1.10.10

Dilma elogia STF e diz que decisão facilita votação

Candidata do PT comemorou fim da obrigatoriedade de apresentar um documento com foto e o título eleitoral na hora de ir às urnas


A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, comemorou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de derrubar a exigência de que o eleitor apresentasse documento com foto e título eleitoral na hora de votar. Segundo a petista, a determinação do STF vai facilitar o "ato de votação" para milhões de eleitores.

"Essa vitória no STF mostra que, agora, (a interpretação) não é uma concepção só do PT, mas mostra a convicção do Supremo no sentido de que a votação do dia 3 pode ser feita apenas com o documento de identidade.

Isso significa a compreensão de que havia, de fato, restrição na exigência do outro documento", afirmou a Dilma em entrevista no Hotel Marriott, em Copacabana, onde ela está hospedada desde quarta-feira.

Na avaliação da candidata, a exigência dos dois documentos atingiria todos os segmentos da população e não apenas as camadas mais populares na qual ela apresenta vantagem segundo as pesquisas de intenção de voto. "Todo mundo tinha a prática no Brasil de votar com a carteira de identidade. Chegava na mesa e tinha lá seu nome. Muito poucas pessoas lembravam de levar o titulo. Isso ia causar muita confusão".

A petista também comentou a "onda de boatos" da qual disse ser vítima nos últimos dias. Para ela, está havendo uma tentativa de "aterrorizar as pessoas" e de "demonizar" sua candidatura.

"Acho lamentável. Tenho sido vítima de boatos sistemáticos. Eu não pego os boatos e vou acusar alguém. Não faço isso. Muita gente faz isso sem prova nem nada. Vai e sai acusando as pessoas", disse Dilma. "Tem certos tipos de informação que beiram a tentativa mais grosseira de aterrorizar as pessoas e demonizar a minha candidatura. Não acredito que a população brasileira tenha qualquer dúvida sobre a minha candidatura."

Propostas. Dilma fez uma avaliação sobre os três meses de campanha e disse que se esforçou para fazer uma campanha propositiva e que não restringisse qualquer tipo de informação para o eleitor. Segundo ela, ficou claro que sua candidatura representava a continuidade do governo Lula.

A petista ainda se queixou de sua adversária Marina Silva (PV), por ter feito críticas sobre sua alegada posição favorável em relação a mudanças na legislação sobre o aborto. Dilma disse que nunca escondeu sua posição pessoal contrária à prática, mas, na sua avaliação, trata-se de questão de saúde pública, e não de polícia.

Ela disse que não pretende enviar nenhum projeto de lei para o Congresso sobre o assunto nem vai convocar plebiscito sobre o tema - proposta apresentada por Marina durante a campanha.

Segundo Dilma, os países que fizeram plebiscito sobre a questão do aborto ficaram divididos e com muito atrito entre os grupos que tinham posições divergentes sobre o assunto. A poucas horas da realização do debate considerado mais importante para a campanha, a petista parecia irreverente. Sorriu ao ser informada que a imprensa europeia estaria classificando como a nova "dama de ferro" da política e avaliando que ela poderia ser a mulher "mais poderosa do mundo". "Não me incomodo com mais nada nesta campanha", disse a candidata sobre a maneira como a imprensa europeia está a classificando.


Interpretação

DILMA ROUSSEFF
PRESIDENCIÁVEL DO PT
"Essa vitória no STF mostra que, agora, não é concepção só do PT, mas mostra a convicção do Supremo no sentido de que a votação do dia 3 pode ser feita apenas com o documento de identidade. Significa compreensão de que havia restrição na
exigência do outro documento"

Estadão

Marina: 'Povo quer o feminino na Presidência'

Candidata do PV afirma ser a única adversária capaz de disputar com [br]Dilma Rousseff num possível segundo turno


A candidata à Presidência Marina Silva, do PV, afirmou em entrevista coletiva na tarde de ontem ser ela a única adversária capaz de disputar com a petista Dilma Rousseff num possível segundo turno. "O povo brasileiro está demonstrando através de sua intenção de voto que quer o feminino na Presidência e, com certeza, vai colocar duas mulheres no segundo turno", disse Marina num hotel na Barra da Tijuca, no Rio.

