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EUA encerram combates no Iraque e buscam recuperação econômica

Obama anunciou no twitter e em pronunciamento a retirada das tropas do país

Obama fez pronunciamento em rede nacional nesta noite
Crédito: Nicholas Kamm / AFP / CP

Após sete anos, terminam as operações de combate no Iraque. O presidente norte-americano Barack Obama declarou nesta terça-feira, em discurso à nação, o fim da missão de combate das tropas norte-americanas no país, destacando que seu governo vai se concentrar agora em recuperar a economia dos Estados Unidos. A retirada total das tropas deve ocorrer até o final de 2011.

Em seu segundo discurso em horário nobre, proferido do Salão Oval da Casa Branca, Obama falou de sua "reverência" pela bravura e pelos sacrifícios feitos pelas tropas do em uma das "guerras mais longas" dos Estados Unidos da América, e disse que é tempo de sanar as divisões domésticas depois de mais de sete anos de conflito.

"Esta noite, eu anuncio que a missão de combate norte-americana no Iraque chegou ao fim", disse Obama, sentado no mesmo lugar de onde seu antecessor, George W. Bush, anunciou o início da invasão ao Iraque, em 2003.

"A operação Liberdade no Iraque está concluída, e o povo iraquiano agora assume a responsabilidade pela segurança de seu país", concluiu o presidente em seu discurso de 18 minutos. "Nós enviamos nossos homens e mulheres para enormes sacrifícios no Iraque e gastamos vastos recursos no exterior em um período de orçamentos apertados em casa."

Obama afirmou que os Estados Unidos "arcaram com suas responsabilidades" no Iraque e pagaram um "preço alto" para controlar a violência e deixar o futuro do país nas mãos de seu povo: "Concluir a guerra não é apenas do interesse do Iraque, mas também do nosso interesse. Os Estados Unidos pagaram um preço alto para colocar o futuro do Iraque nas mãos de seu povo."

"Nesse memorável capítulo da história dos Estados Unidos e do Iraque, nós arcamos com nossas responsabilidades. Agora, é hora de virar a página", afirmou Obama. "Nós fechamos ou transferimos centenas de bases aos iraquianos. E retiramos milhões de equipamentos de lá", afirmou

Mais de 4,4 mil soldados norte-americanos foram mortos no Iraque e mais de 34 mil ficaram feridos na guerra desde a invasão de março de 2003, que tinha como objetivo destituir o ditador Saddam Hussein do poder. A operação militar que custou centenas de bilhões de dólares.

Menos de 50 mil soldados norte-americanos permanecem no Iraque, sendo que 100 mil deixaram o país, invadido em 2003 pelo ex-presidente George W. Bush, para capturar um arsenal de armas de destruição em massa que jamais foi encontrado. O presidente destacou que os líderes do Iraque devem formar rapidamente um novo governo: "esta noite, encorajo os responsáveis iraquianos a avançar com urgência para formar um governo que seja representativo de todos os iraquianos".

"Quando o governo estiver formado, não haverá dúvidas, os iraquianos terão um parceiro forte: os Estados Unidos", acrescentou. "Nossa missão de combate chegou ao fim, mas não nosso compromisso com o futuro do Iraque".

Obama destacou que a partir de agora "nossa tarefa mais urgente é restabelecer a economia e por para trabalhar milhões de americanos que perderam seus empregos. Nos próximos dias, esta deve ser nossa missão central como povo, e minha responsabilidade central como presidente."

No mesmo discurso, Obama revelou que o ritmo da retirada das tropas no Afeganistão será determinado pelas condições no terreno. Obama destacou que em julho de 2011 as forças norte-americanas que combatem a insurgência talibã no Afeganistão começarão "uma transição para a responsabilidade afegã".

Mas, em meio à crescente insurgência no Afeganistão, Obama advertiu que "o ritmo das nossas reduções de tropas será determinado pelas condições no terreno", mas garantiu que o apoio ao Afeganistão continua: "Mas não se enganem: esta transição começará porque a guerra aberta não serve nem aos nossos interesses, nem aos do povo afegão."

AFP e Correio do Povo

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