1.7.10

Polícia localiza carro roubado do prefeito de Porto Alegre

Veículo estava no bairro Jardim Itu Sabará, zona Norte da Capital

Policiais do 20º Batalhão da Polícia Militar (BPM) localizaram, no fim da manhã desta quinta-feira, o carro oficial do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, na rua Doutor Otávio Santos, no bairro Jardim Itu Sabará, zona Norte da Capital. O veículo estava abandonado em uma calçada com três marcas de tiros – no para-brisa, no teto e no vidro traseiro do carona.

O carro foi roubado por dois homens armados na rua José Maria de Carvalho, Vila Ipiranga, por volta das 21h30min de ontem. Um dos assaltantes, que saiu ferido e foi internado em um hospital de Alvorada, acabou preso na madrugada por policiais militares. A ocorrência foi acompanhada por policiais civis da 1ª Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA).

Assalto

A dupla atacou o Astra, de cor cinza, quando o prefeito já havia sido deixado em sua residência. Os bandidos renderam o motorista José Odacir Weber, mas o guarda municipal Ricardo Ubirajara Gomes do Prado, segurança de Fortunati, estava no banco traseiro do veículo e entrou em luta corporal com os criminosos. Um dos suspeitos foi baleado e Prado se feriu ao sair do veículo. Os assaltantes conseguiram fugir com o carro.

Pouco depois da meia-noite, policiais militares e civis descobriram que um homem ferido havia sido internado em Alvorada. Segundo o delegado Alexandre Vieira, as vítimas reconheceram o suspeito através de uma foto. Ainda na madrugada, os policiais levaram o detido para outra sessão de reconhecimento diante das vítimas.

 Correio do Povo

EUA cortarão US$ 4 bi em ajuda ao Afeganistão por suspeita de corrupção

Recentes denúncias contra o governo afegão são as justificativas do Congresso americano


WASHINGTON - Uma comissão no Congresso dos EUA votou pelo corte de quase US$ 4 bilhões em ajuda ao Afeganistão por conta das denúncias de corrupção em torno do governo do país asiático, informa nesta quinta-feira, 1º, o jornal britânico The Guardian.

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Nos últimos meses, o governo de Hamid Karzai foi bombardeado com denúncias de corrupção e desvio de dinheiro. O presidente afegão chegou a bloquear as investigações contra seus aliados políticos, levantando suspeitas sobre os esforços de luta contra crimes políticos de sua gestão.

A decisão de retirar a ajuda ocorre no mesmo momento em que o Senado americano aprovou o general David Petraeus como o novo comandante das tropas americanas e Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão e em que o ministro da Defesa do Reino Unido, Liam Fox, insistiu que o Exército britânico não deve deixar o país asiático "enquanto o trabalho não for concluído".

A subcomissão na Câmara dos Representantes votou na quarta-feira o bloqueio de US$ 3,9 bilhões que seriam enviados pelos EUA a Cabul. Membros da comissão, porém, disseram que a concessão verba poderia ser reconsiderada caso o governo afegão comprove sua luta contra a corrupção. A comissão pediu ao governo dos EUA para que auditores verificassem toda a ajuda enviada para o Afeganistão nos últimos três anos.

Na semana passada, o jornal americano Wall Street Journal reportou que mais de US$ 3 bilhões em notas deixaram o país nos últimos três anos transportados em voos. Outro diário, o Washington Post, disse que funcionários do governo afegão impediram que fossem realizadas investigações sobre membros da gestão.

A retirada da ajuda ocorre no mesmo momento em que o Senado aprovou por 99 votos a favor e nenhum contra a nomeação de Petraeus como o novo comandante no Afeganistão, depois de o antigo chefe, o general Stanley McChrystal, renunciar após as duras críticas que fez contra o governo em um artigo de uma revista.

Apesar do apoio unânime a Petraeus, a troca de comando no Afeganistão levantou dúvidas sobre a estratégia de Obama para a guerra contra a insurgência, já que, nos últimos meses, o número de baixas entre os soldados também cresceu. "Não importa quem está no comando, a estratégia do presidente é contraproducente", disse o senador democrata Russ Feingold, que afirmou que Petraeus é "qualificado" para o trabalho.

No Reino Unido, Fox declarou que "a retirada prematura das tropas, sem degradar a insurgência e aumentar a capacidade das forças de segurança afegãs, pode ocasionado o retorno das forças terroristas". A declaração do ministro da Defesa é contrária à do primeiro-ministro, David Cameron, que estimou que as tropas britânicas devem estar completamente fora do país até 2015.

"Não apenas arriscaríamos um retorno da guerra civil no Afeganistão, criando um vácuo de segurança, mas também arriscaríamos a desestabilização do Paquistão com consequências impensáveis, possivelmente nucleares", disse Fox.


Estadão


Prédio da primeira sede da Assembleia Legislativa vira memorial político do Estado

Casarão de 1792 passa a abrigar documentos históricos

A partir desta quinta-feira, o casarão centenário que abrigou a Assembleia entre 1835 e 1967 volta a funcionar, como um acervo histórico da política estadual
Foto: Ricardo Chaves

Outrora deteriorado e corroído por cupins, o casarão centenário que abrigou a primeira sede da Assembleia Legislativa entre os anos de 1835 e 1967, no coração da Capital, voltou aos tempos áureos. A partir de hoje, as portas restauradas do prédio de 1792, por onde transitaram personagens como Bento Gonçalves, Gaspar Silveira Martins e Getúlio Vargas, estarão novamente abertas ao público, desta vez como guardiãs da história política.

Inaugurado ontem, após cinco anos em obras e um investimento de R$ 2 milhões, o Memorial do Legislativo é um convite a uma viagem ao passado. Quem caminha pelo piso de mármore, antes escondido sob uma camada de 17 centímetros de concreto, descobre que ali estão resguardadas fotografias de momentos marcantes, como a posse de Flores da Cunha, em 1935, exemplares de jornais históricos, como A Federação, e mapas antigos – inclusive um exemplar de Paris, do século 18, que não se sabe de onde surgiu.

Nos porões do prédio cor-de-rosa, vizinho ao Palácio Piratini, também estão resguardados processos legislativos, anais, fitas com as gravações de sessões, correspondências e ofícios. Todas as decisões importantes que definiram os rumos do Rio Grande em quase 200 anos estão lá, para orgulho de gaúchos como Lino Zardo, 80 anos. Eleito três vezes deputado estadual entre 1966 e 1974, o senhor de cabelos brancos fez questão de prestigiar a inauguração do memorial e rever a Casa onde discursou.

– Vou trazer meus netos e meu bisneto para conhecer – adiantou o aposentado, com carreira no antigo MDB.

Por enquanto, porém, apenas um terço do acervo – composto por mais de 20 mil caixas de documentos – foi transferido para o local. O material está sendo disposto no porão, que foi preparado para receber os arquivos e terá acesso restrito. Mesmo assim, a partir de hoje, o prédio já está aberto a pesquisadores e visitantes.

– Queremos que as pessoas tenham acesso a toda essa riqueza. Aqui, está a história do Estado, não apenas do Legislativo – disse a coordenadora do memorial, Regina Becker.

Quando visitar
- Das 8h30min às 18h30min, de segunda a sexta-feira, com entrada gratuita.
- Mais informações pelo telefone (51) 3210-2000.


