1.4.11

Novato apoia posição de Bolsonaro

As declarações polêmicas do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), que atacou negros e homossexuais no programa CQC, da Rede Bandeirantes, na segunda-feira, causaram repúdio de boa parte da população e de alguns parlamentares. Houve no entanto, quem fizesse coro às palavras de Bolsonaro.

É o caso, por exemplo, do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), que publicou ontem, em sua página no Twitter (@marcofeliciano), comentários preconceituosos. "Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é a polêmica. Não sejam irresponsáveis", disse Feliciano no microblog. Ele está no primeiro mandato e garante que a afirmação vem de conhecimento teológico. Ele se diz afrodescentente e nega ser racista.

Os primeiros posts tratando do tema foram colocados na página na quarta-feira. Segundo Feliciano, foram seus assessores que colocaram o "ensinamento" na Internet, com seu aval. Polêmica relativa à África não é a única da página do parlamentar na rede social. Ele ataca também homossexuais. "A podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição", diz ele em um dos posts.

O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, deputado José Carlos Araújo (PDT-BA), negou ontem pedido de Bolsonaro para prestar esclarecimentos ao colegiado sobre seus comentários. Diante da repercussão e das criticas às suas declarações, Bolsonaro havia encaminhado requerimento ao conselho para ter a oportunidade de esclarecer dúvidas. "O Conselho de Ética não pode ser acionado por um parlamentar", disse Araújo. Ao todo já foram protocoladas na Mesa da Câmara, nos últimos dias, seis representações contra Bolsonaro por causa de declarações.

Correio do Povo

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