1.8.10

Serra evita comentar pesquisa e diz aguardar 'resultado das urnas'

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, disse neste sábado, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que não pretende comentar resultados de pesquisas eleitorais. O ex-governador de São Paulo afirmou que ainda há muito tempo para a campanha política. “Nada agora é decisivo. O importante é o resultado das urnas.”

Segundo levantamento do Ibope divulgado na sexta-feira, a petista Dilma Rousseff lidera a disputa para o Palácio do Planalto, com 39% das intenções de voto, cinco pontos percentuais à frente do tucano. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Serra fez a declaração durante caminhada pelo centro de Duque de Caxias, ao lado do vice-presidente da sua chapa, Indio da Costa (DEM), e do prefeito da cidade, José Camilo Zito (PSDB). Mais de 3.000 pessoas acompanharam o evento. O candidato tucano conversou com a população e apresentou propostas para a região em áreas como transporte, saúde e educação.

O ex-governador paulista prometeu, se eleito, criar um posto de atendimento do Inca (Instituto Nacional do Câncer) na região, entre outras unidades de saúde. Ele também disse que fará mudanças no transporte para melhorar a ligação da Baixada Fluminense com o centro da capital. A medida seria alcançada, segundo Serra, com a transformação do trem urbano em metrô de superfície.

Ainda de acordo com a pesquisa do Ibope, a candidata Marina Silva (PV) tem 7% das intenções de voto para a Presidência da República. Os demais candidatos não atingem 1%, os votos brancos e nulos totalizam 7%, e os indecisos somam 12%.

eBand

Ibope: Dilma abre 12 pontos sobre Serra em Minas

A candidata petista Dilma Rousseff abriu 12 pontos porcentuais de vantagem sobre o tucano José Serra em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do País e Estado considerado por analistas políticos como o principal campo de batalha da campanha presidencial.

Segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, Dilma tem 44% das intenções de voto entre os mineiros, contra 32% para Serra. Em números absolutos, a diferença entre os dois está em cerca de 1,2 milhão de votos, levando-se em conta o tamanho do eleitorado e as taxas históricas de abstenção.

A pesquisa mostra que o apoio do ex-governador Aécio Neves e do candidato à reeleição Antonio Anastasia (ambos do PSDB) ao presidenciável tucano não mobilizou o eleitorado do partido na mesma direção. Entre os entrevistados que declaram voto em Anastasia para o governo, há mais eleitores inclinados a eleger Dilma (48%) que Serra (37%). Esse voto que combina PT e PSDB nos diferentes cargos foi apelidado de "Anastadilma".

Na última semana, o Ibope fez pesquisas em Estados do Sudeste, do Norte e do Nordeste - não houve levantamentos no Sul, onde Serra é o favorito. O desempenho em Minas, combinado com a liderança no Rio de Janeiro, onde vence por 46% a 27%, fez com que Dilma empatasse no Sudeste, contrabalançando nesses dois Estados a vantagem do tucano em São Paulo. Segundo o Ibope, ele lidera por 44% a 33% entre os paulistas. O empate no Sudeste, que vinha se mostrando um reduto serrista, empurrou Dilma para a liderança na pesquisa nacional do Ibope, divulgada na sexta-feira. Ela tem 39% das intenções de voto em todo o País, cinco pontos porcentuais a mais que o adversário do PSDB.

A pesquisa Ibope/Estado/TV Globo foi protocolada no TSE sob o nº 20809. Os registros das pesquisas estaduais são 20792 (MG), 20797 (RJ) e 20791 (SP).

Estadão

Afirmação de Lula sobre iraniana repercute na imprensa internacional

Sites dão destaque ao possível asilo político a iraniana condenada à morte por adultério

ReproduçãoFoto Reprodução
Site da edição internacional da CNN e o do jornal El Universal,
da Venezuela, foram dois dos veículos que destacaram a afirmação de Lula

A afirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que pode abrigar Sakineh Mohammadi Ahstiani, a mulher condenada à morte pelo governo iraniano por ter cometido adultério, teve repercussão na imprensa internacional.

O assunto foi destaque na primeira página do site internacional da CNN.

Além de citar a declaração de Lula e dar detalhes sobre o caso de Sakineh, a emissora americana destacou a participação do governo brasileiro nas negociações internacionais sobre o programa nuclear iraniano.

A edição internacional do site do The New York Times também inclui a oferta de asilo de Lula em seus destaques. Na Venezuela, a edição online do jornal El Universal publicou texto sobre o tema com título “Brasil oferece refúgio a mulher iraniana condenada à morte”.

- Apelo ao líder supremo do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que permita ao Brasil conceder asilo a esta mulher.

Lula fez a afirmação durante um comício da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, em Curitiba (PR).

Em 11 de julho, a Justiça iraniana suspendeu temporariamente a condenação. No entanto, o destino da iraniana ainda pode mudar a qualquer momento.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, chegou a ligar antes do anúncio da suspensão provisória da pena para o ministro da mesma pasta do Irã, Manouchehr Mottaki, para tentar convencê-lo de que ir adiante com o apedrejamento de Sakineh apenas iria atrair mais críticas ao Irã.

Ela divulgou uma carta nesta semana dizendo que tem medo de morrer, publicou a rede CNN em seu site neste sábado.

“ O dia no qual eu recebi a sentença de apedrejamento foi como se eu tivesse caído em um buraco profundo e perdido a consciência. Muitas noites, antes de dormir, eu penso como alguém pode se preparar para jogar pedras em mim, em mirar o meu rosto e as minhas mãos”, escreveu a mulher, de acordo com seus advogados.

Sakineh recebeu 99 chibatas em 2006 por supostamente ter se relacionado com dois homens e confessou o crime durante a sentença. Ela já havia sido julgada por tentar assassinar o marido, mas foi absolvida.





R7

Superprodução Eleitoral: o que os presidenciáveis preparam para a TV

Os três principais candidatos pretendem adotar um tom moderado na estreia


Viagens relâmpago Brasil afora, gravações em segredo e discussões acaloradas sobre como seduzir o eleitor. Escorados em orçamentos milionários e no talento de marqueteiros tarimbados, Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) trabalham na conclusão dos primeiros programas para a propaganda de rádio e TV.

Confira a estrutura montada pelos postulantes ao Planalto para os programas de rádio e TV.

Embora já estejam estocando munição para futuros embates, os três principais candidatos à Presidência pretendem adotar um tom moderado na estreia, dia 17 de agosto.

Entre petistas e tucanos, o palanque eletrônico é a maior aposta para desequilibrar a disputa polarizada. Para compensar a falta de carisma de Dilma e Serra, um exército de publicitários e jornalistas foi convocado para atuar na retaguarda dos estúdios. Já Marina conta com a ajuda do consagrado cineasta Fernando Meirelles para cativar o eleitor e tentar romper o caráter plebiscitário da eleição.