Zero Hora

Vaticano é alvo de mais uma denúncia de pedofilia nos EUA

Ação envolve o Vaticano, a ordem mundial Salesiana e províncias da Sociedade Salesiana

Um homem que afirma ter sido na infância vítima de abuso sexual de um padre apresentou nesta quarta-feira, em Los Angeles, uma ação judicial contra a ordem dos salesianos e o Vaticano. Na ação, que exige uma indenização não especificada, o homem afirma que foi vítima de abusos sexuais nos anos 60 do sacerdote Titian "Jim" Miani, quando era aluno de uma escola secundária católica na cidade de Bellflower, no sul da Califórnia.

- A ação apresentada esta manhã é um testemunho da valentia do sobrevivente e envolve o Vaticano, a ordem mundial Salesiana e as províncias da Sociedade Salesiana onde existiram casos de abuso sexual contra menores por parte deste sacerdote - disse Jeffrey R. Anderson, advogado do suposta vítima, hoje com 59 anos.

Anderson destaca que as autoridades salesianas e o Vaticano foram cúmplices ao proteger o padre Titian Miani, transferido para seis paróquias em quatro países: Brasil, Itália, Estados Unidos e Canadá.

- Estas organizações estão envolvidas porque cada uma permitiu a este delinquente, o padre Jim Miani, percorrer escolas e paróquias abusando de crianças - destacou Anderson - Isto foi permitido por seus superiores da ordem e até pelo Vaticano, por membros do Vaticano.

Na segunda-feira, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu não se pronunciar sobre a imunidade da Santa Sé em um caso de pedofilia envolvendo padre, o que abre caminho para o Vaticano ser responsabilizado civilmente por atos cometidos por seus sacerdotes nos EUA.

A recusa dos nove magistrados do Supremo significa que a decisão de um tribunal de alçada é definitiva. Com isto, a justiça americana terá jurisprudência para examinar a qualidade de "empregador" do Vaticano em relação ao padre em questão.

Zero Hora

Tarso registra chapa hoje

O candidato da coligação Unidade Popular pelo Rio Grande, Tarso Genro (PT), irá registrar hoje à tarde a sua chapa ao Palácio Piratini no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS). Ele será acompanhado por Beto Grill (PSB), vice da sua composição, e por demais lideranças dos aliados PSB, PC do B, PR, PRTB e PPL. Também serão registradas as candidaturas de Paulo Paim (PT) e Abgail Pereira (PC do B) ao Senado, completando a chapa majoritária. Pela manhã, Tarso participa, na Assembleia, de um encontro com servidores da Emater e outros setores vinculados à assistência técnica rural.

Correio do Povo

Lula recebe o presidente sírio em Brasília

BRASÍLIA - Ao lado do presidente da Síria, Bashar Assad, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva rejeitou a tese de que "o Oriente Médio esteja fadado ao conflito" e seus filhos estejam "condenados a reviver a irracionalidade da guerra".

Lula defendeu o envolvimento do Brasil nas negociações de paz no Oriente Médio, dizendo que é responsabilidade de todos e tem urgência em ver a região pacificada. O presidente ainda condenou o ataque de 31 de maio contra a frota humanitária e o bloqueio de Israel contra a Faixa de Gaza , "da mesma forma que condena atos terroristas de qualquer espécie".

Assad elogiou a posição de Lula em relação aos palestinos, que " é a questão mais importante para os árabes". O líder sírio ainda citou a negociação liderada por Brasil e Turquia com o Irã, demonstrando a "boa intenção" de Teerã em negociar.

Estadão

PMDB gaúcho só terá Rigotto ao Senado

O PMDB confirmou ontem que o ex-governador Germano Rigotto será o candidato único ao Senado nas eleições estaduais. De acordo com o tesoureiro do partido, Rospide Neto, não há necessidade de ato formal para confirmar a candidatura, uma vez que só o nome de Rigotto foi homologado na convenção estadual do último sábado.

Correio do Povo

Dilma ganha tempo de TV do PSC

O PSC anunciou ontem o apoio formal à candidatura da petista Dilma Rousseff à Presidência. Com isso, Dilma, que contava com 9 minutos e 58 segundos de tempo na propaganda eleitoral gratuita em rádio e TV, passará a ter 10 minutos e 50 segundos. O tucano José Serra, que teria 7 minutos e 23 segundos caso fechasse aliança com o PSC, cairá para 6 minutos e 31 segundos, com a decisão da sigla de retirar o apoio, prometido em maio. O vice-presidente do PSC, Pastor Everaldo, afirmou ontem que consultou os dirigentes estaduais e os 16 deputados do partido antes de mudar de lado.

Com a conquista do PSC, Dilma neutraliza parte da perda do PP, que decidiu não se coligar. Apesar de ter deixado de repassar seu tempo de rádio e TV - 1 minuto e 38 segundos - à petista, o PP permanece no governo Lula.

A direção do PSC deu dois motivos para mudar de ideia: a vontade da maioria dos deputados e o fato de o nome do partido oferecido para vice de Serra, o senador Mão Santa (PI), nem ter sido levado em consideração pelo tucano. Nos bastidores, porém, os comentários eram de que a mudança ocorreu pelo crescimento de Dilma nas últimas pesquisas.

Correio do Povo

Vereadora tucana ataca indicação

A vereadora carioca Andrea Gouvêa Vieira (PSDB) disse ontem que pedirá licença e viajará, inconformada com a indicação de Índio da Costa para vice do tucano José Serra. Ela foi relatora da CPI que investigou fraudes na merenda quando Índio era secretário municipal da Administração e, à época, chegou a pedir o indiciamento do deputado.

"Houve um direcionamento claro na licitação para a compra de gêneros alimentícios para a merenda. A Comercial Milano ficou com praticamente tudo. Acertou todas as suas apostas. Como ela poderia saber que descontos os outros concorrentes ofereceram? Havia uma ligação entre os jovens que dirigiam a empresa e Índio da Costa. Todos pertenciam a mesma turma. Foi uma ação entre amigos", disse Andrea.

Correio do Povo

Juíza exclui Fundae e Fatec de ação civil

A titular da 3 Vara Federal de Santa Maria, juíza Simone Barbisan Fortes, determinou, no dia 18 de junho, a exclusão de 35 pessoas e duas empresas da ação civil pública de improbidade administrativa movida pela Procuradoria-Geral do Estado. Suspeitas de participação na fraude do Detran, Fundae e Fatec foram isentadas de qualquer responsabilidade e estão fora do processo. Outros réus, no entanto, respondem a processo do MPF.

Correio do Povo

Militares da Força Nacional tentam conter tumultos e saques no Nordeste

Grupo irá conter avanço de flagelados e patrulhar Jacuípe à noite

Para conter tumultos e saques aos donativos que estão sendo enviados para o município alagoano de Jacuípe, a cerca de 140 quilômetros de Maceió, foi enviado hoje à cidade uma tropa de militares da Força Nacional de Segurança.

Ontem, as vítimas das enchentes e a população pobre do município invadiu a área de pouso do helicóptero do Exército que tem levado comida, água, medicamento e outros donativos para a região. Por medida de segurança, a aeronave não aterrizou no campo de futebol para fazer a distribuição dos mantimentos.

O coordenador da tropa em Jacuípe, sargento Jairo de Góis, disse que os militares irão conter o avanço dos flagelados e também patrulhar a cidade à noite para evitar saques e pequenos furtos.

O contingente da Força Nacional de Segurança que foi deslocado para Alagoas e Pernambuco após a enxurrada ocorrida há 14 dias tem trabalhado para manter a ordem e evitar saques a estabelecimentos comerciais e a casas atingidas pelas chuvas.


