1.8.10

Plínio apela por debate de soluções na campanha

'O homem não é burro de carga do capitalismo', diz o socialista
Crédito: Fabiano do Amaral
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Descontente com os frequentes bate-bocas que estão marcando a sucessão presidencial, o candidato do PSol ao Palácio do Planalto, Plínio de Arruda Sampaio, apelou pela priorização do debate de "soluções para os problemas do Brasil" na sexta-feira à noite, em visita ao Mercado Público, em Porto Alegre. A atividade integrou uma agenda de quatro dias de Plínio no Estado, que se estendeu de quarta-feira a sábado, incluindo passagens por Santa Maria, Pelotas, Rio Grande, São Leopoldo e Novo Hamburgo.

"Eles não querem debater as questões importantes do país. Isso ocorre porque eles não têm soluções reais, apenas paliativos. Acabam partindo para o ataque pessoal e a baixaria", lamentou Plínio, referindo-se principalmente às candidaturas de José Serra (PSDB) e de Dilma Rousseff (PT).

Acompanhado pelo postulante do PSol ao Palácio Piratini, Pedro Ruas, pelo presidente da legenda no Estado, Roberto Robaina, e pela deputada federal Luciana Genro, o socialista listou a reforma agrária, a redução da jornada de trabalho, a estatização da educação e a ampliação dos serviços de saúde pública como elementos fundamentais do seu plano de governo.

"As propriedades com mais de mil hectares devem ser passíveis de desapropriação. Os camponeses também precisam de terra para trabalhar. Muitos setores sociais estão apoiando essa proposta", disse Plínio, que promete indenização aos donos de terras que forem desapropriadas.

Para atender a população urbana, a intenção do candidato do PSol é reduzir a jornada de trabalho no país. A quantidade de horas semanais que seriam abatidas da atual carga dependeria de novas análises da situação do mercado de trabalho brasileiro. O partido sustenta o conceito de que esta medida empregaria mais pessoas e aumentaria a produção. "A nossa motivação para a redução da carga horária é social. O homem não é burro de carga do capitalismo. Ele precisa de tempo para viver, cuidar da família, ler um livro e ver um filme", afirmou o candidato socialista.

Correio do Povo

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