Dilma: um cabo eleitoral popstar

Amparado em uma aprovação popular de quase 80%, o presidente Lula será o mestre de cerimônias no primeiro programa eleitoral do PT. O objetivo é endossar a escolha de Dilma como sua sucessora, apresentando a candidata como responsável por várias iniciativas de êxito do governo, como o Luz para Todos e o PAC.

A presença de Lula, porém, não será majoritária, para não ofuscar a ex-ministra.

— Temos de dosar bem. Lula vai ter participação especial na propaganda, mas a protagonista será Dilma — ressalta o presidente do PT, José Eduardo Dutra.

Nos programas iniciais, o marqueteiro João Santana irá fazer uma retrospectiva da história de Dilma, desde os tempos de militância no combate ao regime militar até a chefia da Casa Civil no governo Lula.

— O primeiro programa vai mostrar quem é a Dilma, de onde ela veio e o que já fez — conta um dos poucos petistas com acesso às gravações.

Para evitar vazamentos, as cenas para a TV vêm sendo coletadas em sigilo. Há duas semanas, ela viajou de Brasília para a foz do Arroio Chuí, na fronteira com o Uruguai. Em outra ocasião, esteve na foz do Rio Oiapoque, no Amapá. Ao costurar as cenas dos dois extremos, os marqueteiros irão mostrar que ela conhece o Brasil de norte a sul.

O comando de campanha também pretende explorar a inserção internacional do Brasil nos últimos anos. Em meio a um périplo da candidata pela Europa, as equipes registraram encontros da ex-ministra com chefes de Estado de França, Portugal e Espanha para demonstrar que ela está afinada com importantes parceiros do Brasil.

Serra: aposta no currículo

Um governante inovador, avesso a apadrinhamentos políticos e com sensibilidade social. Assim Serra será apresentado nos primeiros programas da propaganda eleitoral no rádio e na TV. Além de destacar a experiência acumulada pelo tucano como ex-governador e ex-ministro, a equipe de marketing do PSDB irá mostrar depoimentos de pessoas beneficiadas por iniciativas de Serra.

— A propaganda irá enfatizar a biografia dele, mas também mostrar como ele criou formas de ajudar as pessoas — resume um auxiliar da campanha tucana.

Nas imagens já coletadas em 10 Estados, há manifestações de pacientes operados nos mutirões das cirurgias de catarata, doentes crônicos beneficiados pelos medicamentos genéricos e por outros programas criados na gestão de Serra no Ministério da Saúde. Durante passagem por Curitiba, na semana passada, o tucano gravou imagens na Pastoral da Criança. A equipe comandada pelo marqueteiro Luiz González pretende usar o material como antídoto à exaustiva exploração que o Bolsa-Família terá na propaganda do PT. A ideia é mostrar que Dilma nunca gerenciou programas sociais.

— Os dois estão aí para serem comparados. De Dilma, não se conhece nenhuma grande atuação — afirma o presidente do PSDB, Sérgio Guerra.

A propaganda tucana também pretende convencer o eleitor de que, no governo Lula, Dilma não conseguiu destravar gargalos na infraestrutura do país. Boa parte das críticas será direcionada ao PAC, uma das principais grifes da petista.

Marina: recado de 90 segundos

Com menos de 90 segundos no rádio e na TV, os estrategistas de Marina recorreram à linguagem publicitária para tentar minimizar a escassez de tempo. A ideia é usar textos curtos e diretos, valorizando nos programas iniciais a trajetória de superação da senadora acreana, alfabetizada aos 17 anos.

Outra alternativa em estudo é repartir as inserções diárias de 30 segundos em duas aparições de 15 segundos, dobrando as aparições da candidata na TV. Um dos trunfos da campanha será a participação do cineasta Fernando Meirelles, indicado ao Oscar com o filme Cidade de Deus. Meirelles já dirigiu o programa exibido em fevereiro e agora atua como consultor, supervisionando a concepção da propaganda e a atuação de Marina. Uma das sugestões do cineasta foi a utilização de desenhos animados, com a voz da senadora narrando situações que ilustram os problemas do país e duas propostas para resolvê-los.

Além de explorar o carisma de Marina, o marqueteiro Paulo de Tarso investe no prestígio do candidato a vice, Guilherme Leal. O empresário terá o papel de fiador das propostas do PV, na tentativa de dissuadir resistências do setor produtivo ao discurso ambientalista.

— Guilherme é imprescindível nesta campanha — afirma Tarso.

A galeria de celebridades que já abriu voto para Marina, como o compositor Gilberto Gil, também será convocada para reforçar a propaganda. O expediente, porém, será usado com parcimônia, sob pena de deslocar os holofotes de Marina para as estrelas simpáticas a ela.


Zero Hora e ClicRBS

Marina Silva fala de gratidão e respeito pelo presidente Lula

Candidata também criticou a postura do governo federal com relação ao meio ambiente

A candidata do PV à presidência, Marina Silva, falou neste sábado de sua gratidão pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

— Tenho uma relação de gratidão e respeito pelo Lula, nunca fiz ofensa a ele por entender que militei por 30 anos (no PT) para ele chegar à presidência — disse ela, em entrevista ao programa Super Manhã, da Rádio Jornal do Commercio, de Pernambuco.

Apesar do elogio, a candidata voltou a criticar a postura do governo federal com relação ao meio ambiente:

— Minha saída do partido foi por não compreender a prioridade de não se juntar desenvolvimento econômico e meio ambiente no mesmo processo.

Segundo ela, por mais que tenha respeito pelo presidente Lula, isso não significa que nas questões que tenha que criticá-lo não possa fazer.

— No meio ambiente, infelizmente, o governo e o PT não compreenderam que não dá para ficar dizendo que quem defende o meio ambiente vai prejudicar o desenvolvimento econômico.

A candidata citou, como exemplo, a licença ambiental para a transposição do Rio São Francisco, que foi liberada durante sua gestão no ministério do Meio Ambiente.

Questionada por ouvintes sobre suas posições em relação ao aborto, descriminalização das drogas e casamento entre homossexuais, Marina, apesar de afirmar ser contrária, defendeu o debate e o plebiscito sobre os temas.

— Tem pessoas que diante do público religioso dizem que são contra o aborto, mas se estiverem diante de outro público vão dizer que são favoráveis. Essa é a política do engana que eu gosto. Eu não faço isso. Quem votar em mim sabe o que eu faço — disse.

Ela falou também sobre as manifestações preconceituosas que recebeu durante a campanha por ser cristã evangélica.

— Quero ter o direito de professar a minha fé. Estamos num Estado laico, que favorece os que creem e os que não creem.

Para Marina, não se pode evitar que os evangélicos tenham a sua linha política:

— Se os sindicalistas podem, por quê não os evangélicos?

A candidata, contudo, disse não ser uma religiosa envergonhada e rechaçou críticas de que seja uma pessoa preconceituosa, reacionária e fundamentalista.