Saiba como ajudar os Estados atingidos

Interessados em ajudar devem fazer contribuições em dinheiro nas contas bancárias:

Banco do Brasil
Agência 3557-2
Conta 5241-8

Caixa Econômica Federal
Agência 2735
Conta 955-6
Operação 006

Zero Hora

Candidato do PSol promete desapropriações

Aclamado ontem, em São Paulo, candidato à Presidência na convenção nacional do PSol, Plínio de Arruda Sampaio afirmou que, se eleito, proporá a desapropriação de todas as propriedades rurais do país com mais de 2,4 mil hectares, "produtivas ou não". "Isso não será feito para melhorar a produção agrícola brasileira, não. Mas, sim, para redistribuir a terra. A redistribuição da riqueza e da renda é o polo central de nosso programa de governo."

Correio do Povo

Encerra-se hoje propaganda no rádio e na TV

A partir de hoje, candidatos, partidos políticos e coligações estão proibidos de veicular propaganda gratuita ou paga no rádio e na TV. Também ficam limitadas as entrevistas de candidatos nas mídias eletrônicas. De acordo com o procurador regional eleitoral, Carlos Augusto Cazarré, as restrições garantem isonomia na disputa eleitoral. Na terça-feira, no entanto, será liberada a propaganda paga na imprensa escrita e a gratuita na Internet.

Correio do Povo

Garotinho desiste de disputar governo do Rio

Depois de brigar na Justiça Eleitoral para viabilizar sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro, o ex-governador Anthony Garotinho (PR) surpreendeu seu partido ao anunciar, em convenção realizada ontem, que não vai mais disputar o Palácio Guanabara. Garotinho anunciou que vai tentar uma vaga na Câmara dos Deputados. Com isso, o ex-governador vira puxador de votos para a legenda, em uma eleição considerada certa.

Correio do Povo

Serra elogia vice e afirma que aliança entre PSDB e DEM está intacta

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, chegou no início da noite desta quarta-feira (30) em Brasília. Na bagagem, trazia o fim de uma novela que durou quase duas semanas. Ao lado do candidato a vice em sua chapa, o deputado Indio da Costa (DEM-RJ), Serra tratou de amenizar o episódio, que chegou a colocar em risco a aliança histórica entre os tucanos e os democratas.

- Temos de olhar para frente. Às vezes, num processo democrático, o tipo de negociação que a gente faz implica em moedas. Essa é a nossa moeda de troca dentro do processo. O bom disso tudo é que, já tendo vice, vou poder ter muito mais tempo para responder o que vou fazer pelo Brasil.

O presidenciável, no entanto, respondeu poucas perguntas em sua passagem pela capital federal. Queria, na verdade, mostrar uma unidade que foi colocada à prova por indefinições sobre a montagem da chapa. Para tanto, tratou de elogiar continuamente tanto o deputado Índio da Costa, quanto o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), que, até ontem, era o vice que os tucanos queriam impor aos democratas.

- Dentro daquela lógica política, o nome do senador acrescentava um componente interessante na eleição. Mas a partir de um acordo desfeito, não havia nada específico em mente. O Indio é um político da nova geração, um político jovem, experiente e um dos deputados mais atuantes do Congresso. Por isso mesmo conseguiu demonstrar como uma das peças-chave no Ficha Limpa, que estabelece uma nova relação entre políticos e eleitores.

Críticas ao governo

Serra aproveitou para disparar críticas ao que classificou como “loteamento político da administração pública”, citando como exemplos os Correios e a Funasa (Fundação Nacional de Saúde). Para o candidato tucano, o Brasil não pode mais sofrer com esse tipo de política, uma vez que o próximo governo será um dos mais importante na história brasileira.

TV Canal 13

Problemas com CPI e bom trânsito entre antigos e novos líderes

Antonio Pedro de Siqueira Índio da Costa (Dem-RJ), carioca de 39 anos, é advogado, especialista em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Eleito deputado federal em 2006 com 91,5 mil votos, foi o relator na Câmara do projeto de lei Ficha Limpa, que impede políticos com condenação na Justiça de disputar eleições. Antes disso, foi vereador no Rio por três mandatos.

Índio começou na vida pública em 1993, na equipe do então prefeito do Rio César Maia. Atuou como secretário municipal de Administração (2001-2006), quando foi investigado pela CPI da Merenda, administrador do Parque do Flamengo (1993-1994) e administrador regional de Copacabana/Leme.

Transita nas principais alas do Dem. Mesmo ligado a César Maia, é próximo do líder do Dem na Câmara, Paulo Bornhausen (SC). Com talento para unir o antigo PFL ao novo comando do Dem, agrega jovens e antigas lideranças.

Correio do Povo

Supremo rejeita intervenção no DF

Cezar Peluso
Crédito: wilson dias / abr / cp memória



O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou ontem o pedido do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para que fosse decretada intervenção federal no Executivo e no Legislativo do Distrito Federal (DF). Sete dos oito ministros que participaram do julgamento concluíram que as instituições tomaram as providências necessárias para restabelecer a normalidade, após as denúncias que levaram à prisão o ex-governador José Roberto Arruda.

Na terça-feira, o ministro Marco Aurélio Mello chegou a propor o adiamento da análise do pedido por conta da ausência de três ministros do plenário. "Os fatos recentes não deixam dúvidas de que a metástase da corrupção anunciada nesta representação foi controlada por outros mecanismos menos agressivos ao organismo distrital, revelando agora a desnecessidade de se recorrer ao antídoto extremo da intervenção", disse o relator da ação e presidente do STF, Cezar Peluso.

Ele disse que a intervenção federal deve ser uma medida excepcional. Entre seus argumentos, Peluso afirmou que o atual governador do DF, Rogério Rosso, tem tomado medidas importantes para resolver o problema, como a troca do secretariado, o monitoramento de obras públicas e a fiscalização dos setores do governo.

"Depois das ações levadas a efeito pelo combativo procurador-geral da República, a mim me parece que a intervenção não se mostra mais necessária e também, agora, seria desproporcional, porque o próprio sistema já reagiu", alegou o ministro Ricardo Lewandowski. O ministro Celso de Mello lembrou que o Legislativo cassou um de seus membros, suspeito de envolvimento no esquema.

Correio do Povo

Marina propõe reativar fundo para a Defesa Civil

Candidata do PV foi sabatinada por prefeitos no segundo dia do Congresso da Famurs
Crédito: Vinícius roratto



A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, apresentou ontem, na Capital, um misto de propostas e críticas aos governos dos adversários na corrida ao Palácio do Planalto ao participar da sabatina do 30º Congresso da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs).

Ela defendeu a reativação do Fundo Nacional da Defesa Civil, a criação da Agência Nacional do Clima, e a instituição da carreira de agente da Defesa Civil. A presidenciável considerou um "erro grave" a destinação de 90% dos recursos federais para as áreas devastadas na Bahia, base eleitoral do ex-ministro e hoje candidato ao governo baiano Geddel Vieira Lima (PMDB). Na sua visão, os gaúchos "são os mais assolados pelos desastres ambientais" por falta de prevenção.

Marina criticou os governos FHC e Lula por ambos não terem feito a reforma tributária e tampouco regulamentado a Emenda 29, que estabelece percentuais mínimos de investimentos em saúde. "Não fizeram isso em oito anos de governo", disse. Ela citou "a política de chantagem em caso de o governo atual não ganhar a eleição". Questionada, disse que não se referia a Lula. "Eu não disse que alguém especificamente faz isso. Mas soa como chantagem quando pessoas ficam com medo de perder contratos". Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) não participaram do congresso.

