O ano de 2010 é um momento importante para a consolidação de um novo padrão de atendimento de urgência e emergência na rede pública. O que se quer é fortalecer e integrar os serviços, agilizando e qualificando cada vez mais a atenção à população, de acordo com suas necessidades. A dupla aposta no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) e nas Unidades de Pronto-Atendimento 24 Horas (UPAs) é fundamental para solucionarmos um problema histórico: as filas nas emergências dos hospitais. Nesse contexto, o Samu se insere como ordenador do sistema. Criado em 2003, trabalha com centrais que têm médicos para as primeiras orientações, que enviam resgate e verificam disponibilidade de leitos e atendimento ao paciente.
O Samu será universalizado para todo o país. Neste 1 semestre, serão entregues 1,85 mil ambulâncias. O número é maior que a frota existente hoje, de 1.445 veículos, que atende a 106 milhões de brasileiros - 55% da população. O RS receberá 55 ambulâncias somente nesta 1 fase de entregas. O Estado também está entre os dez que terão nos veículos uma tecnologia de ponta para salvar vítimas de doenças cardiovasculares graves, como infarto e arritmia. É o recém-lançado Sistema Tele-Eletrocardiografia Digital, que envia por um celular as informações cardíacas do paciente para um hospital de referência.
A expansão do Samu é conjugada à ampliação da cobertura populacional da Estratégia Saúde da Família e ao investimento em programas que têm o objetivo de estimular a alimentação saudável e reduzir o tabagismo, abuso de bebidas alcoólicas e drogas ilícitas, como a campanha contra o crack. São ações em parceria com estados e municípios que demonstram a importância da adesão de todos à cultura de prevenção de doenças e promoção da saúde.
As UPAs tornam-se mais um elo nessa rede assistencial, já que, com elas, o destino dos pacientes não será mais a emergência dos grandes hospitais metropolitanos. Afinal, mais de 90% dos casos podem ser resolvidos nessas unidades, que atendem a pacientes com problemas de menor gravidade, como fraturas ou mal-estar. Desde o ano passado, o governo federal liberou R$ 34,4 milhões para construção e equipamentos de 16 UPAs em municípios gaúchos - duas delas na Capital. No país, ultrapassamos a meta de repasse de recursos para 250 UPAs em 2009. O objetivo é chegar à marca de 500 até o final deste ano. Com todos esses serviços integrados, permitiremos que os hospitais estejam disponíveis para atender aos casos de maior gravidade. São ações como essas que demonstram o esforço contínuo para o fortalecimento e a consolidação do SUS, uma das maiores conquistas da sociedade brasileira.
Ministro de Estado da Saúde
Correio do Povo, edição de 1º de março de 2010.
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