1.2.09
Asilo político - Itália busca ajuda da UE para extraditar Battisti do Brasil
Frattini disse em uma entrevista publicada neste domingo no diário Il Giornale que a UE pode ter justificativas do ponto de vista legal, ao alegar não ter responsabilidade em assuntos de extradição, como vem fazendo, "mas a questão é política".
"Desta vez está acontecendo conosco, mas se amanhã Brasil ou Indonésia se recusarem a extraditar para a Alemanha um terrorista do Baader Meinhof, como deveríamos nos comportar?", perguntou.
Battisti, de 54 anos, foi preso por assassinato na Itália nos anos 70, quando era membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC). Ele escapou em 1981 e morou na França, mas fugiu novamente quando o governo francês aprovou sua extradição em 2006. Depois, foi preso no Brasil.
A decisão do Brasil de conceder no mês passado status de refugiado político a Battisti desencadeou protestos diplomáticos da Itália, que o qualifica de "terrorista". Battisti foi condenado por dois assassinatos antes de sua fuga e é acusado de outros dois homicídios.
A Itália apelou à Justiça do Brasil, que vai agora decidir sobre o caso, mas Frattini disse que a UE deveria também exercer pressão diplomática sobre o país.
Ele afirmou que a explicação do Brasil para recusar a extradição --que Battisti pode não conseguir um julgamento justo na Itália e corre o risco de ser processado por suas opiniões políticas-- levantou dúvidas sobre as credenciais democráticas de um país da UE.
"Pode Bruxelas (a sede da Comissão Europeia) permanecer silenciosa diante desta posição?, questionou Frattini. "E se amanhã fosse a vez da Bélgica ou da Polônia, como nós (a UE) iríamos nos comportar?" As informações são do site do Estadão.
Política internacional - Em década de Chávez, pobreza caiu na Venezuela
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| Programa "Bairro Adentro", usa médicos cubanos em atendimetos |
Desde que o presidente Hugo Chávez assumiu o governo, a área social passou a ser prioritária em sua gestão, que contou com o incremento dos preços do petróleo para o financiamento dos projetos sociais.
Até mesmo os críticos da política econômica do governo, cuja estrutura continua dependente fundamentalmente da exploração petrolífera, concordam que as condições de vida dos venezuelanos melhoraram sob a administração chavista.
“Os setores sociais antes marginalizados e excluídos, realmente saíram da pobreza crítica, estão melhor, ninguém pode negar isso. Os que não comiam nem o suficiente, agora estão comendo”, afirmou Domingo Maza Zavala, ex-diretor do Banco Central da Venezuela (BCV).
De acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas, em 1999, 20,1% dos venezuelanos viviam na extrema pobreza. Em 2007, o índice havia caído para 9,5%.
O número de pobres total no início do governo era de 50,5 % - mais de 11 milhões de venezuelanos. Esse número caiu para 31,5%.
De um universo de 26,4 milhões de pessoas, 18,8% dos venezuelanos saíram da linha da pobreza (cálculo realizado com base nos dados oficiais).
Para o historiador norte-americano Steve Ellner, professor da Universidade dos Andes, no Estado de Mérida (Venezuela), entre apostar no desenvolvimento econômico e na industrialização do país ou investir no setor social, Chávez privilegiou o segundo na divisão da renda obtida com o petróleo.
“No curto prazo, programas de desenvolvimento econômico teriam dado resultados mais rápidos, mas a prioridade era o social”, afirmou.
O relatório da Cepal de 2008, que aponta a diminuição da pobreza na América Latina, indica que os programas sociais foram os responsáveis pela queda no número de pobres na Venezuela.
De acordo com uma pesquisa realizada em 2007 pela empresa Datanálisis, nos últimos oito anos o consumo das classes E e D havia aumentado em 22%, impulsionado pelo incremento do salário mínimo (que subiu de US$ 47 em 1999 para US$ 371) e pela ajuda financeira que provém dos programas sociais.
Com exceção dos programas relacionados com a saúde, os beneficiários das “missões” (nome dado por Chávez aos programas sociais) recebem uma ajuda média de US$ 100.
“Parte dos recursos obtidos com o petróleo foi distribuída por meio desses programas”, afirmou o ex-diretor do BCV Maza Zavala. As informações são da BBC Brasil. Clique aqui, se você quer ler esta matéria completa.
