1.4.11

FUGAST: Ata da reunião realizada no Sindisprev-RS - 30 de março

  • Aos trabalhadores da FUGAST

    Na tarde dessa quarta-feira, dia 30 de março de 2011, foi realizada reunião convocada pela Comissão dos Trabalhadores da FUGAST e o SINDISPREV. O encontro contou com a presença da Advogada Samara Ferrazza, Assessora Jurídica, na sede do sindicato (Travessa Francisco Leonardo Truda nº 40 12º andar);
    A pauta: informes, avaliação e proposta
    A Advogada Samara Ferrazza relatou que estão tomadas todas as providências para garantir o direito dos trabalhadores. Entre elas, os contatos com o Ministério Público do Trabalho, que já foi informado sobre o não pagamento das Rescisões Contratuais dos trabalhadores. Esse episódio causa danos aos profissionais e aos familiares. No dia 08 de abril, deverá ocorrer uma Audiência no Ministério Público do Trabalho;
    De acordo com a advogada, será muito importante tentarmos negociar de uma forma política a liberação dos recursos para o pagamento das rescisórias, seja pela pressão juntamente à FUGAST e ao Governo do Estado. O diretor do SINDISPREV-RS, Joel Soares, reforça a propositura da advogada Samara e propõe ainda que adotemos ações que coloquem para opinião pública a difícil situação pela qual estão passando os trabalhadores demitidos da FUGAST, pelo caos social e as dificuldades financeiras a que estão submetidos os familiares, da falta de vagas no mercado de trabalho e da falta de perspectiva daqueles que pleiteiam uma aposentadoria. Joel salienta ainda que tais aspectos sequer foram levados em consideração pelo Ministério Público Estadual, pela Prefeitura de Porto Alegre e nem pelo Governo Estadual;.
    Apesar disso, os trabalhadores através de suas lutas têm conseguido expor seus problemas e aguardam por uma saída que contemple suas reivindicações. As deliberações dessa reunião seguem abaixo relacionadas:
    Do ponto de Vista Jurídico
    - A Orientação aos trabalhadores da FUGAST é de aguardar pelo pagamento das ações rescisórias e posteriormente ingressarem na justiça pelas demais questões trabalhistas;
    -Aguardar até o dia 08 de abril, data prevista para realização da Audiência no Ministério Público do Trabalho, onde se pretende, com a Intervenção do Juiz Fabiano Bezerra, um posicionamento favorável para a liberação do pagamento das Rescisões Contratuais por parte do Governo do Estado;
    - Confecção de um questionário que garanta o conhecimento da real situação pela qual passam os trabalhadores da FUGAST. De posse do questionário, iniciaremos uma campanha de apoio aos trabalhadores demitidos;
    Do ponto de vista da mobilização
    - Acompanhamento por parte da Comissão de Mobilização dos Trabalhadores, juntamente com o SINDISPREV-RS, sobre a tramitação da PEC 201, na Assembléia Legislativa, cujo calendário será verificado e posteriormente informado aos interessados;
    - Dia 06 de abril - acampamento no largo Glênio Peres ou Esquina Democrática com abaixo assinado solicitando apoio da população aos demitidos da Fugast;
    - Dia 07 de abril - Dia Mundial da Saúde – distribuição de panfletos denunciando a grave Situação da Saúde, coleta de assinaturas do Abaixo Assinado e caminhada pelas ruas do centro da cidade até o Palácio Piratini visando sensibilizar a opinião pública e o Governo do Estado;
    - Dia 08 de abril - Audiência no Ministério público do Trabalho, da qual participam a entidade denunciante SINDISPREV-RS, Assessoria Juridica, advogada Samara Ferrazza, a FUGAST e a representação do Governo do Estado.
    - Outro encaminhamento considerado muito importante é a busca da unidade nas ações a serem desenvolvidas no próximo período, pois ações isoladas só nos prejudicam. Neste sentido foi reiterado que os próximos passos da mobilização dos demitidos da FUGAST serão orientados pela Comissão de Mobilização dos Trabalhadores da FUGAST e pelo SINDISPREV-RS.
    Assinam este relatório
    Comissão de Mobilização dos Trabalhadores da FUGAST e SINDISPREV RS.
    30 de março de 2011


Sindisprev-RS

Produção industrial em fevereiro tem alta

A produção industrial brasileira cresceu 1,9% em fevereiro, na comparação com janeiro. Trata-se do ritmo mais elevado desde março 2010 (quando a expansão foi de 3,5%), na comparação mês a mês. Em relação a fevereiro de 2010, a expansão foi de 6,9% - acima dos 2,4% vistos em janeiro na mesma comparação.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A expansão foi registrada em 17 dos 27 ramos industriais, com destaque para os setores de alimentos (que cresceu 6,7%) e veículos automotores (4,7%). Também contribuíram os segmentos de produtos de metal, metalurgia básica, equipamentos médico-hospitalares, ópticos e outros, máquinas para escritório e equipamentos de informática e bebidas.

Por outro lado, as principais pressões negativas vieram de outros produtos químicos, edição e impressão e material eletrônico e equipamentos de comunicações.

No acumulado entre janeiro e fevereiro, o avanço chegou a todas as categorias de uso e 23 atividades, na comparação com o mesmo período de 2010. O ramo de veículos automotores, com acréscimo de 16,1%, se manteve como o de maior influência positiva no índice geral - com destaque para a maior fabricação de automóveis e caminhões.

Outras contribuições positivas nessa comparação vieram de máquinas e equipamentos (8,2%), outros equipamentos de transporte (17,6%), indústrias extrativas (5,1%), alimentos (2,7%) e equipamentos médico-hospitalares, ópticos e outros (30,4%).