A presidenciável do PV voltou a dizer que, com o mesmo tempo de horário eleitoral na TV as candidatas poderão aprofundar o debate de questões importantes para o País que "não foram aprofundadas nesse primeiro turno".

Para a senadora, um segundo turno entre Dilma e Serra seria uma repetição do cenário da última eleição, realizada em 2006, ocasião em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin.

"Uma disputa entre eles seria uma espécie de repetição de 2006. A candidatura capaz de fazer uma disputa de igual para igual é a minha", afirmou.

Marina comentou também a polêmica em torno do posicionamento de Dilma Rousseff sobre a legalização do aborto. "Minha ética não é baseada nas circunstâncias. Se tem alguma novidade sobre os temas de comportamento não é minha. Sempre fui contra o aborto, por uma questão de princípio. Sou a favor da vida" afirmou Marina.

Questionada sobre o que achava da declaração de apoio do bispo Edir Macedo, chefe da Igreja Universal do Reino de Deus à candidatura da petista, a senadora disse que tem maturidade para não fazer do debate uma espécie de "guerra santa".

"Ninguém da minha campanha espalha boatos. O que existe é uma infinidade de blogs que brigam entre eles, na candidatura oficial de oposição e na candidatura oficial de situação. Vamos continuar conduzindo o debate de forma respeitosa", disse Marina.

Heloísa Helena. Ao fim da entrevista, Marina afirmou que pretende ir a Alagoas antes das eleições para manifestar apoio à candidata ao Senado pelo PSOL, Heloísa Helena.

"Estou vendo como é que eu faço para dar um abraço na Helô. Aquela mulher lida quase sozinha contra as forças do atraso na política do Nordeste", afirmou. "Ela está sendo massacrada. É uma mulher corajosa e valente, mas está sendo colocada na clandestinidade pelos meios de comunicação daquele Estado." A presidenciável do PV fez ainda um apelo para que a imprensa acompanhe o processo eleitoral em Maceió.


Pela disputa

MARINA SILVA
CANDIDATA DO PV À PRESIDÊNCIA

"Uma disputa entre eles seria repetição de 2006. A candidatura capaz de uma disputa de igual para igual é a minha"

Estadão

Dilma e Serra evitam confronto direto no último debate antes do 1º turno

Rio de Janeiro - Os principais candidatos à Presidência, Dilma Rousseff e José Serra, evitaram o confronto direto no último debate televisivo antes das eleições do próximo domingo.

O debate, realizado pela "TV Globo" nesta quinta-feira, esteve muito centrado nos planos de desenvolvimento de infraestruturas, imóveis e serviços sociais, incluindo a saúde, mas deixaram de lado questões como política econômica, educação, corrupção e política externa.

Tanto Dilma, do PT, quanto Serra, do PSDB, evitaram fazer perguntas um ao outro, se dedicando apenas a fazer críticas veladas, e não trocaram uma declaração direta sequer em todo o debate.

A governista e o opositor preferiram destinar suas questões a Marina Silva, do PV, e Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL, que tiveram posturas mais agressivas.

A última pesquisa, elaborada pelo instituto Datafolha e divulgada nesta quinta, mostra Dilma com 47% das intenções de voto, contra 28% de Serra e 14% de Marina e 1% de Plínio.

Dilma defendeu a gestão do Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do qual fez parte ocupando os cargos de ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, e listou investimentos realizados nos últimos oito anos em áreas como infraestrutura e saneamento básico.

A candidata do PT reconheceu que o saneamento é "uma das questões mais graves" do país, e propôs o estabelecimento de "metas claras" para levar água tratada a todo o país, garantindo que investirá R$ 40 bilhões no setor.

