1.11.10

Analistas preveem que governo Dilma terá perfil mais técnico

Opinião é de que a candidata eleita dará continuidade ao modelo de gestão de Lula


Adriana Franciosi /

Dilma vota em Porto Alegre no segundo turno da eleição
Foto: Agência Brasil

A presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), tem um perfil mais técnico que político e deverá dar continuidade ao modelo de gestão implementado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação é do cientista político e sociólogo Antônio Flávio Testa, da Universidade de Brasília (UnB).

— Ela é muito menos negociadora que o presidente Lula, mas é a grande gestora dos programas do atual governo. Ela deve dar continuidade a esse modelo de gestão, mas vai precisar melhorar sua capacidade de articulação, com uma equipe flexível para se relacionar com o Congresso Nacional — disse o professor.

Galeria: Militantes comemoram a vitória de Dilma Rousseff

Especial: Dilma Rousseff, uma mulher na Presidência

Segundo ele, o governo de Dilma será bem-sucedido se ela conseguir montar uma boa equipe e se relacionar com o Congresso de uma forma mais pragmática. Para isso, deverá contar com a ajuda do presidente Lula que, em um primeiro momento, poderá se afastar taticamente, mas depois vai acabar se engajando no futuro governo.

— É muito provável que ele seja uma grande liderança informal para negociar a governabilidade e deixar a Dilma tocar os seus projetos.

Galeria: a trajetória política de Dilma

O cientista político e doutor em sociologia Murillo de Aragão, da Arko Advice, também tem uma visão otimista do futuro governo.

— Em um primeiro momento, será um governo que começa sob as bênçãos políticas do governo Lula, mas tem tudo para ser um governo politicamente eficiente — prevê.

Para ele, apesar de ter um perfil mais técnico, Dilma representa um projeto político que será continuado.

Agência Brasil e ClicRBS

Site de Dilma estampa mensagem "Obrigada Brasil"

Endereço eletrônico destacou vitória da candidata petista pouco após as 20h


Reprodução /

Site destaca vitória da primeira mulher presidente do Brasil
Foto: Reprodução


Após a confirmação matemática da vitória de Dilma Rousseff (PT), às 20h04min deste domingo, o site da candidata eleita estampou a mensagem: "Obrigada Brasil", com a assinatura virtual da primeira mulher presidente do Brasil. Com 92% das urnas apuradas, notícia publicada informava que Dilma era considerada vitoriosa com 55,3% dos votos válidos, enquanto o adversário José Serra (PSDB) tinha até o momento 44,6%.


Especial: Dilma Rousseff, uma mulher na Presidência

Galeria: Militantes comemoram a vitória de Dilma Rousseff

O site destacava ainda que "os brasileiros foram às urnas no domingo que antecede o feriado de dois de novembro com a convicção de que o projeto iniciado pelo governo Lula em 2003 será aprofundado e aprimorado por Dilma". Ainda hoje, a presidente eleita deve fazer um pronunciamento no Hotel Naoum, em Brasília.

ClicRBS

Dirceu descarta participação no governo Dilma antes de ser julgado pelo STF

Ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado espera que o processo seja concluído neste ano

O ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu descartou a possibilidade de participar do governo de Dilma Rousseff (PT) enquanto não for julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso do mensalão - esquema de pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio político ao governo federal.

Especial: Dilma Rousseff, uma mulher na Presidência

A declaração foi feita ao chegar ao hotel onde integrantes do governo federal, parlamentares e membros dos partidos que apoiam a candidata Dilma Rousseff acompanham a apuração da eleição presidencial no segundo turno. José Dirceu afirmou que não atuará nos bastidores.

— Eu não atuo e nunca atuei nos bastidores. Sou dirigente nacional do PT e vou continuar assim até ser julgado.

Galeria: a trajetória política de Dilma

O ex-ministro disse esperar quer o STF conclua seu processo ainda este ano.

— Eu quero ser julgado neste ano e por fim a esse processo. Quero ter o direito sagrado de ser julgado. Primeiro eu tenho que prestar contas à Justiça para poder resolver essa questão.

Agência Brasil e ClicRBS

TSE anuncia vencedora e defende imprensa livre

Às 20h14, Ricardo Lewandowski confirma eleição de Dilma e diz que 'não há democracia' sem liberdade de imprensa


Em seu comunicado, às 20h14 de ontem, de que Dilma Rousseff estava matematicamente eleita, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, fez questão de ressaltar a importância de o País ter uma imprensa livre. "Sem imprensa livre não há democracia", afirmou durante o anúncio.

