1.5.10

Temer defende apoio do PMDB paulista a Mercadante

Presidente do PMDB afasta intervenção, mas quer diretório peemedebista ao lado do PT
Crédito: Janine Moraes / ae / cp memória



O presidente nacional do PMDB e da Câmara dos Deputados, Michel Temer, afirmou ontem que pretende "trazer para a aliança nacional a maioria do partido em São Paulo", o que significaria apoiar a candidatura de Dilma Rousseff (PT) e a do senador Aloizio Mercadante (PT) ao governo paulista. A posição de Temer é contrária à do presidente estadual do PMDB, o ex-governador Orestes Quércia, que defende o apoio ao PSDB, representado pelos pré-candidatos José Serra e Geraldo Alckmin. Quércia, inclusive, já teve o nome lançado como pré-candidato ao Senado por essa coalizão tucana.

Apesar de admitir que há possibilidade de intervenção no diretório do PMDB paulista, Temer afastou uma ação deste gênero. "O que nós vamos fazer é trazer para a aliança com o PT a maior parte do PMDB de São Paulo e acho isso viável; sinto que há uma possibilidade grande do apoio de prefeitos, lideranças e delegados", afirmou o deputado e nome mais cotado na legenda para ser o vice de Dilma na disputa presidencial.

O político, que visita a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), comentou as negociações entre PMDB e o PT nas disputas de outros estados. Em Pernambuco, o partido deve indicar o senador Jarbas Vasconcelos, com o apoio do Dem e do PSDB, e o PT deve apoiar o atual governador Eduardo Campos (PSB). "Não vemos isso em Santa Catarina e no Paraná, onde teremos um acordo", disse. Já em Minas Gerais, Temer avalia que uma decisão sairá na próxima semana e que caminha para uma chapa com o ex-ministro das Comunicações Hélio Costa (PMDB), com o candidato a vice do PT. Temer avalia ainda que os embates no Pará, entre Ana Júlia Carepa (PT) e Jader Barbalho (PMDB), e na Bahia, entre Jaques Wagner (PT) e Geddel Vieira de Lima (PMDB), deverão dar palanques duplos para Dilma. "O PMDB trabalha em um plano mais moderado que o do PT, e por isso fará o papel de equilíbrio da coalizão", ressaltou.


Correio do Povo

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