1.12.10

RS, estado de menor crescimento

População do Brasil cresceu 12,33% no período de dez anos, contra 4,98% da gaúcha. O motivo: a taxa de fecundidade caiu

Ademir Koucher explicou números
Crédito: VINÍCIUS RORATTO


O Rio Grande do Sul é o estado brasileiro com menor crescimento populacional nos últimos dez anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A população gaúcha passou de 10.187.798 em 2000 para 10.695.532 em 2010 - um acréscimo de 4,98%. No mesmo período, o Brasil cresceu 12,33%. Os dados populacionais foram divulgados ontem pelo IBGE.

Segundo o coordenador regional de divulgação do Censo 2010, Ademir Koucher, o crescimento populacional abaixo do esperado está relacionado à redução da taxa de fecundidade. O número de nascimentos no Estado caiu de 17,6 a cada mil pessoas, em 1999, para 11,6. A população gaúcha cresceu 0,5% no último ano, enquanto a previsão inicial era de que crescesse 0,8%.

O índice de domicílios fechados no Rio Grande do Sul, em que os moradores não foram encontrados para responder à pesquisa, corresponde a 0,46% do total (19,7 mil). O número ficou dentro do esperado pelo instituto. "É cada vez mais difícil encontrar as pessoas em casa", afirmou Koucher.

Por isso, a população total foi estimada por um método que consiste em atribuir a cada um desses domicílios o número de moradores de outro domicílio que inicialmente havia sido considerado fechado e depois recenseado. As demais informações que integram o Censo 2010 serão analisadas durante os próximos meses e divulgadas em abril do próximo ano.

"Esperamos que sirva para contribuir com políticas públicas e investimentos privados, mostrando a realidade da população", afirmou o chefe da unidade estadual do IBGE, José Renato Braga de Almeida. Em todo o Estado, 14.980 pessoas trabalharam no Censo 2010. Desse total, 12.540 são recenseadores.

Porto Alegre, com 1,4 milhão de pessoas, continua sendo o município gaúcho com maior número de habitantes e um dos dez maiores do país. No ranking dos dez municípios mais populosos do Estado, Gravataí e Viamão ultrapassaram Novo Hamburgo, que caiu da 6 para a 8 posição.

No Rio Grande do Sul, 85,1% da população vive em áreas urbanas, índice próximo ao registrado no Brasil (84,3%). Chuvisca, na região Centro-Sul, é a exceção à regra, com 94,5% da população residente em área rural.

O número de habitantes por domicílio no Rio Grande do Sul caiu de 3,35 para 2,97. "Essa queda vinha se desenvolvendo desde os anos 1970, quando havia mais de cinco pessoas por moradia", explicou Koucher.

Os dez mais populosos

1º - Porto Alegre: 1.409.939
2º - Caxias do Sul: 435.482
3º - Pelotas: 327.778
4º - Canoas: 324.025
5º - Santa Maria: 261.027
6º - Gravataí: 255.762
7º - Viamão: 239.234
8º - Novo Hamburgo: 239.051
9º - São Leopoldo: 214.210
10º - Rio Grande: 197.253

Os dez menos populosos

1º - André da Rocha: 1.216
2° - União da Serra: 1.487
3º - Coqueiro Baixo: 1.528
4º - Engenho Velho: 1.530
5º - Montauri: 1.542
6º - Vista Alegre do Prata: 1.569
7º - Tupanci do Sul: 1.574
8º - Guabiju: 1.598
9º - Lagoa dos Três Cantos: 1.598
10º - Carlos Gomes: 1.607

Correio do Povo

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