Já em sentido oposto, entre os quatro ramos com queda na produção sobressaíram os recuos vindos de outros produtos químicos (-5,2%) e de têxtil (-7,1%).

Entre as categorias de uso, o destaque ficou com bens de capital (13,1%) e bens de consumo duráveis (11,7%), que registraram crescimento bem acima da média da indústria (4,6%), enquanto que bens intermediários e bens de consumo semi e não duráveis, ambos com expansão de 2,4%, cresceram de forma menos acentuada.

Correio do Estado

Delator do mensalão ganha benefícios

Pivô do esquema de corrupção desmantelado pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, o ex-secretário de Relações Institucionais do governo do Distrito Federal Durval Barbosa começou a colher os benefícios da delação premiada. Considerado o operador do mensalão do DEM, Durval gravava todos os encontros em que repassava dinheiro para políticos.

Por unanimidade, a 2ª Turma do Tribunal de Justiça do DF abrandou ontem as duas primeiras sentenças em que ele foi condenado. Durval é réu em 20 processos.

No primeiro caso, a condenação de quatro anos e sete meses de reclusão foi reduzida em dois terços e caiu para um ano e seis meses, convertida a seguir para pena alternativa. Trata-se de contrato fraudulento, no valor de R$ 9,8 milhões, em favor de uma empresa. A multa de 4,5% sobre o valor do contrato também caiu para 2%. No segundo caso, também por contrato irregular de uma empresa de pesquisa, a condenação acabou anulada porque, com a redução da pena, o prazo de punição prescreveu.

Dificilmente Durval ficará preso

Restam agora 18 processos, alguns prontos para julgamento, sem contar as ações civis. Mesmo com a perda de primariedade, é improvável que Durval acabe atrás das grades. Há um sentimento predominante no Ministério Público e no Judiciário de que isso desmoralizaria a lei da delação premiada, que tem menos de 10 anos de vigência no Brasil. Embora ainda em fase de amadurecimento, a lei foi decisiva para desmantelar poderosas organizações criminosas, como ocorre em várias partes do mundo.

Os desembargadores seguiram o voto do relator, Roberval Belinati, segundo o qual Durval continua merecedor dos benefícios da delação, proporcionais a sua colaboração, que foi expressiva até agora. Mas, conforme o entendimento da Corte, ele nunca terá o perdão total porque foi um dos artífices, beneficiário e um dos principais operadores do esquema criminoso, batizado de mensalão do DEM. O esquema consistia na arrecadação de propina de empresas que prestam serviço ao governo para distribuição a políticos e autoridades.

Zero Hora

Velório aproxima Lula e Aécio

O velório de José Alencar na capital mineira aproximou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Aécio Neves (PSDB-MG). O ex-governador mineiro foi o político com quem Lula mais conversou durante a cerimônia, realizada no Palácio da Liberdade. Petista e tucano acertaram um encontro futuro, ainda sem data marcada.

A maior parte da conversa girou em torno de elogios a Alencar, especialmente pela maneira como enfrentou o câncer até o fim. "Ele foi muito mais do que um vice. Era mais forte que eu", afirmou Lula, antes de deixar o saguão do palácio. Em uma sala lateral, o ex-presidente e sua sucessora, Dilma Rousseff, despediram-se da família, depois de passarem cerca de uma hora na cerimônia.

Lula e Dilma chegaram juntos ao Palácio da Liberdade, pouco antes do meio-dia. Enquanto Dilma, de um lado do caixão, ficou entre os parentes de Alencar, ao lado da ex-primeira-dama Marisa Letícia, Lula estava no lado oposto, em meio a políticos como Aécio, o ex-presidente e senador Itamar Franco (PPS-MG) e o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB).

Colaboradores de Lula disseram que ele tem conversado com políticos, pesquisadores e representantes da sociedade civil, simpatizantes ou não do PT e do governo, antes de iniciar as atividades do instituto que pretende fundar. Já aliados de Aécio lembraram que o tucano sempre teve uma relação cordial com o ex-presidente e que não terá nenhum problema em trocar ideias com Lula.

Enquanto falava com Aécio, à beira do caixão, Lula olhava para o corpo de Alencar. O ex-presidente fez força para não chorar, especialmente no momento em que a viúva, Mariza, e os filhos despediram-se de seu vice.

Correio do Povo

Barbosa colhe frutos da delação

O ex-secretário de Relações Institucionais do Governo do Distrito Federal (DF) Durval Barbosa, pivô do esquema de corrupção desmantelado pela operação Caixa de Pandora, começou a colher os benefícios da delação premiada. Por unanimidade, a 2 Turma do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios abrandou ontem as duas primeiras sentenças a que ele foi condenado nos 20 processos em que é réu por corrupção, desvio de dinheiro público, fraude em licitações, improbidade administrativa e outros crimes.

No primeiro caso, a condenação de quatro anos e sete meses de reclusão foi reduzida em dois terços e caiu para um ano e seis meses, convertida a seguir para pena alternativa. Trata-se de contrato fraudulento, no valor de R$ 9,8 milhões, em favor da empresa de informática Patamar, investigada na operação Megabyte. A multa de 4,5% sobre o valor do contrato também caiu para 2%. No segundo caso, também por contrato irregular de uma empresa de pesquisa, a condenação acabou anulada porque, com a redução da pena, o prazo de punição prescreveu. Restam agora 18 processos.

Correio do Povo

Governador afaga Beto Albuquerque

A entrevista de ontem do governador Tarso Genro também serviu para respaldar o secretário de Infraestrutura, Beto Albuquerque, que, na terça-feira, enfrentou uma saia justa no Piratini.

Beto havia anunciado na terça pela manhã mudanças no Daer sem ter combinado previamente com o restante do governo, conforme relatos de assessores do Piratini. No mesmo dia à tarde, em uma nova entrevista, desta vez com Beto e o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, foi anunciado um pente-fino em todos os contratos e convênios do Daer. As mudanças divulgadas horas antes por Beto não foram confirmadas.

