Útimo dia da campanha no RS foi marcada por disputa de liminares entre os candidatos
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A coligação Confirma Rio Grande, encabeçada pela candidata à reeleição Yeda Crusius, do PSDB, voltou a invadir o espaço da propaganda eleitoral de TV destinado aos candidatos a deputado e repetiu na íntegra, na noite desta quinta-feira, um vídeo cortado, na quarta, pela Justiça Eleitoral, em que a candidata tucana encerrava a campanha e fazia um último pedido ao eleitorado para mantê-la no cargo. Porém, a coordenação da campanha da tucana negou que a invasão desta quinta tenha sido proposital e alegou que a produtora responsável pelos VTs de campanha mandou a fita errada.
Yeda pode, agora, ser punida com multa variando de R$ 5 mil a R$ 20 mil caso algum partido adversário ou o próprio Ministério Público Eleitoral encaminhem denúncia, nesta sexta. Outra hipótese é de que a candidata responda por crime de desobediência.
Horas antes de o vídeo ser veiculado, o PSDB entrou com um recurso contestando a decisão de ontem e pedindo de volta o tempo cortado. Yeda perdeu, ao todo, dois minutos e 26 segundos em uma liminar que, segundo o PSDB, foi anunciada uma hora antes de o programa entrar no ar, sem dar tempo à coligação para se defender ou editar o vídeo. Yeda pede a devolução do tempo cortado em uma espécie de rede estadual de TV, ainda nesta sexta-feira. O pedido, porém, só vai ser analisado depois que o Ministério Público Eleitoral emitir um parecer.
Em nota oficial, os tucanos ainda alegaram "perseguição política". Punida a pedido da coligação Juntos pelo Rio Grande, de José Fogaça, Yeda sustenta que tanto o peemedebista quanto Tarso Genro, da coligação Unidade Popular pelo Rio Grande, já haviam invadido o tempo dos deputados, sem ter recebido a mesma punição.
Como na tarde de hoje os dois repetiram a infração, o PSDB decidiu entrar, ainda, com um segundo recurso, pedindo punição semelhante à que foi aplicada, ontem, à tucana. Cada caso foi julgado por um desembargador diferente. Fogaça acabou inocentado, e Tarso, punido.
Um equívoco da defesa do PSDB, contudo, permitiu ao petista reprisar quase que na íntegra o programa já veiculado. O PSDB questionou, apenas, a entrada de Tarso pedindo voto para os candidatos a deputado pelo PT. A coligação, com isso, editou o programa e manteve o candidato no vídeo defendendo, apenas, o voto para os candidatos do PSB e do PCdoB, na teoria, respeitando a decisão liminar.
Fogaça também foi alvo de liminar
Em uma outra decisão do TRE, que acatou um pedido da coligação de Tarso, os partidos de José Fogaça foram proibidos de repetir, na noite desta quinta, o trecho em que o senador Pedro Simon pediu votos, à tarde, para o candidato da majoritária no programa destinado aos candidatos a deputado.
Rádio Guaíba e Correio do Povo
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