"Acho que a imprensa contribuiu para o debate das ideias, para o sucesso da eleição", prosseguiu. "A vitória é do povo brasileiro, mas a imprensa contribuiu decisivamente para essa vitória", acrescentou. Lewandowski é presidente do TSE, mas também integra o Supremo Tribunal Federal (STF). Ministros do STF costumam defender a liberdade de imprensa e já se manifestaram informalmente contra a criação de um conselho para controlar a mídia. Segundo eles, a instalação de um órgão desse tipo seria inconstitucional.

O presidente do TSE comemorou o fato de não terem ocorrido incidentes graves na eleição: "Tenho a satisfação de dizer que as eleições foram tranquilas e o resultado representa a vitória do povo brasileiro, um povo pacífico, trabalhador e honesto".

Ele deu ênfase ao recorde de tempo para o anúncio do resultado: já era possível afirmar que Dilma seria presidente às 20h04 de ontem, quando 92,23% das seções estavam apuradas. Em 2006, essa confirmação só saiu às 21h30. Em 2002, às 23 horas. Numa conta do Estado, até as 22h12 de ontem tinham sido computados 106.329.630 votos (99,70%). Iniciada às 17 horas, a apuração alcançou uma média de 340,7 mil votos por minuto, ou 5.680 por segund0.

Para o ministro, a abstenção de ontem, de 21,3%, deveu-se ao feriadão, que aproximou o domingo de eleição ao Finados, amanhã - mas também à seca em Estados do Norte - que atrapalhou a navegação em alguns rios. E, talvez, à decisão de muitos eleitores de Marina Silva (PT) de não votar. Indagado se a data do segundo turno não deveria mudar nos anos em que coincidir com um feriado, ele disse que a Constituição estabelece os dias de votação - e, se algo tem de mudar, é o feriado. "Mas 100 milhões de brasileiros foram às urnas. É algo de que podemos nos orgulhar". Ele previu que em 2017 os eleitores deverão estar todos identificados pelo sistema biométrico, que permite a identificação por meio das digitais.

Estadão

A vitória de Dilma ganha repercussão na mídia internacional

Primeira mulher eleita presidente na história do Brasil, Dilma Rousseff conquistou espaço nas páginas dos principais sites de notícias do mundo.

Confira abaixo a repercussão da vitória da petista nas eleições deste domingo:

Vitória Dilma BBC

BBC News (Grã-Bretanha) – Intitulada “Rousseff ganha as eleições no Brasil”, a reportagem da rede britânica BBC mostra um perfil completo sobre a presidente eleita. A notícia destaca ainda o aumento na quantidade de mulheres que chegam ao poder em nações da América Latina, e questiona o que deverá ser um governo de continuidade após a saída do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Vitória Dilma Reuters

Reuters (Internacional) – A agência internacional inicia sua reportagem citando que Dilma Rousseff é uma ex-líder guerrilheira. Segundo o correspondente, ela ganhou a Presidência através da promessa de manter as políticas que tiraram milhões de pessoas da pobreza e que fizeram do Brasil uma das melhores economias do mundo. A notícia da Reuters ainda destaca que a petista nunca tinha disputado uma eleição.

Vitória Dilma Wall Street Journal

Wall Street Journal (Estados Unidos) – O jornal de economia norte-americano informa que a vitória de Dilma nestas eleições “foi selada pela prosperidade econômica e ampla popularidade de seu antecessor e mentor, o presidente Lula”. A reportagem ainda detalha o discurso da petista após sua vitória, dizendo que, “contendo as lágrimas, Dilma elogiou Lula e prometeu bater à sua porta quando necessário para obter conselhos”.

Vitória Dilma Clarin

Clarín (Argentina) – O jornal argentino destacou que Dilma votou “confiante” neste domingo e classificou a vitória da petista como “um grande triunfo”. A reportagem ainda relata que militantes do partido receberam a notícia “com gritos e ovação”. O períodico atribuiu a vitória de Dilma ao “popular presidente Lula, que se envolveu totalmente na campanha e que colocou à disposição da candidata seu prestígio e sua unidade política”.

Vitória Dilma El Mundo

El Mundo (Espanha) – O diário evidenciou o discurso de Dilma e intitulou a reportagem com a frase: “Saberei honrar o legado de Lula”. O periódico explica que, dez meses antes das eleições, o candidato tucano José Serra tinha ampla vantagem sobre Dilma, mas que o cenário se inverteu graças à popularidade de Lula. Ao final da reportagem, El Mundo cita a forte abstenção de votos registrada nesta eleição.