Ontem, Tarso e Beto almoçaram a sós em uma sala de reuniões da Secretaria de Infraestrutura e, logo depois, chamaram a imprensa. Nenhum dos dois comentou o mal-estar do início da semana.

Um grupo de trabalho criado por uma portaria publicada na quarta-feira terá 60 dias para definir como serão retiradas do Daer atribuições como concessões de transporte rodoviário.

Remodelação do Daer dependerá de auditoria

Segundo Beto, essas tarefas dispersam energia do órgão, que deveria se preocupar com a construção e conservação das estradas. Tarso afirmou que a remodelação do Daer será fruto dos trabalhos de auditorias e de investigação técnica da força-tarefa que está sendo constituída – além do grupo instituído por Beto.

A criação de uma agência, que havia sido anunciada por Beto na terça-feira, não foi descartada nem confirmada por Tarso, que também citou a possibilidade de mudança por meio da “potencialização das agências atuais” e da “reorganização técnica e burocrática do Daer”.

Zero Hora

Supremo devolve quatro recursos

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello e Ellen Gracie decidiram ontem devolver ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quatro recursos de ex-candidatos barrados nas eleições de 2010 pela Lei da Ficha Limpa. Entre eles, está o do ex-governador de Roraima Flamarion Portela (PTC). Na última quarta-feira, por 6 votos a 5, o STF decidiu que a lei não deveria ter sido aplicada às eleições do ano passado. A norma barra a candidatura de condenados por decisões de colegiados.

Correio do Povo

Unesco defende apuração do caso

As declarações do deputado Jair Bolsonaro provocaram reação até de um braço da Organização das Nações Unidas (ONU). Em seu Twitter oficial, o escritório da Unesco no Brasil pediu apuração das frases do parlamentar. "A Unesco no Brasil defende apuração de denúncia de homofobia e racismo por parte de parlamentar", diz post publicado ontem à tarde e que foi parar na capa do site da ONU no Brasil.

Correio do Povo

Após polêmica, deputado Jair Bolsonaro voltará ao CQC

O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) voltará ao "CQC", da Band, na segunda-feira, para se defender da polêmica declaração concedida na atração. Questionado por Preta Gil como reagiria se seu filho se apaixonasse por uma negra, o político respondeu que não discutiria "promiscuidade". "Não corro esse risco, e meus filhos foram muito bem educados. Não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu." Segundo o diretor Diego Barredo, o "CQC" exibirá uma reportagem sobre a repercussão do caso. "Sentimos que há uma discussão maior a ser abordada". De acordo com Barredo, Bolsonaro mais atacou do que se defendeu nas novas declarações.

ClickPB

Novato apoia posição de Bolsonaro

As declarações polêmicas do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), que atacou negros e homossexuais no programa CQC, da Rede Bandeirantes, na segunda-feira, causaram repúdio de boa parte da população e de alguns parlamentares. Houve no entanto, quem fizesse coro às palavras de Bolsonaro.

É o caso, por exemplo, do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), que publicou ontem, em sua página no Twitter (@marcofeliciano), comentários preconceituosos. "Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é a polêmica. Não sejam irresponsáveis", disse Feliciano no microblog. Ele está no primeiro mandato e garante que a afirmação vem de conhecimento teológico. Ele se diz afrodescentente e nega ser racista.

Os primeiros posts tratando do tema foram colocados na página na quarta-feira. Segundo Feliciano, foram seus assessores que colocaram o "ensinamento" na Internet, com seu aval. Polêmica relativa à África não é a única da página do parlamentar na rede social. Ele ataca também homossexuais. "A podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição", diz ele em um dos posts.

O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, deputado José Carlos Araújo (PDT-BA), negou ontem pedido de Bolsonaro para prestar esclarecimentos ao colegiado sobre seus comentários. Diante da repercussão e das criticas às suas declarações, Bolsonaro havia encaminhado requerimento ao conselho para ter a oportunidade de esclarecer dúvidas. "O Conselho de Ética não pode ser acionado por um parlamentar", disse Araújo. Ao todo já foram protocoladas na Mesa da Câmara, nos últimos dias, seis representações contra Bolsonaro por causa de declarações.

Correio do Povo

Polêmica de racismo cresce na Câmara

Pastor eleito pelo PSC de São Paulo declara no Twitter que “os africanos são amaldiçoados”

Na mesma semana em que as declarações do deputado Jair Bolsonaro(PP-RJ) no programa CQC provocaram reações no Congresso, um parlamentar usou o Twitter para dizer que “os africanos são amaldiçoados”. O pastor Marco Feliciano (PSC-SP) é deputado federal de primeiro mandato e garante que a afirmação vem de um conhecimento teológico. Ele se diz afrodescendente e nega ser racista.

Os primeiros posts tratando do tema foram colocados na página do parlamentar na quarta-feira. Segundo ele, foi sua assessoria que postou o “ensinamento” na internet, com seu aval. Entre outras frases, Feliciano diz na rede social que “sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, aids. Fome.”

Ontem, ele retornou ao tema: “A maldição que Noé lança sobre seu neto, Canaã, respinga sobre o continente africano, daí a fome, pestes, doenças, guerras étnicas!”.

Segundo o deputado, a Bíblia sustenta a teoria de que o continente africano foi amaldiçoado. O parlamentar afirma que, pela Bíblia, Cam, filho de Noé, “vê a nudez do pai” em um momento de embriaguez de Noé e ri. Quando Noé volta a si, ele chama Cam e seu neto Canaã e joga uma maldição sobre o neto, que, posteriormente seria o responsável por povoar o continente africano.

