Escândalos tiraram reduto eleitoral de partido de oposição a Lula
| |
| |
Em uma disputa marcada por troca de acusações e uma guerra jurídica, o neopetista Agnelo Queiroz foi eleito governador do Distrito Federal (DF). O ex-comunista, filiado ao PT há dois anos, impôs uma derrota histórica ao clã Roriz. O triunfo de Agnelo marca o retorno do PT ao Palácio do Buriti, sede do governo local, após Cristovam Buarque (hoje no PDT) cumprir o mandato, em 1998.
O ex-ministro do Esporte despontou na corrida distrital, desbancando nomes tradicionais do partido e costurando uma aliança com o PMDB, rival histórico no tabuleiro político brasiliense. Desde a realização de eleições para governador no DF, em 1990, esta é a primeira vez que o sobrenome Roriz sai derrotado das urnas.
O tucano Marconi Ferreira Perillo Júnior volta ao comando do estado de Goiás pela terceira vez. Ele venceu Íris Rezende (PMDB), que tinha o apoio do governo Lula. "Nesta campanha enfrentamos a máquina do governo federal, a máquina do governo estadual, e as mais importantes prefeituras de Goiás e o poder econômico", disse Perillo.
O candidato do PSB, Ricardo Coutinho, foi eleito o novo governador da Paraíba após enfrentar uma das disputas mais acirradas do segundo turno, derrotando o atual governador, José Maranhão (PMDB), que tinha o apoio do presidente Lula. O resultado da eleição na Paraíba confirma a força política do ex-governador cassado Cássio Cunha Lima (PSDB), que mostrou ser um cabo eleitoral mais poderoso que Lula na Paraíba. Embora o PMDB e o PSB fossem aliados de Dilma Rousseff (PT) no plano nacional, Lula gravou pedido de votos no horário eleitoral apenas para José Maranhão, ao argumento de que o vice dele era do PT. Coutinho coligou-se com o PSDB de José Serra, que indicou seu vice.
Correio do Povo
0 comentários:
Postar um comentário