1.3.10

Editorial - País amplia estratégia contra Influenza A

Com a iminência de uma segunda temporada de epidemia da Influenza A (H1N1), que deverá vir à tona no país em junho deste ano, governantes ampliam as medidas preventivas. Estas foram estendidas ao grupo com maior número de hospitalizações e mortes observadas na primeira onda pandêmica da gripe - pessoas entre os 30 e 39 anos. A população precisa estar atenta.

Especialistas apontam para uma onda mais fraca do que a primeira - em 2009 -, uma vez que algumas particularidades do vírus já foram desvendadas e porque já existe vacina, além de que a população que já teve contato com o H1N1 se tornou imunizada naturalmente. A Sociedade Brasileira de Infectologia, entretanto, avalia que alguns obstáculos como, por exemplo, as mutações genéticas do vírus, podem ameaçar a produção da vacina e complicar a passagem do H1N1 pelo país.

Em 2009, os estados mais afetados pela gripe A - ou gripe suína, como também é conhecida - foram Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás. Nesses locais, haverá novas abordagens no combate ao vírus. Unidades hospitalares tidas como referência no atendimento à H1N1 deverão ser ampliadas. Segundo dados do Ministério da Saúde (MS), na primeira onda pandêmica no Brasil (de 25 de abril a 31 de dezembro de 2009) foram confirmados 39.679 casos graves e 1.705 óbitos para Influenza A.

Numa estratégia nacional de enfrentamento à segunda onda, os esforços do MS se concentrarão em vacinar os públicos prioritários e diminuir o risco de contágio e de mortes. Os grupos prioritários, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), são formados pela população com doenças crônicas de base (obesidade grau 3, doenças respiratórias, cardíacas, diabéticos, entre outras), trabalhadores de saúde, gestantes e população indígena. Estes, além das crianças saudáveis entre 6 meses e 23 meses de idade e adultos saudáveis de 20 a 39 anos receberão, em 2010, a vacina contra o vírus H1N1.

O MS pretende imunizar contra a gripe A 91 milhões de pessoas dos grupos mais suscetíveis. As ações são divididas em quatro etapas, com início dia 8 de março e término em 23 de abril. A estratégia está montada e a campanha chega às ruas. Cabe à população atender às orientações e seguir o calendário. Com cuidado e sem pânico.



Correio do Povo, edição de 1º de março de 2010.

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