Utopia ideológica - Fórum Social conclui debates sem alternativas claras à crise
Belém, 31 jan (EFE).- O Fórum Social Mundial, que desde 2001 prega que o modelo capitalista está em crise, concluiu hoje os debates de sua 9ª edição, sem conseguir formular uma resposta uniformizada à ameaça de recessão global.
Durante cinco dias, os ativistas discutiram o chamado "Socialismo do Século XXI", que é promovido pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
Além disso, debateram possíveis rupturas radicais com o sistema e reformas dentro do modelo capitalista, mas não chegaram a nenhuma conclusão clara ou única, e as ideias apresentadas se diluíram em confusos labirintos dialéticos.
Houve consenso, sim, quanto à "não serventia" do atual modelo e à necessidade de serem buscadas alternativas que o Fórum Social não conseguiu elaborar, o que, segundo seus organizadores, se deve à diversidade que caracteriza esta plataforma, integrada por mais de cinco mil movimentos sociais de aproximadamente 130 países.
Os participantes do evento também coincidiram ao condenar a "cultura do consumo" e ao defender a substituição dela pela "cultura da solidariedade". Mas em relação a esse ponto, também não foram apresentadas propostas concretas.
Essa incapacidade foi criticada hoje, sem papas na língua, pelo sociólogo português Boaventura de Souza Santos, que disse que "se o Fórum Social não der uma solução, (o Fórum Econômico Mundial de) Davos (Suíça) o fará".
A solução que provavelmente virá de Davos, segundo o intelectual português, "será mais capitalismo e menos direitos", por isso o Fórum Social "está obrigado a apresentar soluções reais", disse.
Sobre essas propostas, há delas para todos os gostos.
O deputado venezuelano Filinto Durán, por exemplo, disse que a crise tem que ser discutida no âmbito das Nações Unidas, que devem liderar o debate para a construção de "uma nova arquitetura econômica e financeira, que tenha como centro as necessidades reais do ser humano e não o consumismo".
Já para o ativista filipino Walden Bello, diretor da Focus in the Global South, uma rede integrada por movimentos sociais de quase 50 países, a ONU não conseguirá solucionar nada se não passar por uma profunda reforma que lhe faça mudar a forma como enxerga o mundo em desenvolvimento.
Bello propôs que as mudanças aconteçam em nível local, mediante "a democratização dos meios de produção e de um controle democrático da economia".
O novo modelo, na visão do filipino, deve incluir "cooperativas e empresas sociais, privadas e estatais", mas todas devem se voltar para uma economia "solidária", que não promova o "consumismo".
Apesar de tudo isso, o Fórum Social Mundial de Belém não foi tão solidário como parece. Para assistir aos milhares de debates que foram realizados, os ativistas e habitantes da cidade tiveram que pagar uma taxa de inscrição de R$ 30.
"É muito dinheiro", disse à Agência Efe Silvia Santos da Silva, que vive em Terra Firme, bairro da periferia colado à Universidade Federal do Pará (UFPA), coração do fórum.
Nessa comunidade, assim como em outras da periferia de Belém, a pobreza é grande, quase não há serviços básicos e quem tem emprego não ganha mais que R$ 450 por mês.
Alguns ativistas, contrariados pelo preço da taxa de inscrição, disseram que, pela localização da UFPA, "o fórum se aproximou dos pobres que diz representar, mas os pobres não puderam estar no fórum".
O que a população do bairro de Terra Firme, conhecido por sua insegurança, tem a agradecer é o reforço do policiamento em razão do evento.
No entanto, Nei Vera Cruz, dono de um bar que foi assaltado duas vezes nos primeiros 15 dias de janeiro, disse à Efe, em tom de lamento, que o aumento da presença da Polícia "certamente acabará na segunda-feira, quando o fórum já tiver acabado".
O Fórum Social Mundial termina amanhã, quando membros de seu comitê internacional farão um balanço da 9ª edição e anunciarão seu "calendário de mobilizações" para este ano. As informações são do portal G1.
N. R. - Dá para levar à sério um Fórum desses? Só prega utopia, não há uma proposta concreta. temos que parar de ficar discutindo o "sexo dos anjos" e pensar em discutir os problemas que afetam o povo brasileiro e a humanidade, de um modo geral.