"Minha meta é fazer com que o Brasil seja um país desenvolvido, o que só conseguiremos se erradicamos a pobreza e repartimos a riqueza com igualdade", disse a petista em suas considerações finais.

Serra, ex-governador de São Paulo e ex-ministro da Economia no Governo de Fernando Henrique Cardoso, disse que dará "preferência aos pobres" em seus programas de desenvolvimento, que incluem um plano de urbanização de favelas, entre outras promessas.

Por sua parte, Marina criticou Dilma e Serra por igual, e disse que os dois têm um "perfil de administrador".

"Para dirigir um país é necessário ter visão estratégica, olhar para os desafios e não só falar dos acertos e melhorias do Governo", disse, em clara referência a Dilma.

A candidata verde, que foi ministra do Meio Ambiente no Governo Lula, prometeu uma "visão mais ampla" e assegurou que realizaria "as grandes reformas" que não foram feitas nos últimos 16 anos, em alusão aos Governos do PT e do PSDB.

Plínio, que em outros debates foi o destaque com suas provocações aos grandes favoritos, nesta quinta manteve um tom mais comedido e pediu de forma reiterada a suspensão do pagamento da dívida externa como solução para os problemas de financiamento dos planos de desenvolvimento do país.

O debate foi o ponto final oficial da campanha, embora os candidatos ainda sairão nesta sexta às ruas para pedir votos, dois dias antes do primeiro turno, que pode ser definitivo, segundo as pesquisas, já que Dilma tem cerca de 52% dos votos válidos segundo os levantamentos mais recentes.

MSN Notícias

Bancos Federais: 55% parado

Clique para Ampliar

Terceiro dia de greve: as agências que aderiram ao movimento estão mantendo apenas a parte de autoatendimento. Já algumas da Caixa Econômica, estão totalmente paralisadas
FOTOS: KID JÚNIOR


A paralisação segue, sem previsão de término. Até ontem, não houve negociação entre a categoria e os banqueiros

A greve deflagrada pelos bancários na última quarta-feira - em pleno fim de mês, período que grande parte da população recebe o salário - está causando insatisfação entre os correntistas. A doméstica Carmem Maria de Sousa Gomes, 66, por exemplo, reclama que a paralisação prejudica muito a população, principalmente os aposentados, que têm compromissos a cumprir.

Já a diarista Lidiane Sousa Silva, 28, declara que não é contra nem a favor. "Eles estão no direito de fazer greve, mas deveriam colocar alguém para receber os pagamentos, muita gente vem de longe e da viagem perdida", se queixou.

Reivindicações

Enquanto a categoria reivindica 11% de reajuste salarial e igual valor para o vale-refeição, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) oferece 4,29%. Bosco Mota, funcionário do Banco do Brasil e membro da diretoria do Sindicato dos Bancários do Ceará, afirma que o reajuste reivindicado é pequeno, diante do percentual de 32% de lucratividade dos banqueiros. "Daqui a pouco vamos ter que pagar para trabalhar", denunciou.

No interior, quase todos os bancos federais estão parados. Em Fortaleza e na Região Metropolitana, as agências do Banco do Brasil fecharam. Já os bancos privados, estão parcialmente paralisados, informou Bosco Mota.

De acordo com o Sindicato dos Bancários, ontem o destaque foi a intensa adesão dos bancos privados. À tarde, a equipe de reportagem constatou, só na Avenida Santos Dumont, que os bancos Safra, Santander, Bradesco, Real e Rural foram alguns dos que aderiram ao movimento. Já agências federais do Banco do Brasil e Caixa Econômica, segundo Bosco, tiveram 55% a 60% de adesão.

Telmo Nunes, diretor do Sindicato e funcionário do Bradesco, lembra ser normal que a população fique surpresa nos primeiros dias de greve, mas que logo entende e apoia o movimento quando os bancários apresentam suas reivindicações. "É triste a falta de compreensão do setor patronal, principalmente do setor financeiro, que tem lucrado bilhões, mas não faz uma campanha salarial decente com os trabalhadores", disse Telmo, em matéria publicada no site do Sindicato.