Vitória Dilma El Pais

El País (Espanha) – O jornal destaca em sua página de internet que Dilma é a herdeira política de Lula e informa que o primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, enviou uma mensagem para a presidente eleita, sugerindo para que ambos países “sigam trabalhando para manter a magnífica relação”. Segundo El País, Zapatero desejou a Dilma “os melhores desejos de êxito” durante seu primeiro mandato de governo.

Vitória Dilma Diário de Notícias

Diário de Notícias (Portugal) – “Sim, a mulher pode”. É assim que está intitulada a matéria no jornal português, que destacou a trajetória de Dilma, desde o tempo em que foi guerrilheira até o momento em que se tornou a primeira presidente do Brasil. A reportagem ainda informa que Marina Silva, candidata do PV que conquistou 20 milhões de votos no primeiro turno, deu os parabéns à futura presidente e desejou a ela boa sorte.

Vitória Dilma New York Times

The New York Times (Estados Unidos) – O jornal norte-americano destacou que, ao escolher Dilma como presidente, o povo brasileiro votou em um governo de continuidade, tanto nas políticas econômicas como sociais criadas por Lula. De acordo com a reportagem, a petista eleita deverá assumir desafios que ainda afetam ao Brasil, assim como o combate aos problemas na educação, além de melhorias nas áreas de saúde e saneamento básico.

Vitória Dilma CNN

CNN (Estados Unidos) – A rede norte-americana destacou no título da reportagem a promessa de Dilma, classificada como braço direito do presidente Lula, de erradicar a pobreza no Brasil até o fim de seu mandato. A CNN ainda elogia o método de votação no Brasil e cita o teste da identificação biométrica feito nesta eleição pela Justiça Eleitoral.



Veja.com

Casal Roriz é derrotado no DF


Crédito: dorivan marinho / ae / cp




Com a mãe, Weslian, derrotada nas urnas e o pai, Joaquim, barrado pela Lei da Ficha Limpa, a sobrevivência política do clã Roriz volta-se agora para duas filhas do casal: Jaqueline (PMN) e Liliane (PRTB), eleitas para a Câmara dos Deputados e a Câmara Legislativa, respectivamente. O capital político do sobrenome Roriz foi determinante para a inexperiente Weslian assumir a candidatura quando o marido desistiu, mas nem a presença das filhas e do marido na campanha ajudou.

Correio do Povo

Base vence em 16 estados e no DF




Os resultados da eleição em oito Estados e no Distrito Federal (DF) revelaram ontem que, além de ter significativa maioria no Congresso, o governo federal - com Dilma Roussef no comando, a partir de 2011 - terá 17 dos 27 governadores alinhados com a nova administração. No total, o PT elegeu governadores em quatro Estados e no DF. Cinco Estados serão governados pelo PMDB. Com seis governadores, o PSB se consolida com o melhor desempenho de sua história. Também aliado ao governo Lula, o PMN segue à frente do Amazonas.

A oposição elegeu 10 governadores. Entre eles, os administradores do primeiro e do segundo maiores colégios eleitorais do país: São Paulo e Minas Gerais. O novo governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), sucedeu o candidato derrotado da oposição na disputa presidencial, José Serra (PSDB). Apesar de ter conquistado o governo mineiro, os tucanos não conseguiram alavancar a candidatura de Serra no Estado.

Correio do Povo

Serra discursa para acalmar ânimos após terceira derrota consecutiva no PSDB

Tucano esperou pronunciamento da adversária e Dilma Rousseff (PT) para falar


Maurício Lima, AFP /

Serra durante discurso na noite deste domingo em São Paulo
Foto: Maurício Lima, AFP


José Serra não poderia ter escolhido lugar mais emblemático para falar aos brasileiros sobre sua derrota na candidatura à Presidência da República. Deu uma entrevista coletiva num comitê do PSDB situado dentro do edifício Joelma, o mesmo que pegou fogo em fevereiro de 1974, matando 188 pessoas. Foi uma das maiores tragédias nos quatro séculos e meio de existência da capital paulista.

>>Em fotos, o dia de votação no Rio Grande do Sul
>> Veja fotos de José Serra neste domingo de votação


Pois Serra, desta vez, tenta apagar um outro incêndio, nos ânimos dos seus correligionários. É a terceira derrota consecutiva do PSDB para o PT na disputa à Presidência da República. A irritação dos militantes tucanos era grande, tanto contra os tradicionais adversários petistas, quanto contra as mazelas internas do seu próprio partido.

