Relutante, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, admitiu que o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, incluído no PAC, perderá R$ 5,1 bilhões dos R$ 12,7 bilhões disponíveis em 2011. Os números não faziam parte do material apresentado ontem à imprensa, mas o volume bloqueado no Ministério das Cidades evidenciou o sacrifício do programa.
Até então, a presidente Dilma Rousseff garantia publicamente que o Programa de Aceleração do Crescimento não seria afetado pelos cortes. Uma das principais vitrines políticas do governo, o Minha Casa sequer terá verbas suficientes para acomodar os R$ 9,5 bilhões em despesas remanescentes da administração anterior, quando as moradias entregues não chegaram a um quarto do 1 milhão prometido – a segunda etapa do programa prevê mais 2 milhões de casas e apartamentos.
Líderes da oposição no Congresso afirmaram que, com os cortes, fica comprovado que o governo Dilma Rousseff “trabalha com ilusões e promessas que não pode cumprir”.
– Se gastou demais na campanha, agora chegou a conta. E o governo não para de inchar a máquina pública, agora vão criar ainda mais um ministério – declarou o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).
Zero Hora
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