| Pinheiro Machado | |
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| Senador pelo Rio Grande do Sul | |
| Mandato: | de 1 de janeiro de 1890 a 8 de setembro de 1915 |
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| Nascimento: | 8 de maio de 1851 Cruz Alta |
| Falecimento: | 8 de setembro de 1915 (64 anos) Rio de Janeiro |
| Partido: | Partido Republicano Conservador |
| Profissão: | advogado, pecuarista |
José Gomes Pinheiro Machado (Cruz Alta, 8 de maio de 1851 — Rio de Janeiro, 8 de setembro de 1915) foi um dos mais influentes políticos brasileiros do início do século XX.
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[editar] A formação
Pinheiro Machado estudou na Escola Militar e aos quinze anos abandonou o curso para lutar, como voluntário, na Guerra do Paraguai. Deixou o Exército em 1868 e permaneceu durante seis anos na fazenda de seu pai, no Rio Grande do Sul, para se recuperar do desgaste físico sofrido em batalha.
Após esse período, viajou para São Paulo, onde se formaria em 1878 pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.
[editar] A propaganda republicana
Ainda estudante, formou com alguns colegas o Clube Republicano Acadêmico e fundou o jornal A República. Após a sua formatura, casou-se, ainda em São Paulo, com Benedita Brazilina da Silva Moniz e voltou para o Rio Grande do Sul, onde passou a exercer a advocacia na cidade de São Luís das Missões, atual São Luís Gonzaga, e ainda fundou o primeiro partido republicano daquela província.
Ardoroso defensor do estabelecimento da República no Brasil, lançou-se à propaganda com republicanos como Venâncio Aires, Demétrio Ribeiro, Apolinário Porto Alegre, Ramiro Barcelos, Joaquim Francisco de Assis Brasil e Júlio Prates de Castilhos, de quem ficou amigo.
[editar] O político
Com o advento da República, elegeu-se senador, participando a seguir do Congresso Constituinte (1890/91), na cidade do Rio de Janeiro. Com a eclosão da Revolução Federalista no seu estado natal, em 1893, deixou a sua cadeira no Senado Federal, para combater o movimento armado no comando da Divisão Norte, por ele organizada.
Derrotou os revolucionários comandados por Gumercindo Saraiva na Batalha de Passo Fundo, fato esse que lhe valeu a patente de general. Retornou ao Senado, onde permaneceu até a sua morte.
Foi, também, um dos mais hábeis políticos brasileiros, conseguindo impor-se no Senado, onde, com a sua liderança, desempenhou um papel importantíssimo para a consolidação da República. Estendeu o seu grande prestígio à Câmara dos Deputados. Pinheiro Machado atingiu a sua máxima influência quando Nilo Peçanha assumiu a presidência, após a morte de Afonso Pena. Nessa ocasião apoiou a candidatura do marechal Hermes da Fonseca à presidência da República em oposição a Rui Barbosa, apoiado pelos estados de São Paulo e Bahia, entretanto, o resultado das eleições foi de 403.800 votos para Hermes da Fonseca contra 222.800 para Rui Barbosa, na época, o normal era que um candidato de oposição recebesse de 20 a 30 mil votos.
Os partidos da República Velha eram constituídos em âmbito regional, como o Partido Republicano Paulista, o Partido Republicano Rio-grandense e outros. Pinheiro Machado, com a sua ampla visão política, adiantou-se no seu tempo ao fundar um partido político nacional, o Partido Republicano Conservador – PRC.
Apoiou e garantiu, também, a eleição de Venceslau Brás. Este, porém, ao ser eleito, não teria na visão de Pinheiro Machado cumprido os compromissos assumidos durante a campanha.
Numa hábil manobra política oposicionista, Pinheiro Machado fez com que o ex-presidente Hermes da Fonseca fosse eleito senador pelo Rio Grande do Sul.
Pinheiro Machado foi apunhalado pelas costas por Francisco Manso Paiva, no hall do Hotel dos Estrangeiros, situado na Praça José de Alencar, na cidade do Rio de Janeiro, deixando um grande vazio no cenário político nacional. Com a sua morte, o Partido Republicano Conservador, do qual era presidente, praticamente, desapareceu.
[editar] O patriotismo
Júlio de Castilhos, o patriarca do Rio Grande do Sul, em citação da sua época, assim se refere à Pinheiro Machado: "na vida do Rio Grande, esse nome representa uma tradição fulgente e equivale a um constante ensinamento cívico. Na vida da República, ele se destaca, em nobre saliência, avultando sempre, dia por dia, pela palavra imaculada e pelo exemplo permanente da mais admirável abnegação de patriota".
[editar] Bibliografia
- Silva, Cyro - Pinheiro Machado, Livraria Tupã Editora, Rio, 1951
[editar] Ver também
- Benedita Brazilina Pinheiro Machado
- Castilhismo
- Palacete do Morro da Graça
- Monumento ao Senador Pinheiro Machado
- República Velha

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