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O petista Flávio Koutzii, coordenador da campanha de Tarso Genro (PT) ao Piratini, propõe uma avaliação mais aprofundada da política para compreender os fenômenos de infidelidade partidária. Para ele, dependendo do contexto, as dissidências podem apresentar aspectos positivos. "Não é só a infidelidade, mas as escolhas de cada governo. Nós temos um enorme desgaste da política, mas, por outro lado, o país passou por progressos notáveis no governo Lula. São oito anos de gestão com resultados positivos tensionando o tecido dos partidos", declarou. Baseado nessa tese, Koutzii diz que o tema da fidelidade também é movido pela moral e não somente por interesses pessoais. "Em determinados casos, pode ser virtude. Nem tudo é pecado. O Alceu Collares, por razões políticas e morais, acredita que a eleição da Dilma Rousseff e do Tarso representa um caminho melhor para o Brasil", afirmou Koutzii.
Ele refuta, com a formulação deste pensamento, a argumentação de que o ex-governador pedetista se tornou a dissidência mais comentada deste pleito, já que ele se nega a apoiar a aliança do seu partido com José Fogaça (PMDB), por ter um cargo no Conselho de Administração de Itaipu Binacional. "São exemplos em que prevalecem as condutas morais", acrescentou.
Correio do Povo
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