Hoje, acontecerá uma reunião organizativa para mobilizar a categoria e na segunda-feira, 4 de outubro, os bancários realizarão uma assembleia para avaliação da greve.

Abance

Na noite de ontem, a equipe de reportagem entrou em contato com o assessor jurídico da Associação de Bancos do Estado do Ceará (Abance), Lúcio Paiva, que disse apenas que não estava por dentro das negociações.

Enquete
O que eles pensam?

"Eles estão reivindicando o salário, que está defasado, eu sei que causa transtornos, mas a população tem que entender."

Francisco de Assis Macedo
63 anos
Aposentado

"Sou contra, tem médicos que ganham muito menos e nem por isso estão fazendo greve. Já eles vivem fazendo."

José Pereira da Silva
48 anos
Comerciante

TRANSTORNOS
Usuários ficam no prejuízo

No segundo dia de paralisação dos bancários, é grande o número de transtornos gerados aos usuários. Nas agências que aderiram ao movimento, somente a parte do autoatendimento está funcionando. No entanto, a principal reclamação de populares é com relação aos caixas eletrônicos, que estão em grande número parados, sem funcionar.

Esta foi a reclamação do professor Carlos Dantas, 51, que na tarde de ontem tentou mudar uma senha na Caixa Econômica Federal da Bezerra de Menezes e não obteve êxito. "A greve até pode continuar, desde que todos os caixas rápidos estejam funcionando, porque aqui estão todos parados. A situação é a mesma em todas as agências. A gente tem que pagar contas, sacar dinheiro, verificar umas transações e olha aqui: está tudo parado. Até para registrar uma senha de cartão a gente não consegue", protestou, visivelmente indignado.

Já o sonoplasta Jorge Luiz, 37, que mora no Benfica, contou que teve que se locomover do seu bairro para a agência da Bezerra de Menezes, porque todos os caixas eletrônicos do banco no Shopping Benfica estavam sem funcionar. "O pessoal está todo voltando, as máquinas estão todas apagadas. Aqui, de 20 máquinas, só três ou quatro estão funcionando. Isso é um absurdo! Os meus pagamentos são todos na Caixa e desse jeito fica praticamente impossível. Eles dão como opção as Casas Lotéricas, mas elas já são lotados por natureza", reclamou.

Situação complicada é a do motoboy Claudemir Rocha Costa, 28, que, diariamente, visita cerca de quatro bancos diferentes para efetuar pagamentos da empresa que trabalha. Apesar disso, ele se mostra dividido. "Por um lado sou a favor, porque eles estão reivindicando o direito deles. Por outro, sou contra, porque o cidadão é que fica prejudicado. A gente depende dos bancos", justificou.

Alternativas

Em tempos de greve, Costa disse que as opções que restam é efetuar os pagamentos nas Farmácias Pague Menos, nas Casas Lotéricas, em Bancos Populares ou pela internet. Mas, quando trata-se de um cheque para descontar, a situação complica. A consequência é que o boleto atrasa e depois tem que paga com juros. "Trabalho numa loja de móveis, mas para entregar a mercadoria sem a compensação do cheque é arriscado, podemos levar um cano e quase sempre o cliente tem pressa", relatou.


Diário do Nordeste

Advogado vê ação política em blitz na casa de Netinho

Investigado pela Polícia Civil e pela Justiça por suposta fraude na declaração de bens ao Tribunal Superior Eleitoral, o candidato do PC do B ao Senado, Netinho de Paula, protestou ontem contra a ação policial na casa dele. "São Paulo vive um "estado de sítio, a polícia age como quiser", protestou, durante comício em São Bernardo, no ABC. Segundo o advogado de Netinho, Alexandre Rollo, a busca policial na casa do candidato, no condomínio Alphaville 8, terça-feira, foi motivada por interesses políticos.