Correio do Povo

Convenção do PPS define Berfran como vice de Yeda

Governadora acusou a oposição de agir contra os interesses do Estado
Crédito: vinícios roratto



O presidente estadual do PPS, Berfran Rosado, foi confirmado ontem como vice na chapa da governadora Yeda Crusius (PSDB) durante convenção estadual da legenda. Lideranças de partidos aliados e a governadora prestigiaram a convenção, na sede do partido, que ficou pequena para o ato político que oficializou a aliança com os tucanos. Recebida com festa na sede do PPS, Yeda chegou ao encontro pouco depois das 18h. Bem-humorada, percorreu o trajeto até o palco improvisado para se juntar a outras lideranças.

Secretário-geral do partido, Sérgio Camps de Moraes lembrou do compromisso do PPS com a candidatura de José Serra (PSDB) à Presidência e da semelhança com o projeto dos tucanos. Camps ressaltou que existem dois projetos distintos na briga pela Presidência. Além de ressaltar a proximidade com o candidato tucano, Camps elogiou a governadora e avaliou o cenário político no Estado. "Temos que manter o rumo e não nos deixar levar por provocações. A governadora mudou a agenda política no RS", salientou.

Última a falar na convenção, Yeda destacou a afinidade com o PPS. "Nosso casamento é a confirmação de nossa união", observou. Yeda voltou sua artilharia para a oposição, a quem acusou de manipulação. "Se puderem, eles (oposição) vão votar contra a duplicação da GM e tudo o que não for deles. Eles manipulam e fazem com que o povo espere demais", disparou.

Correio do Povo

Dem indica Índio da Costa para vice na chapa de Serra

Presidenciável foi à convenção do Dem prestigiar Índio (E), que substitui Álvaro Dias
Crédito: Divulgação / psdb / cp



Sob pressão do Dem e diante do risco de desmonte da candidatura à Presidência do tucano José Serra, o PSDB entregou ontem ao partido aliado o posto de vice na chapa presidencial. O nome que valerá três minutos a mais no programa eleitoral de Serra no rádio e na televisão é o do deputado federal Antonio Índio da Costa (RJ), ligado ao grupo político do ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia.

O acordo foi fechado no prazo limite permitido pela lei eleitoral. Se não houvesse entendimento previsto até a meia-noite de ontem, Serra teria que disputar a eleição contra a petista Dilma Rousseff, apoiado apenas por PPS e PTB, além de seu próprio partido. Houve consenso de que isso seria uma sentença de morte para a candidatura, já que as alianças regionais se desmantelariam e o tempo de propaganda na televisão ficaria reduzido à metade do disponível para Dilma.

Foi a consciência desse quadro político que fez Serra, pessoalmente, reabrir a conversa com o Dem e rever a indicação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) para a vaga. Para demonstrar que a aliança estava pacificada, Serra desembarcou ontem, no início da noite, na convenção do Dem, em Brasília. O tucano anunciou o vice como "político da nova geração" e "peça fundamental na aprovação do projeto Ficha Limpa". Índio criticou o inchaço da máquina pública e acusou o governo Lula de "tratar mal os servidores públicos".

Correio do Povo

FGTS pode ser usado na capitalização da Petrobras

Medida só é válida para quem já tem aplicações na empresa estatal



O trabalhador que tem recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) já aplicados em ações da Petrobras poderá utilizar até 30% do saldo atual para acompanhar a oferta pública de ações que a estatal programou para ocorrer em setembro e não ver diluída sua participação atual na estatal. A possibilidade foi confirmada ontem com a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva do projeto de lei da capitalização da Petrobras, que permite ainda a cessão onerosa de até 5 bilhões de barris de petróleo do pré-sal da Bacia de Santos à estatal pela União.

Trabalhadores que compraram ações da Petrobras com recursos do FGTS no passado, mas já se desfizeram das ações, que não tenham utilizado o Fundo para esta aquisição ou que tenham ações da estatal compradas com recursos próprios, não têm direito a usar o saldo agora. Houve grande pressão para que Lula vetasse o artigo introduzido. A equipe econômica defende que o Fundo deve ser utilizado em habitação e infraestrutura.

Correio do Povo

Na última hora, Serra cede ao DEM e aceita vice vinculado a Cesar Maia

O nome que valerá três minutos a mais no programa eleitoral do tucano no rádio e na televisão é o do deputado federal Antônio Índio da Costa (RJ); se não houvesse acordo até meia-noite de ontem, candidato à Presidência teria apoio apenas do PPS e PTB

Fim da novela. O senador Álvaro Dias (no fundo, à esq.) observa Serra e seu vice, Índio da Costa, após a convenção do DEM


Sob pressão do DEM e diante do risco de desmonte da própria candidatura presidencial, o PSDB entregou ontem, ao partido aliado, o posto de vice-presidente na chapa do tucano José Serra. O nome que valerá 3 minutos a mais no rádio e na TV para Serra é o do deputado Antonio Índio da Costa (RJ), ligado ao grupo político do ex-prefeito do Rio Cesar Maia.

Costa tem vida política ligada a César Maia

DEM aprova coligação com PSDB em convenção

Garcia, do PT: 'Nunca ouvi falar do vice de Serra'

PSC desiste de apoiar PSDB-DEM e apoiará Dilma

Assista a análise sobre a escolha

O acordo se concretizou no prazo-limite permitido pela Lei Eleitoral. Foi o desfecho de seis dias de crise aberta com a escolha do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) para o posto de vice de Serra. O nome de Dias foi imediatamente rejeitado pelo DEM, que ameaçou não consumar a aliança com o PSDB.

Se não houvesse entendimento até meia-noite de ontem, Serra teria de disputar a eleição contra a petista Dilma Rousseff apoiado apenas por PPS e PTB, além do próprio PSDB. Houve o consenso de que isso seria praticamente uma sentença de morte para a candidatura, já que as alianças regionais se desmantelariam e o tempo de propaganda na televisão ficaria reduzido à metade dos minutos que Dilma terá à disposição.

Foi a consciência desse quadro político que fez Serra, pessoalmente, reabrir a conversa com o DEM e rever a indicação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) para a vaga de vice.

Em uma demonstração de que a aliança estava pacificada, Serra desembarcou ontem, no início da noite, na convenção do DEM, em Brasília, para abençoar o vice. Anunciou Índio da Costa como um "político da nova geração" e "peça fundamental" na aprovação da Lei da Ficha Limpa. "Apresentamos aqui uma novidade que é um sinal de renovação e esperança para o nosso Brasil", disse Serra. Antes de optar por Índio, Serra analisou duas outras opções do DEM, a vice-presidente do partido, Valéria Pires Franco, do Pará, e o ex-ministro Carlos Melles, de Minas.

Agenda. Com a chapa montada, a ideia da coordenação de campanha de Serra é mudar imediatamente de agenda. Esquecer o conflito entre os dois partidos e trabalhar para somar ao tucano características positivas trazidas por Índio para a campanha. O vice facilitará o discurso que pretende usar de contrapor sua campanha de "fichas limpas" à de um governo que supostamente tolera desvios éticos de aliados. "O Serra estava entusiasmadíssimo com o Índio, com o perfil dele associado ao Ficha Limpa", contou o ex-governador de Minas Aécio Neves, que passou a madrugada em São Paulo, reunido com o presidenciável.

Já fez parte dessa estratégia o tom do discurso de estreia de Índio durante a convenção do DEM. Sob aplausos dos convencionais do partido, o escolhido criticou o inchaço da máquina pública e acusou Lula de "tratar mal os servidores públicos".

