1.10.11

Avaliação de Dilma é melhor na Região Sul

Em todo o país, a presidente obteve um índice de 51% de ótimo e bom

Pesquisa CNI/Ibope divulgada ontem indica uma virada geográfica nas taxas de popularidade do governo Dilma Rousseff: pela primeira vez, o Sul é a região que mais aprova a gestão da presidente, considerada ótima ou boa por 57%. Em todo o Brasil, o índice ficou em 51%, contra 48% da pesquisa realizada há dois meses.

Entre julho e setembro, período marcado pela “faxina” em que Dilma demitiu servidores acusados de corrupção, o Sul passou da última para a primeira posição no ranking de satisfação com a administração – a taxa de ótimo/bom subiu 12 pontos percentuais (de 45% para 57%).

A avaliação também melhorou no Sudeste, de 47% para 52%, mas oscilou para baixo no Nordeste (de 52% para 50%) e caiu no Norte/Centro-Oeste (de 46% para 43%). O governo tem agora seus piores índices nas regiões onde a presidente venceu a eleição de 2010 com maior folga.

A aprovação ao desempenho pessoal de Dilma também subiu no país como um todo (de 67% para 71%) e, principalmente, no Sul (de 61% para 75%), que aumentou 14 pontos.

Entrevistados reprovam gestão na saúde e impostos

Para o gerente de Pesquisas da CNI, Renato da Fonseca, os resultados do Ibope estão diretamente relacionados à chamada “faxina”, que marcou o noticiário nos últimos meses.

– Dilma conseguiu capitanear para o governo as ações contra a corrupção – afirmou.

O levantamento mostrou que o assunto “corrupção” é o que está mais em voga, na opinião dos entrevistados. Quando indagados sobre quais as notícias de que mais se lembravam nas últimas semanas, 19% citaram as denúncias de irregularidades em ministérios e 13% mencionaram, espontaneamente, a “faxina” – termo do qual a presidente diz não gostar, por dar a ideia de uma ação pontual e não duradoura, mas consagrado no imaginário popular.

Fonseca lembrou que, na rodada anterior da pesquisa, os entrevistados citaram as denúncias de corrupção, mas não as associaram à tomada de providências por parte do poder público.

Das nove áreas de atuação de governo que o Ibope avaliou, três tiveram índice de aprovação maior que o de desaprovação: combate à fome e à pobreza (59% a 38%), combate ao desemprego (53% a 42%) e meio ambiente (54% a 38%).

Nada menos que dois terços dos entrevistados reprovaram a gestão da saúde, e apenas 30% estão satisfeitos com o desempenho no setor. Um resultado semelhante foi registrado em relação ao tema impostos: desaprovação de 66% e aprovação de 27%.

A pesquisa foi feita entre os dias 16 e 20 de setembro. Foram ouvidos 2.002 eleitores em 141 municípios de todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Zero Hora

0 comentários: