1.2.10

Política - Com Fogaça candidato, Fortunati prepara governo

O vice-prefeito, que herdará comando de Porto Alegre, projeta trocas de nomes na administração

Lançado no sábado candidato a governador, o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, mantém a cautela e se preocupa agora com os detalhes da aliança com o PDT. Em outro ritmo, seu vice, José Fortunati (PDT), já prepara o período de transição e mudanças no governo.
A largada da campanha de Fogaça, que havia assumido a candidatura em dezembro, ocorreu no Encontro de Verão do PMDB, em Capão da Canoa. Com a renúncia do prefeito – com prazo final em 2 de abril –, a Capital ficará sob o comando de Fortunati até o final de 2012. Para o futuro chefe do Executivo, o ato de sábado foi um marco, e a situação está dada: independentemente das negociações entre os partidos, ele já trabalha para compor seu governo. Nesta semana, pretende chamar Fogaça para discutir a transição.
– Fogaça, PMDB e PDT estão construindo a aliança, e a primeira definição foi hoje (sábado) – disse Fortunati.
E completou:
– Sentarei com o prefeito na próxima semana e dialogaremos.
Há uma situação concreta: a divisão de secretarias e cargos entre os aliados no Paço, acertada por Fogaça, será mantida. Parte dos secretários deixará os cargos para concorrer. O vice pretende trocar os nomes – negociando com os partidos. Fogaça, porém, atua com mais cautela em relação à renúncia:
– Temos responsabilidade. Precisamos consolidar as alianças para encaminhar candidatura.
O prefeito afirmou que vai procurar a cúpula pedetista nos próximos dias. Presidente estadual do PDT, Romildo Bolzan Jr. ressalta as condições para a união: apoio do PMDB a um pedetista na disputa pela prefeitura em 2012 e alinhamento da campanha de Fogaça à candidatura da ministra Dilma Rousseff (PT) à Presidência.
– Nosso palanque nacional será de apoio único a Dilma. Não pode haver disparidade aqui – afirma Romildo.
A reação do PMDB no sábado não deixa dúvidas de que Fogaça representará o partido. O secretário-geral da legenda, Eliseu Padilha, organizou uma sequência de reuniões entre o candidato e representantes do PMDB nas 33 regiões do Estado.
Fogaça aproveitou para dar uma prévia do que será a campanha. Repetiu para os 11 grupos que “é preciso unir e pacificar o Estado”. Pregou que cabe ao PMDB liderar a coligação e alfinetou o PT ao dizer que a oposição “não sabe conviver e, por isso, está sempre condenada ao isolamento”.
À noite, no ponto alto do encontro, um ato que contou com a presença do pré-candidato a presidente e governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), serviu para lançar Fogaça e celebrar os 80 anos de Simon.
– Por mais que não quisesse (deixar a prefeitura), este ato de fé, de convicção política, numa voz uníssona, me fez estar comprometido com o PMDB – disse Fogaça.
O ex-governador Germano Rigotto ganhou um aliado de peso na disputa para ser candidato ao Senado: o próprio Fogaça.
– Rigotto, se tu não queres ser nosso candidato ao Piratini, quero te dizer que sou cabo eleitoral para te fazer senador – disse o prefeito.

ADRIANO BARCELOS

Multimídia

 

Zero Hora

0 comentários: