 Juliana: 'Temos lutas históricas' Crédito: marcos eifler / al / cp |
| A base aliada tenta não expor, mas a tensão é evidente a respeito da discussão sobre a Previdência estadual. Não agrada aos deputados o fato de o governo ter realizado duas reuniões na semana passada com lideranças da base aliada para tratar das mudanças na Previdência e, em nenhuma delas, ter apresentado os detalhes que foram abordados pelo governador Tarso Genro na quinta-feira, em almoço com sindicalistas.
"Na reunião que tivemos foi dada a garantia de que até segunda-feira à noite teremos mais detalhes, para que possamos debater na bancada na terça. A única coisa que nos informaram é que as mudanças não atingiriam quem recebe até dez salários. Mas não tratamos de aumento de alíquotas de contribuição ou previdência complementar. O governador pode estar pautando pela imprensa", assegura o líder da bancada do PTB, Aloísio Classmann. O PDT também deve discutir o tema na terça. "Somos base aliada e a decisão será conjunta", garante a deputada Juliana Brizola. Questionada sobre se o partido poderá abrir mão de algumas bandeiras, principalmente no que se refere a questões envolvendo sistema de previdência complementar, contudo, ela faz uma ressalva. "Não abriremos mão de nossas lutas históricas. É uma questão de identidade."
O vice-líder da bancada socialista, deputado Miki Breier, diz que o partido vai aguardar pelo projeto. Ele admite que a criação de um sistema de previdência complementar é um ponto mais "delicado", mas deixa a questão em aberto. "A bancada do PSB já mostrou que tem independência. Em relação à previdência complementar é preciso discutir. Se a alternativa não é essa, devemos identificar outras."
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