1.4.10

Nível de ocupação cresce, mas rendimento diminui

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre teve leve queda em fevereiro, em comparação ao mês de janeiro, segundo dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada ontem. Na região, 9,6% da população economicamente ativa (PEA), que reúne ocupados e desempregados, estava sem trabalho.

Movimento oposto ao verificado pelo instituto no conjunto das seis regiões metropolitanas brasileiras pesquisadas (Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal), cuja taxa agregada de desemprego subiu de 12,6% para 13% no mesmo período.

Na Região Metropolitana de Porto Alegre, a taxa é a menor verificada nos meses de fevereiro desde 1996. Comparando com janeiro, há 1 mil desempregados a menos: 194 mil pessoas procuraram trabalho no mês passado, de acordo com o Dieese. Apenas a construção civil teve retração durante o período, fechando 3 mil postos de trabalho em fevereiro. O setor de serviços teve o maior registro de ocupações em fevereiro – 7 mil. Os rendimentos, porém, caíram 2,8% para os assalariados, que fecharam o mês com uma média de R$ 1.220.

A razão para que, na média das regiões metropolitanas, o desemprego tenha aumentado é o aquecimento da economia. Isso porque um dos componentes do índice é o número de pessoas procurando trabalho. Com o bom momento econômico, mais gente vai ao mercado tentar oportunidades, explica Alexandre Loloian, coordenador pela Fundação Seade da Pesquisa de Emprego e Desemprego.

Zero Hora

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