Especialistas e operadores do direito eleitoral criticam postura do presidente
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Virou ato de apoio ao governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), pré-candidato à reeleição, a inauguração da unidade de pronto-atendimento na favela Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele afirmou que obras realizadas nas favelas não seriam possíveis sem a parceria dos governos federal, estadual e municipal. "Se a gente tiver um desentendimento entre o prefeito, o governador e a Presidência da República, quem vai sofrer com isso é o povo. (...) Faltam sete meses para terminar meu mandato. O que eu e esse companheiro aqui (Cabral) fizemos neste segundo mandato a gente só pôde fazer porque estava muito unido."
Reunidos no ciclo de debates Legislação Eleitoral e Eleições 2010, realizado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, especialistas e operadores do direito eleitoral criticaram ontem a postura de Lula em eventos públicos, especialmente nos que a pré-candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, é elogiada pelo presidente. O ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Carlos Velloso - agora filiado ao PSDB - acusou Lula de utilizar a máquina federal em favor da petista. "Sem dúvida alguma, temos assistido a máquina administrativa a favor de uma candidatura", disse.
Principal palestrante do evento, a vice-presidente do TSE, ministra Carmem Lúcia, mandou um recado. "A Justiça é cega, mas os juízes estão cada vez mais afiados, até porque a oftalmologia tem ajudado muito." Primeiro a aplicar multa a Lula, o ministro do TSE Joelson Costa Dias disse que "cabe à sociedade, junto ao Congresso, definir se a legislação é satisfatória ou se há algum ponto a ser aperfeiçoado." Ele é favorável a multas de maior valor.
Correio do Povo
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