A polêmica relativa à África não é a única da página do parlamentar na rede social. Feliciano faz também ataques a homossexuais. “A podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime, a rejeição”, diz ele em um dos posts.

Vaccarezza chama Bolsonaro de “estúpido”

Ao site do Estadão, o deputado afirma que o ataque é destinado a homossexuais que têm espalhado críticas a ele no Twitter.

Ontem, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), chamou Bolsonaro de “estúpido”. – O Bolsonaro tem se caracterizado como um deputado estúpido, mas ele foi eleito com esta estupidez.

Em uma série de declarações polêmicas nos últimos dias, o parlamentar voltou à carga ontem”.

– Atenção, pais: os seus filhos vão receber um kit que diz que é para combater a homofobia, mas que, na verdade, estimula o homossexualismo – disse Bolsonaro, em referência a uma campanha preparada pelo MEC para combater o preconceito nas escolas.

Estocadas no ar e no Twitter
O QUADRO DO CQC
- No programa CQC, da Band, a cantora Preta Gil questionou o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) como ele reagiria caso um filho seu namorasse uma negra.
O QUE DISSE O DEPUTADO
- “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu.”
REAÇÃO DA CANTORA
- Preta Gil disse em seu Twitter: “Advogado acionado, sou uma mulher Negra, forte e irei até o fim contra esse Deputado, Racista, Homofobico, nojento, conto com o apio de vcs”.
RETRATAÇÃO
- “Foi um mal-entendido, eu errei. Como veio uma sucessão de perguntas, eu não ouvi que era aquela. O que eu entendi da Preta Gil, por Deus que está no céu, é como eu reagiria caso meu filho tivesse um relacionamento com gay”, declarou o deputado Bolsonaro.
NOVA POLÊMICA
- Outro parlamentar usou o Twitter para dizer que “os africanos são amaldiçoados”. O pastor Marco Feliciano (PSC-SP) é deputado federal de primeiro mandato e garante que a afirmação vem de um conhecimento teológico. Ele se diz afrodescendente e nega ser racista.
- “A podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime, a rejeição”, declarou em um dos posts.

Zero Hora

Dem devolve endereço de JK à família

A disputa política entre o Dem e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, chegou ao campo virtual. Antes de sair da legenda para deflagrar o processo de criação do PSD (Partido Social Democrático), Kassab registrou vários endereços na Internet para que sua nova sigla pudesse utilizá-los no futuro. Como usou o CNPJ da comissão provisória do diretório regional do Dem em São Paulo, o comando nacional do partido passou a ter direito legal sobre os sites registrados por Kassab, incluindo o www.psd.org.br e endereço www.jk.org.br.

Este último tinha sido registrado pelo prefeito sem autorização da família do ex-presidente Juscelino Kubitschek. A cúpula do Dem comunicou à família de Juscelino que está desfazendo a operação e devolvendo aos parentes do ex-presidente a posse da marca consagrada por ele.

Ao registrar a posse deste endereço eletrônico, a ideia de Kassab era tentar vincular o novo partido, que tem a mesma sigla usada por JK quando foi eleito, à imagem de um dos políticos mais reconhecidos do Brasil. Kassab alegou que tinha sido autorizado pelos herdeiros do ex-presidente, mas foi desmentido.

Correio do Povo

Deputado volta a criticar ''kit gay''

O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) voltou ontem a repetir suas opiniões polêmicas. Ele afirmou que o Ministério da Educação vai estimular o homossexualismo e "abrir as portas para pedofilia" ao distribuir um "kit gay para as escolas de primeiro grau". De acordo com Bolsonaro, o kit contém "filmetes pornográficos", que mostram um garoto pintando as unhas na escola e tratam de beijo lésbico, além de cartazes e cartilhas.

O Ministério da Educação diz que o material é composto por três vídeos e um guia de orientação a professores de escolas do Ensino Médio. "Atenção, pais, seus filhos receberão um kit que dizem que é para combater a homofobia, mas na verdade estimula o homossexualismo. Com a mentira de combater a homofobia, estão estimulando o homossexualismo e abrindo as portas para a pedofilia", disse. Para Bolsonaro, o Plano Nacional de Promoção à Cidadania e Direitos Humanos, do governo federal, "cria cotas para professores gays em escolas de primeiro grau".

Correio do Povo

Filhos de Bolsonaro dizem que pai não é preconceituoso

Filhos afirmam que pai defende valores que 'incomodam muita gente'.
Deputado federal concedeu uma entrevista polêmica na última segunda (28).


Os filhos do deputado federal Jair Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro e o deputado estadual Flávio Bolsonaro, defenderam que o pai não pode ser considerado um homem preconceituoso. Bolsonaro causou polêmica ao conceder uma entrevista dizendo que seus filhos não correm o risco de namorar uma mulher negra ou virarem gays, porque "foram muito bem educados".

“Ele tem uma opinião que é polêmica, que vai contra o politicamente correto e que tem que ser respeitada. (...) O que a família Bolsonaro faz nada mais é do que valorizar conceitos e valores da família, valores éticos, valores morais e certamente isso incomoda muita gente”, afirmou Flávio.

A entrevista de Jair Bolsonaro foi veiculada na última segunda (28) no programa CQC, da TV Bandeirantes. Nela, espectadores fizeram perguntas sobre temas variados. Em uma das perguntas, a cantora Preta Gil questionou o que o deputado federal faria caso um filho seu se apaixonasse por uma negra. Em sua resposta, Jair Bolsonaro disse que não iria discutir promiscuidades e insinuou que a cantora vivia em ambientes promíscuos.

“A gente não está aqui para julgar ninguém. A Preta Gil faz o que quiser da vida dela. Agora, ela não pode querer achar que ela é um exemplo de moralidade para quem quer que seja”, comentou Flávio sobre a polêmica.

