Dilma deixou a chefia da Casa Civil e Serra renunciou ao cargo de governador de São Paulo
Durante o dia de hoje, dois dos principais protagonistas da campanha eleitoral para a presidência da República oficializaram o início do trabalho para o pleito. Dilma Rousseff (PT), que ocupava a chefia da Casa Civil do presidente Lula deixou o cargo para se preparar para a campanha. Do lado tucano, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), renunciou ao cargo para iniciar a sua preparação.
Pela manhã, em uma cerimônia realizada em Brasília, Dilma deixou o cargo oficialmente. A lado de Lula a ministra chorou e destacou a “alegria triste” em ter que deixar o governo.
— Não somos aqueles que estão dizendo 'adeus', somos aqueles que estão dizendo 'até breve'. Sob a sua inspiração de quem fez tanto, estamos prontos para fazer mais e melhor—, disse Dilma em alusão a Lula.
Dilma afirmou em outras conversas ao longo do dia que não tem medo da disputa eleitoral, e afirmou que a corrida ao Planalto será um desafio muito mais fácil do que foi enfrentar a ditadura militar. Antes disso, em seu discurso de despedida, alfinetou os opositores.
— Não importa perguntar porque alguns não têm orgulho dos governos de que participaram. Eles devem ter seus motivos. Mas nós temos patrimônio, fizemos parte da era Lula. Vamos carregar essa história e levá-la para os nossos netos.
Em seu discurso, Lula afirmou que a saída de Dilma seria um prejuízo momentâneo para o Brasil, mas que ela era necessária para que a ex-ministra fosse "mais do que chefe da Casa Civil".
— A esperança é a motivação da sua saída —, disse Lula.
À tarde, foi a vez de José Serra fazer seu último discurso como governador de São Paulo. Embora não tenha mencionado os nomes de Lula e de Dilma, o tucano foi crítico ao se referir aos petistas.
— Já fui governo e já fui oposição, mas de um lado ou de outro, nunca me dei à frivolidade das bravatas —, disse Serra.
O candidato afirmou aos cerca de cinco mil presentes que está pronto para assumir o papel de candidato do PSDB à presidência.
— Por tudo que fizemos, sinto ganhar bastante força para esta etapa seguinte que nos espera. Vou ingressar nesta etapa com muita disposição, muita força, muita confiança, muita sinceridade e muito trabalho — afirmou.
Serra destacou como um dos pontos fortes de sua gestão à frente do Palácio dos Bandeirantes a austeridade das contas públicas e criticou novamente o governo do PT.
— Eu estou convencido que o governo, como as pessoas, tem que ter honra. E assim falo não apenas porque aqui não se cultiva escândalos, malfeitos, roubalheira, mas também porque nunca incentivamos o silêncio da cumplicidade e da conivência com o mal feito —, afirmou.
Zero Hora
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