Rollo entrou com representação na Corregedoria da Polícia Civil pedindo a apuração sobre a conduta dos policiais e também com um pedido de providências na procuradoria eleitoral contra a promotora eleitoral da 386ª zona, Bárbara Valéria Cury e Cury, responsável pela abertura da investigação criminal.

"Além de a diligência ter sido esdrúxula, quem tem competência para investigar eventual crime eleitoral é a Polícia Federal. Portanto, a promotora errou ao encaminhar o caso para a Polícia Civil", disse o advogado. Ele atribuiu o caso a interesses políticos. "A dois dias da eleição é claro que o que estão tentando fazer é prejudicar a candidatura de Netinho". O candidato do PC do B lidera as pesquisas de intenção de voto ao Senado, segundo as últimas pesquisas. A presidente do PC do B em São Paulo, Nádia Campeão, também falou em motivação eleitoral.

Estadão

Debate termina sem confronto direto entre Dilma e Serra

Petista e tucano fizeram perguntas apenas para Marina Silva e Plínio de Arruda Sampaio


Felipe Dana/AP /

Debate da TV Globo, com transmissão da RBS TV, reúne os quatro candidatos dos partidos com representação na Câmara
Foto: zerohora.com


O debate entre os candidatos à presidência da República terminou sem confronto direto entre os dois candidatos que aparecem à frente nas pesquisas. Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) não fizeram perguntas um para o outro, apenas para Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL). O debate final da campanha, a três dias da eleição, foi realizado em um estúdio na Central Globo de Produção, no Rio de Janeiro, na noite desta quinta-feira.

Confira como foi a cobertura ao vivo do debate

O candidato do PSOL voltou a provocar os demais candidatos, mas não fez perguntas para Marina, apenas para Dilma e Serra. Para Serra, a provocação veio quando, ao ouvir que o tema da questão seria impostos, Plínio disparou:

— Ihhhhh, ele gosta disso.

Em seguida, acusou Serra de propor uma reforma tributária que aumenta a carga de tributos sobre os mais pobres e diminuiu a sobre os mais ricos. O candidato respondeu negando a acusação e defendendo a redução da carga tributária sobre alimentos básicos e medicamentos.

Plínio também provocou Dilma ao dizer que não vê nos sites dos outros partidos as doações de recursos para a campanha. A candidata se defendeu:

— Registramos todas as doações da nossa campanha no Tribunal Superior Eleitoral. Todas as doações são oficiais.

Parte da plateia riu e a petista rebateu:

— Lamento os risos de quem tem outras práticas.

Na busca por uma vaga no segundo turno, Marina também preferiu questionar apenas os candidatos líderes nas pesquisas. Na pergunta que fez a Serra sobre os programas sociais e o bolsa-família, os dois chegaram a esboçar um confronto.

— As coisas vão se dando de acordo com lógica de promessas e não de programas. Você não responde, só coloca coisas que fez em São Paulo.

Serra rebateu:

— Não use sua régua para medir os outros.

E comparou Marina e Dilma, dizendo que se fosse usar a sua "régua" apontaria que as duas candidatas têm muitas semelhanças.

— Você estava no governo do mensalão. Assim como Dilma, você não saiu do governo, ficou lá.

Marina, por sua vez, aproveitou uma pergunta de Dilma sobre como a candidata avaliava a reação do Brasil à crise mundial para compará-la com Serra.

— Dilma e Serra têm perfil muito parecido, um perfil puramente gerencial. Você corretamente coloca acertos e ganhos, mas não olha para os novos desafios.

À frente nas pesquisas, Dilma e Serra defenderam no debate suas realizações nas áreas de habitação e transporte. Dilma falou das conquistas do Minha Casa, Minha Vida durante o governo Lula e prometeu mais dois milhões de moradias no programa se for eleita.

— A população de baixa renda merece ter casa própria.

