1.6.10

Ato das Centrais deve virar propaganda

A capital paulista deve sediar hoje o principal evento do sindicalismo brasileiro de 2010, que deve se transformar em ato pró-Dilma. O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, presidente da Força Sindical, e Artur Henrique, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), partiram ontem para o ataque contra o candidato tucano José Serra, em um aquecimento para o ato de hoje.

São esperadas 30 mil pessoas de cinco centrais sindicais – Força, CUT, CTB, CGTB e Nova Central – no Estádio do Pacaembu para a assembleia da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), reedição da reunião de 1981 que marcou a união do sindicalismo no país pela redemocratização. Dessa vez, porém, a união é pela continuidade do governo Lula elegendo a petista Dilma Rousseff.

O “aquecimento” para a Conclat foi ontem, na assembleia da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), composta por CUT, UNE, MST e outras 25 entidades ligadas ao movimento negro, LGBT, entre outros.

Paulinho chegou a ser vaiado quando subiu no palco da quadra do Sindicato dos Bancários, no centro da capital paulista. A Força Sindical, entidade que preside, não faz parte da CMS. Mesmo assim, o deputado empunhou o microfone e assumiu a artilharia contra Serra, indiferente à Lei Eleitoral e às punições por campanha antecipada. Referindo-se ao tucano como “sujeito”, Paulinho disse que Serra vai acabar com direitos sociais e do trabalhador.

Zero Hora

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