A Preta Gil faz o que quiser da vida dela. Agora, ela não pode querer achar que ela é um exemplo de moralidade"
Flávio Bolsonaro

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) entrou naquarta-feira (30) com uma representação contra o deputado Jair Bolsonaro por considerar que ele cometeu quebra de decoro parlamentar pelas declarações feitas durante a entrevista.

Homossexuais
Os filhos de Bolsonaro também comentaram as afirmações do pai sobre os homossexuais. “Ele (Jair Bolsonaro) entende que a homossexualidade é fruto do meio onde a pessoa convive. E nós não convivemos. Nós, graças a Deus, convivemos no meio familiar. Não convivemos em meios tão badalados, como alguns artistas gostam de frequentar. Essa é a posição dele, ele não está querendo se referir ao homossexualismo como uma doença”, disse Flávio sobre o fato de o pai ter respondido o que faria caso os filhos fossem gays. Na ocasião, Bolsonaro respondeu que os filhos tiveram boa educação e ele não corria esse risco.

“Em nenhum momento ele voltaria atrás (em relações as declarações). O que ele fala, inclusive, é que, no momento em que a pessoa completa 18 anos, ela faz o que quiser da vida dela. Mas, a partir do momento em que você deve respeito a alguém que te sustenta, eu acho que o mínimo que se deva fazer é existir uma reciprocidade”, comentou Carlos.

Ditadura
Os filhos comentaram ainda a opinião do pai sobre a ditadura militar. “Naquele tempo havia segurança, havia saúde, educação de qualidade, havia respeito. Hoje em dia a pessoa só tem o direito de quê? De votar. E ainda assim vota mal. É isso tudo que a população tem que repensar. Não adianta as pessoas quererem julgar o Bolsonaro pelo conjunto da obra, por ele defender o regime militar, por ele defender a família, por uma série de outros pontos que ele defende”, concluiu Flávio.


G1

Após declarações polêmicas, Bolsonaro não muda de posição: "Preta Gil é promíscua"

Deputado do PP carioca concedeu entrevista ao Programa Polêmica

O deputado federal do PP carioca Jair Bolsonaro concedeu entrevista ao programa Polêmica da Rádio Gaúcha, na manhã desta sexta-feira. Ele falou sobre suas declarações divulgadas no início dessa semana e que teriam teor homofóbico e racista.

— Não vou me escorar em liberdade de expressão para me defender do que aconteceu — afirmou.

Para justificar sua fala no programa CQC da Rede Bandeirantes de Televisão, o deputado argumentou que não foi entrevistado por ninguém da produção do programa. Segundo ele, foi combinado que a perguntas seriam feitas por populares em um laptop e, em seguida, ele as responderia. A pergunta da cantora Preta Gil foi a última a ser feita.

— Eu detesto a Preta Gil. Não suporto ela — afirmou, justificando sua resposta.

— A Preta Gil é promíscua — acusou, dizendo que a cantora faria sexo com mulheres e participaria de orgias.

Bolsonaro argumento que se equivocou ao ouvir a pergunta de Preta e que teria ouvido que ela teria perguntado qual seria sua reação se um de se seus filhos namorasse um gay e não uma negra, como ela realmente falou.

Ela falou "negra", eu entendi "gay" — ressaltou.

— Estão me acusando de homofóbico, coisa que não sou. Estou batendo é no "kit gay" que querem distribuir nas escolas públicas — afirmou em relação a uma ação do governo federal contra o bullying contra gays em escolas do país.


Rádio Gaúcha e Diário Catarinense

Tarso coloca em dúvida conveniência de CPI

Governador fica incomodado com o uso da expressão “operação abafa” para definir ação do Piratini

Depois de a base do governo ter esvaziado a criação de uma CPI para investigar supostas irregularidades no Daer, o governador Tarso Genro questionou ontem a necessidade da comissão na Assembleia. Em entrevista, Tarso levantou dúvidas se a CPI não diluiria o trabalho do Ministério Público e geraria um “contencioso político falso”.

Tarso negou que o governo tenha montado um operação para abafar a CPI proposta pelo deputado Diógenes Basegio (PDT). A iniciativa de uma comissão de inquérito surgiu depois que uma reportagem da RBS TV, veiculada no Fantástico, revelou indícios de irregularidades em contratos de licitação do Daer para instalação de pardais no Estado.

Em 17 de março, com o início da coleta de assinaturas para o requerimento de criação da CPI, Tarso declarou em uma reunião-almoço com empresários que concordava com a investigação por parte da Assembleia, o que acabou dando aval para que a bancada do PT manifestasse apoio.

Ao ver que a criação da CPI realmente ganhava força, o governo agiu para dissuadir os deputados: alertou que uma CPI só serviria de munição para a oposição.

Na terça-feira, a Casa Civil anunciou a criação de uma força-tarefa composta por órgãos de controle, como o Ministério Público (MP), para buscar irregularidades no Daer. Ontem, Tarso frisou que considera que o “método correto de tratar esses assuntos” é o Executivo ter iniciativas para combater irregularidades. Ressaltou que, ao longo de sua vida pública, sempre adotou postura favorável às CPIs e que nesta é “absolutamente indiferente”:

– Estamos em um governo que não só não tem medo, como provoca um movimento do MP e TCE, num destampamento de todos os problemas que o Daer possa ter aqui a secretaria.

No entanto, acrescentou que no caso atual se trata de “promover ou não uma investigação do MP”, sem detalhar por que a CPI prejudicaria a investigação dos promotores. O governador criticou adversários que estariam contrapondo uma CPI ao Ministério Público. E afirmou:

– Se os deputados têm a prudência de aguardar o trabalho do Ministério Público, para depois verificar se a CPI vale a pena ou não, isso é uma questão da Assembleia que nós respeitamos.