A candidata também falou sobre as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como as ferrovias Norte-Sul e Transnordestina, sob críticas de Marina, que acusou a petista de tratar das questões de infraestrutura de forma pontual.

Já Serra aproveitou a experiência de São Paulo com o metrô para defender a necessidade de instalação de metrôs em várias cidades. Mencionou inclusive o projeto de Porto Alegre.

— Metrô é ferrovia. Tenho um plano de fazer metrô em parceria com governo estadual e a iniciativa privada.

Foi criticado por Plínio, que questionou de onde sairiam os recursos: "agora todo mundo promete tudo".

O tucano também mencionou as propostas que vem defendendo na reta final da campanha: reajuste de 10% no ano que vem aos aposentados e elevação do salário mínimo para R$ 600.



Zero Hora e ClicRBS

Justiça Eleitoral informará sobre possibilidade de votar com apenas um documento

Campanha será intensa na sexta-feira e no sábado que antecedem a votação

A três dias das eleições, o Supremo Tribunal Federal derrubou a exigência do título de eleitor para votar no domingo, aceitando medida cautelar protocolada pelo PT. Qualquer documento com foto será aceito, diferentemente do que foi divulgado durante todo o período de campanha. O Tribunal Superior Eleitoral informou na noite desta quinta que a Justiça Eleitoral divulgará no rádio e na TV já a partir desta sexta-feira sobre a mudança, válida para a eleição de domingo.

A mensagem veiculada será a seguinte: “Por decisão do Supremo Tribunal Federal, o eleitor não será impedido de votar caso leve apenas o documento oficial com foto para sua seção eleitoral neste domingo, dia 3. Justiça Eleitoral.”

Na TV, serão exibidos filmes de 15 segundos em forma de comunicado oficial. As rádios também vão veicular spot com o mesmo teor e a mesma duração.

A mensagem será veiculada constantemente nesta sexta e no sábado, "para garantir que nenhum eleitor deixe de comparecer para votar por falta do título eleitoral", segundo o TSE.

Serão aceitos qualquer um dos seguintes documentos:

Carteira de identidade
Identidade funcional (identificação profissional, de entidade de classe)
Carteira de trabalho
Carteira de motorista (com foto)
Certificado de reservista
Passaporte

Correio do Povo

Coligação de Yeda diz que invasão em programa de TV foi acidental

Útimo dia da campanha no RS foi marcada por disputa de liminares entre os candidatos

Yeda invade programa dos deputados e exibe vídeo cortado pelo TRE
Crédito: Luiz Avila / Divulgação / CP

A coligação Confirma Rio Grande, encabeçada pela candidata à reeleição Yeda Crusius, do PSDB, voltou a invadir o espaço da propaganda eleitoral de TV destinado aos candidatos a deputado e repetiu na íntegra, na noite desta quinta-feira, um vídeo cortado, na quarta, pela Justiça Eleitoral, em que a candidata tucana encerrava a campanha e fazia um último pedido ao eleitorado para mantê-la no cargo. Porém, a coordenação da campanha da tucana negou que a invasão desta quinta tenha sido proposital e alegou que a produtora responsável pelos VTs de campanha mandou a fita errada.

Yeda pode, agora, ser punida com multa variando de R$ 5 mil a R$ 20 mil caso algum partido adversário ou o próprio Ministério Público Eleitoral encaminhem denúncia, nesta sexta. Outra hipótese é de que a candidata responda por crime de desobediência.

Horas antes de o vídeo ser veiculado, o PSDB entrou com um recurso contestando a decisão de ontem e pedindo de volta o tempo cortado. Yeda perdeu, ao todo, dois minutos e 26 segundos em uma liminar que, segundo o PSDB, foi anunciada uma hora antes de o programa entrar no ar, sem dar tempo à coligação para se defender ou editar o vídeo. Yeda pede a devolução do tempo cortado em uma espécie de rede estadual de TV, ainda nesta sexta-feira. O pedido, porém, só vai ser analisado depois que o Ministério Público Eleitoral emitir um parecer.