Pouco conhecido do cenário político, ele atendeu a requisitos importantes para Serra: representa algo novo e é jovem na política. Além disso, a escolha poderia ajudá-lo a colher votos no Rio, terceiro maior colégio eleitoral do País e onde sua candidatura vinha perdendo apoio.

A escolha de Índio também serviu de estímulo para que o DEM recuperasse a vontade de fazer campanha a favor de Serra. Depois que o tucano sinalizou com o veto à presença de um integrante do DEM na sua chapa, o partido se preparou para o desembarque da candidatura presidencial. Considerou que tinha sido humilhado pelos antigos parceiros do governo Fernando Henrique Cardoso e de oposição ao governo Lula.

Trânsito. Índio é um político com trânsito nas principais alas do DEM. Mesmo tendo sua origem política ligada a Cesar Maia, é um dos parlamentares mais próximos do líder do DEM, Paulo Bornhausen (SC).

Índio não fazia parte da primeira lista de "candidatos" do DEM para formar chapa com Serra. A lista tríplice original era formada pelos deputados José Carlos Aleluia (BA), Carlos Melles (MG) e pela vice-presidente do DEM Valéria Pires Franco (PA). O tucano acabou preferindo Índio. "Confesso que foi uma surpresa para vocês e para mim também", admitiu o escolhido, ao se apresentar como candidato a vice na convenção do DEM que aprovou a coligação com Serra.



Estadão

Vereadores de Porto Alegre aprovam projeto que bloqueia celular perto de presídios

Texto vai agora para sanção do prefeito José Fortunati

A Câmara de Vereadores de Porto Alegre aprovou na tarde desta quarta-feira projeto do vereador Carlos Comassetto que proíbe o sinal de celular nas áreas dos presídios da cidade. De acordo com a matéria, cabe às operadoras bloquear a frequência no entorno do Central e do Madre Pelletier.

Também passou em plenário projeto do vereador Sebastião Melo flexibilizando a lei para edificações irregulares. A iniciativa permite que os proprietários formalizem obras já realizadas. Melo estima que mais de 100 mil habitações encontrem-se nesta situação. As duas matérias dependem, agora, de sanção do prefeito José Fortunati.

Correio do Povo

Assaltante é baleado ao roubar carro oficial de José Fortunati

Motorista e segurança do prefeito estavam no veículo

Dois homens armados levaram na noite desta quarta-feira o carro oficial do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati. O assalto aconteceu na rua José Maria de Carvalho, na Vila Ipiranga, por volta das 21h30min. Um deles, que saiu ferido e foi internado em um hospital de Alvorada, acabou preso na madrugada por policiais militares.

Eram 21h30min de ontem quando a dupla atacou o Astra, de cor cinza, que já havia deixado o prefeito em casa. Os dois homens renderam o motorista José Odacir Weber e entraram no veículo, mas não perceberam que no banco traseiro estava o guarda municipal Ricardo Ubirajara Gomes do Prado.

O segurança entrou em luta corporal com os criminosos e baleou um deles, mas se feriu ao sair do veículo. Prado foi internado no Hospital Cristo Redentor, em estado regular. Os assaltantes conseguiram fugir com o carro.
Policiais civis e militares iniciaram buscas ainda na noite de ontem na Capital e na região Metropolitana.

Já nos primeiros minutos de hoje, policiais militares descobriram que um homem ferido havia se internado no Hospital de Alvorada. Os PMs e agentes das equipes volantes da Polícia Civil foram ao hospital.

Segundo o delegado Alexandre Vieira, as vítimas reconheceram o suspeito através de uma foto. Ainda na madrugada, os policiais levaram o detido para outra sessão de reconhecimento diante das vítimas. O veículo não foi encontrado.

Em fevereiro do ano passado, o então prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, teve seu automóvel Peugeot 206 roubado na Capital. Dois homens armados abordaram o motorista que conduzia o veículo na avenida Ijuí, no bairro Petrópolis, mas Fogaça não estava junto.


Correio do Povo

Câmara dos EUA aprova reforma do sistema financeiro

Projeto segue para votação no Senado; não há expectativa para que lei seja votada até meados de julho


WASHINGTON - A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou o projeto de lei de reforma do sistema financeiro do país na noite desta quarta-feira, 30, com 237 votos a favor e 192 contra. As medidas agora precisam ser aprovadas no Senado para posteriormente serem sancionadas pelo presidente norte-americano, Barack Obama. Não há expectativa de que o Senado dê seu veredicto até meados de julho.

O líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, disse que os senadores não colocarão o projeto de lei em votação nesta semana. Os democratas ainda estão tentando angariar os 60 votos necessários para contornar eventuais manobras dos republicanos para atrasar uma decisão sobre o projeto e, aparentemente, estão conseguindo avançar nesse sentido.

A senadora republicana Susan Collins disse que estava "inclinada a apoiar" a reforma, enquanto o senador republicano Scott Brown abrandou as críticas ao projeto. Ambos expressaram apoio ao projeto depois de uma mudança no texto feita na terça-feira, quando foi removida uma provisão que previa a aplicação de uma tarifa sobre os grandes bancos e fundos de hedge.

A maior reforma na regulação financeira prevê restringir a tomada de risco e investimentos por parte de bancos, definir um órgão para supervisionar companhias de cartão de crédito e hipotecas e aperfeiçoar o modo como o governo lida com firmas financeiras em falência.

Desenvolvido para evitar uma repetição da crise financeira entre 2007 e 2009, que arrastou a economia para uma profunda recessão, o projeto deve pressionar os lucros de bancos e potencialmente forçar mudanças estruturais em algumas das maiores instituições de Wall Street.


Estadão - Economia & Negócios

Decisão nos EUA reacende debate sobre embargo a Cuba

Uma decisão da Comissão de Agricultura da Câmara dos Representantes anunciada nesta quarta-feira voltou a alimentar a polêmica dentro dos Estados Unidos em relação ao embargo comercial a Cuba.

Por 25 votos contra 20, os membros da comissão aprovaram um projeto de lei bipartidário que acaba com as restrições de viagens de americanos a Cuba e amplia o comércio de produtos agrícolas com a ilha.

Ao comentar a decisão, o presidente da comissão, o deputado democrata Collin Peterson, disse que era um passo "corajoso" para acabar com "a política fracassada que limita o acesso da agricultura americana ao mercado cubano".

A comissão disse ainda que a lei deverá expandir o comércio agrícola americano e criar empregos e tem o apoio de 140 organizações agrícolas, empresariais, religiosas e sociais.

O argumento de Peterson é o de que os Estados Unidos tentaram isolar Cuba por 50 anos, sem sucesso, e que talvez o aumento do comércio pudesse encorajar "o progresso democrático".

Mas a decisão foi recebida com irritação pelos que são a favor do embargo a Cuba.

O deputado republicano Tom Rooney, da Flórida, ecoou a posição de muitos dos apoiadores do embargo ao dizer que retirar a restrição de viagens injetaria "milhões de dólares" no governo cubano, justamente no momento em que o regime de Castro está, segundo ele, "à beira do colapso".

O presidente Barack Obama já adotou algumas medidas para melhorar as relações com Cuba, como a suspensão de restrições a visitas de cubanos americanos e ao envio de dinheiro para familiares que moram na ilha.

Mas a posição do governo americano é de que, antes de suspender o embargo, é preciso que Havana demonstre algum tipo de avanço em questões ligadas à democracia e aos direitos humanos.