''Supremo tem que explicar o que faz''

 Cezar Peluso<br /><b>Crédito: </b>  elza fiúza / abr / cp
Cezar Peluso
Crédito: elza fiúza / abr / cp

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, e a corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, criticaram ontem a imprensa e afirmaram que o Judiciário tem de mostrar para a sociedade como trabalha para se defender das críticas que sofre. "Essa parece que tem sido uma tarefa que nem sempre o Judiciário brasileiro consegue desempenhar, a de explicar à opinião pública o que faz, de não ouvir passivamente aquilo que a opinião pública, mediante a mídia, pensa sobre o Judiciário", afirmou Peluso.

A ministra emendou: "O ministro Peluso disse muito bem que nós precisamos calar a imprensa que tanto vem falando sobre a atuação do Judiciário. Mas calar a imprensa não é com discurso. Nós só podemos mudar esse jogo apresentando números e trabalho". Horas depois, a ministra explicou o uso da expressão "calar a imprensa". "A minha fala foi no sentido de dizer aos juízes que as críticas da imprensa só podemos reverter mostrando resultados positivos e, dessa forma, a imprensa não terá mais o que falar."

Os dois reagiram a críticas sobre o fato de o Judiciário ter descumprido metas de julgamento fixadas no ano passado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mesmo tendo gastado mais. Levantamento divulgado na quarta-feira pelo CNJ, órgão que também é presidido por Peluso, mostrou que o Judiciário não conseguiu cumprir a meta de economizar nos gastos com papel, luz, água, combustível e telefone. Ao contrário, os gastos aumentaram.

Para Peluso, "os números não podem ser considerados em si mesmos". O presidente do STF e do CNJ disse ser importante mostrar para a opinião pública o que existe por trás dos números. Ele observou que a Justiça brasileira depende de condições materiais que nem sempre estão à disposição. "Não é possível considerar os números de modo absoluto."


Correio do Povo

Indústria tem maior expansão em quase 1 ano

RIO DE JANEIRO - A produção industrial brasileira cresceu mais que o esperado, registrando o maior ritmo mensal desde março do ano passado.

A alta foi de 1,9 por cento em fevereiro ante janeiro e de 6,9 por cento contra igual mês do ano passado, a 16a taxa positiva, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Economistas consultados pela Reuters esperavam expansão de 0,8 por cento mês a mês e alta anual de 5 por cento, segundo a mediana das projeções.

Na comparação mensal, a atividade cresceu em 17 dos 27 setores industriais. As maiores variações foram de Alimentos (6,7 por cento) e Veículos automotores (4,7 por cento).

Entre as categorias de uso, a produção de bens intermediários foi o destaque, com alta mês a mês de 1,3 por cento, seguida por bens de capital (0,9 por cento). Já as atividades de bens de consumo semi e não duráveis e bens de consumo duráveis tiveram queda, de, respectivamente 0,2 e 2,3 por cento.

Ano a ano, 22 das 27 atividades tiveram expansão, com destaque para Veículos automotores (24,1 por cento) e Máquinas e equipamentos (9,5 por cento).

Entre as categorias de uso, a produção de bens de capital e de bens de consumo duráveis tiveram as maiores elevações, de 17,9 e 17,4 por cento, seguida por bens intermediários (4,1 por cento) e de bens de consumo semi e não duráveis (3,6 por cento).

Segundo o IBGE, o crescimento da indústria na comparação ano a ano foi "influenciado não só pelo perfil de crescimento bastante disseminado entre as atividades industriais, mas também pelo efeito calendário, uma vez que fevereiro de 2011 teve dois dias úteis a mais que fevereiro de 2010".

O IBGE confirmou o resultado da indústria em janeiro, em variação positiva de 0,2 por cento sobre dezembro, mas revisou ligeiramente para baixo a alta sobre janeiro de 2010, de 2,5 para 2,4 por cento.

No primeiro bimestre, o setor acumulou alta de 4,6 por cento.


Reuters Brasil

Produção industrial cresce 1,9% em fevereiro, aponta IBGE

A produção industrial brasileira cresceu 1,9% em fevereiro ante janeiro, já descontadas as influências sazonais, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em janeiro, o setor havia registrado alta de 0,2%.


A expansão em fevereiro é a maior desde março de 2010 (3,5%). O resultado interrompe uma trajetória de estagnação da indústria, que, desde agosto do ano passado, oscilava nos indicadores mensais entre pequenas variações positivas e quedas sem muita expressão.


Já no confronto com igual mês do ano anterior, houve acréscimo de 6,9%. Com isso, o índice acumulado nos últimos 12 meses ficou em 8,6%.


A produção da indústria cresceu de janeiro para fevereiro em 17 dos 27 ramos industriais pesquisados. Os principais destaques positivos ficaram com alimentos (6,7%), veículos (4,7%) e produtos de metal (7%). Já as quedas mais importantes foram registradas pelos ramos de produtos químicos (-3,7%) e edição e impressão (-4%).


Por categorias de uso, os bens intermedíários lideraram, com alta de 1,3% de janeiro para fevereiro, seguido por bens de capital (0,9%). Na outra ponta, registraram retração os bens duráveis (-2,3%) e semi e não-duráveis (-0,2%).


Agência de Notícias Jornal Floripa

Evento lembra regime militar

Mais de duas décadas após o fim do regime militar, a Assembleia Legislativa analisa as consequências do período em que o país foi governado por generais. O seminário "Memória, Verdade e Justiça: Marcas da Ditadura no Cone Sul" começou na quarta-feira e chega ao fim hoje com a presença de representantes do Uruguai e da Argentina. A data foi escolhida devido ao aniversário do golpe que tirou o presidente João Goulart do poder, consumado no dia 1 de abril de 1964. A atividade é promovida pela Escola do Legislativo Deputado Romildo Bolzan, vinculada à Assembleia.

