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O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou ontem o pedido do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para que fosse decretada intervenção federal no Executivo e no Legislativo do Distrito Federal (DF). Sete dos oito ministros que participaram do julgamento concluíram que as instituições tomaram as providências necessárias para restabelecer a normalidade, após as denúncias que levaram à prisão o ex-governador José Roberto Arruda.
Na terça-feira, o ministro Marco Aurélio Mello chegou a propor o adiamento da análise do pedido por conta da ausência de três ministros do plenário. "Os fatos recentes não deixam dúvidas de que a metástase da corrupção anunciada nesta representação foi controlada por outros mecanismos menos agressivos ao organismo distrital, revelando agora a desnecessidade de se recorrer ao antídoto extremo da intervenção", disse o relator da ação e presidente do STF, Cezar Peluso.
Ele disse que a intervenção federal deve ser uma medida excepcional. Entre seus argumentos, Peluso afirmou que o atual governador do DF, Rogério Rosso, tem tomado medidas importantes para resolver o problema, como a troca do secretariado, o monitoramento de obras públicas e a fiscalização dos setores do governo.
"Depois das ações levadas a efeito pelo combativo procurador-geral da República, a mim me parece que a intervenção não se mostra mais necessária e também, agora, seria desproporcional, porque o próprio sistema já reagiu", alegou o ministro Ricardo Lewandowski. O ministro Celso de Mello lembrou que o Legislativo cassou um de seus membros, suspeito de envolvimento no esquema.
Correio do Povo
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