Política - Enquete aponta favoritismo de Sarney ao Senado
Líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), negou que a adesão tenha relação com cargos: Não temos fisiologismo em nosso DNA. Um das cadeiras pleiteados pelo PSDB era a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Enquanto o PSDB fechou com o PT de Viana, os 14 senadores do DEM aderiram integralmente a Sarney. Como prêmio, será agraciado com a presidência da mais cobiçada comissão: a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que deverá ficar nas mãos de Demóstenes Torres (GO), e a primeira vice-presidência, com Heráclito Fortes (PI). As informações são do site do Estadão.
Campanha Civilista - História da Campanha Civilista
Afonso Pena, oriundo da política mineira, havia sido eleito em 1906, apoiado pelo PRM (Partido Republicano Mineiro) e PRP (Partido Republicano Paulista), mas morreu antes de completar o mandato de quatro anos. Seu vice, Nilo Peçanha assumiu o governo até o ano seguinte.
Enquanto isso, o Marechal Hermes da Fonseca já articulava sua candidatura à Presidência da República, com o apoio de Minas Gerais. Esta manobra descumpriria o acordo da política do café-com-leite, que previa como sucessor de Afonso Pena, um representante paulista.
Hermes era do Rio Grande do Sul e há muito tempo políticos da região buscavam uma maior participação na política federal. Como era influente, ex- Ministro do Exército nos governos Campos Sales e Afonso Pena, não demorou muito para o então candidato conquistar apoio do senador gaúcho Pinheiro Machado.
Os paulistas se viram ameaçados e decidiram romper o acordo com os mineiros, lançando Rui Barbosa como candidato civil em oposição ao militar Hermes da Fonseca. Daí o porquê do nome Campanha Civilista. A Bahia, estado de origem de Rui Barbosa, também o apoiou.
Rui figurou como um candidato intelectual, com discursos de reformas e modernização, capaz de alavancar uma expressiva mobilização urbana em seu favor. Apesar de todo investimento do poderoso PRP (Partido Republicano Paulista), o movimento civilista ficou restrito aos centros urbanos, um dos obstáculos a sua vitória.
Outro entrave para os civilistas era o voto aberto e facultativo. No campo, os coronéis utilizavam o chamado voto de cabresto, obrigando os empregados a votarem no candidato apoiado por eles, que neste caso era Hermes da Fonseca. Quanto ao voto facultativo, muitos eleitores urbanos deixariam de ir às urnas, desmotivados frente à força dos “hermitas”.
No dia primeiro de março de 1910 ocorreram as eleições e mesmo sob suspeita de fraude, o candidato Hermes da Fonseca foi eleito Presidente da República. Rui Barbosa, porém, teve a maior quantidade de votos nas principais capitais do país, como São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro.
Esta disputa entre paulistas e mineiros não significou a ruptura entre estas oligarquias. Porém, a mobilização popular alcançada pelo Movimento Civilista indicava a insatisfação com relação à política que favorecia somente algumas classes da sociedade. Prova disso é a Revolta da Chibata, um levante de fuzileiros da Marinha, que ocorreu logo na primeira semana do governo Hermes da Fonseca.
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Caça às Bruxas - História da Caça às Bruxas
Essa mudança de ângulo faz com que a arte, a ciência e a filosofia desliguem-se cada vez mais da esfera que se ocupa de Deus, dos seus atributos e perfeições, gerando assim um certo desequilíbrio e a dispersão das funções e poderes da Igreja.
A Igreja, no intuito de voltar a ser o centro das atenções e reaver os poderes dispersos, instituiu os “Tribunais de Inquisição”, instaurando a “caça as bruxas”, a qual perdurou por mais de quatro séculos, tendo como principal cenário a Europa.
Tal fato histórico iniciou-se concretamente no ano de 1450 e durou até por volta de 1750, quando surgiu o Iluminismo. Acredita-se que perto de nove milhões de pessoas foram incriminadas, julgadas e condenadas à morte, sendo que 80% eram do sexo feminino, abrangendo também crianças que teriam “legado este mal”.
