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Sob pressão do Dem e diante do risco de desmonte da candidatura à Presidência do tucano José Serra, o PSDB entregou ontem ao partido aliado o posto de vice na chapa presidencial. O nome que valerá três minutos a mais no programa eleitoral de Serra no rádio e na televisão é o do deputado federal Antonio Índio da Costa (RJ), ligado ao grupo político do ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia.
O acordo foi fechado no prazo limite permitido pela lei eleitoral. Se não houvesse entendimento previsto até a meia-noite de ontem, Serra teria que disputar a eleição contra a petista Dilma Rousseff, apoiado apenas por PPS e PTB, além de seu próprio partido. Houve consenso de que isso seria uma sentença de morte para a candidatura, já que as alianças regionais se desmantelariam e o tempo de propaganda na televisão ficaria reduzido à metade do disponível para Dilma.
Foi a consciência desse quadro político que fez Serra, pessoalmente, reabrir a conversa com o Dem e rever a indicação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) para a vaga. Para demonstrar que a aliança estava pacificada, Serra desembarcou ontem, no início da noite, na convenção do Dem, em Brasília. O tucano anunciou o vice como "político da nova geração" e "peça fundamental na aprovação do projeto Ficha Limpa". Índio criticou o inchaço da máquina pública e acusou o governo Lula de "tratar mal os servidores públicos".
Correio do Povo
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