Na passagem pela Argentina, a presidente Dilma Rousseff recebeu ontem conselhos de Estela de Carlotto, líder das avós da Praça de Maio, grupo que reúne parentes das vítimas da ditadura militar do país e que se caracteriza pela defesa dos direitos humanos. Ela afirmou que o Brasil pode repetir a experiência da Argentina, que abriu investigações para desvendar os 30 mil casos de desaparecimento e os sequestros de 400 crianças no período de ditadura militar.
Estela comentou que, durante o encontro, também foi possível compartilhar "histórias de vida e de luta" com a presidente brasileira. Ela recordou a propriedade de Dilma para falar do tema, alegando que a petista também foi vítima da violência de governos ditatoriais. Estela afirmou que cada nação tem a sua própria estratégia para tratar dessas situações.
Antes do retorno para Brasília, Dilma disse que as representantes da Praça de Maio não solicitaram a abertura dos arquivos da ditadura militar no Brasil. Alegou que recebeu manifestações de carinho. "Elas identificaram na minha pessoa o que elas perderam ao longo dos anos", afirmou. Sobre à crise no Egito, a presidente não quis opinar, dizendo que não cabe ao governo brasileiro tecer comentários. Ela desejou que a resolução ocorra dentro dos limites democráticos.
Correio do Povo
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