Apesar de ter sido recebida com reações fortes de ambos os lados, a decisão desta semana ainda está longe de representar um desfecho para a questão do embargo a Cuba.

Antes de virar lei, o projeto ainda precisa passar pela Comissão de Relações Exteriores antes chegar ao plenário e também deve ser votado no Senado.

E os opositores do fim do embargo já prometeram que vão fazer o possível para impedir que a proposta se transforme em lei.


BBC Brasil

Plano Collor 1: Parecer a favor dos poupadores

Procuradoria Geral da República reconhece direito a pagamento de perdas do Plano Collor 1




Rio - Uma nova movimentação na Justiça trouxe esperanças a quem tem ações para reaver perdas das poupanças provocadas por planos econômicos. A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer favorável aos poupadores que tiveram prejuízos com os chamados expurgos do Plano Collor 1, de 1990. O parecer é referente a ação que servirá de parâmetro a todas as outras do tipo, com a repercussão geral sobre o tema.

Para especialistas, o parecer sela a posição do órgão da União que fiscaliza o cumprimento da lei no País, confirmando o que os tribunais vêm firmando durante 20 anos. “É a opinião de um órgão com legitimidade. Não é mais possível entrar na Justiça, porque o prazo prescreveu, mas ainda tem gente esperando. A questão é delicada. Os bancos já tiveram todas as oportunidades para se defender. Eles se defendem e perdem há 20 anos”, diz Maria Elisa Novais, coordenadora jurídica do Idec.

“Hoje, o investimento é mais diversificado. Na época, a segurança do brasileiro era a poupança. Isso afetou muita gente com muito ou pouco dinheiro. É uma questão sensível aos brasileiros. O que há agora é um novo posicionamento dos bancos de não aceitar pagar as diferenças. Acho difícil que consigam reverter, porque já há decisões favoráveis ao poupador”, acrescenta. “Simplesmente, o que foi expedido e decidido afirma o direito dos poupadores. Os bancos queriam oficializar os expurgos”, avalia o advogado Marcus Siqueira.

Há 20 anos, famílias arruinadas

Em 15 de março de 1990, Fernando Collor de Melo assumiu a Presidência da República e, no dia seguinte, um pacote econômico bloqueou todo o dinheiro nos bancos que ultrapassassem NCZ$ 50 mil (cruzados novos). Tudo foi transferido ao Banco Central (BC).

Os bancos então informavam a poupadores sobre rendimentos dos valores bloqueados. Milhares foram levados à ruína pelo Plano Collor 1.

Os maiores prejudicados foram aqueles com contas com aniversário na segunda quinzena do mês: suas economias também ficaram bloqueadas, mas deixaram de receber a correção monetária de março pelo IPC (84,32%). Receberam a BTNF (41,73%).

Endividado

William Rowan Hamilton - História virtual

William Rowan Hamilton

William Rowan  Hamilton

Nascimento 4 de Agosto de 1805
Dublin
Morte 2 de Setembro de 1865 (60 anos)
Dublin
Residência Flag of Ireland.svg República da Irlanda
Nacionalidade Irlandês
Campo(s) Física, Astronomia e Matemática
Alma mater Trinity College, Dublin
Orientador(es) John Brinkley
Conhecido(a) por Mecânica hamiltoniana, Quaterniões, Caminho hamiltoniano, Nabla, Tensor
Prêmio(s) Medalha Real (1835)
Portal A Wikipédia possui os portais:
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William Rowan Hamilton (Dublin, 4 de agosto de 1805 — Dublin, 2 de setembro de 1865) foi um matemático, físico e astrónomo irlandês. Fez contribuições importantes no desenvolvimento da óptica, dinâmica e álgebra. A sua descoberta mais importante em matemática é a dos quaterniões. Em física é muito conhecido pelo seu trabalho em mecânica analítica, que veio a ser influente nas áreas da mecânica quântica e da teoria quântica de campos. Em sua homenagem são designados os hamiltonianos, por ele inventados.

Índice

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[editar] Biografia

[editar] Juventude

Filho de Archibald Hamilton, advogado, e Sarah Hutton e o mais jovem de três irmãos e uma irmã, Hamilton foi uma criança prodígio. Tendo a partir dos três anos iniciado a sua educação com o seu tio , o Rev. James Hamilton, um linguista que falava diversas línguas — grego, latim, hebreu, sânscrito, etc. — Hamilton aprendeu a falar diversos idiomas. Diz-se que aos treze anos Hamilton falava tantas línguas quanto a sua idade. Além da maioria das línguas europeias clássicas e modernas, falava ainda persa, árabe, hindustani, sânscrito e até malaio. Quando ele tinha quase dez anos seu tio conta que “A sua sede por línguas orientais é imbatível. Ele agora já domina quase todas, excepto uma minoria de dialetos provinciais. O hebreu, o persa e o árabe têm íntima relação com o sânscrito, no qual ele já é proficiente. O caldeu e o aramaico estão ligados ao hindu, malaio, bengali e outras. Ele vai começar agora o chinês, mas a dificuldade de encontrar livros é muito grande. Fica muito caro supri-lo, mas eu espero que o dinheiro seja bem gasto.” Obviamente ele não falava fluentemente todas estas línguas, mas tinha um conhecimento básico que lhe permitia entender bastante do que lia.

A sua mãe morreu quando ele tinha doze anos e o pai dois anos depois e ele foi dado para adopção. Ele inicia os seus estudos em matemática quando por volta dos dez anos lê Os Elementos de Euclides em latim. Passado dois anos conhece Zerah Colburn uma criança prodígio da matemática que era exibida como curiosidade em Dublin. Este encontro instiga-o a dedicar-se principalmente à matemática e abandona os estudos de línguas. Lê o Arithmetica Universalis de Newton, que foi a sua introdução à análise moderna. Mais tarde começa a lêr os Principia Mathematica e aos 16 anos dominava já grande parte desta obra, além de outras obras modernas em geometria analítica e cálculo diferencial. Neste periodo, Hamilton prepara a sua entrada para o Trinity College de Dublin, onde chegaria a professor. Em 1822, com 17 anos ele inicia o estudo sistemático da Mecânica Celeste de Laplace que foi uma obra essencial no desenvolvimento futuro da obra de Hamilton. Ele encontra um erro numa das demonstrações deste livro e desenvolve uma demonstração correcta. Encorajado por um amigo, envia este resultado a John Brinkley, Astrónomo Real da Irlanda e grande matemático. Brinkley impressionado pelo seu talento oferece-se para o ajudar nos seus estudos.

[editar] Os anos no Trinity College de Dublin

Em 7 de julho de 1823, o jovem Hamilton ficou em primeiro lugar nos exames de candidatura Trinity College de Dublin, onde será um brilhante aluno, até que que lhe é concedido aos 22 anos o cargo de Astrónomo Real da Irlanda deixado vago por John Brinkley.

A sua fama precedeu-o e ele rapidamente se tornou uma celebridade. O seu domínio dos clássicos e da matemática, quando ainda não se graduara, excitou a curiosidade dos círculos acadêmicos. A história de seus triunfos antes de sua graduação pode ser entendida—ele obteve praticamente sempre as melhores notas tanto nos clássicos como em matemática. Mas o mais importante de tudo foi ter ele completado a primeira versão do artigo sobre sistemas de raios, que apesar de não ter sido aceitado para publicação impressionou os seus superiores. “Este Jovem”, disse John Brinkley, quando Hamilton apresentou o dito artigo para a Real Academia Irlandesa, “não digo que será, mas que é, o primeiro matemático da sua idade”.

