1.4.10

Desemprego ficará inaceitavelmente alto por algum tempo, diz Tesouro dos EUA

A taxa de desemprego dos Estados Unidos, atualmente em 9,7%, continuará "inaceitavelmente alta" por algum tempo ainda, disse o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, nesta quinta-feira.

"A taxa de desemprego ainda está terrivelmente alta e ficará inaceitavelmente alta por um longo período de tempo", disse Geithner ao programa "Today Show", da NBC.

O governo dos EUA divulga dados de emprego de março na sexta-feira.


Folha Online - Dinheiro

Caixa opera seguradora de saúde

São Paulo - A Caixa Federal pretende começar as operações de sua seguradora de saúde no segundo semestre. O banco descartou a venda de planos a pessoas físicas e oferecerá apenas seguro para empresas.

A nova seguradora terá atuação nacional e busca agora parceiro do setor privado para a venda de planos. A empresa deverá se chamar Caixa Saúde e nasce com capital mínimo de R$ 7 milhões, mas ainda precisa ser aprovada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar.


Correio do Povo

Anamaco apura alta de 5,1% em março

A Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), entidade que congrega 138 mil lojas de material de construção no país, divulgou ontem pesquisa que indica que o varejo do setor apresentou crescimento de 5,1% em março sobre fevereiro de 2010. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o desempenho foi de 11%.

No primeiro trimestre do ano, o setor teve crescimento de 12,5% ante 2009. "A tendência é que 2010 seja o melhor da história do setor, com expansão de 10% sobre 2009, quando o faturamento foi de R$ 45,04 milhões", disse o presidente da Anamaco, Cláudio Conz. Acrescentou que o anúncio do PAC 2 pelo governo federal contribuirá para um crescimento ainda maior da cadeia produtiva da construção.

Correio do Povo

Fortunati afirma que Porto Alegre não terá metrô caso a prefeitura precise entrar com recursos

Prefeito afirmou que a cidade está no máximo de endividamento por causa da Copa do Mundo

O prefeito de Capital, José Fortunati, que substitui José Fogaça no cargo desde terça-feira, participou na manhã de hoje do programa Gaúcha Atualidade. Em entrevista ele afirmou que o metrô não sairá do papel se a prefeitura precisar entrar com investimentos, como propõe o PAC2.

— Tenho convicção, se o governo federal, simplesmente anuncia metrô colocando uma parte dos recursos nos ombros da cidade de Porto Alegre, não vai sair metrô nos próximos anos — afirmou ele explicando que o projeto foi retirado da Copa do Mundo por falta de tempo hábil para conclusão.

Segundo Fortunati, a prefeitura não teria condições de entrar com investimentos na obra do metro e estaria no máximo de endividamento por causa dos projetos da Copa do Mundo.

Fortunati informou que deve retornar a Brasília na próxima semana para assinar a matriz de responsabilidades dois, referente às obras da Copa que já foram negociadas com o governo federal. Entre elas, está a construção de quatro viadutos sobre a terceira perimetral.

Cargo na prefeitura

José Fortunati, que abriu mão do cargo de deputado federal para ser vice-prefeito, disse que sonhava em um dia assumir como prefeito.

— Era um sonho — admitiu Fortunati.


Zero Hora

IGP-M de março desacelera para 0,94%

A inflação medida pelo IGP-M perdeu força em março, fechando em 0,94%, após ter apresentado aumento de 1,18% em fevereiro, segundo a Fundação Getúlio Vargas. Até março, o indicador acumula taxas de inflação de 2,78% no ano e de 1,94% em 12 meses.



Correio do Povo

Impostômetro bate hoje em R$ 300 bilhões

O Impostômetro, painel eletrônico criado pelo IBPT e que está instalado em São Paulo, irá atingir, às 11h40min de hoje, a marca de R$ 300 bilhões de impostos arrecadados nas três esferas de governo. Em 2009, o índice foi atingido em 13 de abril.



Correio do Povo

União abrirá mão de royalties para por fim à guerra

Paulo Bernardo diz que 'a solução é possível com o diálogo'
Crédito: afp / cp



Brasília - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse ontem que o governo pretende chegar a um acordo para acabar com a disputa entre os estados pelos royalties do petróleo. Perguntado se a União abriria mão de sua parte nos recursos pagos pela exploração, de royalties e participações especiais, respondeu que a "Constituição Federal prevê que seja reservada uma parcela para os estados produtores". Ressaltando que a Constituição não expõe qual parcela deve ser destinada aos estados, não quis dizer de quanto seria essa parcela, se maior ou menor do que os estados recebem atualmente. "O que está acontecendo é uma guerra federativa, pelos estados. Mas é possível chegar a uma solução pelo diálogo."

Ainda ontem, durante evento em Nova Iorque, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), criticou o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, por suas declarações a respeito dos royalties do petróleo. Para o governador, Gabrielli foi "indelicado" ao se mostrar favorável à alteração na distribuição dos recursos, prejudicando o Estado onde está a sede da Petrobras.

No dia anterior, em São Paulo, Gabrielli afirmara considerar injusta a atual distribuição dos royalties, que dá 80,9% dos recursos para o Rio. Porém, se disse contrário às mudanças propostas na Emenda Ibsen, que redistribui os recursos de acordo com critérios do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Correio do Povo

Dilma cultua Lula e Serra ensaia slogan para eleições

Não podia ser diferente. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, deixa o governo para entrar na campanha, tendo como principal cabo eleitoral o "senhor" "presidente" Lula. Citou-o 67 vezes, explícita ou implicitamente. Já o ex-governador de São Paulo, José Serra, ao despedir-se do cargo, focou o Estado, que citou 46 vezes, e usou uma expressão com jeito de slogan eleitoral: "Vamos juntos. O Brasil pode mais."

Como se pode ver na ilustração acima, além de reverenciar Lula, Dilma falou bastante do "povo" (19 citações), do Brasil (12) e dos brasileiros (10). "País" (17) e "todos" (16 vezes) acompanharam "Brasil" em número de citações. Essa repetição das palavras que compõem o slogan do governo Lula ("Brasil, um País de todos") tem ocorrido com mais frequência na fala da candidata.

O presidenciável do PSDB usou sua fala de despedida do Palácio dos Bandeirantes para um balanço de gestão. Como era esperado, "São Paulo" foi uma das expressões mais citadas (46 vezes), na maioria das vezes no fim das frases, e associada a "governo" (49 citações) e a "Estado" (30). Em comparação a "Brasil" (17), "São Paulo" recebeu praticamente três vezes mais menções. O que evidencia que Serra, nesse discurso, buscava mostrar-se mais preocupado com o que acabara de fazer como governador do que com o que virá a fazer como candidato.

Estadão

Doadores anunciam ajuda ao Haiti

Nova Iorque - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou ontem a arrecadação de 5,3 bilhões de dólares, que serão investidos nos próximos dois anos na reconstrução do Haiti. A cifra supera a meta de 3,8 bilhões nos próximos 18 meses, estabelecida pelos organizadoras da Conferência dos Doadores por um Novo Futuro do Haiti.

Durante o encontro realizado em Nova Iorque, o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, anunciou a doação de 172 milhões de dólares para a recuperação do país a longo prazo, via projetos de saúde, programa Brasil-Unasul e governança. A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, afirmou que seu país doará 1,15 bilhão.

Correio do Povo

Bomba explode e mata 13 no Sul afegão

Cabul - Uma bomba detonada em um mercado lotado matou 13 pessoas ontem em Helmand, Sul do Afeganistão. O artefato, aparentemente improvisado, pode ter sido explodido por talibãs ou narcotraficantes - mas não há indícios de que tenha sido atentado suicida. Helicópteros da Otan retiraram pelo menos 40 pessoas do local do ataque, levando-as para hospitais regionais. No total, 45 ficaram feridas - incluindo oito crianças.

Correio do Povo

eda considera um "crime" o impedimento do piso de R$ 1,5 mil para o magistério

Ontem, apenas o reajuste de 6% foi aprovado para os professores

Em entrevista na manhã desta quinta-feira, a governadora Yeda Crusius disse que considera "um crime" a ação do Cpers que impediu o aumento do piso salarial para R$1,5 mil. Ontem, apenas o reajuste de 6% foi aprovado.