— Isso não tem nada a ver com minha prática e nem com minha fé.

Em relação aos problemas de segurança pública, ela defendeu parcerias entre os governos Federal e estaduais, sem a necessidade de um novo ministério para tratar exclusivamente do assunto, numa crítica indireta ao presidenciável tucano José Serra, defensor dessa proposta. — Temos que acabar com essa história de que segurança pública é um problema só dos estados. Eu defendo a parceria, mas também precisamos fazer uma reforma na segurança, debatendo os problemas com as polícias civil e militar — afirmou, acrescentado ser necessário adotar um padrão de "piso salarial digno" aos policias no Brasil.


Agência Estado e ClicRBS

Empresários gaúchos alegam prejuízos com funcionários convocados como mesários

Por lei, o trabalhador tem direito a dois dias de folga para cada dia que atuar nas eleições

Empresários gaúchos alegam que são prejudicados com a liberação de funcionários convocados como mesários nas eleições. Por lei, o funcionário público ou trabalhador do setor privado tem direito a dois dias de folga para cada dia que trabalhar para Justiça Eleitoral.

Pelo menos 110 mil mesários estão sendo convocados para as eleições deste ano no Estado. De acordo com o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul, Vitor Koch, o comércio sai prejudicado com a norma. O presidente defende a rediscussão da medida, com a participação do comércio.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) esclarece que apenas cumpre as determinações da lei fazendo a convocação dos mesários e incentivando a participação.


Rádio Gaúcha e ClicRBS

Revista analisa o Bolsa-Família

A edição desta semana da revista britânica The Economist traz artigo sobre o Bolsa-Família, no qual afirma que, apesar da grande contribuição do programa para a redução dos índices de pobreza do Brasil, ele parece não funcionar tão bem no combate à pobreza nas grandes cidades. A revista cita dados da Fundação Getúlio Vargas.

Correio do Povo

Planalto reforça ações sociais

Prestes a deixar o cargo, o presidente Lula tem reforçado medidas de alcance social cujos efeitos avançarão na gestão do próximo presidente da República. As principais ações do governo, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o plano habitacional Minha Casa, Minha Vida, já ganharam novas fases a partir de 2011. Na semana passada, o governo prorrogou por mais um ano, até dezembro de 2014, os benefícios tributários para empresas construtoras que participam do programa habitacional.

Na sexta-feira, liberou R$ 408 milhões para o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, de um total de R$ 1,98 bilhão liberados a diferentes ministérios pela medida provisória 498.

Para não ferir entendimento do Supremo Tribunal Federal, em ano de eleição, o governo havia desistido de editar MPs sobre créditos extraordinários aos ministérios. Entretanto, com a justificativa de liberar recursos para ajudar na recuperação de Alagoas e Pernambuco, estados duramente atingidos por chuvas, o presidente Lula editou a MP 498, liberando a maior parte dos recursos para este fim, sendo R$ 725 milhões para o Ministério da Integração Nacional.

A política de reajuste dos salários dos servidores públicos federais, iniciada em 2008, se estende até 2011 ou 2012. O Bolsa-Família ganhou novas regras de recadastramento e manterá o benefício a pessoas que deixariam de recebê-lo.

Correio do Povo

Empresas oferecem site a políticos

A liberação do uso da Internet nas campanhas eleitorais, o fenômeno das redes sociais e a bem-sucedida experiência da última eleição norte-americana fizeram surgir na rede um novo produto: a criação de sites políticos a jato. Os preços variam de R$ 250,00 a R$ 1,5 mil e são entregues ao candidato em até 24 horas. No entanto, a três meses da eleição, empresários do ramo têm as expectativas frustradas. O "E-candidato", site que começou a oferecer este tipo de serviço no ano de 2002, tem expectativa de vender 300 sites até a eleição, mas, até agora, só foram fechados 20 contratos.

Para ter um site feito pela empresa, o candidato precisa desembolsar R$ 1,5 mil, porém pode parcelar o valor em 12 vezes no cartão de crédito. "A campanha de Barack Obama realmente foi um fenômeno e usamos como argumento. No entanto, ainda assim, os candidatos ainda não depositaram fé na força da Internet. Ainda preferem gastar milhões com a TV", avalia Ricardo Barreto, sócio da empresa, que tem entre os clientes o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire.

"Como parlamentar, já utilizava muito a mídia eletrônica, a troca de e-mails com o eleitor. Hoje, não tem forma de comunicação que possa superar na sociedade via Internet, e isso se reflete também na campanha eleitoral", afirma Freire, que é candidato a deputado federal pelo estado de São Paulo.

Correio do Povo

Lula propõe abrigar iraniana condenada à morte

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que irá propor ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que o Brasil abrigue a iraniana Sakineh Ashtiani, 43 anos.

Condenada à morte por apedrejamento por ter cometido adultério, Sakineh está presa desde 2006. Já recebeu 99 chibatadas por manter um "relacionamento ilícito" com outro homem e depois foi condenada à morte. Ela sempre negou a acusação.

"Se vale a minha amizade e o carinho que eu tenho pelo presidente do Irã e o povo iraniano, se essa mulher está causando incômodo, a receberíamos no Brasil de bom grado", disse Lula, que falou que vai telefonar para o iraniano para falar do assunto.

O presidente disse que respeita "a soberania e as leis de cada país", mas que "nada justifica o Estado tirar a vida de alguém". "Afinal, só Deus dá a vida, só ele é quem deve tirar", afirmou.

Durante o discurso, em um ato de campanha em Curitiba (PR) com a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT), Lula comparou, em tom de brincadeira, como seria se a situação envolvesse um homem que teve um caso extraconjugal.

"Fico imaginando se um dia tivesse um país do mundo que se o homem trair fosse apedrejado. Eu queria saber quem é que ia gritar: atire a primeira pedra iá iá aquele que não traiu", disse cantarolando, provocando risos.

A candidata à Presidência Dilma Rousseff, em entrevista também em Curitiba, falou que a decisão do governo de Teerã "fere a nós que temos sensibilidade e humanidade".

Mudança

As declarações de Lula vêm após silêncio de Brasília. Perguntado anteriormente se pediria perdão à iraniana, ele havia dito: "Um presidente não pode ficar atendendo tudo que alguém pede de outro país. É preciso cuidado, porque as pessoas têm leis. Se começam a desobedecer as leis deles para atender o pedido de presidentes, vira avacalhação", afirmou.


Agora São Paulo

TSE vai construir nova sede no DF

O Tribunal Superior Eleitoral recebeu um crédito adicional de R$ 18,7 milhões para construir seu novo edifício-sede, em Brasília, informou a ONG Contas Abertas, que fiscaliza o Orçamento da União. Projetada por Oscar Niemeyer, a obra tem custo estimado em R$ 330 milhões. A dotação do TSE para obras deste ano é de R$ 144 milhões.

