1.9.11

Tarso: ''PT gaúcho tem vida própria''

Governador contesta importância de Dirceu nas articulações para 2012

Tarso, ao lado do secretário Mainardi: 'Temos autonomia'<br /><b>Crédito: </b> mauro schaefer
Tarso, ao lado do secretário Mainardi: 'Temos autonomia'
Crédito: mauro schaefer
O governador Tarso Genro afirmou ontem, em entrevista à Rádio Guaíba, concedida na Casa Correio do Povo na Expointer, em Esteio, que o PT gaúcho "tem vida própria" e que não pauta as suas decisões políticas por influências externas. A declaração foi uma clara resposta aos que insinuaram que o ex-ministro José Dirceu teria determinado mudanças nas articulações visando à definição de candidaturas à Prefeitura de Porto Alegre em 2012.

"Dirceu é importante. Tem uma influência sobre o PT nacional, que é pequena, e que é menor ainda aqui no Rio Grande do Sul", afirmou o governador, que, assim como a maioria dos petistas gaúchos, não é aliado de Dirceu nas disputas internas entre as correntes do PT.

Outras lideranças do partido também afastaram a hipótese de Dirceu ter influência suficiente para definir os rumos das eleições municipais de 2012. Muitos petistas gaúchos citam como exemplo a fracassada tentativa, atribuída a Dirceu, de fazer o PT apoiar à candidatura do PMDB no pleito estadual de 2010. O diretório nacional acreditava que a estratégia era uma forma de fortalecer a aproximação entre PT e PMDB, que, à época, ainda negociavam a dobradinha Dilma-Temer. Na ocasião, o diretório estadual do PT desconsiderou os recados que vinham de Brasília e oficializou a candidatura de Tarso, que acabou eleito. "Aqui quem vai decidir é Porto Alegre. Está querendo se criar uma imagem que não é real. Não tem influência externa ou o Dirceu todo-poderoso que decide tudo", afirmou Raul Pont, presidente estadual do PT.

Integrantes da executiva da sigla reforçam a posição. "A opinião dele tem importância, assim como as opiniões de todos os demais membros da direção nacional", disse Cícero Balestro, secretário de Comunicação do PT. "O Dirceu goza de respeito, mas a capacidade dele de incidir nas decisões é muito pequena", afirmou Adriano Oliveira, secretário de Formação Política do PT.

Correio do Povo

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