O debate sobre o que deveria ser dito à imprensa foi tão intenso que a coletiva, programada para acontecer logo que o vencedor do pleito fosse matematicamente revelado (por volta das 20h30min), atrasou mais de duas horas. Ele esperou o pronunciamento da adversária e presidente eleita, Dilma Roussef (PT), antes de falar.

Eram 22h40min quando um séquito de tucanos ingressou no prédio, escoltando José Serra. Estavam presentes os mesmos que o apoiaram no final do pleito: o governador Alberto Goldman (PSDB), o prefeito paulistano Gilberto Kassab (DEM), o governador eleito Geraldo Alckmin e o senador tucano Aloysio Nunes Ferreira. Chamou a atenção a ausência do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Saudando brasileiros de todos os cantos do território, ele afirmou ter recebido com respeito e humildade o recado dos brasileiros nas urnas. Cumprimentou Dilma pela vitória e desejou que ela faça bem ao país. Começou então a ler um discurso escrito a mão.

— Quis o povo outro caminho. Mas sou muito grato aos 43 milhões que me escolheram. A todos que colocaram um adesivo e carregaram uma bandeira com Serra 45. Agradeço também aos milhões que lutaram na internet em defesa de um Brasil mais democrático. Vou carregar comigo cada olhar recebido. Cada mensagem, inclusive no Twitter. Foram sete meses de peregrinação. O problema é como dispender essa energia acumulada nos próximos meses — brincou, se referindo ao fato de estar agora sem ocupar qualquer cargo político.

Serra lembrou ainda que foi apoiado por 10 dos 27 governadores brasileiros. Entre eles, Geraldo Alckmin, saudado com uma salva de palmas pelos militantes presentes no Joelma.

— A maior vitória desta campanha não foi mérito meu, mas de vocês. Pode parecer estranho para um candidato que não ganhou eleição, mas vim aqui para falar de esperança. Vocês alcançaram uma vitória estratégica, cavaram uma grande trincheira, consolidaram um campo político de defesa da liberdade e da democracia no Brasil. É um até breve, não um adeus. E me despeço com uma frase: Brasil, verás que um filho teu não foge à luta — concluiu Serra.

ClicRBS

TSE: ''Cada eleitor custou R$ 3,60''

Lewandowski
Crédito: josé cruz / abr / cp



O custo das eleições brasileiras - primeiro e segundo turnos - foi estimado em R$ 490 milhões pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski. O orçamento total para a organização do pleito era de R$ 549 milhões. "No segundo turno, houve um acréscimo de R$ 10,3 milhões que foram pagos com suplementações orçamentárias em dez estados", informou.

Segundo Lewandowski, o gasto previsto inicialmente era de R$ 40 milhões, apenas com alimentação de mesários - R$ 20,00 por mesário. Todos estes valores estão dentro dos R$ 490 milhões. "Isso significa que esta eleição custou R$ 3,60 por eleitor. É um custo relativamente barato para termos uma democracia funcionando e com esse grau de eficiência no nosso país", avaliou.

Para Lewandowski, o TSE chegou ao segundo turno com "índice elevado" de julgamentos sobre registro de candidaturas. "Dos 1.926, já julgamos 85%", calculou. Quanto aos casos relativos à Lei da Ficha Limpa foram julgados dois terços dos recursos, que têm um grau de dificuldade um pouco maior", disse. O ministro defendeu ontem que a campanha eleitoral comece no início do ano eleitoral. "O tempo da propaganda é muito curto", argumentou.

Segundo o ministro, das 420 mil urnas distribuídas em todo o país, houve "problemas mínimos" em 0,36% do total de máquinas distribuídas. Ele salientou que o TSE trabalhou com 40 mil urnas de reserva.

Ao anunciar o resultado da eleição presidencial, Lewandowski disse: "Às 20 horas, 4 minutos e 15 segundos, já podemos anunciar oficialmente a vitória matematicamente apurada da candidata Dilma Rousseff". Na eleição de 2004, foi possível anunciar o vencedor às 23h e, em 2006, às 21h30min.


Correio do Povo

No primeiro discurso, Dilma reafirma compromissos e se emociona ao falar de Lula

Cercada por aliados políticos e militantes, presidente eleita falou por 25 minutos em Brasília


AP /

Dilma falou durante 25min, cercada por aliados políticos e militantes
Foto: AP


Em um pronunciamento recheado de compromissos firmados ao longo da campanha, Dilma Rousseff (PT) falou durante 25 minutos no primeiro discurso oficial após a vitória nas eleições deste domingo. Como primeira presidente eleita do Brasil, a petista exaltou as mulheres e se emocionou ao agradecer ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

— Conviver durante todos estes anos com ele me deu a exata dimensão de um governante justo e de um líder apaixonado por sua gente — disse a nova presidente, com a voz embargada.