O encerramento da carreira de estudante universitário foi ainda mais espectacular do que o seu começo. Em 1827, John Brinkley demitiu-se de sua cátedra de astronomia para tornar-se Bispo de Cloyne. Conforme o costume britânico a vaga foi anunciada e vários astrônomos importantes, incluindo George Biddell Airy mais tarde Astrônomo Real da Inglaterra, enviaram as suas candidaturas. Depois de alguns debates o Conselho Universitário elegeu unanimemente Hamilton, aos vinte e dois anos e sem estudos completos, para a cátedra de Astronomia. Hamilton não seria talvez a pessoa mais indicada para o cargo uma vez que tinha pouco conhecimentos teóricos e sobretudo práticos em astronomia. Durante o seu tempo no cargo, o trabalho em astronomia no observatorio de Dunsink, foi mediocre devido aos instrumentos e métodos antiquados que Hamilton não teve interesse em modernizar, limitando-se simplesmente a cumprir apenas as obrigações do cargo. Dedicou-se em vez na sua carreira como astrónomo real ao estudo da matemática e da física teórica.

Com a idade de vinte e três anos, ele publicou o desenvolvimento do trabalho iniciado aos dezessete anos: o artigo Uma Teoria de Sistemas de Raios, parte I, o grande clássico que desenvolve na óptica os métodos da mecânica analítica. As técnicas introduzidas por Hamilton nesta sua primeira obra prima são hoje indispensáveis na física matemática. Este magnífico trabalho levou Jacobi, quatorze anos mais tarde, no encontro da Associação Britânica de Manchester, em 1842, a declarar que “Hamilton é o Lagrange do seu país” (referindo-se ao Reino Unido). Nele ele define e utiliza o que virá a ser chamado em sua honra o Hamiltoniano na física, que tem uma enorme utilidade para o desenvolvimento da mecânica quântica e da teoria quântica de campos. Muitos consideram este sucesso como sendo o mais alto ponto da carreira de Hamilton. Outros consideraram que os maiores trabalhos de Hamilton ainda estavam por vir, qual seja a criação do que Hamilton considerava sua obra prima: a teoria dos Quaterniões.

[editar] Ligações externas

Heráclito de Éfeso - História virtual

Heráclito de Éfeso
'Hράκλειτος ὁ 'Eφέσιος
Heráclito de Éfeso

Heráclito em pintura de Johannes Moreelse.
Nascimento c. 540/535 a.C.
Éfeso (pólis grega na atual Turquia)
Morte c. 475/470 a.C.
Nacionalidade Éfesio
Ocupação Filósofo
Principais interesses Metafísica, Ética, Epistemologia, Política
Idéias notáveis "Tudo flui", fogo como physis, Logos
Influenciados Platão, Aristóteles, Hegel, Nietzsche, Heidegger, Popper, Marx, Whitehead, Carl Gustav Jung

Heráclito de Éfeso (Éfeso, aprox. 540 a.C. - 470 a.C.) foi um filósofo pré-socrático considerado o "pai da dialética". Recebeu a alcunha de "Obscuro" principalmente em razão da obra a ele atribuída por Diógenes Laércio, Sobre a Natureza, em estilo obscuro, próximo ao das sentenças oraculares.

Na vulgata filosófica, Heráclito é o pensador do "tudo flui" (panta rei) e do fogo, que seria o elemento do qual deriva tudo o que nos circunda.

De seus escritos restaram poucos fragmentos (encontrados em obras posteriores), os quais geraram grande número de obras explicativas.

Índice

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[editar] Dados biográficos

Heráclito nasceu em Éfeso, cidade da Jônia (atual Turquia). Diógenes Laércio relata que "Heráclito, filho de Blóson, ou, segundo outra tradição, de Heronte, era natural de Éfeso. Tinha quarenta anos por ocasião da 69ª Olimpíada (504-501 a.C.). Era homem de sentimentos elevados, orgulhoso e cheio de desprezo pelos outros".

Por seu desprendimento em relação ao poder e pelo desprezo que dedicava aos bens materiais, Heráclito não era simpático aos efésios, que eram exatamente o seu oposto. Foi, aliás, muito criticado por seus concidadãos quando conseguiu convencer o tirano Melancoma a abdicar para ir viver nos bosques, em livre contato com a natureza.[1] Heráclito era acusado de desprezar a plebe, de se recusar a participar da política - essencial aos gregos) - e de desdenhar os poetas, os filósofos e a religião.[2]

Misantropo, viveu na solidão do templo de Ártemis. O mesmo Diógenes nos conta: "Retirado no templo de Ártemis, divertia-se em jogar com as crianças e, acercando-se dele os efésios, perguntou-lhes:

De que vos admirais, perversos? Que é melhor: fazer isso ou administrar a República convosco?

Nos últimos anos da sua vida, passou a viver ainda mais isolado, nas montanhas, alimentando-se somente de plantas. Quando adoeceu, atacado por uma hidropisia, Heráclito foi obrigado a voltar à cidade. Aos médicos, cujo conhecimento ridicularizava, perguntou se seriam capazes de transformar uma inundação em seca, aludindo à sua doença.[3] Os médicos não entenderam e acabaram sendo expulsos por Heráclito. O filósofo resolveu então recorrer a um curandeiro que lhe aconselhou imergir-se no estrume pois o calor faria evaporar a água em excesso que havia em seu corpo. Foi um desastre: os cães de Heráclito não reconheceram o dono, inteiramente coberto de excrementos, e o atacaram, causando a sua morte. É possível também que a causa da morte de Heráclito tenha sido o sufocamento sob esterco de vaca. O historiador Neantes de Cízico (século III a.C.) afirma que, tendo sido impossível retirar o corpo de sob o esterco, lá permaneceu.

[editar] O pensamento de Heráclito

Os filósofos de Mileto (Tales, Anaximandro, Anaxímenes, entre outros) haviam percebido o dinamismo das mudanças que ocorrem na physis, como o nascimento, o crescimento e a morte, mas não chegaram a problematizar a questão.

Heráclito, inserido no contexto pré-socrático, parte do princípio de que tudo é movimento, e que nada pode permanecer estático - Panta rei ou "tudo flui", "tudo se move", exceto o próprio movimento.

Mas este é apenas um pressuposto de uma doutrina que vai mais além. O devir, a mudança que acontece em todas as coisas é sempre uma alternância entre contrários: coisas quentes esfriam, coisas frias esquentam; coisas úmidas secam, coisas secas umedecem etc. A realidade acontece, então, não em uma das alternativas, posto que ambas são apenas parte de uma mesma realidade, mas sim na mudança ou, como ele chama, na guerra entre os opostos. Esta guerra é a realidade, aquilo que podemos dizer que é. "A doença faz da saúde algo agradável e bom"; ou seja, se não houvesse a doença, não haveria por que valorizar-se a saúde, por exemplo. Ele ainda considera que, nessa harmonia, os opostos coincidem da mesma forma que o princípio e o fim, em um círculo; ou a descida e a subida, em um caminho, pois o mesmo caminho é de descida e de subida; o quente é o mesmo que o frio, pois o frio é o quente quando muda (ou, dito de outra forma, o quente é o frio depois de mudar, e o frio, o quente depois de mudar, como se ambos, quente e frio, fossem "versões" diferentes da mesma coisa).

Panta rei os potamós (do grego πάντα ῥεῖ ), traduzido como "Tudo flui como um rio" é o célebre aforisma no qual a tradição filosófica subsequente identificou sinteticamente o pensamento de Heráclito com o tema do devir, em contraposição à filosofia do ser própria de Parmênides.