Com a elevação da Igreja Católica, o patriarcado - regime em que o chefe de família ou patriarca tinha poder absoluto em sua casa - dominou, até mesmo porque Jesus, o maior dos maiores, era homem.
Neste encadeamento de idéias, tudo o que a mulher arriscava-se a fazer, por livre vontade, era considerado como imoral. As culturas pagãs - sendo consideradas pagãs todas as pessoas que não seguiam nem o cristianismo nem o judaísmo -, a veneração aos deuses e deusas tornaram-se um prenúncio de coisas más.
No ano de 1320 a Igreja afirmou oficialmente que a bruxaria e a religião professada pelos pagãos significavam uma ameaça, séria intimidação ao Cristianismo, principiando-se assim, pouco a pouco, a persecução aos heréticos.
A caça as bruxas ocorreu simultaneamente a grandes mudanças sociais que estavam acontecendo na Europa, que foi arrasada nesta época por várias guerras, cruzadas, pragas e revoltas dos camponeses. Havia uma busca incessante pelos culpados por esse quadro.
A Igreja aproveitou-se desta situação de caos para iniciar a perseguição as bruxas, as quais eram acusadas de terem “poderes mágicos” que acarretavam problemas de saúde nas pessoas, adversidades espirituais e calamidades naturais.
Não havia critérios para se denunciar uma pessoa ao Tribunal da Inquisição, qualquer um era considerado(a) suspeito(a), presos(as) até que demonstrassem por meio de provas sua inocência.
A tortura era o meio utilizado para se conseguir confissões ou provas de infrações cometidas: raspavam-se os pêlos do corpo todo a procura de algum tipo de marca do diabo - desde verrugas até sardas -, furava-se a língua, praticava-se a imersão em água quente, tortura em rodas, furava-se o corpo da vítima com agulhas esperando-se encontrar alguma parte que fosse indolor - se encontrasse acusavam a pessoa de ter sido “apalpada pelo diabo” -, surras violentas eram aplicadas, estuprava-se as pessoas com objetos que cortassem, os seios eram arrancados.
O objetivo de tanta maldade era fazer com que as vítimas assinassem as confissões que eram montadas pelos inquisidores.
As pessoas não tinham saída, se persistissem em manter sua inocência eram queimadas vivas, se confessavam, a morte era mais compassiva: primeiro eram esganadas e em seguida queimadas.
Na Alemanha e na França eram utilizadas madeiras verdes nas fogueiras, no intuito de prolongar o sofrimento das pessoas sacrificadas; já na Itália e Espanha as bruxas eram queimadas vivas.
Assumir o posto de caçador de bruxas e informante era do ponto de vista financeiro bastante rentável. Eles recebiam por cada condenação efetivada e quem os pagava era o Tribunal.
Foi somente no século XVIII que a caça as bruxas terminou, e no ano de 1782 a última fogueira foi acesa, na Suíça. Isso, porém, não significou o fim do Tribunal de Inquisição para a Igreja. Ele perdurou até o século XX.
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Cabanagem - História da Cabanagem
Faziam parte da conspiração índios, mestiços e pessoas da classe média. Tomaram por duas vezes, o controle de Belém, capital da província. Na primeira vez, em agosto de 1835, liderados por Félix Melcher e Francisco Vinagre, as forças do governo recuperaram o poder, através de ataques de mercenários estrangeiros, e com uma ajuda dos próprios lideres, que muitas vezes entravam em desacordo.
Logo após, os cabanos que se encontravam no interior se movimentaram para a capital, tomando o poder novamente. O chefe dessa segunda investida foi Eduardo Angelim, que, apesar de ser da classe média, favorecia demais os pobres, causando estranheza e abandono dos outros líderes, culminando com o fim de seu governo, que foi de agosto de 1835 a abril de 1836.
O governo reprimiu duramente os cabanos, fazendo vários massacres. O movimento ficou ativo entre 1836 e 1840, no interior da amazônia, por meio de guerrilhas, mas não conseguiram maiores feitos.
Ao final, cerca de 30 mil pessoas haviam morrido, uma grande parcela da população. Belém ficou destruída, com vários prédios e casas queimadas.