Correio do Povo

Gabinete On Line: preços variam de R$ 249 a R$ 1,5 mil

O "Gabinete On line" oferece serviços mais baratos. O pacote para eleições fica em R$ 249,90. Até o começo da semana, a empresa tinha entregue 40 sites, a maioria para candidatos a deputado estadual. Em 2008, quando o "Gabinete On line" surgiu, durante a eleição municipal, foram vendidas cerca de 200 páginas personalizadas. "Muita gente ainda acha que a lei não permite, ou que não vai conseguir atualizar", diz Denílson Souza, do "Gabinete On line". Atraído pela liberação do uso da Internet na eleição, Douglas Damame lançou este ano o serviço de sites de candidatos na U2Net. Até agora, fechou só um contrato.

Correio do Povo

Candidatos prometem remédios gratuitos

Os três principais candidatos à Presidência têm propostas para distribuição de remédios aos mais pobres. José Serra, do PSDB, prometeu em seu site criar uma cesta com 80 remédios que seriam distribuídos gratuitamente. Dilma Rousseff, do PT, já disse que quer dar continuidade ao programa Farmácia Popular, que oferece remédios subsidiados. Marina Silva, do PV, deverá investir em tratamentos que não dependam de medicamentos alopáticos.

Correio do Povo

Alencar quer divulgar ação de paternidade

O vice-presidente da República, José Alencar, quer que seja quebrado o sigilo de Justiça da ação de investigação de paternidade movida pela professora aposentada Rosemary de Morais. Segundo o advogado que defende Alencar, José Diogo Bastos Neto, o processo em que a Justiça de Minas Gerais determinou que o vice-presidente reconheça a paternidade da professora, de 56 anos, deve ser aberto e de conhecimento público.

Correio do Povo

Sites apontam quem é ''ficha suja'' no país

Quase dois meses após a sanção da Lei da Ficha Limpa, o eleitor brasileiro tem a possibilidade de constatar se seu candidato é ou não ficha suja. Alguns portais como o www.transparencia.org.br e o www.fichalimpa.org.br auxiliam o cidadão. Até o fim desta semana, 338 candidatos haviam tido sua impugnação pedida pela Procuradoria Regional Eleitoral em vários Estados por conta da nova legislação.

Correio do Povo

Corregedoria arquiva ação contra De Sanctis

A Corregedoria do Tribunal Regional Federal da 3 Região arquivou uma reclamação disciplinar movida pelo banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, contra o juiz Fausto De Sanctis, responsável pela Operação Satiagraha, que o condenou. Dantas reclamou da autorização do juiz para o Incra vistoriar suas fazendas no estado do Pará e de ter "vazado" a informação à imprensa. Na opinião da corregedoria, a decisão foi imparcial.

Correio do Povo

Dilma pede cautela com as pesquisas

Candidata do PT prefere não comemorar o fato de estar á frente




Dilma Rousseff disse em sua fala no comício em Curitiba que está confiante em que será a primeira mulher presidente do Brasil, no entanto, afirma também que é preciso ver as pesquisas com cautela. Na sexta´-feira, o Ibope apontou que a candidata petista está cinco pontos à frente de seu adversário José Serra (PSDB) e que Marina Silva (PV) aparece com sete pontos, apenas, o que poderia definir uma eleição ainda no primeiro turno. Dilma prefere não trabalhar com essa hipótese.

“Nosso trabalho agora é mostrar para a população que é importante dar continuidade ao que o presidente Lula implantou no Brasil. Nestes sete anos o Brasil mudou e tornou-se um país que é ouvido na comunidade internacional. Hoje não precisamos mais ficar de joelhos para o FMI”, disse a candidata.

Sobre o voto feminino, Dilma afirma estar confiante que vai convencer as mulheres brasileiras que uma mulher já tem condições de assumir a Presidência.

O presidente Lula destacou o papel de Dilma no governo brasileiro, como ministra das Minas e energia e depois como chefe da Casa Civil. Para ele, Dilma, mais do que governar, terá o papel de “cuidar” da população brasileira.


Jornale Curitiba

Justiça Eleitoral pode mudar verticalização

O TSE terá papel de protagonista nesta primeira eleição em que se tenta fazer o primeiro filtro dos "fichas sujas". Na próxima semana, os ministros retornam do recesso já com uma decisão importante para tomar: o provável recuo na decisão tomada no último dia de junho que, praticamente impõe a regra da verticalização das alianças no Horário Eleitoral Gratuito, atrapalhando os planos de candidatos de A a Z, sem distinção.

Correio do Povo

Socialista se elegeu pela primeira vez em 1962

Aos 80 anos, o candidato do PSol à Presidência da República, Plínio de Arruda Sampaio, acumula larga trajetória política. Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) em 1954, ele chegou a atuar como promotor público. Foi eleito deputado federal pelo Partido Democrata Cristão (PDC) em 1962. Como principal liderança de esquerda da sigla, foi relator do projeto de reforma agrária que integrava as transformações prioritárias do então presidente João Goulart.

Após o golpe militar, em 1964, teve os direitos políticos cassados e se exilou no Chile. Ele se transferiu para os Estados Unidos em 1970, onde prestou serviços à Organização das Nações Unidas (ONU), em Washington, e cursou o mestrado em Economia Agrícola na Universidade Cornell. Plínio voltou ao Brasil em 1976, quando foi professor da Fundação Getúlio Vargas e engajou-se na campanha pela abertura do regime militar e pela anistia dos condenados políticos. Ele foi um dos fundadores do PT em 1980, sendo o autor do estatuto do partido na ocasião. Em 1982, foi eleito suplente de deputado federal, mas depois acabou assumindo o cargo devido ao afastamento de Eduardo Suplicy, que fora disputar a Prefeitura de São Paulo.

Eleito deputado federal para a Assembleia Nacional Constituinte em 1986, Plínio foi o segundo mais votado do PT, ficando atrás somente do hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por divergências com os rumos políticos do PT, ele desligou-se da sigla em 2005. Um ano depois, já no PSol, concorreu a governador de São Paulo e classificou as propostas do PT e do PSDB como iguais. Ele vem repetindo essa afirmação atualmente, comentando que as proposições de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) são semelhantes.

Atualmente, Plínio desempenha a presidência da Associação Brasileira pela Reforma Agrária (Abra), sendo considerado uma referência no tema.

Correio do Povo

Infidelidade ronda partidos e confunde alianças

O enfraquecimento dos partidos e o esvaziamento ideológico está ocasionando um amplo movimento de dissidências nos pleitos ao Piratini e à Presidência. A eleição da infidelidade, como tem sido chamada pelos partidos, tem causado situações constrangedoras por conta de políticos que contrariam a aliança das suas siglas para privilegiar interesses pessoais, regionais e, em menor escala, por convicção ideológica. Na disputa presidencial, a situação mais evidente envolve o PMDB. O diretório gaúcho informalmente apoia José Serra (PSDB) à Presidência, contrariando a aliança nacional com Dilma Rousseff (PT).

