Rafael Correa disse que um policial morreu na operação para resgatá-lo após cerco de rebeldes
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Correa esteve cercado em um hospital para onde foi levado após ser agredido em um quartel por agentes que protestavam contra a lei que reduziu seus salários, na manhã desta quinta-feira. Os manifestantes, policiais e militares, gritavam palavras de ordem contra o governo diante do Hospital da Polícia, no norte de Quito, enquanto alguns rebelados tentavam entrar no quarto de Correa.
Em entrevista por telefone à TV Nacional, Correa afirmou que "só morto" negociaria com os policiais enquanto fosse mantida a rebelião. Nos arredores do hospital houve grande confusão, com bombas de gás lacrimogêneo explodindo e policiais circulando em carros e motocicletas, enquanto alguns funcionários tentam montar uma operação para retirar o presidente do local e levá-lo ao Palácio de Carondelet, sede do Executivo.
Enquanto isso, as instalações da TV estatal do Equador foram atacadas e ocupadas, no momento em que emitiam informações sobre a revolta de policiais e militares. Dezenas de pessoas destruíram as portas de vidro do prédio da ECTV e entraram na sala do noticiário, após a divulgação da entrevista na qual o presidente Rafael Correa denunciou uma tentativa de golpe da oposição para derrubá-lo.
O sinal da ECTV foi interrompido sem prévia comunicação, mas o governo continua operando a Gama TV, outro canal estatal, cujo sinal é retransmitido pelas demais emissoras de televisão do país por determinação do Executivo. A ECTV já havia informado que poderia sair do ar porque policiais rebelados se aproximavam do local onde estão as antenas de transmissão das estações de rádio e TV, em uma montanha que domina Quito.
AFP e Correio do Povo
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