Sucesso da tomada do Alemão entusiasmou a presidente eleita, que pretende expandir modelo para outras capitais com problemas de segurança, diz jornal
Soldado do exército revista morador no Complexo do Alemão, Rio de Janeiro – 29/11/2010 (Sergio Moraes/Reuters)
"Dilma se mostrou entusiasmada em poder colocar tanto homens quanto equipamentos à disposição"
Luiz Fernando Pezão, vice-governador do Rio
O sucesso da operação que devolveu ao Rio de Janeiro o controle do Complexo do Alemão, antes dominado pelos traficantes, entusiasmou a presidente eleita, Dilma Rousseff. E ela já estuda manter as Forças Armadas atuando no combate ao crime no estado até a Copa de 2014. De acordo com a edição desta quarta-feira do jornal O Estado de S. Paulo, Dilma acredita que o modelo utilizado no Rio – uma parceria entre os militares e as polícias Civil, Militar e Federal – possa servir também para outras capitais brasileiras com problemas de segurança.
O assunto foi discutido na segunda-feira numa reunião entre a presidente eleita, o governador do Rio, Sérgio Cabral, e o futuro ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Também participou do encontro o vice-governador do estado, Luiz Fernando Pezão, que contou ao jornal os principais temas em debate durante a reunião. Segundo ele, a ação no Rio foi considerada um excelente "laboratório" do uso das Forças Armadas no combate ao crime. Justamente por isso Dilma teria dito que a parceria deve se repetir.
A presidente eleita estaria estudando a possibilidade de ter homens da Marinha no patrulhamento da Baía de Guanabara, além do envio de equipamentos e soldados do Exército para outras comunidades fluminenses. O exemplo da tomada do Alemão e da Vila Cruzeiro servirá de base para a questão da segurança no governo Dilma, que termina cinco meses após o Mundial de 2014.
"Dilma se mostrou entusiasmada em poder colocar tanto homens quanto equipamentos à disposição. Quando assumiu, o governador Sérgio Cabral disse que até o fim do mandato iria entregar todos os territórios livres de milícias e do tráfico. Esse objetivo se torna mais concreto com a parceria que nos foi oferecida", disse Pezão ao jornal.
Na terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a afirmar que a permanência dos homens das Forças Armadas no Rio se dará “pelo tempo que for necessário para garantir a paz”. Pouco antes, Cabral havia formalizado ao Planalto o pedido para que as tropas ficassem no estado até outubro de 2011. Lula não descartou sequer o envio de mais soldados ao Rio. "Se em algum momento, o comandante da operação decide os homens são mais necessários, vamos responder", disse o presidente.
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