Outras legendas, como PDT, PP, PSB e PTB, contabilizam dissidências nas eleições ao Piratini e ao Planalto simultaneamente. Integrante da coordenação de campanha de José Fogaça (PMDB), o peemedebista João Carlos Bona Garcia diz que existe um "vazio ideológico" responsável pela promoção de uma cena eleitoral promíscua. "A maioria dos partidos está na vala comum. Eles se ressentiram de ideologia e ficaram iguais. Prevalecem os grupos políticos que fazem alocações por interesses", diz Bona Garcia, acrescentando que a busca pelo poder neutraliza o comportamento coerente.

"Antigamente, seria difícil explicar um salto do MDB para a Arena. Haviam diferenças", exemplificou Bona Garcia, defensor da candidatura de Fogaça, que acompanha os movimentos dos aliados pedetistas, sobretudo do ex-governador Alceu Collares (PDT), que abriu o voto ao adversário Tarso Genro (PT).

O presidente do PP, Pedro Bertolucci, coligado no pleito ao Piratini com o PSDB de Yeda Crusius, é outro a apontar a fragilidade das siglas. Ele reconhece que existem dissidências progressistas que se movem em direção a Tarso e a Fogaça, mas ressalta que elas são minoria. "São acomodações. Os partidos não estão nada fortalecidos. São mais fracos do que certos grupos de políticos. Essa é a base da infidelidade", opinou Bertolucci, que ainda revelou outro aspecto gerador de incoerências. "Sem candidatura própria, qualquer partido fica à deriva."



Correio do Povo

Campanha estimula voto consciente

Cazarré lembra que o país lutou muito para poder votar e agora deve valorizar o pleito
Crédito: alexandre mendes



Com o objetivo de esclarecer a população de que comprar e vender voto é crime, o Ministério Público Federal (MPF) lançou nesta semana, em todo o país, a campanha eleitoral pelo voto consciente "Seu voto - não venda, não troque, não negocie". Por meio de vídeos, spots, cartazes e cartilhas, a campanha ensina que quando o eleitor troca o voto por um favor pessoal, elege um candidato corrupto e prejudica milhões de brasileiros, inclusive sua família. O material audiovisual terá mídia gratuita e será exibido por emissoras de rádio e televisão parceiras do projeto no país.

Conforme o Procurador Regional Eleitoral do RS, Carlos Augusto da Silva Cazarré, a campanha tem grande importância para o MPF e para a cidadania. "Lutamos nesse país para chegarmos a escolher todos os dirigentes através do voto. Temos que dar muito valor a isto", diz.

A campanha mostra que o candidato a um cargo político que oferece presentes ou favores em troca do voto não respeita a opinião e o direito do eleitor. Para Cazarré, o que se deve discutir nesse momento é que as pessoas que pedem voto tenham a capacidade de apresentar propostas, como as políticas sociais de educação, justiça, saúde e segurança. "Ele dá uma pilha de tijolos, mas, quando eleito, não trabalha para garantir a todos o acesso a saúde, educação, moradia e emprego."

As denúncias podem ser feitas pelo site www.eleitoral.mpf.gov.br. Nele também há mais informações sobre a campanha.

Correio do Povo

Mais uma hipótese de guerra exige investir em defesa, por Paulo Ricardo da Rocha Paiva*

Compartilhar com o segmento civil da sociedade é preciso. Motivar o cidadão para as implicações que envolvem a defesa do País é uma preocupação impositiva na medida em que este não crê na possibilidade de confrontos, seja pela índole pacífica da nação, seja porque não acredita que alguém queira brigar conosco. O ideal era que tudo funcionasse assim, na base do “somos de paz como são os outros”. Acontece que a realidade é bem outra. Quem possui território e litoral como o Brasil, imperiosamente, não tem apenas muito, mas, sim, muitíssimo a defender: um centro-sul desenvolvido, uma Amazônia entesourada e um pré-sal desestabilizador a explorar. Assim, será de extrema valia que o povo se fixe no fato de que, agora, estão a nos ameaçar duas possibilidades de conflito: a da Amazônia e a do Atlântico Sul.

Quanto ao risco no mar, é absolutamente vital que a população se conscientize e clame, em uníssono com a Marinha e a Força Aérea, pelo reaparelhamento de seus meios de combate. Já este, precisa ser dito, não deve visar o equilíbrio com vizinhos que evidentemente não têm motivos para nos ameaçar. Alerta! São predadores poderosos que deixam claro: ou o Brasil investe pesado em defesa ou bem cedo terá as extrações do pré-sal entregues de mão beijada a uma administração estrangeira, justo a fonte de renda que um “esperto” presidente quer contingênciar apenas para outros fins.

Atenção, 1982, Guerra das Malvinas! Nossa luta será naqueles moldes, porém com preponderância suprema do emprego de elementos aéreos e navais e um mínimo, ou talvez nenhum, do seu correspondente terrestre. Governo e parlamentares, entretanto, continuam insensíveis à tirânica fragilidade da Marinha e a absurda inferioridade da Aeronáutica, sem tomar as medidas emergenciais e urgentes que se fazem prioritárias para garantir a posse daquelas camadas submersas. A propósito, a Inglaterra já vem assinalando, o que deve nos intrigar, a pesquisa afim no litoral de “suas” ilhas Falkland. E os argentinos, como nós, ainda batem na mesma tecla: protestos inúteis de diplomatas e retórica vazia de políticos, os patriotas de última hora que até hoje ainda não providenciaram de forma a dotar seus países com flotilha de submarinos nucleares. De que adiantou Cristina Kirchner apelar na última Reunião UE/América Latina, realizada em maio na Espanha? O representante inglês rebateu logo com um “cala boca” só deglutido pelos incompetentes que não conseguem se estabelecer.

Os brasileiros não acreditam. Negociar quatro “submarinos amarelos classe Beatles” e um nuclear não resolve o problema. Precisamos deste último já, mais do que nunca, para sair do zero. É caro, todavia sobram recursos. Só o PAC, aquele programa investigado pelo TCU por superfaturamento de obras, teve um reforço de R$ 142 bilhões para gastos até 2010. Com menos de 1/3 deste adendo, cinco submarinos da classe suffren poderiam ter sido adquiridos na França ao preço total de 32,5 bilhões, soma que se destinaria a um Programa de Recuperação de Auto-Estima e de Sobrevivência Nacional. Que não se duvide: o quinteto nos aproximaria em termos de submergíveis atômicos à vendedora, capacitando a Marinha atingir cruzadores e porta-aviões de distâncias consideráveis.

Ao povo cabe optar: ou exige o aval de segurança de suas riquezas ou as cede, como costuma fazer o governo, ao “patrimônio da humanidade”. Uma solução imediata também existe, bastando para isso convidar a Argentina para, conjuntamente, em um projeto binacional, passarmos a desenvolver um programa único na área nuclear. O que, talvez, fosse muito mais sensato do que se esperar por submergíveis e aviões de caça que levarão anos até a sua incorporação efetiva à MB e à FAB.

*Coronel de Infantaria e Estado-Maior

Flávio Koutzii alega que nem tudo é pecado

Apoio ostensivo de Collares a Tarso gerou clima de descontentamento no PDT
Crédito: TARSILA PEREIRA



O petista Flávio Koutzii, coordenador da campanha de Tarso Genro (PT) ao Piratini, propõe uma avaliação mais aprofundada da política para compreender os fenômenos de infidelidade partidária. Para ele, dependendo do contexto, as dissidências podem apresentar aspectos positivos. "Não é só a infidelidade, mas as escolhas de cada governo. Nós temos um enorme desgaste da política, mas, por outro lado, o país passou por progressos notáveis no governo Lula. São oito anos de gestão com resultados positivos tensionando o tecido dos partidos", declarou. Baseado nessa tese, Koutzii diz que o tema da fidelidade também é movido pela moral e não somente por interesses pessoais. "Em determinados casos, pode ser virtude. Nem tudo é pecado. O Alceu Collares, por razões políticas e morais, acredita que a eleição da Dilma Rousseff e do Tarso representa um caminho melhor para o Brasil", afirmou Koutzii.

Ele refuta, com a formulação deste pensamento, a argumentação de que o ex-governador pedetista se tornou a dissidência mais comentada deste pleito, já que ele se nega a apoiar a aliança do seu partido com José Fogaça (PMDB), por ter um cargo no Conselho de Administração de Itaipu Binacional. "São exemplos em que prevalecem as condutas morais", acrescentou.

Correio do Povo

Bogo diz que reformas não barram troca-troca

Kevin Krieger, vereador licenciado do PP, decidiu apoiar o peemedebista Fogaça
Crédito: FABIANO DO AMARAL



Fundador do PSDB em 1988, época em que era deputado federal constituinte, Vicente Bogo acredita que a reforma política e a regra da verticalização não representam um caminho de fortalecimento dos partidos e de restrição das infidelidades. "O processo é muito mais longo. As reformas são tempo perdido. São só regras", disse ele, recordando que a verticalização, que impedia os diretórios estaduais de fechar alianças com siglas adversárias no pleito nacional, não surtiu efeito em 2006.

O PMDB, na ocasião, não fez nenhuma aliança na eleição presidencial para negociar livremente nos estados. "A moralização desse sistema partidário falido passa por um processo de aquisição cultural e de pressão popular. Essas mudanças significativas só ocorrem em momentos de ruptura social. Não é algo que vivemos agora", salientou o tucano.

Bogo diz que as características da atual sociedade acabaram influenciando a política. "Estamos num momento de supervalorização da individualidade. A política perdeu o aspecto ideológico e se agregou à linha de consumo. Os partidos se tornaram conglomerados com interesses de poder", lamentou o tucano, apontando esses fatores como brechas para a ocorrência frequente de casos de infidelidade.

Correio do Povo

Plínio apela por debate de soluções na campanha

'O homem não é burro de carga do capitalismo', diz o socialista
Crédito: Fabiano do Amaral
'


Descontente com os frequentes bate-bocas que estão marcando a sucessão presidencial, o candidato do PSol ao Palácio do Planalto, Plínio de Arruda Sampaio, apelou pela priorização do debate de "soluções para os problemas do Brasil" na sexta-feira à noite, em visita ao Mercado Público, em Porto Alegre. A atividade integrou uma agenda de quatro dias de Plínio no Estado, que se estendeu de quarta-feira a sábado, incluindo passagens por Santa Maria, Pelotas, Rio Grande, São Leopoldo e Novo Hamburgo.

"Eles não querem debater as questões importantes do país. Isso ocorre porque eles não têm soluções reais, apenas paliativos. Acabam partindo para o ataque pessoal e a baixaria", lamentou Plínio, referindo-se principalmente às candidaturas de José Serra (PSDB) e de Dilma Rousseff (PT).

Acompanhado pelo postulante do PSol ao Palácio Piratini, Pedro Ruas, pelo presidente da legenda no Estado, Roberto Robaina, e pela deputada federal Luciana Genro, o socialista listou a reforma agrária, a redução da jornada de trabalho, a estatização da educação e a ampliação dos serviços de saúde pública como elementos fundamentais do seu plano de governo.

"As propriedades com mais de mil hectares devem ser passíveis de desapropriação. Os camponeses também precisam de terra para trabalhar. Muitos setores sociais estão apoiando essa proposta", disse Plínio, que promete indenização aos donos de terras que forem desapropriadas.

Para atender a população urbana, a intenção do candidato do PSol é reduzir a jornada de trabalho no país. A quantidade de horas semanais que seriam abatidas da atual carga dependeria de novas análises da situação do mercado de trabalho brasileiro. O partido sustenta o conceito de que esta medida empregaria mais pessoas e aumentaria a produção. "A nossa motivação para a redução da carga horária é social. O homem não é burro de carga do capitalismo. Ele precisa de tempo para viver, cuidar da família, ler um livro e ver um filme", afirmou o candidato socialista.

Correio do Povo

Campo na ''mira'' dos candidatos

Agricultura é destaque nos programas de governo dos presidenciáveis



As questões ligadas à atividade agropecuária, política de preços e incentivos ao setor, ocupam lugar de destaque nos programas de governo dos principais candidatos à Presidência da República.

A candidata Dilma Rousseff, do PT, fala em priorizar a agricultura familiar e levar adiante a reforma agrária, priorizando a manutenção do Programa Nacional de Agricultura Familiar, o Pronaf que hoje responde, segundo a assessoria da candidata, por 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros. A candidata também fala em apoiar o agronegócio e na implantação de uma política agressiva de exportação.

Já o candidato José Serra, do PSDB, aposta na criação de um seguro para os agricultores, na quebra de patentes de defensivos agrícolas importados e na manutenção de mecanismos de sustentação de preços, com o controle da valorização da moeda brasileira.

Depois de ter estado à frente do Ministério do Meio Ambiente, a candidata Marina Silva (PV) tem sua plataforma para o setor baseada no entendimento entre crescimento econômico e sustentabilidade, sem desmatamento. Em suas propostas estão o fortalecimento de institutos de pesquisa, como a Embrapa, e o aumento da produtividade na criação de gado.

Correio do Povo

Lenin - Históiria virtual

Vladimir Ilitch Lenin
Vladimir Ilitch Lenin
1º presidente do Partido Bolchevique e líder da União Soviética
Mandato: 8 de novembro de 1917
a 21 de janeiro de 1924

Nascimento: 22 de abril de 1870
Simbirski
Russian Empire 1914 17.svg Império Russo
Falecimento: 21 de janeiro de 1924 (53 anos)
Gorki, União Soviética
Nacionalidade: russa
Primeira-dama: Nadežda Krupskaja
Partido: Partido Bolchevique
Religião: sem religião (ateu)
Profissão: Revolucionário, político
Assinatura: Assinatura de Lenin
Wp ppo.png

Vladimir Ilitch Lenin ou Lenine (em russo: Владимир Ильич Ленин; nascido Vladimir Ilyitch Ulianov, Владимир Ильич Ульянов; Simbirsk, 22 de abril de 1870Gorki, 21 de janeiro de 1924) foi um revolucionário e chefe de Estado russo, responsável em grande parte pela execução da Revolução Russa de 1917, líder do Partido Comunista, e primeiro presidente do Conselho dos Comissários do Povo da União Soviética. Influenciou teoricamente os partidos comunistas de todo o mundo, e suas contribuições resultaram na criação de uma corrente teórica denominada leninismo. Diversos pensadores e estudiosos escreveram sobre a sua importância para a história recente, entre eles o historiador Eric Hobsbawm, para quem Lenin teria sido "o personagem mais influente do século XX".[1]

Índice

[esconder]

[editar] Biografia

[editar] Origens

Nascido Vladimir Ílitch Uliánov (em russo так глупо пишу это) em 22 de abril de 1870 no calendário juliano, adotou posteriormente o nome de Vladimir Ilitch Lenin (em russo Влади́мир Ильи́ч Ле́нин).

Seu pai, Ilia Uliánov, foi inspector das escolas da província de Simbirsk. Homem extremamente religioso, apoiava as reformas de Alexandre II e aconselhava os jovens a não cairem no radicalismo.

Durante a vida de Lenin, sua origem nobre foi largamente ignorada; foi apenas quando Stalin desejou realizar uma mitologização de Lenin como um ente semidivino e fonte da legitimidade do seu próprio poder, que os problemas começaram. Segundo Orlando Figes e outros, esta origem nobre foi uma fonte de embaraço para os biógrafos stalinistas, que escolheram ressaltar, entre os antepassados de Lenin, seu avô paterno, Nikolai Uliánov, filho de um servo, que trabalhou como alfaiate em Astrakhan, no Volga. Apenas Nikolai era em parte calmuco (e sua mulher Anna, completamente — Lenin tinha feições claramente típicas dos mongóis) e isso era inconveniente para o nacionalismo grão-russo do regime stalinista. Sob este ponto de vista, os antepassados de Lenin do lado materno eram-lhe motivos de ainda mais constrangimento. Maria Alexandrovna, sua mãe, era a filha de Alexander Blank, um judeu converso, que se fez médico e dono de terras em Kazan. Ele era filho de Moiche Blank, um comerciante judeu de Volínia, que casou com uma sueca chamada Anna Ostedt. Os antepassados judeus de Lenin foram sempre ocultados pelo regime stalinista; quando foi sugerido a Stalin, por Anna Uliánov em 1945, que tais fatos pudessem ser usados para combater o anti-semitismo, Stalin ordenou que "nenhuma palavra" fosse repetida sobre isso.[2]

Parte da série sobre o
Marxismo
Marx color2.jpg
Trabalhos teóricos

O Manifesto Comunista
O Capital

Sobre a Questão Judaica
Grundrisse
A Ideologia Alemã

Teses sobre Feuerbach

Sociologia e antropologia

Alienação · Burguesia
Consciência de classe
Fetichismo da mercadoria
Comunismo
Hegemonia cultural
Exploração · Natureza humana
Ideologia · Proletariado
Reificação · Socialismo
Relações de produção

Economia

Força de trabalho · Lei do valor
Meios de produção
Modo de produção
Forças produtivas
Mais-valia
Trabalho excedente
Valor Excedente
Problema da transformação
Trabalho assalariado

História

Anarquismo e marxismo
Produção capitalista
Luta de classes
Ditadura do proletariado
Acumulação primitiva do capital
Revolução proletária
Internacionalismo proletário
Revolução mundial

Filosofia

Materialismo histórico
Materialismo dialético
Marxismo analítico
Autonomismo marxista
Feminismo marxista
Humanismo marxista
Geografia marxista
Marxismo estrutural
Marxismo ocidental
Marxismo libertário
Jovem Marx

Representantes

Karl Marx · Friedrich Engels
Karl Kautsky · Gueorgui Plekhanov
Rosa Luxemburg
Anton Pannekoek
Vladimir Lenin · Leon Trotsky
Georg Lukács · Guy Debord
Antonio Gramsci · Karl Korsch
Che Guevara · Escola de Frankfurt
Jean-Paul Sartre
Louis Althusser

Crítica

Críticas ao marxismo

Todos os artigos categorizados
Portal do Comunismo

[editar] Juventude

Lenin em 1887

De acordo com Orlando Figes: "Ao contrário do mito soviético segundo o qual Lenin ainda de fraldas já era um avultado teórico do marxismo, o líder da revolução bolchevique entrou relativamente tarde para a política. Com 16 anos de idade ele era ainda religioso e não mostrava qualquer interesse na política. No liceu em Simbirsk, as suas principais cadeiras foram filologia clássica e literatura".

Por ironia do destino, o director do liceu de Simbirsk onde Lenin estudou foi Fiodor Kerenski, pai do futuro rival de Lenin, e que escreveu em 1887 (último ano de liceu de Lenin) um relatório exemplar sobre este jovem: "Religião e disciplina foram a base da sua educação, cujos frutos se tornam claros nas suas excelentes maneiras".

Ao terminar o liceu, nada indicava que Lenin se viria a transformar num revolucionário. Orlando Figes: "tudo indicava antes que ele iria seguir os passos do seu pai e fazer uma excelente carreira na burocracia czarista".

E ainda Figes: "Na sua juventude (Lenin) era orgulhoso de se poder designar como "filho de um nobre". Uma vez descreveu-se mesmo na polícia como "Vladimir Ulyanov, de nobre família". Após a morte de seu pai, sua família vivia confortavelmente dos arrendamentos e das vendas dos terrenos de sua mãe. No entanto, ele, como tantos outros jovens promissores de classe média da época, acabaria por alienar-se do regime czarista devido à severidade com que este agia para banir elementos tidos por politicamente suspeitos.

Kamenev e Lênin em 1922

[editar] O irmão

O irmão mais velho de Lenin, Alexandre Uliánov, ainda com 21 anos, um estudante em São Petersburgo, envolveu-se no grupo de extrema esquerda Pervomartovtsi e foi um dos cúmplices numa das muitas tentativas de assassinar o Czar Alexandre III da Rússia. Foi condenado à morte em 1887. Isto teria grandes consequências para o irmão, que se radicalizaria nos anos seguintes.