— Eu considero isso um crime contra quem ganha pouco. Porque é baseado apenas em não deixar fazer. Professores, que no ano passado ganhavam R$ 850, me mandaram milhares de mensagens, mas não se organizaram. Não é possível, que um grupo, que ganha muito, que é quem a gente vê colocando o rosto, falando em nome dos professores, não tenham deixado que aqueles que ganham pouco tenham tido melhoria.

A governadora insistiu que piso é a soma de tudo o que compõe o salário e não o básico, como sustenta o Cpers.

— Em primeiro lugar, isso é uma confusão que eles colocam na cabeça das pessoas. Piso é piso! Piso é: ninguém ganha menos do que aquilo. São contratos de 40 horas, colocado tudo que uma pessoa dentro de uma carreira complexa.

Sobre a votação categorias como o judiciário, Yeda disse que "incomoda demais" o fato de ter sido aprovado votação na Assembleia.

Casa Civil

A governadora afirmou que o substituto de Otomar Vivian, que deixa a Casa Civil, será anunciado segunda-feira. Yeda definirá quem assume o cargo durante o feriado.

— Páscoa é renovação, vamos à renovação da Casa Civil.


Zero Hora

Tiroteio e 4 mortes na capital dos EUA

Washington - Um homem disparou de um automóvel em movimento contra uma multidão e matou quatro pessoas na capital dos Estados Unidos, segundo informaram autoridades locais. O ataque, que ocorreu na noite da última terça-feira, deixou ainda cinco feridos.

Informações da Polícia indicaram que a multidão voltava do funeral de outra pessoa, morta recentemente nas mesmas circunstâncias. A chacina foi a pior registrada no Distrito de Colúmbia em 16 anos.

Os investigadores disseram que o motivo do ataque não está claro e que três pessoas foram detidas, acusadas de envolvimento no caso. Ainda de acordo com a Polícia, entre mortos e feridos, as vítimas estavam na faixa dos 20 aos 30 anos, com exceção de um menor. A identidade das vítimas não foi revelada.

Correio do Povo

Avião radar americano cai no Golfo de Omã

Washington - Um avião radar dos Estados Unidos caiu ontem no Golfo de Omã com quatro pessoas a bordo. A aeronave voltava de uma missão da operação Liberdade Duradoura (Enduring Freedom), que acontece no Afeganistão, quando apresentou problemas mecânicos. Três dos tripulantes do avião foram resgatados, mas não é sabido se eles estão vivos. Segundo autoridades, as buscas pelo quarto membro prosseguirão hoje.

Correio do Povo

Conae prepara o documento final

Hoje será o dia da plenária geral da Conferência Nacional de Educação (Conae), que contará com a participação do presidente Lula neste final de encontro. A conferência prepara importante documento com deliberações para a criação de um sistema nacional de Educação; e proporá diretrizes e estratégias para a construção do novo Plano Nacional de Educação (PNE), que deverá vigorar de 2011 a 2020.

Aberta no domingo, a Conae promoveu debates segunda e terça-feira; e realizou, na tarde de terça-feira e na quarta-feira, as votações - por eixos - das propostas regionais. Os delegados, reunidos em Brasília, analisaram as emendas, que foram votadas em plenárias dos seis eixos.

A vice-presidente do Cpers/Sindicato, Neiva Lazzarotto, explica que entre as principais propostas a serem aprovadas na plenária final da Conae está a construção do Sistema Nacional de Educação, garantindo diretrizes educacionais comuns a serem implantadas em todo o território nacional. Além disso, ela destaca a ampliação do investimento em Educação, alcançando, no mínimo, 7% do PIB, até 2011; e, no mínimo, 10%, até 2014, e o investimento de recursos públicos exclusivamente na Educação pública. Também aponta a destinação de 50% das receitas que compõem o Fundo Social advindo da exploração da camada pré-sal, e a regulamentação do Ensino privado. A garantia de financiamento dos governos federal ou estaduais às universidades públicas para oferta de cursos de graduação, pós, mestrado e doutorado a profissionais da Educação; e a gestão democrática, com eleição de diretores das escolas pela comunidade escolar, são outros pontos destacados.

Já a delegada parlamentar gaúcha Sofia Cavedon salientou questões polêmicas debatidas nas plenárias dos eixos e que serão levadas para a plenária final. Entre estas, o movimento pela manutenção dos cursos Normal (defesa da CNTE) para atuação docente em Educação Infantil e Séries e Anos Iniciais, sem retirar a necessidade do Ensino Superior. E quanto à extensão da idade para ingresso na EJA, para os 18 anos, acabou não sendo aprovada e manteve-se a idade dos 16 anos.

A plenária final de hoje irá avaliar a situação de surdos que defendem escola bilíngue, sendo Libras a 1 língua, pelo menos em Educação Infantil e Séries e Anos Iniciais. E o eixo temático aprovou o fim do Exame Nacional para Jovens e Adultos (Enceja). "A posição geral é contrária ao aligeiramento e mera aplicação de testes, mas há demanda pela certificação", disse a vereadora.

Sofia destacou que houve a aprovação de 50% dos recursos do pré-sal para a Educação; e também 10% do PIB para o setor, no futuro. Quanto ao piso salarial do Magistério, ressaltou a defesa do reajuste pelo Fundeb, conforme a lei - que ficaria em R$ 1.312,85 - e unidade na defesa do cumprimento da lei.

Temas debatidos na Conferência Nacional de Educação

REGIME DE COLABORAÇÃO: A representante do Conselho Nacional de Educação (CNE) Maria Izabel Noronha defendeu um regime de colaboração fortalecido e a adoção de medidas nacionais capazes de diminuir desigualdades regionais.

PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO: A representante da CNTE Juçara Dutra Vieira salientou que o piso é constitucional. Segundo ela, por causa da ação de inconstitucionalidade proposta por cinco estados, entre os quais o RS, muitos entes se aproveitaram para não pagar o piso, mas isso já foi declarado constitucional pelo STF.

AVALIAÇÃO: Maria Izabel Noronha, do CNE, assinalou que a avaliação não deve ser só para o professor, mas também para o gestor. "Hoje, se a Educação vai bem, é por causa da boa gestão; mas, se vai mal, é culpa do professor", considerou.

GESTÃO: Na opinião da representante da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) Célia Tavares, não é possível discutir financiamento e qualidade em Educação sem falar em gestão democrática no Ensino.

Correio do Povo

Presidente chinês vai visitar o Brasil

O presidente chinês, Hu Jintao, fará uma visita em meados de abril ao Brasil, além de Venezuela e Chile, anunciou nesta quinta-feira o ministério das Relações Exteriores de Pequim.


Hu participará em uma reunião internacional sobre segurança nuclear nos dias 12 e 13 de abril em Washington, segundo o porta-voz da chancelaria, Qin Gang.


Em seguida viajará para uma visita oficial ao Brasil, onde participará da segunda reunião de cúpula dos grandes países emergentes (Bric: Brasil, Rússia, Índia e China), de 14 a 17 de abril.


Os chefes de Estado e Governo do Bric, um grupo informal, se reuniram pela primeira vez em junho 2009 em Ekaterinburgo (Rússia).


As quatro potências emergentes, que ambicionam ganhar influência no cenário mundial, alertaron na época contra a dominação do dólar e examinaram maneireas de reforçar suas moedas.


Hu Jintao prosseguirá a viagem com uma visita oficial a Venezuela nos dias 17 e 18 e uma visita de trabalho ao Chile, país que se recupera de um devastador terremoto.


"A visita do presidente Hu Jintao ao Brasil, Venezuela e Chile tem como objetivo aprofundar a amizade, aumentar a confiança mútua, ampliar a cooperação e buscar o desenvolvimento comum", disse Qin Gang.


G1

Bento XVI diz que cristãos devem cumprir leis, exceto quando houver injustiça

Cidade do Vaticano - O papa Bento XVI disse, nesta quarta, durante a Missa Crismal que os cristãos devem cumprir o que prevê o direito, "mas não devem aceitar injustiças, mesmo que estejam previstas em lei, como, por exemplo, quando se trata do assassinato de crianças inocentes ainda não nascidas".


A Missa Crismal marca o começo do Tríduo Pascal e durante o sermão, o papa abençoou os Santos Óleos que serão usados durante todo o ano e os milhares de sacerdotes presentes na Basílica de São Pedro renovaram suas promessas sacerdotais (pobreza, castidade e obediência".


O papa afirmou que os sacerdotes estão convocados a serem homens, se opondo à violência.


Além disso, assinalou que os cristãos têm que ser pessoas de paz, já que Cristo não triunfa pela espada, mas pela cruz, "vence superando o ódio, vence mediante a força maior de seu amor".