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Bárbaros - História dos Bárbaros
Os bárbaros, na verdade, dividiam-se em diversos povos distintos que habitavam as regiões dos rios Reno, Danúbio, Vístula e a região dos mares do Norte e Báltico, a Germânia. Os grupos bárbaros dividem-se em Tártaro-mongóis (hunos, turcos, búlgaros, húngaros – magiares), Eslavos (russos, poloneses, tchecos, sérvios) e germanos (visigodos, ostrogodos, hérulos, anglos, saxões, lombardos, vândalos e francos).
Durante muito tempo os bárbaros viveram em paz com os romanos que já haviam tido contato com eles desde o Império de Júlio César. Entretanto, com a chegada dos hunos, vindos da Ásia central, os bárbaros germânicos foram “empurrados” para os territórios romanos de forma nem um pouco amistosa causando uma onda de devastação e terror.
A organização social dos bárbaros se baseava na “sipe”, um clã formado por famílias ligadas entre si por parentesco onde cada um protegia ao outro e onde a ofensa a um deles significava a ofensa a toda à sipe. Como não conheciam a organização em um estado a instituição mais importante dos bárbaros era a Assembléia de Guerreiros que decidia sobre todas as questões, decidindo inclusive quem seria o rei. Este, geralmente constituía para si uma guarda pessoal que lhe jurava fidelidade no caso de um ataque e ganhava em troca alguns prêmios, como terras e riquezas pilhadas de outros povos.
A principal atividade econômica dos bárbaros era o cultivo de trigo, feijão, cevada, ervilha e a criação de gado para obtenção de couro, carne e leite, entretanto, os bárbaros utilizavam a guerra e a pilhagem como forma de adquirir bens.
Sua religião era politeísta e Odin, o deus do vento e da guerra, seu principal representante. Eles acreditavam que após a morte os bravos guerreiros iriam desfrutar de um paraíso, como uma vida após a morte.
Diversos aspectos da cultura bárbara iriam compor todo o cenário da Idade Média visto que sua arte e cultura influenciaram muitos aspectos deste período principalmente na arquitetura e religião.
Os principais povos bárbaros foram os burgúndios, francos, suevos, alanos, vândalos, lombardos, anglos, saxões, jutos, frisões, e etc. Os francos se estabeleceram na região da atual França; os lombardos invadiram a Península Itálica ao norte; os anglos e saxões, invadiram o território das Ilhas Britânicas; os Burgúndios invadiram a região do sudoeste da França; os visigodos tomaram a Gália, Itália e Península Ibérica, assim como os suevos e os vândalos, estes últimos ainda chegaram ao norte da África; e os ostrogodos que invadiram a região da atual Itália.
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História/memória - Há um século no Correio do Povo


SERVIÇO DE VEHICULOS
Está exigindo uma providencia energica por parte da intendencia, o serviço de vehiculos. Diariamente nos logares publicos, carros e carroças atropelam os transeuntes. Ainda ontem, o que se passou á rua Voluntários, por occasião da procissão dos Navegantes, foi simplesmente vergonhoso: varios carros investiam sobre o povo, e, quando os populares reclamavam, eram insultados pelos boleeiros desses vehiculos.
Em 21 anos, houve um aumento notável da quantidade de veículos em circulação em Porto Alegre.
A tranquilidade flagrada pela fotografia dos Irmãos Ferrari em 1888 (Fototeca Sioma Breitman), na antiga praça Conde D’Eu, hoje Praça Montevidéu, já não se registrava mais em 1909, como se depreende da notícia ao lado. Os anúncios de vendas de carros proliferavam nos jornais.

HÁ UM SÉCULO NO CORREIO DO POVO
Pesquisa e edição: dirceu chirivino | chirivino@correiodopovo.com.br
Correio do Povo do dia 1º de fevereiro de 1909 noticiava:
DIVERSAS
'Correio do Povo' – Como prometteramos, apezar de haver hontem sido domingo, o Correio do Povo apparece, hoje, em edição extraordinaria de quatro páginas, para assim podermos adiantar ao publico os ultimos resultados conhecidos das eleições de senador e deputados federaes. Representa isso um esforço que os nossos leitores saberão aquilatar devidamente. (A edição extraordinária publica ampla cobertura com resultados parciais da eleição).