Correio do Povo

Um milhão de ações paradas

Conselho Nacional de Justiça revelou dificuldades em analisar todos os processos recebidos durante o ano de 2010

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelou ontem levantamento mostrando que o Judiciário deixou de julgar 1 milhão de processos recebidos no ano passado. A meta era solucionar todas as 17,1 milhões de ações distribuídas em 2010. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministro Cezar Peluso, afirmou que é preciso reconhecer o esforço e as limitações dos tribunais. Um obstáculo apontado é a falta de estrutura dos tribunais, que, segundo Peluso, não seria responsabilidade exclusiva do poder Judiciário.

"Não é possível considerar os números de modo absoluto, é preciso perceber como eles espelham um trabalho extraordinário da magistratura brasileira e a tentativa de resolver problemas praticamente insolúveis, que não dependem apenas do esforço da magistratura, mas de condições materiais nem sempre presentes e cuja responsabilidade não é do poder Judiciário", afirmou o presidente. Os dados do CNJ mostram ainda que houve aumento de 17% nas despesas de custeio do Judiciário em 2010.

O crescimento foi puxado pela Justiça Eleitoral, por causa do pleito do ano passado. A meta era reduzir em 2% os gastos em relação a 2009. Segundo o levantamento do CNJ, as duas principais metas - que tratam do julgamento de novas ações e do estoque de processos - não foram cumpridas na maioria dos tribunais do país.



Correio do Povo

Valorização do real frente ao dólar deve levar Banco Central a tomar novas medidas cambiais

Tombini diz que governo está focado no combate à inflação e atento ao ingresso de capital

A valorização do real frente ao dólar — de 1,96% em março e de 2,15% no primeiro trimestre — preocupa o governo. Na quinta-feira, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse que tomará novas medidas para conter a volatilidade do câmbio, se for preciso.

Em reunião com deputados da Comissão de Finanças e Tributação, Tombini reforçou que o governo está focado no combate à inflação e atento ao ingresso de capital especulativo no país. O dólar fechou a quinta-feira a R$ 1,6310, patamar semelhante ao de agosto de 2008.

Durante o encontro, também foi discutida a expectativa de aumento da inflação, que deve ser um pouco superior a 5% em 2011, e deve perder ritmo a partir do terceiro trimestre.

Conforme Tombini falou aos parlamentares, a inflação está sendo impactada por um aumento temporário das commodities, ou seja, dos preços de produtos primários definidos pelo mercado internacional.

No balanço do encerramento do primeiro trimestre, diferentes índices perderam terreno para a inflação, mostrando que os investidores estão enfrentando um ano desafiador.

Nem poupança, nem dólar, nem o índice da Bolsa de São Paulo (Bovespa) conseguiram bater a inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) no primeiro trimestre.

A caderneta de poupança, aplicação mais popular do país, teve rentabilidade de 1,74% no trimestre, insuficiente para proteger o dinheiro do trabalhador de uma inflação acumulada de 2,43% neste ano, conforme o IGP-M (os dados do IPCA, referência do BC, ainda não foram divulgados).

Mas o pior ficou reservado para quem investiu em aplicações consideradas de maior risco. O Ibovespa, termômetro da bolsa e referência para os fundos de renda variável, amarga perda de 1,04% no trimestre. O dólar caiu 2,1% até março, e o ouro, 4,4%.

Zero Hora

Em Minas, Alencar usa carro de bombeiros que levou Tancredo Neves

Velório de ex-vice-presidente será aberto ao público até às 13h, e acontecerá no Palácio da Liberdade, no centro de BH


O corpo do ex-vice-presidente José Alencar será transportado nesta quinta-feira no mesmo carro aberto do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais que levou o corpo do presidente eleito Tancredo Neves, morto em 1985 e um dos líderes da democratização do País.A presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva são aguardados para a cerimônia. O governador de Minas Gerais Antonio Anastasia (PSDB) já está presente para prestar homenagem ao ex-vice.

O corpo do ex-vice-presidente José Alencar deve chegar à base aérea da Pampulha, em Belo Horizonte, às 9h20. Houve atraso, pois a previsão inicial de chegada à capital mineira era 7h30. Os motivos do atraso não foram informados pela Força Aérea Brasileira (FAB). De lá, o corpo segue em cortejo no caminhão histórico do Corpo de Bombeiros, chamado American La France, até o Palácio da Liberdade, onde será velado. Fabricado em 1959, na França, o veículo não está mais em uso.

Foto: reproducao

José Alencar

O velório de Alencar em Belo Horizonte será aberto ao público das 9 horas às 13 horas e acontecerá no Palácio da Liberdade, que foi a sede do Poder Executivo mineiro até março de 2010, quando o então governador Aécio Neves (PSDB), hoje senador, inaugurou a Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, na Região Norte da cidade.

Ao sair da Pampulha, o cortejo segue pela avenida Antônio Carlos, na Região Norte de Belo Horizonte, na pista destinada exclusivamente aos ônibus. Da Antônio Carlos, o caminhão segue para o centro da cidade, pela rua Caetés, depois passa pela avenida Afonso Pena e pela avenida João Pinheiro, que estão entre as principais da cidade. Esta última avenida termina na Praça da Liberdade, onde fica o Palácio da Liberdade.

A avenida Afonso Pena, que está entre os trajetos, recebeu Alencar, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a presidenta Dilma Rousseff (PT), em carro aberto, em outubro do ano passado, durante a campanha eleitoral. Também é na avenida Afonso Pena que políticos tradicionalmente fazem campanha em Belo Horizonte, no tradicional Café Nice. Por lá já passaram Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves, por exemplo.