"A cruz de Cristo expressa seu 'não' à violência", acrescentou o papa, que afirmou que os cristãos estão convocados a se oporem à violência e como bons cidadãos, respeitarem o direito e fazer o que é justo e bom.


Durante a missa, no dia no qual Cristo instituiu o sacramento sacerdotal, o papa não fez referência alguma aos casos de padres pedófilos.

G1

Dilma deixa governo com ataque a FHC

Lula engrossa coro e manda recado a José Serra: 'Vai ter que botar o pé no barro'


BRASÍLIA - Transformada em mestre de cerimônias da despedida dos dez ministros que deixaram o governo para se candidatar às eleições de outubro, a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, voltou a insistir numa eleição plebiscitária.

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Ela atacou o governo de Fernando Henrique Cardoso, chamando os tucanos e partidos de oposição de "viúvos da estagnação, do Brasil que crescia pouco".

"Essas pessoas fingem ignorar que as mudanças no Brasil são substanciais porque têm medo", afirmou Dilma, que deixou o ministério ontem. "Não sabem o que oferecer ao povo, que hoje é orgulhoso, tem certeza que sua vida mudou e não aceita mais migalhas, parcelas e projetos inacabados." Segundo a ex-ministra, no governo de Lula o povo não é coadjuvante. "É o centro das nossas atenções."

A petista encheu Lula de elogios. Disse que o presidente é o líder mais popular da história do País e que é, entre todos, "o mais brasileiro". Numa demonstração de que dependerá da ajuda de Lula para fazer sua campanha, dirigiu-se ao presidente de forma reverente, chamando-o a todo instante de "senhor".

"O governo do senhor é um momento importante, de ápice, de vitória", afirmou a ex-ministra. "Talvez o mais longo momento de vitória de todos esses que lutaram." Ela citou as lutas contra a ditadura, a redemocratização, pelos direitos, igualdade, justiça e liberdade. "A geração que me sucedeu conseguiu realizar seus sonhos, até mais do que imaginou." Dilma estava confiante. Pregou a necessidade de todos reafirmarem a continuidade da obra de Lula e se despediu com um "até breve", esperando voltar dentro de nove meses ao Palácio do Planalto, agora como presidente.

Na fala, a ex-ministra da Casa Civil avisou que não faria discurso de improvisos, porque gastaria a metade chorando, enquanto na outra metade se esqueceria do que tinha de falar. Mesmo assim, a pré-candidata petista cometeu seus costumeiros erros. Chamou Fernando Haddad (Educação) de Paulo Haddad (ministro do Planejamento no governo de Itamar Franco) e referiu-se ao Palácio do Itamaraty como Palácio do Planalto.

Missão. No discurso em que se despediu dos dez ministros e cumprimentou os novos integrantes da Esplanada, o presidente Lula disse que Dilma era a única entre os ministros que não queria ser candidata ao Palácio do Planalto. Mas acabou tendo de sair do governo para se candidatar a "um cargo talvez até melhor do que a Casa Civil".

Evitou referir-se à Presidência, para não ser punido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por campanha antecipada ? ele já foi condenado duas vezes e terá de pagar R$ 15 mil de multas por isso.

"Tinhoso". Lula aproveitou o discurso para fazer elogios a todos os ministros que saíram. Baseou-se, para isso, em informações fornecidas pelos próprios ex-ministros, nas reuniões que tiveram nos últimos dias. Fez piadinhas, contou histórias, deu leveza à cerimônia. Ao falar sobre Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), lembrou que o ex-ministro lhe fez oposição durante os primeiros quatro anos de governo. E que, apesar de ser "tinhoso, brigão, era um cumpridor de tarefas".

Lula lançou ainda um desafio ao governador José Serra, pré-candidato tucano ao Planalto. "Quem quiser me derrotar vai ter que trabalhar mais do que eu. Quem quiser dormir até as 10 (Serra tem fama de dormir até tarde), quem quiser achar que tem que fazer relação com um formador de opinião pública e vai me derrotar, vai ter que botar o pé no barro, vai ter que viajar este País, vai ter que correr", disse Lula.

Mídia. O presidente aproveitou ainda o discurso para atacar os meios de comunicação, seu exercício predileto das últimas semanas. Lembrou que recentemente foi a Israel e não visitou o túmulo do criador do sionismo ? Theodor Herzl ? porque o ato não estava previsto nem na agenda dele nem na de Israel. Mesmo assim, segundo Lula, foi criticado pelos jornais brasileiros por não ter ido lá.

"E ainda diziam: "O que o Lula está se metendo, o que ele pensa que é? Discutir crise internacional... Se coloca no seu lugar, baixinho". Eu sou baixinho, mas o povo brasileiro não é. O povo brasileiro é muito grande", afirmou o presidente.

Lula disse que a ONU criou o Estado de Israel e ela tem de ter força para criar o Estado palestino, e para fazer com que haja a paz entre os dois. "Todo mundo ? judeus e palestinos ? já sabe que precisa dos dois Estados. Agora, aquilo não é um clube de amigos. Ali, é preciso saber o seguinte: a paz só vai acontecer quando os que estão em guerra quiserem." Lula afirmou que é amigo de todo mundo. "Da mesma forma que eu cumprimento o Sarkozy (presidente da França), eu cumprimento o Ahmadinejad (Irã), cumprimento o rei Abdullah (Jordânia). Não tem problema. Um chefe de Estado não escolhe amizades, um chefe de Estado se relaciona com outro chefe de Estado. E discute interesses, não é questão de amizade pessoal."

Estadão

Dilma diz que não pretende se desvencilhar do governo Lula

Reuters
Dilma agradeceu ao presidente por ter podido participar de seu governo
Dilma agradeceu ao presidente por ter podido participar de seu governo


A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse ontem que não pretende se desvencilhar do governo do presidente Lula agora que entrará em campanha eleitoral. Ela deixou o Ministério da Casa Civil para poder disputar as eleições de outubro.
"Eu não pretendo me desvencilhar do governo do presidente Lula. Participar dele para mim foi um momento muito importante da minha biografia e eu participei em todos os momentos, desde 2005, como chefe da Casa Civil e, muitas vezes, ao longo das horas noturnas que o governo se prolongou nos fins de semana", disse ela.
Dilma negou que sua candidatura seja um "voo solo", como a grande imprensa e a oposição têm afirmado, e disse que era um projeto. "Não é um voo solo, é um projeto. Eu me sinto muito fortalecida e apoiada por todos eles", disse.
A ex-ministra falou que está preparada para a corrida eleitoral, muito por conta dos sete anos e meio que esteve no governo. "Eu acho que eu estou preparada na vida para coisas muito mais duras que disputar uma eleição", afirmou. "Difícil mesmo era aguentar a ditadura", completou.




Tom emocional


Dilma adotou um tom muito mais emocional em seu discurso de despedida, ontem, no Palácio Itamaraty. No discurso de Dilma, acostumada a citar números e dados de planilhas, não faltaram palavras como sonho, otimismo, fé e alegria.
A pré-candidata do PT à Presidência da República se emocionou várias vezes durante o discurso e chegou a embargar a voz ao dizer que sentia uma "alegria melancólica" por deixar o governo. "Sinto uma alegria melancólica porque estamos saindo do governo que mais fez pelo povo desse país. Sentimos uma estranha alegria triste, mas a alma está cheia de otimismo e fé", afirmou.
A ministra lembrou que a oportunidade de estar no governo de Lula significou a realização de um sonho para ela e para muitos de sua geração que passaram pela repressão do regime militar. "O governo do senhor [Lula] é importante porque significou o ápice, a vitória daqueles que lutaram muito e conseguiram vencer. Nós vencemos a miséria, a pobreza, a subvenção, a estagnação, o pessimismo e o conformismo", disse Dilma. "Viúvos do Brasil que cresceu pouco fingem ignorar que esse país mudou. No nosso governo, o povo não é coadjuvante", acrescentou.


Jornal Agora

“Aqui não se cultivam escândalos ou roubalheira”

Ao prestar contas de sua administração no governo paulista, José Serra, que concorrerá à Presidência da República pelo PSDB, enalteceu o “caráter e a honra” como pontos centrais de seu estilo de governar. Ele entregará sua carta de renúncia à Assembleia Legislativa de São Paulo amanhã.

– Os governos têm de ter honra. Aqui não se cultivam escândalos, malfeitos ou roubalheiras. Nunca incentivamos o silêncio da cumplicidade e da conivência – disse Serra.

