Iasodara presencia nas ruas de Santiago uma população com medo, fazendo estoques
Filha de mãe chilena, acostumada a viajar ao país com frequência para visitar os parentes, Iasodara Braga, 24 anos, moradora de Viamão, região metropolitana de Porto Alegre, experimenta momentos de terror que se estendem desde a madrugada de sábado. Depois da tragédia, ela conta que as pessoas parecem estar com medo e por isso, lotam supermercados e lojas fazendo estoques de comida. As filas se estendem em postos de gasolina, padarias e fruteiras.
— Está todo mundo apavorado fazendo ranchos pra meses. Supermercados enormes estão completamente cheios, com policiais nas portas deixando entrar uma pessoa de cada vez — descreve ela.
Nas primeiras vezes que esteve no país andino, conta que achava engraçado os leves tremores aos quais os parentes estavam habituados. Hoje, não consegue tirar da lembrança os gritos de pânico da prima que a fizeram levantar da cama correndo, em um apartamento localizado no quinto andar de um prédio em Santiago.
— "Está temblando!! Está temblando!!" ela gritava. Obviamente dei um pulo da cama e só deu tempo de dar dois passos e ficar debaixo de um marco de porta — relembra ela explicando que os marcos tem estruras mais resistentes — Estava eu, meu primo, minha prima e minha tia. Os quatro abraçados debaixo da mesma porta enquanto tudo no apartamento caía, copos quebravam, e quando parecia que ia parar, ficava mais forte.
Pela janela do imóvel, a cena impressiova:
— Olhávamos pelo vidro da sala de onde vemos o sul de Santiago, e os edificios estavam em curto circuito. Toda a cidade se iluminava, como se fossem fogos — relata.
Iasodora conta que as horas posteriores ao terremoto foram tensas por causa da falta de comunicação com os familiares e da espera pelas réplicas que ainda estavam por vir.
— Enquanto escrevo esse email, tremeu uma vez. Tremores o dia inteiro ontem, ninguém dormiu. Não conseguíamos comer, pois estavámos todos enjoados, com um nó no estomago de tanto nervosismo. Rezem pelo Chile e pelas pessoas que perderam familiares, amigos, pessoas que ainda não conseguem se comunicar com seus entes queridos.
Entenda o tremor:
Terremoto no Chile: enviado especial relata destruição em Santiago:
Zero Hora
0 comentários:
Postar um comentário