1.1.10

Economia - Fórmula PIB mais inflação é considerada ''conquista''

A participação ativa das centrais sindicais nas negociações sobre o reajuste do salário mínimo levou a um acordo para utilização do modelo PIB mais inflação, até 2023. Essa institucionalização é considerada uma conquista pelos seus representantes no Rio Grande do Sul. Para o presidente da Força Sindical RS, Cláudio Janta, essa fórmula, que garantiu o valor de R$ 510,00, representa maior poder de compra para a população. Ele admite, porém, que está longe de atender às necessidades básicas dos brasileiros, como prevê a Constituição.

Além da injeção de muitos bilhões de reais na economia, a reposição atualiza o valor do seguro-desemprego, por exemplo, e permite uma pequena recuperação nos salários dos aposentados. O sindicalista lembra que o índice também influi nas negociações salariais de diferentes categorias. O presidente da CUT/RS, Celso Woyciechowski, considera que o fator mais positivo é a criação de uma política de acordo com a classe trabalhadora. O dirigente acredita que essa situação dá certeza de uma distribuição de renda mais justa, oxigenando o desenvolvimento regional em áreas mais atingidas pela pobreza. "Esse equilíbrio social é importante, pois milhões de pessoas recebem salário mínimo", diz. O sindicalista, no entanto, também defende uma recuperação mais acelerada do valor das aposentadorias.

O ano de 2010 será de muita negociação para chegar a uma recuperação maior para aqueles aposentados que ganham acima do salário mínimo. "Essa política de longo prazo serve, ainda, como balizador nas datas-base de outras categorias de trabalhadores", afirma. Entre os aposentados, no entanto, o valor de R$ 510,00 não foi comemorado integralmente.

O presidente da Federação dos Aposentados e Pensionistas do RS (Fetapergs), Osvaldo Fauerharmel, salienta que enquanto o reajuste foi de 5,5% para o mínimo, quem ganha acima recebeu 2,5%. "Isso representa perda superior a 50% nessa relação", critica.

Fauerharmel afirma que quase seis milhões de pessoas estão decepcionadas com o governo federal, pela decisão de não acatar o projeto aprovado e que instituía índices de reajustes semelhantes. Também questiona a participação das centrais sindicais na negociação. "Eles pressionam até por ali, mas acabaram aceitando a decisão de conceder menos da metade do índice para os aposentados e pensionistas".

EVOLUÇÃO (REAIS)

1/9/1994 R$70,00

1/5/1995 R$100,00

1/5/1996 R$112,00

1/5/1997 R$120,00

1/5/1998 R$130,00

1/5/1999 R$136,00

3/4/2000 R$151,00

1/4/2001 R$180,00

1/4/2002 R$200,00

1/4/2003 R$240,00

1/5/2004 R$260,00

1/5/2005 R$300,00

1/4/2006 R$350,00

1/4/2007 R$380,00

1/3/2008 R$415,00

1/2/2009 R$465,00

Correio do Povo

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