Galeria: Militantes comemoram a vitória de Dilma Rousseff

Cercada por aliados políticos, Dilma chegou ao Hotel Naoum, em Brasília, às 21h55min. Após manifestações de militantes e cumprimentos de companheiros de partido, Dilma falou sobre os projetos de governo para os próximos quatro anos e afirmou que irá honrar as mulheres brasileiras:

— A igualdade de oportunidades para homens e mulheres é um principio essencial da democracia. Gostaria muito que os pais e mães de meninas olhassem hoje nos olhos delas, e lhes dissessem: sim, a mulher pode.

Erradicação da pobreza

Ao elencar os compromissos da gestão, Dilma afirmou que irá trabalhar para erradicar a pobreza e criar oportunidades para todos os brasileiros.

— Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome, enquanto houver famílias morando nas ruas, enquanto crianças pobres estiverem abandonadas à própria sorte — disse.

Responsabilidades

Durante o pronunciamento, Dilma falou sobre as responsabilidades em um mundo que enfrenta ainda os efeitos de uma crise financeira.

— Cuidaremos de nossa economia com toda responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios — disse.

Especial: Dilma Rousseff, uma mulher na Presidência

Dilma reafirmou o compromisso com a estabilidade da economia e das regras econômicas, dos contratos firmados e das conquistas estabelecidas. Prometeu também valorizar o microeempreendedor individual, para formalizar milhões de negócios individuais ou familiares.

Educação, saúde pública e segurança pública

A presidente eleita falou ainda sobre os compromissos firmados nas áreas da educação, saúde pública e segurança pública. Para realizar os objetivos, afirmou que irá nomear ministros e equipes de primeira qualidade.

— Todos os compromossos que assumi vou perseguir de forma dedicada e carinhosa

Dilma "estende a mão" a adversários

Quanto aos partidos de oposição e brasileiros que não estiveram com a candidata na eleição, Dilma garantiu que não haverá discriminação ou privilégios.

— A partir de minha posse serei presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, de crença e de orientação política.

Agradecimentos

Com uma lista de agradecimentos, Dilma dedicou o primeiro deles ao povo brasileiro.

— Serei eternamente grata pela oportunidade de servir ao meu país, prometo devolver em dobro o carinho que recebi ao longo desta caminhada.

Galeria: a trajetória política de Dilma

Quando falou de Lula, Dilma foi interrompida pelos militantes por exaltações ao presidente petista. Com a voz embargada, ela se disse que um líder como ele nunca estará longe de seu povo.

— Baterei muito a sua porta e, tenho certeza, que a encontrarei sempre aberta.

Ao final do discurso, Dilma afirmou que passada a eleição, "agora é hora de trabalho, hora de união pelo desenvolvimento e país".

ClicRBS

Dilma votou na Capital junto a aliados

Multidão foi ao café da manhã abraçar a petista antes do início da votação
Crédito: Vinícius roratto



A presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), votou na manhã de ontem em Porto Alegre, acompanhada pelo governador eleito do RS, Tarso Genro (PT), na Escola Estadual Santos Dumont, na zona Sul. Eles votam na mesma seção eleitoral. Antes, ambos participaram de um café da manhã com lideranças políticas no Hotel Plaza São Rafael, quando Dilma deu uma rápida coletiva.

Após votar, Tarso seguiu para sua residência, no bairro Moinhos de Vento, onde fez um churrasco. Dilma foi para o apartamento da filha, Paula, a poucas quadras da escola Santos Dumont, e lá permaneceu por três horas. Depois, seguiu para a residência do ex-marido, Carlos Araújo, na avenida Copacabana. Foi na casa de Araújo que Dilma almoçou, em companhia da filha, do genro e do neto, Gabriel, nascido no início de setembro.

Da residência de Araújo, Dilma ainda passou em seu apartamento, também na Copacabana, antes de se dirigir ao terminal antigo do Aeroporto Internacional Salgado Filho. Tarso já a esperava no local. Dilma entrou rapidamente na aeronave, que teve a porta fechada em seguida. Partiu para Brasília às 14h. Em sua última estada em solo gaúcho antes de se tornar presidente, ela ainda conseguiu dar prioridade a uma agenda particular.

Correio do Povo

Serra diz que disputa foi ''batalha desigual''

Tucano criticou uso da máquina pública pela campanha adversária

Tucano voltou a afirmar que Lula e Dilma usaram da máquina pública
Crédito: Valderlei Almeida



O candidato derrotado, José Serra, votou por volta das 11h30min de ontem, no colégio Santa Cruz, na zona Oeste da capital paulista, acompanhado da filha, Verônica Serra, e dos dois netos. Verônica acompanhou o pai com a sua câmera digital em punho, o que é proibido pela Justiça Eleitoral.

Ao sair do local de votação, o tucano voltou a dizer que a disputa eleitoral deste ano foi uma "batalha desigual", ao se referir ao uso da máquina pelo governo na campanha eleitoral da rival petista Dilma Rousseff.

Após votar, Serra afirmou que "hoje quem fala é o povo, que vai decidir o futuro do país nos próximos quatro anos". "Essa é a beleza da democracia, e, talvez, a beleza da alternância de poder, que seria muito bom para o país". No colégio onde votou, em um bairro nobre de São Paulo, o candidato foi aplaudido pela maioria dos eleitores presentes.

Além da filha e dos netos, acompanharam o tucano para a votação sua mulher, Mônica Serra, e tucanos como o governador de São Paulo em exercício, Alberto Goldman, e o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin. Estavam também o secretário de Educação do Estado, Paulo Renato de Souza (PSDB), o senador eleito Aloysio Nunes (PSDB) e o candidato a vice na chapa tucana Guilherme Afif (DEM).

Correio do Povo

PT volta ao comando do DF com Agnelo

Escândalos tiraram reduto eleitoral de partido de oposição a Lula

Tucano Marconi Perillo volta ao governo de Goiás pela terceira vez
Crédito: wildes barbosa / ae / cp



Em uma disputa marcada por troca de acusações e uma guerra jurídica, o neopetista Agnelo Queiroz foi eleito governador do Distrito Federal (DF). O ex-comunista, filiado ao PT há dois anos, impôs uma derrota histórica ao clã Roriz. O triunfo de Agnelo marca o retorno do PT ao Palácio do Buriti, sede do governo local, após Cristovam Buarque (hoje no PDT) cumprir o mandato, em 1998.

O ex-ministro do Esporte despontou na corrida distrital, desbancando nomes tradicionais do partido e costurando uma aliança com o PMDB, rival histórico no tabuleiro político brasiliense. Desde a realização de eleições para governador no DF, em 1990, esta é a primeira vez que o sobrenome Roriz sai derrotado das urnas.

O tucano Marconi Ferreira Perillo Júnior volta ao comando do estado de Goiás pela terceira vez. Ele venceu Íris Rezende (PMDB), que tinha o apoio do governo Lula. "Nesta campanha enfrentamos a máquina do governo federal, a máquina do governo estadual, e as mais importantes prefeituras de Goiás e o poder econômico", disse Perillo.

O candidato do PSB, Ricardo Coutinho, foi eleito o novo governador da Paraíba após enfrentar uma das disputas mais acirradas do segundo turno, derrotando o atual governador, José Maranhão (PMDB), que tinha o apoio do presidente Lula. O resultado da eleição na Paraíba confirma a força política do ex-governador cassado Cássio Cunha Lima (PSDB), que mostrou ser um cabo eleitoral mais poderoso que Lula na Paraíba. Embora o PMDB e o PSB fossem aliados de Dilma Rousseff (PT) no plano nacional, Lula gravou pedido de votos no horário eleitoral apenas para José Maranhão, ao argumento de que o vice dele era do PT. Coutinho coligou-se com o PSDB de José Serra, que indicou seu vice.

Correio do Povo

Bando furta verba de comida de mesários

GOIANA (PE) -Assaltantes arrombaram um cartório eleitoral de Goiana, em Pernambuco, na madrugada de domingo, e levaram R$ 13.320, valor que seria gasto com a alimentação dos mesários de duas zonas eleitorais do município. Lixas de ferro e arames foram usados para abrir o cadeado da porta do cartório. Servidores do TRE de Pernambuco custearam a alimentação dos trabalhadores prejudicados: foram arrecados cerca de R$ 10 mil. O caso será investigado pela Polícia Federal.


Estadão

Dilma vence, mas perde vantagem em três Estados, em relação ao primeiro turno

No total, a presidente eleita foi a mais votada em 16 unidades federadas, contra 11 de José Serra

No segundo turno das eleições, a presidente eleita Dilma Rousseff foi vitoriosa em 15 Estados e no Distrito Federal, enquanto o seu oponente, José Serra, foi o mais votado em 11 Estados. A petista diminuiu a sua área de vantagem, em relação ao primeiro turno.

