ontem em São Paulo, onde foi internada no sábado. Segundo os médicos, ela foi medicada com antibióticos, recebeu alta e deve cumprir sua agenda de hoje em Brasília.

Dilma, que teve um câncer no sistema linfático, deu entrada no hospital Sírio Libanês no sábado, após vários dias com sintomas de gripe forte.

Por causa da doença, ela cancelou sua participação no World Economic Forum do Rio, na sexta-feira, porque se sentiu mal. Também desistiu de participar das festas do 1º de Maio.

Em abril de 2009, Dilma revelou que estava fazendo um tratamento para remover um linfoma, um câncer no sistema linfático. Ela passou por sessões de quimioterapia.

Segundo Roberto Kalil Filho, médico que atendeu Dilma em São Paulo, a pneumonia não tem relação com a vacina contra gripe, que Dilma tomou na segunda-feira passada.

Destak Jornal

Livros aprovados pelo MEC criticam FHC e elogiam Lula

Os livros didáticos aprovados pelo MEC (Ministério da Educação) para alunos do ensino fundamental trazem críticas ao governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e elogios à gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), informam Luiza Bandeira e Rodrigo Vizeu na edição de hoje da Folha.

Exemplo disso é o livro "História e Vida Integrada", que enumera problemas do governo FHC (1995-2002), como crise cambial e apagão, e traz críticas às privatizações. Do outro lado, a respeito de Lula, a publicação cita a "festa popular" da posse e diz que o petista "inovou no estilo de governar" ao criar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. O Ministério da Educação não comentou o tratamento dado a FHC e Lula nos livros.


Folha.com

Peemedebista acusado de corrupção

O Supremo Tribunal Federal determinou essa semana a abertura de ação penal para investigar se o deputado federal João Magalhães, do PMDB, cometeu crime de corrupção passiva. Ele é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de negociar emenda parlamentar para município mineiro em troca do recebimento de parte da verba liberada pelo orçamento da União.

Segundo o MPF, Magalhães recebeu R$ 40 mil para negociar emenda parlamentar e obter a liberação de recursos federais para obra de drenagem e calçamento em São José de Jacuri. Ele teria cobrado de 10% a 12% do valor da verba como condição para negociar a emenda e garantir a transferência efetiva dos valores.

Correio do Povo

Alckmin critica excesso de partidos

Em meio à sangria do PSDB, que vem perdendo filiados para o recém-criado PSD, o governador tucano Geraldo Alckmin afirmou na sexta-feira que o Brasil tem partidos demais. Alckmin disse que se pudesse escolher uma única mudança na reforma política seria a proibição das coligações nas eleições proporcionais (para deputados e vereadores). No sistema atual, grandes partidos se unem aos pequenos em busca de mais tempo na propaganda de TV, e o resultado final acaba comprometido, com a eleição de candidatos com poucos votos, mas beneficiados pela aliança de várias legendas.

Questionado sobre o PSD, ele evitou falar na nova legenda do prefeito Gilberto Kassab (ex-Dem), mas disse que o excesso de partidos "dificulta a governabilidade". Alckmin foi mais cuidadoso ao falar em uma possível fusão do PSDB com Dem e PPS. O governador já havia elogiado a ideia, que desagrada ao também tucano José Serra.

"É um tema delicado. Sou favorável a menos partidos, mas temos que respeitar as singularidades, as histórias", disse Alckmin, que também defendeu o voto distrital misto e o facultativo.

Correio do Povo

Inflação terá pico durante disputa salarial

O governo e o setor privado calculam que o pico da inflação neste ano deverá ocorrer em setembro, o mesmo mês quando ocorre a campanha salarial de alguns dos principais sindicatos, informa Gustavo Patu na edição de hoje da Folha. Entre essas categorias estão os dos petroleiros, dos bancários e dos metalúrgicos.

Neste ano, ao contrário dos anteriores, a trajetória de ganhos salariais reais (ou seja, um reajuste acima da inflação no período) entrará em choque com a política anti-inflacionária do governo --quanto maior for o sucesso das campanhas salariais, mais difícil será para o governo federal colocar a inflação dentro dos patamares desejados para 2011.