Mas, na realidade, o famoso moto panta rei não é atestado nos fragmentos conhecidos da obra de Heráclito, e pode ser atribuído ao seu discípulo Crátilo, que desenvolveu o pensamento do mestre, radicalizando-o. A fórmula léxica panta rei será cunhada e utilizada pela primeira vez somente por Simplício, em seu comentário à Physica Auscultatio, 1313, 11. A expressão deriva de um fragmento do tratado Sobre a natureza:

Não se pode percorrer duas vezes o mesmo rio e não se pode tocar duas vezes uma substância mortal no mesmo estado; por causa da impetuosidade e da velocidade da mutação, esta se dispersa e se recolhe, vem e vai.
91 Diels-Kranz

Tudo é considerado como um grande fluxo perene no qual nada permanece a mesma coisa pois tudo se transforma e está em contínua mutação. Por isso, Heráclito identifica a forma do Ser no Devir pelo qual todas as coisas são sujeitas ao tempo e à sua relativa transformação.

Heráclito sustenta que só a mudança e o movimento são reais, e que a identidade das coisas iguais a si mesmas é ilusória: para Heráclito tudo flui (panta rei).

O panta rei é uma consequência de polemos (guerra, conflito), que reina sobre tudo. Em consequência, Heráclito de Éfeso não é o filósofo do "tudo flui" mas do "tudo flui enquanto resultado da tensão contínua dos opostos em luta".

[editar] A doutrina dos contrários

Polemos é pai de todas as coisas, de todas, de todas rei.


A doutrina da unidade dos contrários é talvez o aspecto mais original do pensamento filosófico de Heráclito. A lei secreta do mundo reside na relação de interdependência entre dois conceitos opostos, em luta permanente; mas, ao mesmo tempo, um não pode existir sem o outro. Nada existiria se não existisse, ao mesmo tempo, o seu oposto. Assim, por exemplo, uma subida pode ser pensada como uma descida por quem está na parte de cima. Entre os contrários se cria uma espécie de luta constitutiva do logos indiviso.

Nessa dualidade, que na superfície é uma guerra (polemos), mas no fundo é harmonia entre os contrários, Heráclito viu aquilo que definia como o logos, a lei universal da Natureza.

E é a própria doutrina dos contrários que faz de Heráclito o fundador de uma lógica "antidialética", fundada na lei estética do devir da realidade. Antidialética porque tese e antítese (ser e não ser) são uma síntese contraditória e permanente na realidade, que só assim pode vir a ser, através dos seus dois aspectos existenciais ("no mesmo rio, entramos e não entramos"; "somos e não somos"); oposta à lógica aristotélica porque oposta ao seu princípio da não-contradição e do terceiro excluído.

A teoria de Heráclito é alternativa à ontologia de Parmênides, o filósofo da unidade e da identidade do Ser, que ensina que é a contínua mudança a principal característica do não ser .

A partir de seus pressupostos - panta rei e a guerra entre os contrários -, Heráclito definiu uma arché, um princípio que está em todas as coisas desde a sua origem: o fogo. Para ele, "todas as coisas são uma troca do fogo, e o fogo, uma troca de todas as coisas, assim como o ouro é uma troca de todas as mercadorias e todas as mercadorias são uma troca do ouro"; ou seja, todas as coisas transformam-se em fogo, e o fogo transforma-se em todas as coisas.

[editar] A cosmologia de Heráclito

Segundo Heráclito ui , o fogo é, pois, o elemento primordial de todas as coisas. Tudo se origina por rarefação e tudo flui como um rio. O cosmos é um só e nasce do fogo e, de novo, é pelo fogo consumido, em períodos determinados, em ciclos que se repetem pela eternidade.
Em seu livro - Do Céu, Aristóteles escreve: "Concordam todos em que o mundo foi gerado; mas, uma vez gerado, alguns afirmam que é eterno e outros que é perecível, como qualquer outra coisa que por natureza se forma. Outros, ainda, que, destruindo-se, alternadamente é ora assim, ora de outro modo, como Empédocles e Heráclito de Éfeso. (…) Também Heráclito assevera que o universo ora se incendeia, ora de novo se compõe do fogo, segundo determinados períodos de tempo, na passagem em que diz "acendendo-se em medidas e apagando-se em medidas."
Para Heráclito, o fogo, quando condensado, se umidifica e, com mais consistência, torna-se água; e estas, solidificando-se, transforma-se em terra; e, a partir daí, nascem todas as coisas do mundo. Este é o caminho que Heráclito define como sendo "para baixo".
Derretendo-se a terra, obtém-se água. Água transforma-se em vapor, tal como vemos na evaporação do mar. E, rarefazendo-se, o vapor transforma-se novamente em fogo. E este é o caminho "para cima".
Nosso mundo é cercado pelos astros (Sol, Lua e estrelas). Esses nada mais são do que barcos cujas concavidades estão voltadas para nós, e que carregam dentro de si chamas brilhantes. A mais brilhante (para nós) é a chama do Sol e também a mais quente. Os demais astros distam mais da Terra e é por isso que seu brilho é menos vivo e menos quente, mas a Lua, que está bem próxima da Terra, não é por isso, mas por não se encontrar num espaço puro – a escuridão. O Sol, entretanto, está em região clara e pura.
Os eclipses do Sol e da Lua acontecem as concavidades dos barcos se voltam para cima. E as fases da Lua ocorrem quando o barco que a encerra se volta aos poucos em nossa direção.
Dia e noite, meses e estações, chuvas, ventos e demais fenômenos são conseqüências de diferentes evaporações. Pois a brilhante evaporação, inflamando-se no círculo do Sol, produz o dia; e, quando a contrária prevalece, produz a noite; e, quando da evaporação brilhante nasce o calor, faz verão; mas, quando da sombra o úmido prevalece, faz-se o inverno.

[editar] O Deus e a alma

Dentro do pensamento de Heráclito, Deus não tinha a aparência de um homem nem de outro animal qualquer. Deus não era nem criador, nem onipotente. Heráclito limitava-se a identificá-lo com os opostos, os quais persistem apesar de suas mudanças e assim são capazes de compreender sua própria unidade.
"O Deus é dia-noite, inverno-verão, guerra-paz, saciedade-fome; mas se alterna como o fogo, quando se mistura a incensos, e se denomina segundo o gosto de cada um."
Nesse argumento, podemos ver que Heráclito considerava as diversas divindades da mitologia grega, que eram adoradas pelos homens de seu tempo, como sendo apenas fogo misturado a diferentes tipos de incensos.
E a alma consiste apenas de mais uma rarefação do fogo e sofre as mesmas mudanças que todas as outras coisas também experimentam; e a morte traz a completa extinção da alma.
"Para almas é morte tornar-se água, e para água é morte tornar-se terra, e de terra nasce água, e de água alma."
Novamente aqui, nesse raciocínio, vemos Heráclito descrever seus caminhos "para baixo" e "para cima".

Referências

  1. Clemente Alexandrino, Stromata, 1, 65
  2. Em defesa de Heráclito, ver NIETZSCHE, F., A filosofia na época trágica dos gregos, capítulos 5 a 9 (p. 8 a 14).
  3. Diógenes Laércio, Vidas dos filósofos, IX 3
  • Para uma análise detalhada das questões filosóficas relativas a Heráclito SPINELLI, Miguel. Filósofos Pré-Socráticos. Primeiros Mestres da Filosofia e da Ciência Grega. 2ª edição. Porto Alegre: Edipucrs, 2003, pp. 167-271.

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