Neste domingo, Dilma ficou em primeiro lugar na preferência dos eleitores de Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins.

Os Estados onde Serra teve maioria foram: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Acre, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rondônia, Roraima e São Paulo.

No segundo turno, aumenta o número de Estados que votaram em Serra

Em relação ao primeiro turno, registrou-se um aumento no número de Estados que deram maioria ao candidato tucano. Em 3 de outubro, Serra foi o primeiro em oito Estados, e neste domingo foi o mais votado em 11. Os três Estados onde a liderança se inverteu foram Rio Grande do Sul, Goiás e Espírito Santo, onde Dilma tinha sido vitoriosa no primeiro turno e, no segundo, Serra teve maioria.

A única unidade federada conquistada por Dilma no segundo turno foi o Distrito Federal, que, no primeiro turno, teve Marina Silva como primeira colocada e, neste domingo, deu a maioria dos votos à presidente eleita.

Dilma teve o maior percentual no Amazonas; Serra, no Acre

O Estado que deu o maior percentual de votos para Dilma no segundo turno foi o Amazonas, onde a presidente eleita teve 80,57% dos votos válidos. No primeiro turno, a vantagem da presidente eleita tinha sido maior no Maranhão, onde obteve 70,65%.

O Acre, Estado natal de Marina Silva, foi o colégio eleitoral onde José Serra obteve a maior vantagem, tanto no primeiro quanto no segundo turno. Em 3 de outubro, o tucano recebeu 52,12% dos votos válidos. Neste domingo, 69,69% dos eleitores acreanos votaram em Serra.

ClicRBS

Dilma ganha em menos Estados no segundo turno do que Lula em 2006

Dilma obteve maioria em 15 Estados e no DF; em 2006, Lula venceu em 19 Estados e no DF

A candidata do PT Dilma Rousseff venceu em 15 Estados e no Distrito Federal no segundo turno das eleições para a Presidência da República em 2010. Quatro anos antes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do mesmo partido, havia vencido em 19 Estados e no Distrito Federal no segundo turno do pleito.

Os Estados em que Lula havia conquistado a maior parte dos votos na disputa contra Geraldo Alckmin, do PSDB, em 2006, e que em 2010 deram maioria a José Serra (PSDB) foram Rondônia, Goiás, Acre e Espírito Santo.

Em 2010, Serra venceu no segundo turno em 11 Estados, três a mais do que Alckmin em 2006.

Em 2006, o Estado que elegeu Lula no segundo turno com o maior percentual foi o Amazonas, onde o candidato conquistou 86,80% dos votos válidos. No mesmo ano, o Estado que elegeu Alckmin com maior percentual foi Roraima, com 61,49% dos votos válidos.

No segundo turno em 2010, o Amazonas também foi o Estado em que a candidata do PT conquistou o maior percentual dos votos válidos: 80,57%. Já o Estado onde Serra conquistou o maior percentual no segundo turno em 2010 foi o Acre: o candidato do PSDB levou 69,67% dos votos válidos.

O compativo com 2006 se refere ao quadro do dia da apuração deste ano.

ClicRBS

"Eleição da Dilma nos ajuda muito", comemora Tarso

Para governador eleito, haverá conexão e intimidade política entre Estado e Planalto

Tarso vê intimidade política entre Estado e País com vitória de Dilma
Crédito: Divulgação / CP

O governador eleito do Estado, Tarso Genro, comemorou a vitória de Dilma Rousseff nas urnas. Ao lembrar que havia sempre uma contradição partidária entre o Rio Grande do Sul e o País, ele afirmou que o fato de o Piratini e o Planalto, a partir de janeiro, serem liderados pelo mesmo partido "facilita muito" para a realização de projetos.

"O Rio Grande do Sul tem aquela contradição permanente. Elege um de um campo político e o País, de outro. Essa conexão e intimidade política que vai existir agora vai nos ajudar muito", avaliou Tarso. Na noite deste domingo, o governador eleito estava em Brasília, onde a cúpula petista reuniu-se para acompanhar a apuração.

Tarso ainda afirmou que vê um cenário positivo para o seu governo. "Temos uma abertura enorme de coalizão política", contou, referindo-se ao fato de ter agregado o PTB e o PDT, que estavam em lados opostos na eleição, à sua base.

Zambiazi destaca participação do PTB

No sábado, o governador eleito esteve reunido com a bancada de deputados estaduais e federais do PTB. Os parlamentares da sigla "compactuaram que aceitariam fazer parte do governo", conforme o senador Sérgio Zambiazi disse à Rádio Guaíba, na noite deste domingo.