Folha.com

Resolução petista faz críticas a FHC

Uma proposta de resolução política que estava marcada para ser votada nesse sábado pelo Diretório Nacional do PT faz referência indireta ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - chamado de "patrono intelectual" da oposição -, critica o racha no Dem e no PSDB e afirma que os tucanos debatem-se à procura de um "rumo" para a oposição. "Carecendo de projeto nacional soberano, órfãos até de um programa oposicionista vêm se pulverizando. Resumo da história: em artigo que acendeu polêmica em suas próprias bases, até seu patrono intelectual desistiu de dialogar com o povo", diz um trecho da resolução.

Com 27 tópicos, o texto ainda é preliminar e pode receber emendas. Um dos artigos diz que os adversários do PT e do governo Dilma fragmentam-se, porque sofrem as "sequelas" da última campanha. O documento cita, ainda, o "esvaziamento do Dem" e destaca que o partido pode acenar com uma fusão com o PSDB.

Correio do Povo

Reforma perturba aliados de Tarso

Juliana: 'Temos lutas históricas'<br /><b>Crédito: </b> marcos eifler / al / cp
Juliana: 'Temos lutas históricas'
Crédito: marcos eifler / al / cp

A base aliada tenta não expor, mas a tensão é evidente a respeito da discussão sobre a Previdência estadual. Não agrada aos deputados o fato de o governo ter realizado duas reuniões na semana passada com lideranças da base aliada para tratar das mudanças na Previdência e, em nenhuma delas, ter apresentado os detalhes que foram abordados pelo governador Tarso Genro na quinta-feira, em almoço com sindicalistas.

"Na reunião que tivemos foi dada a garantia de que até segunda-feira à noite teremos mais detalhes, para que possamos debater na bancada na terça. A única coisa que nos informaram é que as mudanças não atingiriam quem recebe até dez salários. Mas não tratamos de aumento de alíquotas de contribuição ou previdência complementar. O governador pode estar pautando pela imprensa", assegura o líder da bancada do PTB, Aloísio Classmann. O PDT também deve discutir o tema na terça. "Somos base aliada e a decisão será conjunta", garante a deputada Juliana Brizola. Questionada sobre se o partido poderá abrir mão de algumas bandeiras, principalmente no que se refere a questões envolvendo sistema de previdência complementar, contudo, ela faz uma ressalva. "Não abriremos mão de nossas lutas históricas. É uma questão de identidade."

O vice-líder da bancada socialista, deputado Miki Breier, diz que o partido vai aguardar pelo projeto. Ele admite que a criação de um sistema de previdência complementar é um ponto mais "delicado", mas deixa a questão em aberto. "A bancada do PSB já mostrou que tem independência. Em relação à previdência complementar é preciso discutir. Se a alternativa não é essa, devemos identificar outras."


Correio do Povo

Tarso e a política do equilibrista

Para evitar conflitos, governo usa estratégia de intercalar o anúncio de medidas que possam desagradar a setores divergentes

Imagine um equilibrista avançando na corda bamba. Só que em cada ponta daquela vara – fundamental para manter o equilíbrio – há uma pilha de visões e interesses distintos, e o homem pende um pouco para lá, um pouco para cá, e assim vai seguindo. É como atua o governador Tarso Genro. Numa ponta, ele atende os sem-terra, o Cpers e as tradicionais bandeiras do PT, mas na outra acalenta empresários, latifundiários e “as elites” que o partido desprezava.

Decidido a evitar confrontos, Tarso tem ziguezagueado entre segmentos que nunca se acertaram. O exemplo mais recente dessa dualidade eclodiu na segunda-feira, quando o governo decidiu reabrir as escolas itinerantes do MST. Embora desagrade aos grandes produtores rurais, a notícia foi recebida com silêncio entre eles.

Em parte porque, dois dias depois, por intermédio da administração de Tarso, o Planalto anunciaria a liberação de R$ 360 milhões para combater a crise do arroz. Pouco antes, o Piratini havia espichado o prazo para quitar empréstimos do Banrisul.

Esse ecletismo sintetiza a atuação equilibrista de Tarso. É uma ondulação também visível em áreas como educação e funcionalismo.

– Ao mesmo tempo em que o preconceito contra o PT foi sendo superado, nosso preconceito com os outros também foi – justifica o secretário do Desenvolvimento Rural, Ivar Pavan.

