1.7.11

Oferta de banda larga começa em 90 dias

Até a Copa do Mundo de 2014, todos os municípios brasileiros terão acesso à internet de alta velocidade, pela promessa do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). O serviço, acertado ontem entre o governo federal e as operadoras Telefônica, Oi, Sercomtel e CTBC, começa a ser ofertado em até 90 dias.

A exigência é que as empresas ofereçam um plano de R$ 35 com a internet em velocidade de 1 Mbps (megabit por segundo). Não há, porém, nenhuma garantia de que essa velocidade será entregue nos domicílios dos consumidores.

Atualmente, as empresas vendem uma velocidade máxima e se comprometem a entregar 10% desse total. A presidente Dilma Rousseff queria um compromisso de que a internet no âmbito do plano teria pelo menos 70% da velocidade contratada.

Segundo o ministro da Comunicações, Paulo Bernardo, apesar de R$ 35 ainda ser valor alto (no início, o governo falava em R$ 15), é a metade do encontrado na média atualmente no mercado. Ainda de acordo com Bernardo, cerca de 70% dos domicílios que não têm acesso à internet devem aderir ao PNBL.

O ministro fez questão de enfatizar que o PNBL não terá injeção de dinheiro público. Bernardo anunciou, no entanto, que a Eletrobras poderá se associar à Telebrás para ofertar banda larga em todo o país no atacado.

Ao investir em redes de fibra óptica para venda de capacidade no atacado, o ministro estima que haverá uma redução de 30%, em média, dos preços cobrados atualmente. Bernardo fez questão de esclarecer, no entanto, que a proposta do governo de investir R$ 1 bilhão por ano em fibras ópticas não foi abandonada.

A meta do governo é que a velocidade de conexão do serviço será quintuplicada nos próximos três anos. A partir do fim de setembro, as empresas terão de oferecer aos clientes velocidade de 1 megabit por segundo (Mbps). Gradativamente, essa taxa terá que subir, até chegar a 5 Mbps em 2014.

Zero Hora

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