A viatura dos bombeiros seguirá pela alameda principal da Praça da Liberdade, que já está isolada para evitar aproximação de pessoas. O caminhão irá estacionar na entrada do Palácio da Liberdade, que fica em frente à praça. A homenagem dos Dragões da Inconfidência, assim como acontece em posses de governadores mineiros, está prevista para ocorrer na entrada do palácio.

A cerimônia

Para se despedir de Alencar, que terá um velório aberto ao público, será preciso enfrentar uma fila formada no lado direito do palácio. A saída será pelo lado esquerdo, próximo à avenida Cristóvão Colombo. As autoridades terão acesso por uma entrada especial.

“Oito homens do Exército, Aeronáutica, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar irão transportar o caixão até o salão de entrada do Palácio da Liberdade. No local do velório teremos o que chamamos de 'Câmara Ardente', que é um trabalho fúnebre em que quatro homens do Exército, Aeronautica, Bombeiros e Polícia Militar ficam em pé, nos quatro cantos do caixão”, explicou o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Edgard Estevo da Silva.

O corpo de Alencar deixará o Palácio da Liberdade às 13 horas, em uma limousine. De lá, segue para ser cremado, conforme desejo da família.

O trânsito e a chuva

O trânsito em Belo Horizonte funcionará no mesmo esquema de quando ocorrem posses de governadores, no Palácio da Liberdade. Apenas o entorno da Praça da Liberdade estará interditado, a partir das 6h desta quinta-feira. A previsão é de que o local seja liberado por volta de 13h, quando o corpo de Alencar seguir para cremação.

Grande parte do efetivo da Polícia Militar de Belo Horizonte estará envolvido nos preparativos para o velório de José Alencar, informou o tenente-coronel da Polícia Militar, Alberto Luiz Alves. Ele não informou com precisão o número de militares e alegou razões segurança. Também participam 40 homens do Corpo de Bombeiros. Duas viaturas de resgate estarão a postos no entorno da Praça da Liberdade, para eventuais ocorrências.

Há possibilidade de chover, de acordo com a previsão do tempo. Envolvidos na organização do funeral de Alencar em Belo Horizonte estimam que, neste caso, o público vai ser menor.


Último Segundo

Gabinete de Tiririca paga R$ 8 mil a humoristas que ficam em SP

O palhaço Tiririca, eleito deputado mais votado por São Paulo, tomou posse na Câmara. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O palhaço Tiririca, eleito deputado mais votado por São Paulo, ao tomar posse na Câmara
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil


Deputado mais votado do Brasil com 1,3 milhão de votos, Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca (PR-SP), paga a humoristas do programa A Praça é Nossa, do SBT, salários de até R$ 8 mil, somadas as gratificações, com dinheiro da Câmara. Em 23 de fevereiro, foram nomeados como secretários parlamentares os humoristas José Américo Niccolini (que interpreta na TV uma sátira do apresentador da Bandeirantes Datena) e Ivan de Oliveira, que criaram os slogans da campanha eleitoral do deputado. Eles recebem o maior salário do gabinete de Tiririca. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os humoristas nomeados por Tiririca moram em São Paulo e não cumprem expediente diário como servidores da Câmara. Niccolini e Oliveira participaram da criação de dois dos slogans principais da campanha: "Vote no Tiririca, pior do que está não fica" e "O que é que faz um deputado federal? Na realidade, não sei. Mas vote em mim que eu te conto". Niccolini justificou ao jornal a sua contratação na Câmara: "A gente é bom para dar ideias". A assessoria de imprensa de Tiririca informou que os humoristas foram nomeados porque o deputado os conhece e porque eles "vão colaborar e desenvolver trabalhos dentro da temática que o deputado atua". Dois meses após tomar posse, o segundo deputado mais votado da história - perde para Enéas Carneiro, do Prona - não apresentou nenhum projeto de lei nem fez discurso na tribuna do plenário. Tiririca também se confundiu durante a votação do salário mínimo e votou contra o governo e a orientação do partido, apoiando o valor de R$ 600.


Terra

Corpo de Alencar é cremado em Minas

Ex-vice-presidente recebeu honras de chefe de Estado em sua despedida

 Dilma, Lula, políticos e empresários participaram da cerimônia fúnebre<br /><b>Crédito: </b>  frederico haikal / hoje em dia / cp
Dilma, Lula, políticos e empresários participaram da cerimônia fúnebre
Crédito: frederico haikal / hoje em dia / cp

Com honras de chefe de Estado, o corpo do ex-vice-presidente da República José Alencar foi cremado no início da tarde de ontem na região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). Antes, o corpo foi velado no saguão do Palácio da Liberdade em uma cerimônia aberta ao público, que reuniu familiares, autoridades, políticos e milhares de populares. A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva compareceram ao velório.

Alencar morreu na terça-feira, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, vítima de falência de múltiplos órgãos, causada por um câncer contra o qual lutava desde 1997. O cortejo foi muito aplaudido ao passar pela alameda que cruza a Praça da Liberdade, em frente à antiga sede do governo mineiro. O corpo foi levado da Base Aérea da Pampulha até o palácio no mesmo caminhão do Corpo de Bombeiros que transportou os corpos do ex-presidente Tancredo Neves e do ex-vice-presidente Aureliano Chaves.

O momento mais emocionante da cerimônia ocorreu após o fechamento do caixão. Parentes se reuniram em torno do corpo e fizeram orações. Do Palácio da Liberdade, o caixão seguiu em uma limusine até o cemitério Parque Renascer, sendo recebido ao som da marcha fúnebre, tocada pela banda do Exército. A cerimônia teve honrarias de chefe de Estado, inclusive salvas de tiros de fuzis e de obuses.

Correio do Povo