Contra novas invasões, governador promete terra

Mais do que “vencer preconceitos”, diz um assessor de Tarso, o governo tem uma estratégia: procura planejar uma ação que agrade a um setor antes de anunciar outra que, em seguida, deverá irritá-lo. Pavan é o responsável por afagar os movimentos sociais, enquanto Luiz Fernando Mainardi, da Agricultura, adula os ruralistas.

Dias atrás, diz um interlocutor do Piratini, Mainardi foi consultar o governador sobre um projeto. Tarso já havia prometido assentar mil famílias de sem-terra, o que custará R$ 140 milhões, mas o secretário insistia num plano prevendo todo o resto, saneamento, energia, posto de saúde. O investimento saltaria para R$ 400 milhões. Tarso se assustou.

– Vamos primeiro nos preocupar com as terras. Se dermos terra, não podem invadir – concluiu o governador, se equilibrando como pode.

Zero Hora

Miséria: Dilma e Lula lançam projeto

Petistas defendem programa governamental em comerciais de 30s<br /><b>Crédito: </b> Roberto AStuckert Filho / PR / CP
Petistas defendem programa governamental em comerciais de 30s
Crédito: Roberto AStuckert Filho / PR / CP

A presidente Dilma Rousseff e seu antecessor, Lula, aparecem juntos novamente, desde o sábado, em comerciais de 30 segundos que o PT exibe na TV. Dirigida pelo publicitário João Santana, a dupla "venderá" o programa de combate à miséria, "Brasil Sem Miséria", que Dilma vai lançar neste mês.

Lula recorre a um discurso usado na campanha de Dilma. Ao lado da sucessora, ele lembra que a oposição achava impossível um operário ser eleito presidente e uma mulher chegar ao Palácio do Planalto. Dilma encerra o comercial dizendo que agora também deve ter gente afirmando que é impossível acabar com a pobreza - trata-se de provocação ao adversário PSDB.

O ex-presidente aparece ainda tratando da reforma política. O PT defende o financiamento público de campanha e o voto em lista. A pregação da reforma, que nunca saiu do lugar, embala a defesa da anistia ao ex-tesoureiro Delúbio Soares, expulso no escândalo do mensalão, em 2005. Como presidente de honra do PT, Lula convoca a população a lutar pela reforma política.

Em um comercial sem Lula, Dilma faz propaganda do Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec), que oferece bolsas de estudos aos cursos profissionalizantes. Ela também estrela um filme com toque mais feminino, dirigido às mulheres.


Correio do Povo

Aliança PSDB-DEM será ‘compulsória’

Ideia de fusão não será posta em prática antes de oposição testar união obrigatória em 2012


O DEM e o PSDB estudam a formalização de uma "união compulsória" entre os dois partidos já na eleição de 2012. Os planos de fusão entre as duas legendas, que encontram resistência em ambos os lados, serão discutidos apenas depois das disputas municipais no ano que vem.

A ideia é "dogmatizar" as alianças municipais entre os dois partidos: nas cidades em que o PSDB for mais forte, o DEM apoiará o candidato a prefeito, assim como os tucanos defenderão as candidaturas dos democratas nos locais onde estes tiverem mais chances de vitória.

"A fusão remete a uma discussão de médio prazo. Neste momento, vamos debater a compulsoriedade (das alianças)", afirmou o senador José Agripino Maia (RN), presidente do DEM. Para ele, a tese da aliança obrigatória deve ser colocada num documento a ser ratificado pelos partidos. "A solução adequada agora é fazer alianças para a disputa pelas prefeituras", disse o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira, para quem a fusão permitirá aos partidos atuarem mais "nacionalmente".

Na semana passada, líderes tucanos trouxeram a público a discussão sobre uma eventual fusão, que já se arrasta nos bastidores desde a eleição de 2010, quando os dois partidos perderam cadeiras no Congresso e viram seu poder de fogo diminuir.


Estadão

Tarso vetará projeto que manda contratar trabalhadores da Fugast

Caso caia nas mãos do governador Tarso Genro o projeto aprovado que manda contratar os empregados da Fugast, haverá recurso e ajuizamento de ADIN.

. O projeto é do deputado Gilmar Sossela, PDT.

Blog do Políbio Braga