Accidente por um bonde – Hontem, ás 11 e ½ horas da noite, á rua do Parque, um bonde da linha S. João apanhou um homem decepando-lhe a perna esquerda e produzindo-lhe outros ferimentos. Ignora-se o nome da victima. Na ambulancia do 3º posto, á hora em que escrevemos, elle recebia curativos.
Novo edificio – Á rua do Comercio, junto ao palacete dos srs. Chaves & Almeida, está sendo construido um novo edificio, que, segundo ouvimos dizer, será occupado pelo Hotel Familiar, de propriedade do sr. João De Faveri.
Assassinato – Rivalidades antigas levaram o individuo conhecido como José do Espinho a assassinar, hontem á tarde, com um tiro de pistola, Theodora de Tal. O facto occorreu no logar denominado Costa do Gravatahy, perto de uma casa onde funccionava uma mesa eleitoral e teve como causa o motivo acima, e não questões políticas, como fôra propalado nesta capital. O criminoso foi preso e conduzido á cadeia de Gravatahy. O cadaver da victima foi dado á sepultura.
Vestidos de mulher – Hontem, ás 10 horas da noite, um grupo de rapazes vestindo trajos femininos e tocando violão, transitava pela rua dos Andradas. O agente municipal nO 58 prendeu todos, conduzindo-os ao 1º posto, de onde foram eles mandados em paz.
Conflictos – Hontem á tarde, por occasião da procissão de Nossa Senhora dos Navegantes, deram-se alguns conflictos entre diversos populares. Rolou cacete a valer, saindo feridos alguns dos contendores.
Novo jornal – Como antecipamos, foi hontem distribuido nesta capital, o primeiro numero da Utilidade. Jornal escripto em idioma turco e orgão da colonia syria. Ao collega desejamos prosperidade.
General Bormann – Continua enfermo, de cama, o general Bormann, illustre inspector permanente desta região. No quartel general, tem s. exc. recebido visitas de altas autoridades civil e militares.
CARNAVAL
CLUB DOS PROGRESSISTAS – Esse club, acompanhado de uma banda de musica, percorreu hontem a rua dos Andradas, saudando as sociedades carnavalescas e as folhas locaes, por motivo do seu quinto anniversário. Depois, os progressistas recolheram-se ao salão do Club Gymnastico, onde offereceram aos presentes uma mesa de finos doces e cerveja. Usou da palavra o nosso amigo Oscar Machado, que agradeceu em nome do presidente o comparecimento de todos. Nesse momento, entrando no salão do club o nosso amigo Benjamin Flores, secretario da Esmeralda, e diversos socios desta, foram todos saudados por uma prolongada salva de palmas. Agradecendo, Benjamin Flores saudou o presidente dos progressistas e a punjante mocidade.
GIOVANNI EMANUELE – Esta sympathica sociedade tambem tomará parte nos festejos carnavalescos, realisando um baile á fantasia em sua séde social. Haverá duas medalhas, uma de ouro e outra de prata para a senhorita e o cavalheiro que se apresentarem com phantasias mais elegantes.

O dia 1º de fevereiro na história
1839 – Na Guerra dos Farrapos, o coronel Bento Manoel Ribeiro derrota as forças legalistas no passo do Contrato (rio Caí).
1865 – Manoel Luiz Osório é nomeado comandante do Exército brasileiro em operações no Estado Oriental.
1883 – Começam a funcionar as linhas telegráficas para Buenos Aires, via Uruguaiana.
1885 – Grande manifestação de protesto do povo de Porto Alegre contra a Companhia Hydraulica.
1885 – Inauguração da estátua do Conde de Porto Alegre na Praça da Matriz, na Capital. Em 11 de outubro de 1912, a estátua foi transferida para a praça Conde de Porto Alegre, entre as ruas Duque de Caxias e Riachuelo.
1895 – Nascimento de John Ford, diretor de cinema norte-americano.
1901 – Nasce em Cadiz, Ohio, EUA, o ator Clark Gable (William Clark Gable), que ficou célebre por sua interpretação do personagem Red Butler, em 'E o Vento Levou' (1939), de Victor Fleming.
1953 – Um dilúvio de vários dias e fortes ventos fazem a maré subir. Vários diques são rompidos, provocando as inundações mais trágicas da história da Holanda, causando a morte de 1.835 pessoas e ferindo outras 300 mil.
