O ex-secretário de Relações Institucionais do Governo do Distrito Federal (DF) Durval Barbosa, pivô do esquema de corrupção desmantelado pela operação Caixa de Pandora, começou a colher os benefícios da delação premiada. Por unanimidade, a 2 Turma do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios abrandou ontem as duas primeiras sentenças a que ele foi condenado nos 20 processos em que é réu por corrupção, desvio de dinheiro público, fraude em licitações, improbidade administrativa e outros crimes.
No primeiro caso, a condenação de quatro anos e sete meses de reclusão foi reduzida em dois terços e caiu para um ano e seis meses, convertida a seguir para pena alternativa. Trata-se de contrato fraudulento, no valor de R$ 9,8 milhões, em favor da empresa de informática Patamar, investigada na operação Megabyte. A multa de 4,5% sobre o valor do contrato também caiu para 2%. No segundo caso, também por contrato irregular de uma empresa de pesquisa, a condenação acabou anulada porque, com a redução da pena, o prazo de punição prescreveu. Restam agora 18 processos.
Correio do Povo
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