Uma plateia de aproximadamente 4,5 mil pessoas acompanhou o discurso.

O vice-governador, Alberto Goldman (PSDB), assumirá interinamente o Estado. No dia 6 de abril, Goldman toma posse do cargo de governador, em duas solenidades, na Assembleia e na sede do governo.

Ontem, Serra procurou destacar suas realizações no campo social e chegou a classificar sua administração como “popular”.

O tucano procurou reforçar a imagem de popular ao contar sobre uma visita que fez ao Rodoanel Mário Covas, quando encontrou trabalhadores da obra:

– A emoção me dominou quando um operário me mostrou, orgulhoso, onde estava o nome dele em um monumento que eu mandei construir. Pensei comigo: valeu a pena.

Serra – que atravessou a madrugada redigindo o discurso – contrapôs seu governo ao do PT. Ainda que sem fazer uma única menção ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao mensalão, disse que a relação de sua administração com a Assembleia Legislativa foi marcada pela transparência.

Dizendo que não administra segundo a coloração partidária, atacou:

– A gente serve ao interesse público, não às máquinas partidárias. Governamos para o povo e não para partidos.

Dez estados trocam de governador

Ao menos dez estados devem trocar de governador até este sábado. Com vistas às eleições que ocorrem em outubro, anunciaram que deixarão os cargos os governadores do Mato Grosso, do Amazonas, do Rio Grande do Norte, de Minas Gerais, de São Paulo, do Paraná, de Rondônia, de Goiás, do Amapá e do Piauí. Santa Catarina já está de governo novo. Na última quinta-feira, o vice-governador Leonel Pavan (PSDB) assumiu o comando deixado por Luiz Henrique da Silveira (PMDB).

A Lei Eleitoral exige que ocupantes de cargos no Executivo se afastem do posto para concorrer a um mandato diferente do que já exercem. A obrigação visa garantir uma disputa justa entre os candidatos, muito embora não enquadre na regra os que pretendem a reeleição.

O Senado é o sonho da maioria dos futuros ex-governadores. Com exceção de Serra, presidenciável do PSDB; de Aécio, que foi cotado para ser vice na chapa de Serra; e de Requião, que poderia ser lançado candidato à Presidência pela ala do PMDB à qual pertence, os outros tentarão entrar na Casa.

Correio do Povo

“Eles têm medo, não sabem o que oferecer ao povo”

No discurso de despedida da Casa Civil, a ministra Dilma Rousseff combinou elogios ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com críticas indiretas ao principal adversário do PT na disputa pela sucessão presidencial – o PSDB do governador paulista, José Serra. Enaltecida pelo presidente, a petista ressaltou ainda que não dizia adeus ao governo, mas “um até breve”.

As referências aos tucanos ficaram centradas na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), antecessor de Lula. Seguindo a linha pré-definida pelo PT como norte para o embate eleitoral que se inicia, a agora ex-ministra foi objetiva ao estabelecer comparação entre o atual governo e o anterior.

– Eles fingem ignorar que essa mudança é substancial. Têm medo, eles não sabem o que oferecer a um povo que hoje é orgulhoso e tem certeza que sua vida mudou, não aceita mais migalhas, parcelas ou projetos inacabados – alfinetou a ministra.

Aos colegas de ministério que deixaram os cargos ontem para concorrer, Dilma afirmou que o governo Lula será “motivo de orgulho em suas biografias:

– Não cabe perguntar por que alguns não têm orgulho dos governos que participaram, mas nós podemos sempre saber que temos patrimônio, fizemos parte da era Lula. Vamos carregar essa história e contar aos nossos netos, nos orgulhar disso em nossa biografia.

Emocionada, Dilma adotou tom de campanha para lembrar os principais programas do governo federal. Antecipando o que projeta ser sua postura eleitoral, Dilma disse estar disposta a participar de debates na TV quando começar a campanha eleitoral:

– Fui preparada na vida para coisas muito mais duras do que disputar uma eleição.

Dilma e Serra dão a largada com farpas

Enquanto Dilma se despediu do cargo de ministra da Casa Civil para assumir de vez o papel de candidata do PT à sucessão de Lula, Serra – que apresenta amanhã sua carta de renúncia – fez ontem, em São Paulo, um balanço de seu governo.

Em ambos discursos, houve espaço reservado para as farpas contra os adversários. Dilma reforçou a proposta do Planalto para sua campanha, de comparar o governo petista com o anterior, do PSDB. Já Serra, mesmo sem citar o PT ou o mensalão, enalteceu a ética como diferencial de sua gestão no governo de São Paulo.


Zero Hora

Saem hoje 12 secretários de Yeda

Os 12 secretários de Estado do governo Yeda Crusius (PSDB) que irão concorrer nas eleições de outubro deixarão os cargos hoje para obedecer ao prazo máximo de desincompatibilização, fixado em 3 de abril. Dentre os que estão de saída, sete buscarão vaga na Assembleia Legislativa, três na Câmara Federal e um disputará o Senado. Eles deverão ser substituídos pelos secretários-adjuntos ou pelos diretores técnicos.

A lista dos egressos do Secretariado incluí João Carlos Machado, da Agricultura; Mônica Leal, da Cultura; Artur Lorentz, da Ciência e Tecnologia; Márcio Biolchi, do Desenvolvimento; Marco Alba, da Habitação; Osmar Terra, da Saúde; José Carlos Breda, das Obras; José Sperotto, do Turismo; Berfran Rosado, do Meio Ambiente; Paulo Odone, da Copa; e José Alberto Wenzel, das Relações Institucionais.

O chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, também deixa a função hoje por estar cotado para ser o candidato a vice-governador na chapa de Yeda, que tentará a reeleição ao Piratini. Esta possibilidade deverá se confirmar em caso de efetivação da aliança eleitoral entre PSDB e PP, que ainda negociam a parceria.

Correio do Povo

Tarso prestigia despedida de Jussara Cony

O pré-candidato do PT ao Palácio Piratini, Tarso Genro, participou ontem à noite da despedida da ex-deputada estadual Jussara Cony (PC do B) do cargo de superintendente do Grupo Hospitalar Conceição. O ato ocorreu numa churrascaria da zona Norte de Porto Alegre. Os petistas adotam a cautela, mas estão próximos de garantir o apoio do PC do B à candidatura de Tarso. Jussara concorrerá novamente à Assembleia Legislativa.

Correio do Povo

Mais dinheiro para reconstruir o Haiti

EUA fazem o maior aporte, seguidos da UE, e o Brasil também anuncia um socorro suplementar

Reunidos ontem na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, representantes de países de todo o mundo foram claros: a ajuda ao Haiti não pode parar, mesmo já passados mais de dois meses do devastador terremoto de 12 de janeiro. Por isso, no encontro, foi prometida a doação de bilhões de dólares em novos recursos para a empobrecida nação caribenha.

O terremoto deixou, segundo dados do governo local, o trágico saldo de 230 mil mortos e 2 milhões de desabrigados. A reação da comunidade internacional foi de solidariedade, que terá prosseguimento.

O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, anunciou que o Brasil contribuirá com US$ 172 milhões (R$ 307 milhões) para financiar a reconstrução haitiana.

– Ajudar o Haiti vai além de qualquer luta política, religiosa e ideológica. É um desafio para que a comunidade internacional demonstre sua vontade e capacidade de se unir – disse Amorim na conferência, que reuniu representantes de 120 países e organizações doadoras.

De acordo com Amorim, o valor se somará a outros US$ 167 milhões (R$ 298 milhões) desembolsados até agora pelo governo brasileiro para assistência humanitária às vítimas do terremoto. A meta, segundo ele, é permitir que o governo haitiano ande com as próprias pernas no futuro.

EUA garantem ajuda extra de R$ 2 bilhões

Além do Brasil, os Estados Unidos e a União Europeia anunciaram a doação de US$ 1,15 bilhão (R$ 2 bilhões) e US$ 1,6 bilhão (R$ 3 bilhões), respectivamente.

– Os EUA se comprometem com US$ 1,15 bilhão para a recuperação e a reconstrução do Haiti a longo prazo. Esse dinheiro se destinará aos planos do governo haitiano nas áreas de agricultura, energia, saúde, segurança e governabilidade – afirmou a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, durante a conferência.

Nova York
As contribuições
- EUA: US$ 1,15 bilhão (R$ 2 bilhões)
- UE: US$ 1,6 bilhão (R$ 3 bilhões)
- Brasil: US$ 172 milhões (R$ 307 milhões)
Obs: juntos, UE e EUA responderam por quase 80% dos US$ 3,9 bilhões (cerca de R$ 7 bilhões) pedidos pela ONU

Sem apoio, Meirelles adia decisão sobre futuro no BC

Presidente do Banco Central deverá anunciar hoje em Brasília se continua ou não no cargo

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, voltou a adiar para até hoje a decisão sobre ficar ou sair do cargo para disputar as eleições de outubro. – Não há decisão tomada. Continuamos conversando, porque é uma decisão de muita responsabilidade – afirmou ontem.

Meirelles se reuniu na terça-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para definir seu futuro político. À saída do encontro, disse que Lula pediu que ficasse no BC. Meirelles respondeu que precisava de 24 horas para pensar. Ontem, durante cerimônia de comemoração de 45 anos do Banco Central, falou a jornalistas que interrompeu as negociações sobre seu futuro político para participar do evento e que logo depois deveria retomar as conversas.

Se deixar o BC, Meirelles deve concorrer ao Senado pelo PMDB de Goiás, mas ainda sonha com a possibilidade de ser vice na chapa de Dilma à Presidência. Até as 22h, Meirelles não havia divulgado sua decisão.

Apesar da indecisão de Meirelles, em relação a permanecer ou não no cargo, o BC anunciou ontem outra troca na diretoria. Mário Mesquita deixou a área de Política Econômica depois de três anos na instituição. A saída traz dois desdobramentos importantes para a diretoria do BC, que reúne os responsáveis pelas decisões sobre a taxa básica de juro.

Além de consolidar um perfil menos conservador em relação aos diretores do início da gestão Meirelles, a diretoria será formada somente por funcionários de carreira. Todos saíram dos quadros do BC, com exceção do diretor de Política Monetária, Aldo Mendes, que veio do Banco do Brasil.

Com a saída de Mesquita, substituído por Carlos Hamilton Vasconcelos, que estava na diretoria de Assuntos Internacionais, Meireles se torna o último membro do Comitê de Política Monetária (Copom) vindo do setor bancário.

Até mesmo o novo indicado para a área internacional, Luiz Awazu Pereira da Silva, é funcionário de carreira, do Banco Mundial. Também trabalhou nos ministérios da Fazenda e do Planejamento.


ZH Dinheiro

Gabrielli está em lista dos executivos mais respeitados

Presidente da Petrobras integra a lista pelo segundo ano consecutivo

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, é o único latino-americano citado na lista dos 30 executivos-chefes mais respeitados do mundo divulgada pela revista semanal Barron's, editada pelo The Wall Street Journal. Gabrielli aparece na listagem pelo segundo ano consecutivo.

De acordo com a publicação, foram escolhidos para integrar a lista executivos que souberam manter suas companhias longe da crise mundial e aproveitaram o momento para expandir negócios e fazer boas aquisições. A Barron's levou em conta a performance das ações das empresas durante a gestão dos líderes.


ZH Dinheiro

Ex-ministra passa feriadão em Porto Alegre

A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, que ontem se desincompatibilizou da função de ministra-chefe da Casa Civil para disputar a eleição de outubro, irá passar o feriado de Páscoa em Porto Alegre, na sua residência. Hoje ela descansa em Brasília e amanhã deverá desembarcar no Aeroporto Salgado Filho. A agora ex-ministra, que recentemente esteve na Capital para participar da comemoração dos 63 anos do petista Tarso Genro, pré-candidato ao Palácio Piratini, não terá compromissos públicos desta vez. A assessoria da presidenciável confirma que ela irá apenas permanecer na companhia de familiares na capital gaúcha.

Dilma retoma as atividades da pré-campanha em Brasília na segunda-feira, quando participará como convidada de honra da posse do novo presidente nacional do PR, Alfredo Nascimento, que também é ministro dos Transportes. Os petistas tratam a atividade como a oficialização do apoio do PR à candidatura de Dilma à Presidência.

Outro ministro que estará em Porto Alegre é Guido Mantega, da Fazenda, que participará de evento na Fiergs no dia 8 de abril para debater temas ligados à economia com empresários. Na ocasião, ele será acompanhado por Tarso.

Correio do Povo

Planalto nega encontro entre Lula e Meirelles

O Palácio do Planalto informou ontem que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, não manteve qualquer reunião com o presidente Lula na tarde de ontem. A presença de Meirelles, porém, foi confirmada no Centro Cultural do Banco do Brasil, onde, temporariamente, está a sede da Presidência.

Conforme o Palácio, Lula estava ocupado devido às agendas com o representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação para América Latina e Caribe, José Graziano da Silva e o senador Osmar Dias (PDT-PR). A justificativa para a visita do presidente do BC ao centro cultural era um encontro com o chefe de Gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, que também não estava no local. Na terça-feira, Meirelles havia pedido 24 horas para decidir se ficará no cargo.


Correio do Povo

Sarney passa bem após retirada de lesão no lábio

O presidente do Senado, José Sarney, do PMDB, submeteu-se a uma cirurgia no lábio superior, que durou duas horas, na noite de terça-feira, no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. O senador foi internado às 10h, e de acordo com comunicado divulgado pelo hospital, o senador, de 79 anos, foi submetido a um "procedimento cirúrgico de retirada de uma lesão (cisto) no lábio superior". O boletim médico informou ainda que Sarney passa bem e que ficará internado em apartamento comum. Segundo o hospital, não foi preciso retirar o bigode para a cirurgia.


Correio do Povo

Dilma se despede com ''até breve''

Dilma disse que a candidatura não é 'voo solo' e que não irá se 'desvencilhar' do governo Lula
Crédito: Evaristo SÁ / AFP / CP



O presidente Lula deu posse, ontem, em cerimônia no Palácio do Itamaraty, a dez ministros em substituição aos que deixam o governo para disputar as eleições de outubro - incluindo a ex-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência. No seu discurso, em nome dos colegas que deixam o Ministério, a ministra disse que não estava dizendo "adeus", mas "até breve". "Não vamos nos dispersar. Quem fez tanto sobre a sua liderança está pronto a fazer mais e melhor", disse ela.

Os secretários-executivos vão ocupar a maior parte das pastas. Na disputa por espaço político, os partidos conseguiram manter seus domínios. Em pelo menos uma situação, a troca obedeceu a critérios políticos, em vez de técnicos. O Ministério da Agricultura será ocupado pelo ex-deputado Wagner Rossi. O substituto do ministro das Comunicações, Hélio Costa, é José Artur Filardi Leite, ex-chefe de gabinete. O vice José Alencar, cotado para disputar uma vaga de senador, continuará no cargo. No ministério da Integração Nacional, no lugar de Geddel Vieira Lima, que vai disputar o governo da Bahia, assumiu o secretário-executivo João Santana.

As mulheres, que mantinham os ministérios Casa Civil e a Secretaria Especial de Políticas para Mulheres - com Nilcéia Freire - serão titulares em cinco pastas. No lugar de Dilma, assume Erenice Guerra. Na vaga de Patrus Ananias (Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome) assumiu Márcia Lopes. Izabella Teixeira é a nova titular do Meio Ambiente, substituindo Carlos Minc. No lugar de Edson dos Santos, ministro da Igualdade Racial, entrou Izabella Mônica Vieira Teixeira. No Ministério de Minas e Energia, Edison Lobão volta ao Senado e tentará a reeleição. Na Pasta, entrou Márcio Zimmermann.

No Ministério da Previdência Social, José Pimentel deixou a vaga para Carlos Eduardo Gabas. No lugar de Alfredo Nascimento (PR), que concorrerá ao governo do Amazonas, foi empossado Paulo Sérgio Passos, que já ocupou o cargo de abril de 2006 a março de 2007.

Na próxima segunda-feira, Lula deverá reunir-se com todos os novos ministros. A ordem - já expressa em alguns de seus discursos - é acelerar as obras em andamento, sobretudo as que fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Correio do Povo

Doenças crônicas atingem um em cada três brasileiros

Cerca de 59,5 milhões de pessoas possuem pelo menos uma dessas moléstias; 19% disseram ter três enfermidades


RIO - Doença de coluna ou costas, artrite ou reumatismo, câncer, diabete, bronquite crônica ou asma, hipertensão, doença do coração, insuficiência renal crônica, depressão, tuberculose, tendinite ou tenossinovite, cirrose. Quase um em cada três brasileiros ? 31,3% da população ou 59,5 milhões de pessoas ? declarou em 2008 ter pelo menos uma dessas enfermidades crônicas diagnosticada por um profissional de saúde, segundo a Pnad Saúde 2008. Em 2003, 29,9% dos brasileiros se declararam cronicamente doentes e em 1998, 31,6%.

Aproximadamente um em cada cinco cidadãos (19%) afirmou ter diagnósticos de pelo menos três dessas moléstias.

A multidão de quase 60 milhões de doentes crônicos, comparável à população da França (65,4 milhões em janeiro de 2010), contrasta com outro dado apontado pela pesquisa. Segundo o IBGE, em 2008, 77,3% dos brasileiros autodeclararam seu estado de saúde como bom ou muito bom; 18,9% como regular; e 3,8% como ruim ou muito ruim (o equivalente a 7,1 milhões de pessoas). A percepção da própria saúde como boa ou muito boa diminuía na medida em que subia a idade dos entrevistados. Até 19 anos eram 90%; para a faixa de 50 a 64, 56,1%, e com 65 anos ou mais, 42,4%.

Idosos. Entre idosos, o número de pessoas que declararam ter pelo menos uma doença crônica é maior que entre a população em geral, mas decrescentes ao longo dos estudos: 1998, 18,3%; 2003, 15%; e 2008, 14,8%. Nas três sondagens, a proporção dos que declararam ter doenças crônicas ficou em torno de 30%. Os números referem-se às séries harmonizadas, ou seja, adaptadas para serem comparáveis.

"O dado (das doenças crônicas) precisa ser relativizado porque é obtido a partir de uma entrevista. Não há avaliação médica ou clínica. É uma autorreferência", disse o ministro José Gomes Temporão. A declaração contradiz a explicação de técnicos do IBGE: os pesquisadores perguntavam se o entrevistado tinha diagnóstico de uma enfermidades da lista. O presidente do IBGE, Eduardo Nunes, porém, deu declaração igual à do ministro.

As doenças crônicas com maior incidência em 2008 foram hipertensão (14%), doença de coluna ou costas (13,5%) e reumatismo (5,7%). Do total da população, 3,6% tinham diabetes, porcentual que subia para 8,1% na população com 35 anos ou mais.

O registro de ao menos uma doença crônica sobe segundo a renda. No grupo que ganha até um quarto de salário mínimo, 14,05% afirmaram ter ao menos uma enfermidade crônica; de uma dois, 19,54%; e mais de cinco, 22,13%. Segundo os técnicos, isso ocorre porque, quanto maior o rendimento, mais chances a pessoa tem de frequentar os serviços de saúde.

Estadão

Nova explosão na Rússia deixa ao menos dois mortos

Bomba de fabricação caseira estava dentro de um veículo

Pelo menos duas pessoas morreram em uma nova explosão registrada no sul da Rússia nesta quinta-feira. Segundo o porta-voz da polícia regional, Vyacheslav Gasanov, a bomba de fabricação caseira estava em um carro, onde haviam três pessoas. Dois deles, suspeitos de serem ligados a grupos extremistas da Chechenia, morreram no local.

O terceiro homem que estava no veículo ficou ferido. O carro estava estacionado em uma rua do distrito de Khasavyurt, no Daguestão. O local é próximo à fronteira da Rússia com a Chechenia.

Desde o início da semana, atentados terroristas como este mataram mais de 50 pessoas na Rússia. Ontem, um líder separatista checheno assumiu a autoria de um dos ataques registrados ao metrô de Moscou, que resultou na morte de 39 pessoas.


Zero Hora

''Nem o céu é melhor que o Senado''

'No Senado se chega vivo', brincou Lula ontem
Crédito: ricardo stuckeert / pr / cp
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O presidente Lula iniciou seu discurso com bom humor na cerimônia de despedida dos ministros que deixaram seus cargos para concorrer às eleições deste ano. "Mais difícil do que se despedir de ministros que estão saindo porque querem, é demitir companheiros porque eles precisam sair", disse ele.

Na solenidade, o presidente se referiu à pré-candidata petista à presidência da República, Dilma Rousseff, como ex-ministra da Casa Civil. Lula disse ainda que alguns ministros seus vão disputar governos e outros vão voltar ao Parlamento. Em tom de brincadeira, afirmou que "nem o céu é melhor do que o Senado". "No céu, você tem que morrer para chegar, no Senado, você vai vivo", completou.

O presidente destacou que a sua relação com os ministros foi sempre de buscar o consenso. "Não usei com eles a palavra determinação ou ordem. Eu sempre peço. Nós buscamos um acordo, fazemos uma construção", explicou. Em seguida, Lula iniciou o agradecimento a cada ministro em particular.

Correio do Povo

Serra faz balanço do governo e fala em honra e caráter

Governador tucano fez discurso de campanha durante manifestação na sede do governo
Crédito: paulo liebert / ae / cp



Em seu discurso de prestação de contas do governo de São Paulo, o virtual candidato do PSDB, José Serra, colocou caráter e honra como pontos centrais no estilo de governar. "Os governos têm de ter honra. Aqui não se cultivam escândalos, malfeitos ou roubalheiras. Nunca incentivamos o silêncio da cumplicidade e da conivência com o malfeito", declarou Serra para uma plateia de 4,5 mil pessoas nos jardins do Palácio dos Bandeirantes. A carta de renúncia será entregue à Assembleia Legislativa amanhã. O vice-governador Alberto Goldman assume interinamente o Estado e toma posse no dia 6 em duas solenidades: na Assembleia e na sede do governo.

O governador paulista também procurou destacar realizações no campo social e chegou a classificar sua administração como popular. "Os governos têm de ter sensibilidade para compensar as desigualdades. Nosso governo é um governo popular", afirmou, destacando a geração de 1 milhão de empregos em sua administração.

O tucano reforçou a imagem de popular ao contar sobre sua visita ontem ao Rodoanel Mário Covas, quando encontrou trabalhadores da obra. "A emoção me dominou quando um operário me mostrou, orgulhoso, onde estava o nome dele em um monumento que eu mandei construir", disse. "Pensei comigo: valeu a pena." Serra agradeceu também pelo trabalho dos "funcionários públicos de verdade", que o ajudaram a governar.

Correio do Povo

Filardi toma posse e nega uso dos Correios no PNBL

O novo ministro das Comunicações, José Arthur Filardi, negou nesta quarta-feira, 31, a intenção da pasta de emplacar os Correios como gestor das redes públicas que compõe o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). A Telebrás é hoje a estatal mais cotada para o posto, mas o PMDB, partido que apoiou a nomeação de Filardi, simpatiza com a ideia de usar os Correios na empreitada.

"Isso saiu agora não sei por que", afirmou o ministro sobre a divulgação na imprensa de que a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) seria candidata a gerir o PNBL. "Não há a menor possibilidade. Não vi ninguém no ministério falando nisso e está fora de cogitação", assegurou. Membros do governo que trabalham na construção do plano admitem que os Correios foram cogitados no início do projeto, mas seu uso teria sido descartado no início dos estudos, pois a Telebrás seria mais "viável" para a tarefa.

A porta de entrada para que os Correios se cacifem para a gestão do plano está na medida provisória que o governo pretende editar em breve modernizando a estatal e permitindo que ela preste serviços por meio digital. Conforme apurou e publicou este noticiário na última sexta, 25, o PMDB trabalhou nos bastidores para trazer o PNBL para o escopo de ação dos Correios.

O novo ministro citou a iniciativa em seu discurso de posse, elogiando a medida. "Vale lembrar ainda o projeto de modernização dos Correios, que irá transformá-lo em uma moderna empresa de logística, capaz de competir em pé de igualdade com qualquer outra do ramo em qualquer parte do mundo", afirmou. A ideia do governo é transformar a ECT em uma sociedade anônima de capital fechado, a Correios do Brasil S/A.

Continuidade

Seguindo a linha indicada pela Presidência da República nas mudanças ministeriais, Filardi fez um discurso pautado na continuidade da gestão de seu antecessor, Hélio Costa. O novo ministro elogiou as ações adotadas nos últimos quatro anos que, segundo ele, "proporcionaram ao povo brasileiro condições reais de inclusão na era digital das comunicações".