[editar] Estudos de direito em Kazan

Nesse ano de 1887, Lenin, com 17 anos de idade, foi estudar direito em Kazan. Ali, logo tomou contacto com um outro grupo de revolucionários moldados no Vontade do Povo. Ainda nesse ano, foi preso, juntamente com outros, numa manifestação de estudantes movida por reivindicações de cunho estritamente acadêmico. Como consequência, foi-lhe proibida a continuação dos estudos. Em 1890 foi readmitido na Universidade, porém apenas como estudante "externo" autorizado a prestar exames anuais, mas não a frequentar a universidade.

Lênin e Stalin

[editar] Doutrinação

Foi nestes anos que Lenin se tornou um marxista. Sua primeira grande paixão revolucionária, no entanto, foi Tchernichevski e em particular sua obra Que fazer?, que o "converteu" definitivamente ao ideal revolucionário, anos antes de ter lido Marx. A obra de Tchernichevski falava da criação de um "novo homem" russo através da auto-disciplina e da auto-estilização, capaz de superar o que o senso comum da época considerava serem os traços comuns da "alma" russa, a passividade, a melancolia e o alcoolismo. Em Lenin, nos seus primeiros anos de marxista, existe uma convicção de que o desenvolvimento capitalista da Rússia seria uma pré-condição necessária do socialismo, na medida em que apenas a modernização industrial da Rússia, o desenvolvimento da disciplina associada à generalização do trabalho industrial assalariado, seriam capazes de elevar a consciência política do povo russo a níveis tais que tornassem possível a derrubada da autocracia czarista e a constituição de uma república democrática - contrariamente às teses dos populistas, que consideravam que o socialismo russo se desenvolveria nos quadros da comuna camponesa tradicional. Esta associação da modernidade ao capitalismo industrial, no entanto, não era uma idéia original de Lenin. Já encontrava-se nas obras do fundador do marxismo russo, Plekhanov, ao qual ele se associaria no seu primeiro exílio, no início do século XX, como redator do jornal da emigração marxista (social-democrata) russa no exílio, o 'Iskra' (centelha).

Pôster Soviético "Camarada Lênin limpa a terra contra as malignas forças "

A originalidade de Lenin manifestar-se-ia na discussão sobre os estatutos do Partido Operário Social Democrata Russo, em 1903, quando do segundo congresso deste partido, no qual Lenin argumentou pela constituição de um partido centralizado e dirigido por intelectuais com intensa formação teórica marxista, em oposição à tese de um partido organizacionalmente frouxo, que limitasse-se a se enquadrar à atividade sindical do movimento operário. Para Lenin, a mera agitação sindical, desprovida de uma base doutrinária voltada para o socialismo, acabava por reduzir-se a reivindicações parcelárias por maiores salários e menos horas de trabalho, que aceitavam a exploração capitalista enquanto tal, visando apenas minorá-la. Para que tal agitação levasse à refundação socialista da sociedade burguesa, seria necessário a existência de marcos teóricos claros, associados não apenas aos interesses específicos da classe operária, mas de todas as questões sociais, políticas, culturais, religiosas etc., referentes à situação concreta da sociedade como um todo. Neste sentido, a consciência socialista, que os sindicalistas supunham ser um traço ontológico da classe operária, para Lenin só poderia chegar à mesma classe operária 'de fora' dela mesma, mediante o trabalho teórico e de agitação de intelectuais de classe média.

Lênin

[editar] Críticas


A principal crítica feita contra Lenin, inclusive por alguns setores da esquerda[carece de fontes?], é em relação à sua suposta participação na construção do Estado policial autoritário nos primórdios da União Soviética[carece de fontes?], processo este que mais tarde foi seguido e aprimorado por Stalin. Outros sectores baseiam-se na conquista de liberdades que se seguiu à vitória bolchevique (autodeterminação, distribuição de terras aos camponeses pobres, leis do divórcio e do aborto, liberdade de criação artística, etc) para situar a ruptura ditatorial com essa dinâmica precisamente na morte de Lenin e a consolidação do poder da burocracia.

Na primeira visão, afirma-se que em maio de 1919, 16 mil pessoas foram confinadas em um antigo campo czarista de trabalhos forçados chamado Katorga[carece de fontes?], e que em setembro de 1921 foram enviadas mais de 70 mil[carece de fontes?].

Outros dados sem documentar falam de entre 50 mil a 200 mil execuções sumárias de "inimigos da classe" durante o regime de Lenin[carece de fontes?]. Durante a Guerra Civil, em 1918, seriam executados o Czar Nicolau II e toda a família imperial, sob suas ordens. Destaca-se também a repressão à revolta dos marinheiros de Kronstadt (Março de 1921), que resultaria na morte e na deportação de milhares de marinheiros. Os factos são controversos, já que também do lado bolchevique houve 10.000 vítimas no confronto com os alçados de Kronstadt.[3][4]

Segundo grande parte de seus muitos defensores, como o norte-americano John Reed ou o belga Victor Serge, biógrafo de Lenin, o seu papel de organizador e diretor da primeira revolução proletária triunfante não impediu que tentasse evitar "a efusão de sangue" no caminho à vitória.[5]

Victor Serge, vítima da repressão stalinista e testemunha direta do processo revolucionário e exilado da URSS em 1936, culpa explicitamente Lenin pela deriva repressiva e reconhece a sincera entrega da velha guarda bolchevique à causa da revolução mundial. Reconhecendo erros no Partido Bolchevique, apoia a experiência revolucionária russa, se bem que afirme que as novas lutas anticapitalistas deverão assumir novas formas no futuro.[6]

Após sua morte, em 1924, seu corpo foi embalsamado e atualmente, assim como durante todo o período soviético, é exposto em seu mausoléu, na Praça Vermelha em Moscou.

Mausoléu de Lenin em Moscovo.

[editar] Principais obras

Notas

  1. Revista História Viva, Grandes Temas, N° 18, pp. 46 — SECCO, Lincoln — A Trajetória de um intelectual revolucionário.
  2. Figes, Orlando — A People's Tragedy — The Russian Revolution 1891–1924, 1998 — p. 142.
  3. Filho, Daniel Aarão Reis. Século XX. Volume II. O tempo das crises. Revolução fascismos e guerras. Civilização Brasileira, Rio de janeiro, 2005, pp. 56-57
  4. Trotsky, Leon. Alarme por Kronstadt (New International, abril de 1938)
  5. Serge, Víctor. A verdadeira personalidade de Lenin. La Batalla (publicação do POUM, 1937)
  6. Serge, Victor. Trinta anos depois da Revolução Russa, 1947

[editar] Ligações externas

Wikiquote
O Wikiquote tem uma coleção de citações de ou sobre: Vladimir Lenin.

[editar] Principais obras para leitura

Outra foto do "Mausoléu de Lênin", onde o corpo de Lênin se encontra embalsamado
Precedido por
Alexander Kerensky
líder da União Soviética
1917 — 1924
Sucedido por
Josef Stalin
Ver também