Juan Manuel José Domingo Ortiz de Rozas y López de Osornio (Buenos Aires, 1793 - Southampton, Hampshire, 1877). Militar e político argentino. Foi governador da Província de Buenos Aires, com status de um presidente da república.
Entrou muito jovem para o exército, e enfrentou a segunda das chamadas invasões inglesas. Depois disso, foi para o campo e se converteu em um grande proprietário de gado no Pampa, organizando em sua estância um exército pessoal para combater os índios.
Em 1828, ao ser derrubado o governador de Buenos Aires, Dorrego, posteriormente executado pelos unitaristas, Rosas encabeçou um levante popular que triunfou em Buenos Aires e no resto do litoral, enquanto que as províncias do interior permaneciam no campo unitarista. Depois de ter capturado o general unitário Paz, o interior foi reconquistado e a Argentina voltou à unidade sob a égide de Rosas, López e Quiroga.
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[editar] Primeiro governo
Governador de Buenos Aires (1829-1832), renunciou por não lhe serem concedidos poderes absolutos, deixando o posto com um homem de sua confiança, Balcarce (que logo o trairia). Mesmo assim, Rosas seguiu dominando a situação como comandante em chefe do exército.
Em 1831 se firma o "Pacto Federal" (pacto preexistente), abolindo o centralismo e unificando o país como tal. Foi firmado por Entre Ríos, Santa Fe e Buenos Aires. Logo se juntaram as províncias restantes (Jujuy só declarou sua autonomia em 1834).
[editar] Segundo governo
Rosas foi nomeado para um segundo quinqüênio de governo na província de Buenos Aires, entre 1835 a 1840, conferindo-lhe, finalmente a soma do poder público. El Restaurador, como ficou conhecido, exige que se realize um plebiscito, que teve como resultado 9320 votos a seu favor (alguns historiadores contam que foram 8, ou mesmo apenas 5, os votos contrários), devendo ter-se em conta que nesta época a província de Buenos Aires contava com 60.000 habitantes, dos quais não votavam as mulheres, anciãos e crianças.
Novamente governador de Buenos Aires em 1835 com plenos poderes, teve que enfrentar o mal-estar provocado pelo bloqueio da armada francesa (1838) e ao enfrentamento com a Confederação Peruano-boliviana. Lavalle, auxiliar dos franceses, organizou um exército que avançou até Buenos Aires.
Rosas, depois de conseguir um tratado com a França, foi apoiado pelos governadores do interior. Deste modo, em 1842, alcançou um poder absoluto sobre o território argentino.
Apoiando-se nas massas federais (camponeses, gaúchos, negros), organizou o Partido Restaurador Apostólico e manteve o país numa perene cruzada contra os unitaristas , exterminando seus inimigos.
Seu governo ditatorial conseguiu a estabilidade política interna, manteve a integridade nacional e favoreceu o crescimento econômico. Interveio nos conflitos internos do Uruguai, apoiando Oribe contra Rivera.
Sitiou Montevidéu, mas os britânicos obrigaram a esquadra argentina a levantar o bloqueio. A Argentina sofreu então a intervenção dos britânicos e franceses, que bloquearam Buenos Aires (1845) e organizaram uma expedição para penetrar pelo rio Paraná, o que não conseguiram fazer, e renderam-se.
Em 1850 o General Urquiza, governador da Província de Entre Ríos, se rebelou com o apoio dos unitaristas e dos Governos do Brasil e de Montevidéu, invadiu Santa Fé, marchou sobre Buenos Aires e derrotou as tropas de Rosas na Batalha de Monte Caseros (1852).
Rosas se exilou na Grã-Bretanha, mais precisamente em uma granja nas cercanias da cidade de Southampton, levando somente caixas com documentação, das quais se utilizaria após sua morte o historiador liberal Adolfo Saldías para escrever sua Historia de la Confederación Argentina. Morreu em 1877. Seus restos foram repatriados à Argentina durante a primeira presidência de Carlos Saúl Menem.
| Precedido por: Manuel Dorrego | Governador de Buenos Aires | Sucedido por: Juan Ramon Gonzalez de Balcarce |
| Precedido por: Manuel Vicente Maza | Governador de Buenos Aires | Sucedido por: Alejandro Vicente Lopez y Planes |
[editar] Bibliografia
- Gálvez, Manuel – Vida de Don Juan Manuel de Rosas – Ed. Tor – Buenos Aires (1954).
[editar] Ligações externas
- Rosa, J. M. 1970. Rosas, nuestro contemporáneo. Editorial La Candelaria. Buenos Aires. Rosas, el terror (edição eletrônica)In:Geocities Argentina (em espanhol)
- Juan Manuel Rosas (em inglês)
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