O senador revelou que irá retornar às atividades profissionais, descartando a possibilidade de participar do primeiro escalão do governo do Estado. "Quero reencontrar o meu espaço, me encontrar novamente com as comunidades, que foram minha base."

Correio do Povo e Rádio Guaíba

"Estamos apenas começando a luta de verdade", diz Serra

Ao reconhecer a derrota, tucano desejou que Dilma faça bem ao Brasil

Estamos apenas começando a luta de verdade, diz Serra
Crédito: Evelson de Freitas / AE

Pouco depois do discurso da vitória de Dilma Rouseff, o candidato derrotado à Presidência da República, José Serra (PSDB), apareceu em público para assumir a derrota nas urnas. Com ar sereno e sorriso no rosto, o tucano afirmou que a luta da oposição está apenas começando. "Para os que nos imaginam derrotados eu quero dizer: nós apenas estamos começando uma luta de verdade. Vamos dar a nossa contribuição ao país em defesa da pátria, da liberdade, da democracia, da justiça social. Vamos dar a nossa contribuição como partido, como indivíduos, como parlamentares, como governadores. Minha mensagem de despedida não é um adeus. É um até logo", disse.

“Vim aqui não para falar da frustração, mas da retomada da confiança. Conquistamos uma vitória estratégica no Brasil. Construímos uma trincheira. Lutaremos juntos pela defesa da liberdade, da democracia e das grandes causas sociais e econômicas do nosso país. Nossa campanha trouxe também ao cenário político uma juventude que ama o Brasil que ama liberdade e que vai estar junto conosco nessa luta.”

Acompanhado pela esposa Mônica, pelo governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, pelo candidato à vice, Índio da Costa, e por demais apoiadores da campanha, Serra parabenizou a presidente eleita, Dilma Rousseff. "Quero cumprimentar a presidente eleita, Dilma Rouseff, e desejar que ela faça bem ao nosso país. Eu disputei com muito orgulho a Presidência da República. Quis o povo que não fosse agora, mas eu digo de coração que sou muito grato aos mais de 43 milhões de brasileiros e brasileiras que votaram em mim."

Candidato mais votado no Rio Grande do Sul, o tucano agradeceu o apoio dos militantes que defenderam sua candidatura na internet e nas ruas. O candidato disse ter recebido muita energia durante a campanha, e que agora não sabe onde irá gastá-las. Serra também lembrou dos 10 governadores aliados eleitos em todo o Brasil. “Ao lado desses 43,6 milhões de brasileiros que votaram em mim, nós elegemos 10 governadores em todo o Brasil”.




Ouça o áudio: Discurso de José Serra após derrota no Segundo Turno (Parte 1)
Ouça o áudio: Discurso de José Serra após derrota no Segundo Turno (Parte 2)


Correio do Povo

Líderes petistas no Estado comemoram vitória de Dilma

Maria do Rosário, Adão Villaverde e Olívio Dutra festejam eleição no comitê central do PT


Importantes líderes do Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Sul comemoram a vitória de Dilma Rouseff à Presidência da República no comitê central da campanha petista em Porto Alegre. Conforme a deputada federal Maria do Rosário, a presidente eleita chega ao poder com um projeto de inclusão. "Estamos vivendo um momento histórico. Um momento de virada no sentido politico do país, não apenas pela condição feminina, mas porque ela (Dilma) chega com um projeto de inclusão, e esta é a missão que as mulheres se colocaram ao longo da história: incluir, agregar, partilhar, repartir", disse a parlamentar em entrevista à Rádio Guaíba.

Para o deputada federal Adão Villaverde, o Brasil está de parabéns por quebrar barreiras e eleger uma mulher presidente da república. "A chegada pela 1º vez de uma mulher à presidência significa uma grande vitória do povo brasileiro, da democracia e de gênero no país, que quebra barreiras e elege pela primeira vez uma mulher para presidente da república. O Brasil vai continuar aprofundando as mudanças que o presidente Lula implementou nos últimos anos", disse Vilaverde.

O ex-governador Olívio Dutra comemorou o fato do projeto começado por Lula ter continuidade. "A Dilma é uma mulher experimentada na ação de governar. Esteve desde o primeiros dias do governo do presidente Lula fazendo as coisas acontecerem. Portanto nós só podemos prever que tudo de bom que aconteceu no Brasil nos últimos oito anos vão continuar acontecido e se aperfeiçoando."





Ouça o áudio: Líderes petistas celebram eleição de Dilma


Correio do Povo e Rádio Guaíba