Em nota oficial, os tucanos ainda alegaram "perseguição política". Punida a pedido da coligação Juntos pelo Rio Grande, de José Fogaça, Yeda sustenta que tanto o peemedebista quanto Tarso Genro, da coligação Unidade Popular pelo Rio Grande, já haviam invadido o tempo dos deputados, sem ter recebido a mesma punição.

Como na tarde de hoje os dois repetiram a infração, o PSDB decidiu entrar, ainda, com um segundo recurso, pedindo punição semelhante à que foi aplicada, ontem, à tucana. Cada caso foi julgado por um desembargador diferente. Fogaça acabou inocentado, e Tarso, punido.

Um equívoco da defesa do PSDB, contudo, permitiu ao petista reprisar quase que na íntegra o programa já veiculado. O PSDB questionou, apenas, a entrada de Tarso pedindo voto para os candidatos a deputado pelo PT. A coligação, com isso, editou o programa e manteve o candidato no vídeo defendendo, apenas, o voto para os candidatos do PSB e do PCdoB, na teoria, respeitando a decisão liminar.

Fogaça também foi alvo de liminar

Em uma outra decisão do TRE, que acatou um pedido da coligação de Tarso, os partidos de José Fogaça foram proibidos de repetir, na noite desta quinta, o trecho em que o senador Pedro Simon pediu votos, à tarde, para o candidato da majoritária no programa destinado aos candidatos a deputado.


Rádio Guaíba e Correio do Povo

Presidente do Equador deixa hospital em meio a tiroteio

Rafael Correa disse que um policial morreu na operação para resgatá-lo após cerco de rebeldes

Presidente do Equador escapa de hospital em meio a tiroteio
Crédito: Reprodução AFP / CP

O presidente do Equador, Rafael Correa, deixou o hospital onde era cercado por policiais rebelados nesta quinta-feira, em meio a um tiroteio entre os rebeldes e militares leais ao governo. Militares e policiais se enfrentaram a tiros diante do hospital, no norte de Quito. Correa disse que um policial morreu na operação militar para resgatá-lo. Ele discursou para seus partidários após a operação.

Leia outras notícias sobre a crise no Equador

Correa esteve cercado em um hospital para onde foi levado após ser agredido em um quartel por agentes que protestavam contra a lei que reduziu seus salários, na manhã desta quinta-feira. Os manifestantes, policiais e militares, gritavam palavras de ordem contra o governo diante do Hospital da Polícia, no norte de Quito, enquanto alguns rebelados tentavam entrar no quarto de Correa.

Em entrevista por telefone à TV Nacional, Correa afirmou que "só morto" negociaria com os policiais enquanto fosse mantida a rebelião. Nos arredores do hospital houve grande confusão, com bombas de gás lacrimogêneo explodindo e policiais circulando em carros e motocicletas, enquanto alguns funcionários tentam montar uma operação para retirar o presidente do local e levá-lo ao Palácio de Carondelet, sede do Executivo.

Enquanto isso, as instalações da TV estatal do Equador foram atacadas e ocupadas, no momento em que emitiam informações sobre a revolta de policiais e militares. Dezenas de pessoas destruíram as portas de vidro do prédio da ECTV e entraram na sala do noticiário, após a divulgação da entrevista na qual o presidente Rafael Correa denunciou uma tentativa de golpe da oposição para derrubá-lo.

O sinal da ECTV foi interrompido sem prévia comunicação, mas o governo continua operando a Gama TV, outro canal estatal, cujo sinal é retransmitido pelas demais emissoras de televisão do país por determinação do Executivo. A ECTV já havia informado que poderia sair do ar porque policiais rebelados se aproximavam do local onde estão as antenas de transmissão das estações de rádio e TV, em uma montanha que domina Quito.

AFP e Correio do Povo