A liberação do uso da Internet nas campanhas eleitorais, o fenômeno das redes sociais e a bem-sucedida experiência da última eleição norte-americana fizeram surgir na rede um novo produto: a criação de sites políticos a jato. Os preços variam de R$ 250,00 a R$ 1,5 mil e são entregues ao candidato em até 24 horas. No entanto, a três meses da eleição, empresários do ramo têm as expectativas frustradas. O "E-candidato", site que começou a oferecer este tipo de serviço no ano de 2002, tem expectativa de vender 300 sites até a eleição, mas, até agora, só foram fechados 20 contratos.
Para ter um site feito pela empresa, o candidato precisa desembolsar R$ 1,5 mil, porém pode parcelar o valor em 12 vezes no cartão de crédito. "A campanha de Barack Obama realmente foi um fenômeno e usamos como argumento. No entanto, ainda assim, os candidatos ainda não depositaram fé na força da Internet. Ainda preferem gastar milhões com a TV", avalia Ricardo Barreto, sócio da empresa, que tem entre os clientes o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire.
"Como parlamentar, já utilizava muito a mídia eletrônica, a troca de e-mails com o eleitor. Hoje, não tem forma de comunicação que possa superar na sociedade via Internet, e isso se reflete também na campanha eleitoral", afirma Freire, que é candidato a deputado federal pelo estado de São Paulo.
Correio do Povo
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