"A nossa disposição, ao assumir o Ministério das Comunicações, é a de manter o desenvolvimento desta política tão necessária em nossos dias, que abre horizontes inesgotáveis, principalmente para os jovens, e lutar para aprofundá-la ainda mais no caminho seguro do progresso com cidadania e justiça social", afirmou. A proposta de continuidade nos ministérios foi ressaltada pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cerimônia que selou a troca ministerial. Em seu discurso, Lula alertou que "não estamos na época de pensar em novos programas", já que restam apenas nove meses de mandato para o governo.

Filardi pontuou os avanços obtidos nos projetos Gesac, Telecentros e Banda Larga nas Escolas, que ampliaram o número de brasileiros com conexão à Internet. Mas o destaque foi para o grande programa das Comunicações: a TV digital. O ministro disse que procurará estar à altura do "dinamismo visionário de Hélio Costa" nos avanços obtidos na expansão do padrão nipo-brasileiro de TV digital. E que o sistema utilizado no Brasil "caminha a passos largos para se tornar padrão sul-americano em tecnologia de TV digital".

Rádio digital

O ministro comentou ainda edição da portaria instituindo o Sistema Brasileiro de Rádio Digital (SBRD), publicada hoje no Diário Oficial da União. O documento não finaliza a escolha do padrão que deverá ser adotado no País, mas estabelece 14 diretrizes que deverão ser seguidas na implementação da rádio digital. Filardi disse não ter uma preferência por um padrão específico, mas que a portaria norteará a escolha final do sistema. "Até hoje não se conseguiu dizer exatamente o padrão a ser seguido, mas podem ter certeza que as diretrizes foram hoje iniciadas nessa portaria", afirmou o novo ministro à Agência Brasil.

Filardi também falou sobre a rádio Sucesso FM, pertencente à sua mulher, Patrícia Leite. Para o novo ministro, não há qualquer impedimento legal de que sua esposa continue sócia da rádio e, se a Comissão de Ética da Presidência da República questionar o assunto, "ai estudaremos o que fazer". Patrícia Leite entrou como sócia da rádio no lugar de Hélio Costa em 2006, quando este já era ministro das Comunicações. Costa transferiu sua parte na rádio por ordem da Comissão de Ética, que constatou um provável conflito de interesses no fato de o ministro deter uma rádio.

Tela Viva

Discursos de despedida de Dilma e Serra antecipam o tom da campanha eleitoral de 2010

Dilma deixou a chefia da Casa Civil e Serra renunciou ao cargo de governador de São Paulo

Durante o dia de hoje, dois dos principais protagonistas da campanha eleitoral para a presidência da República oficializaram o início do trabalho para o pleito. Dilma Rousseff (PT), que ocupava a chefia da Casa Civil do presidente Lula deixou o cargo para se preparar para a campanha. Do lado tucano, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), renunciou ao cargo para iniciar a sua preparação.

Pela manhã, em uma cerimônia realizada em Brasília, Dilma deixou o cargo oficialmente. A lado de Lula a ministra chorou e destacou a “alegria triste” em ter que deixar o governo.

— Não somos aqueles que estão dizendo 'adeus', somos aqueles que estão dizendo 'até breve'. Sob a sua inspiração de quem fez tanto, estamos prontos para fazer mais e melhor—, disse Dilma em alusão a Lula.

Dilma afirmou em outras conversas ao longo do dia que não tem medo da disputa eleitoral, e afirmou que a corrida ao Planalto será um desafio muito mais fácil do que foi enfrentar a ditadura militar. Antes disso, em seu discurso de despedida, alfinetou os opositores.

— Não importa perguntar porque alguns não têm orgulho dos governos de que participaram. Eles devem ter seus motivos. Mas nós temos patrimônio, fizemos parte da era Lula. Vamos carregar essa história e levá-la para os nossos netos.

Em seu discurso, Lula afirmou que a saída de Dilma seria um prejuízo momentâneo para o Brasil, mas que ela era necessária para que a ex-ministra fosse "mais do que chefe da Casa Civil".

— A esperança é a motivação da sua saída —, disse Lula.

À tarde, foi a vez de José Serra fazer seu último discurso como governador de São Paulo. Embora não tenha mencionado os nomes de Lula e de Dilma, o tucano foi crítico ao se referir aos petistas.

— Já fui governo e já fui oposição, mas de um lado ou de outro, nunca me dei à frivolidade das bravatas —, disse Serra.

O candidato afirmou aos cerca de cinco mil presentes que está pronto para assumir o papel de candidato do PSDB à presidência.

— Por tudo que fizemos, sinto ganhar bastante força para esta etapa seguinte que nos espera. Vou ingressar nesta etapa com muita disposição, muita força, muita confiança, muita sinceridade e muito trabalho — afirmou.

Serra destacou como um dos pontos fortes de sua gestão à frente do Palácio dos Bandeirantes a austeridade das contas públicas e criticou novamente o governo do PT.

— Eu estou convencido que o governo, como as pessoas, tem que ter honra. E assim falo não apenas porque aqui não se cultiva escândalos, malfeitos, roubalheira, mas também porque nunca incentivamos o silêncio da cumplicidade e da conivência com o mal feito —, afirmou.



Zero Hora

A força centrífuga do crime

A violência está crescendo nas cidades do Interior e arrefecendo nas capitais brasileiras e adjacências. Essa é uma realidade demonstrada em relação aos homicídios no estudo intitulado "Mapa da Violência 2010 - Anatomia dos homicídios no Brasil", divulgado na terça-feira, em São Paulo. Segundo o levantamento, nas capitais a taxa de homicídio recuou 19,8% entre os anos de 1997 e 2007. Já no Interior, a taxa teve aumento de 37,1%. Em 1997, a cada 100 mil habitantes, 45,7 pessoas morriam nas capitais. No Interior, o montante era de 13,5 mortes. Uma década após, os óbitos nas capitais totalizaram 36,6 a cada 100 mil habitantes. Nesse ínterim, no Interior, foi a 18,5.

De acordo com Julio Jacobo Waiselfisz, do Instituto Sangari, autor do relatório, são causas para essas mudanças a descentralização industrial, que gerou novos polos econômicos, atraindo contingentes populacionais. Com eles, vieram problemas típicos dos grandes centros urbanos, como a violência. Também um maior policiamento nas metrópoles, com a criação da Força Nacional de Segurança, por exemplo, fez com que os delinquentes migrassem para cidades com menor policiamento. Contribuiu igualmente a melhoria das estatísticas relacionadas aos delitos em municípios interioranos para espelhar a realidade nacional com maior fidelidade.

Para nós, que vivemos nos três estados da região Sul, esse cenário detectado pela pesquisa já faz parte de um cotidiano preocupante. Não apenas os homicídios parecem estar reforçando números em comunidades até então mais pacatas, mas também os delitos contra o patrimônio público. Seguidamente temos notícias de quadrilhas que assaltam bancos e estabelecimentos comerciais em pequenas cidades, dominando as forças policiais e tornando a população local refém de suas investidas. Homicídios e latrocínios se tornaram banais por parte de bandidos perigosos.

A segurança pública precisa de mais investimentos, recursos humanos e técnicos, inteligência e integração policial, com equipamentos de última geração e treinamento constante. Os contribuintes esperam proteção independentemente do lugar onde morem. Cabe ao poder público e aos legisladores garantir os meios para que as polícias possam atuar com vigor contra o crime, esteja ele onde estiver, tanto nas capitais como no Interior.

Editorial do Correio do Povo, edição de 1º de abril de 2010.

Livres para buscar a Presidência

Dilma recebe abraço da sua substituta e faz elogios ao ‘líder brasileiro Lula’
Crédito: SÉRGIO LIMA / FOLHAPRESS / CP


A corrida presidencial começou de fato ontem com a saída de seus cargos dos dois principais candidatos: a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do governador de São Paulo, José Serra. A despedida de Dilma teve cerimônia solene e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou o nome da futura candidata do PT à Presidência 17 vezes. No seu discurso, Dilma exaltou Lula ao afirmar que o presidente é "o mais brasileiro dos líderes da história do país". Ela disse que "o governo do senhor é um momento importante, de ápice, de vitória". Ela citou as lutas contra a ditadura e por redemocratização, direitos, igualdade, justiça e liberdade. Em São Paulo, no seu discurso de despedida do governo, José Serra (PSDB) afirmou que "governo, como as pessoas, tem que ter alma. A nossa alma, a alma deste governo é a vontade de melhorar a vida das pessoas, para que todos tenham oportunidade de progredir".

Correio do Povo

Reajuste do magistério é aprovado no Rio Grande do Sul

O governo do Estado conseguiu aprovar ontem o reajuste de 6,08% proposto pelo Executivo para o quadro do magistério e dos servidores de escola. A aprovação do projeto ocorreu depois de um dia inteiro de negociações e somente após surgir proposta conciliadora do líder do governo, Adilson Troca (PSDB), que apresentou emenda antecipando o pagamento da segunda parcela do reajuste. Desta forma, o Executivo pagará 4% em setembro e antecipará os 2% restantes - previstos inicialmente para março de 2011 - para dezembro de 2010.

O polêmico projeto que fixava a remuneração mínima dos professores, que cumprem 40 horas semanais, em R$ 1,5 mil, não obteve acordo das bancadas oposicionistas e acabou sendo retirado de pauta, não indo para a votação.

Correio do Povo

Nível de ocupação cresce, mas rendimento diminui

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre teve leve queda em fevereiro, em comparação ao mês de janeiro, segundo dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada ontem. Na região, 9,6% da população economicamente ativa (PEA), que reúne ocupados e desempregados, estava sem trabalho.

Movimento oposto ao verificado pelo instituto no conjunto das seis regiões metropolitanas brasileiras pesquisadas (Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal), cuja taxa agregada de desemprego subiu de 12,6% para 13% no mesmo período.

Na Região Metropolitana de Porto Alegre, a taxa é a menor verificada nos meses de fevereiro desde 1996. Comparando com janeiro, há 1 mil desempregados a menos: 194 mil pessoas procuraram trabalho no mês passado, de acordo com o Dieese. Apenas a construção civil teve retração durante o período, fechando 3 mil postos de trabalho em fevereiro. O setor de serviços teve o maior registro de ocupações em fevereiro – 7 mil. Os rendimentos, porém, caíram 2,8% para os assalariados, que fecharam o mês com uma média de R$ 1.220.

A razão para que, na média das regiões metropolitanas, o desemprego tenha aumentado é o aquecimento da economia. Isso porque um dos componentes do índice é o número de pessoas procurando trabalho. Com o bom momento econômico, mais gente vai ao mercado tentar oportunidades, explica Alexandre Loloian, coordenador pela Fundação Seade da Pesquisa de Emprego e Desemprego.

Zero Hora

Corte Penal Internacional - História virtual

Corte Penal Internacional
Cour Pénale Internationale (Francês)

Membros (a partir de outubro 2009), laranja denota estados membros, quando é assinado mas não ratificado
Lugar The Hague, Holanda
52.068333° 4.353611′ região:NL_type:landmark {{{4}}}° 00′ {{{6}}}
Línguas Inglês e Francês
Membros 110 estados
Líderes
- Presidente Sang-Hyun Song
- Primeiro
Vice-Presidente
Fatoumata Dembélé Diarra
- Segundo
Vice-Presidente
Hans-Peter Kaul
- Juízes Elizabeth Odio Benito
Akua Kuenyehia
Erkki Kourula
Anita Ušacka
Adrian Fulford
Sylvia Steiner
Ekaterina Trendafilova
Daniel David Ntanda Nsereko
Bruno Cotte
Joyce Aluoch
Sanji Mmasenono Monageng
Christine Van Den Wyngaert
Cuno Tarfusser
René Blattmann
- Procurador Luis Moreno-Ocampo
Estabelecimento
- Estatuto de Roma adotado 17 de julho 1998
- Entrou em vigor 1 de julho 2002
Website
http://www.icc-cpi.int

O Tribunal Penal Internacional (TPI) ou Corte Penal Internacional (CPI) é o primeiro tribunal penal internacional permanente. Foi estabelecido em 2002 em Haia, cidade nos Países Baixos, onde inclusive fica a sede do Tribunal, conforme estabelece o artigo 3º do Estatuto de Roma, documento aprovado no Brasil pelo Decreto Nº 4.388 de 25 de setembro de 2002.

Índice

[esconder]

[editar] Objetivo

O objetivo da CPI é promover o Direito internacional, e seu mandato é de julgar os indivíduos e não os Estados (tarefa do Tribunal Internacional de Justiça). Ela é competente somente para os crimes mais graves cometidos por indivíduos: (genocídios, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e talvez os crimes de agressão quando estes tiverem sido definidos), tais que definidos por diversos acordos internacionais, principalmente o estatuto de Roma.

O nascimento de uma jurisdição permanente universal é um grande passo em direção da universalidade dos Direitos humanos e do respeito do direito internacional.

Nota: não confundir a Corte penal internacional com o Tribunal Internacional de Justiça, também com sede na Haia.

[editar] Atuação

Segundo Resolução XXVIII da ONU (Princípios da Cooperação Internacional na Identificação, Detenção, Extradição e Punição dos Culpados por Crimes contra a Humanidade), adotada em 1973, todos os Estados devem colaborar para processar os responsáveis por esses crimes. Mas a organização estabelece dois tribunais internacionais temporários, ambos na década de 90, por avaliar que a jurisdição doméstica se mostrou falha ou omissa no cumprimento da justiça. Um deles é criado em 1993, na Haia, nos Países Baixos, para julgar os culpados pelos crimes praticados durante a guerra civil na ex-Iugoslávia (1991-1995). É a primeira corte internacional desde os tribunais de Nuremberga e Tóquio, instituídos pelos aliados para punir os crimes cometidos por alemães e japoneses na Segunda Guerra Mundial. O tribunal só inicia seus trabalhos em maio de 1996 e, até o fim de 1997, indicia setenta e oito suspeitos (cinquenta e sete sérvios, dezoito croatas e três árabes) e condena dois deles – o croata-bósnio Drazen Erdemovic, sentenciado a dez anos de prisão em novembro de 1996, e o sérvio-bósnio Dusan Tadic, a vinte anos em julho de 1997. O líder nacionalista sérvio-bósnio Radovan Karadzic estava foragido desde a decretação de sua prisão, em julho de 1996, mais foi preso em julho de 2008.

Outro tribunal internacional é estabelecido em Arusha, na Tanzânia, e está encarregado de julgar os responsáveis pelo genocídio de mais de um milhão de pessoas ocorrido em Ruanda em 1994. Desde a primeira sessão, em setembro de 1996, até setembro de 1998, o tribunal indiciou trinta e cinco suspeitos e condenou à prisão perpétua o ex-primeiro-ministro ruandês Jean Kanbanda – o que é considerado insuficiente pelas organizações de defesa dos direitos humanos. Por outro lado, as cortes nacionais do governo instalado em Ruanda após a guerra civil já haviam condenado cento e vinte e duas pessoas à morte até o fim de 1997. As primeiras vinte e duas execuções, assistidas por cerca de trinta mil pessoas, ocorrem em abril de 1998, na capital ruandesa, Kigali, apesar da reprovação internacional.

Em julho de 1998, representantes de cento e vinte países reunidos em uma conferência em Roma aprovaram o projeto de criação de um Tribunal Penal Internacional Permanente, também com sede na Haia, nos Países Baixos.

A corte tem competência para julgar os responsáveis por crimes de guerra, genocídios e crimes contra a humanidade quando os tribunais nacionais não puderem ou não quiserem processar os criminosos. Sete nações votaram contra o projeto (EUA, China, Israel, Iêmen, Iraque, Líbia e Quatar) e outras vinte e uma se abstiveram. Os EUA justificam seu veto por não concordarem com a independência do tribunal em relação ao Conselho de Segurança da ONU – ainda que essa autonomia não seja total. Pelo documento aprovado, o Conselho de Segurança poderá bloquear uma investigação se houver consenso entre seus membros permanentes. O governo estadunidense também teme que seus soldados envolvidos em guerras como as do Afeganistão e Iraque venham a ser julgados pelo tribunal.

[editar] Lista de Estados membros do tratado

Mapa com os Estados membros da CPI em outubro de 2008

Em outubro de 2008, os seguintes 108 países haviam ratificado ou acedido ao estatuto de países membros da CPI: [1]

Além dos Estados acima, há 41 outros Estados que assinaram mas ainda não ratificaram o tratado. Como assinar um tratado não tem efeito legal sem a ratificação, esses Estados não fazem parte do tratado, a menos que o ratifiquem.

Algumas pessoas afirmam que não é possível para um Estado retirar sua assinatura de tal tratado, mas como o efeito legal de um tratado segue sua ratificação, e não sua assinatura, há pouca diferença entre retirar-se de um tratado e afirmar que não se tem a intenção de ratificá-lo.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas