1.1.09

Reforma ortográfica - Brasil adota reforma em meio a incertezas no mundo lusófono

Livros
Quatro países lusófonos
ainda não ratificaram acordo para reforma


Neste 1º de janeiro de 2009, o Brasil se torna o primeiro país de língua portuguesa a adotar as novas regras ortográficas, enquanto no resto do mundo lusófono o acordo ainda está cercado de polêmica e incerteza.

Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Portugal também já ratificaram o acordo, mas nenhum deles tem data marcada para implementar a nova ortografia.

Os governos dos demais países – Timor Leste, Guiné-Bissau, Moçambique e Angola - se dizem interessados em aprovar o acordo, mas ainda não o fizeram.

Segundo Godofredo de Oliveira Neto, presidente da Comissão de Língua Portuguesa, órgão ligado ao Ministério da Educação brasileiro, os outros países de língua portuguesa acompanham com atenção o início da adoção do acordo no Brasil, assim como a situação em Portugal, e devem definir nos próximos meses como será feita a implementação das novas regras internamente.

"A expectativa é de que todos os oito países tenham ratificado (o acordo) até a metade de 2009", diz ele.

A iniciativa do Brasil de ser o primeiro país a colocar em vigor as novas regras ortográficas foi vista como "um impulso" aos demais países pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado.

Mas a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa deixa claro que o objetivo da reforma é a unificação e que "o ideal seria que todos os países avançassem em uníssono".

Polêmica

Apesar de a reforma ortográfica já estar em vigor na ordem jurídica internacional e de ter sido ratificada por quatro países, a polêmica sobre o valor do acordo ainda resiste.

Em Portugal, uma petição com milhares de assinaturas pedindo a suspensão da implementação do acordo está sendo avaliada pela Assembléia da República.

Um dos signatários, o deputado do Parlamento europeu Vasco Graça Moura, diz que a reforma é "praticamente a adoção da grafia em vigor no Brasil, com a pretensão de que ela se aplica a todos os espaços em que se fala a língua portuguesa".

"Evidentemente, é uma capitulação aos interesses brasileiros. No dia em que a grafia brasileira puder ser utilizada em todos os espaços em que se fala a língua portuguesa, é evidente que os interesses econômicos brasileiros, muito em especial os ligados às edições escolares, estarão altamente beneficiados", afirma Graça Moura.

"Sou um admirador da cultura brasileira, não há nada de anti-brasileirismo nesta opinião. O que há é a constatação de que com a adoção do acordo ortográfico – se é que ele chegará a entrar em vigor – é evidente que as entidades produtoras de material impresso sediadas no Brasil tirarão daí grandes vantagens."

Graça Moura diz ainda que a reforma "não traz nenhuma vantagem aos falantes do português do lado de cá do Atlântico e também não traz para os outros países de língua portuguesa".

Beneficiados

Já o premiado escritor angolano José Eduardo Agualusa acredita que os maiores beneficiados pelo acordo ortográfico serão justamente os países africanos de língua portuguesa.

"Neste momento, em Angola, o que acontece é que no mesmo território existem livros com duas grafias, do Brasil e de Portugal. Portanto, temos, na prática, duas ortografias vigentes. Ainda por cima em um país cujo grande desafio é a alfabetização das populações", diz Agualusa.

"(O acordo) Vai facilitar a circulação do livro neste espaço de língua portuguesa e, por outro lado, é importante também para a afirmação internacional da língua, uma vez que poderemos apresentar uma única ortografia nos fóruns internacionais."

Agualusa diz ainda que a polêmica em torno da reforma deve acabar assim que ela entrar em vigor nos demais países de língua portuguesa.

"As pessoas têm um certo receio de qualquer mudança, mas neste caso são mudanças muito pequenas. Não vai afetar a vida de ninguém, ninguém vai adoecer por causa da aplicação do acordo. (…) Defendo até que a reforma deveria ter ido mais longe. Espero que se vá, que futuramente corrijam alguns pontos, mas também não me parece dramático isto", diz o escritor.As informações são da BBC Brasil

N.R. - Usarei aqui no blog as novas regras a medida em que eu for me acostumando com esta nova forma de escrever. Confesso que por enquanto, está sendo difícil para mim..

História - Cronologia da Revolução Cubana

Clique aqui para ler esta matéria interessantíssima no site da BBC Brasil.

Florestas/meio ambiente - Proteção a quatro florestas pode ser suspensa

SÃO PAULO - Quatro das 65 florestas nacionais podem perder a condição de áreas rigorosamente protegidas por lei. Um grupo de trabalho criado pelo Ministério do Meio Ambiente propõe o rebaixamento das Florestas Nacionais (Flonas) de Ipanema (SP), de Restinga do Cabedelo (PB), de Caçador (SC) e do Jamanxim (PA) por não atenderem requisitos como o da autossustentabilidade. Em documento enviado ao Ministério Público Federal, o Conselho Gestor da Flona de Ipanema, em Iperó, manifestou preocupação com sua possível descaracterização. 



Segundo a conselheira Márcia Valéria Ferraro Gomes, servidores procuraram o conselho para denunciar um plano de cessão de parte dos 5,1 mil hectares do território para assentamento de famílias ligadas ao Movimento dos Sem-Terra (MST). A perda da condição de floresta nacional permitiria a exploração mineral já requerida por uma multinacional da área de fertilizantes no Morro Araçoiaba, no interior da unidade. As informações são do Estadao.com.br. O que você pensa a respeito disso? Escreva para contextopolitico@hotmail.com.

Ciência e saúde - Extrato de semente de uva 'mata' células de câncer, diz estudo


uvas
Uvas têm grande concentração de antioxidantes








Esta notícia não tem nada a ver com política, economia, educação, mas é uma notícia muito importante e que merece ser publicada aqui no blog do  Contexto Político. Segundo informações da BBC Brasil, um estudo conduzido por pesquisadores americanos sugere que extrato de sementes de uva pode destruir células cancerígenas.

Os cientistas, da Universidade de Kentucky, realizaram experiências de laboratório e mostraram que, em 24 horas, 76% de células de leucemia expostas ao extrato foram mortas e as células saudáveis ficaram intactas.

A pesquisa abre caminho para novos tratamentos contra o câncer, mas os especialistas disseram que ainda é muito cedo para recomendar que as pessoas comam uvas como forma de evitar a doença.

As sementes de uva contêm alta concentração de antioxidantes, conhecidos por sua propriedades contra o câncer.

Pesquisas anteriores já haviam mostrado que o extrato da semente da fruta pode ser eficaz no combate a células cancerígenas da pele, mama, intestino, pulmão, estômago e próstata.

Suicídio

No entanto, o estudo americano é inédito ao provar as ações do extrato contra a leucemia.

Na experiência, os cientistas expuseram as células doentes a altas doses do extrato, levando várias delas a “cometerem suicídio”, em um processo conhecido como apoptose.

Os pesquisadores observaram que o extrato ativou a proteína JNK, que ajuda a regular o processo de auto-destruição celular. Ao exporem as células de leucemia a um agente que inibe a proteína JNK, o efeito do extrato da semente de uva foi interrompido.

O autor do estudo, Xianglin Shi, disse que os resultados podem levar à incorporação de novos agentes na prevenção ou tratamento da leucemia e de outros tipos de câncer.

“O que todos buscam é um agente que tenha um efeito nas células cancerígenas, mas que deixe as saudáveis intactas. E o extrato de semente de uva se encaixa nesta categoria”, afirmou o pesquisador.

O estudo foi reproduzido na publicação especializada Clinical Câncer Research.

Conflito no Oriente Médio - Israel lança novos ataques apesar de pressão por trégua

Cena após bombardeio na Faixa de Gaza
Ismail Haniyeh foi à TV e disse que Israel não vencerá








Israel realiza bombardeios na Faixa de Gaza nesta quinta-feira, pelo sexto dia consecutivo, apesar da pressão cada vez maior da comunidade internacional por um cessar-fogo.

Os prédios do Parlamento e do Ministério da Justiça foram atacados durante a madrugada. Testemunhas na Cidade de Gaza dizem que um hospital infantil também foi atingido.

Em uma entrevista exibida na TV, o líder do Hamas na Faixa de Gaza, Ismail Haniyeh, manteve uma postura desafiadora, dizendo que os árabes serão vitoriosos e Israel não pode vencer.

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, falou em "ampliar e apronfundar" a operação, num momento em que as pesquisas de opinião em Israel mostram que a ofensiva militar em Gaza continua contando com forte apoio popular no país.

Ao mesmo tempo, foguetes do Hamas voltaram a atingir Beersheba - cidade israelense que fica a cerca de 40 quilômetros da fronteira com os territórios palestinos.

Na quinta-feira, uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas foi adiada sem que tenha sido obtido um consenso para a aprovação de uma resolução pedindo um cessar-fogo apresentada por Líbia e Egito.

Estados Unidos e Grã-Bretanha alegam que o texto não condenava o lançamento de foguetes contra o território israelense por militantes do Hamas.

As autoridades palestinas dizem que 391 palestinos morreram nos bombardeios israelenses. Quatro israelenses morreram em conseqüência do lançamento de foguetes a partir da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas. As informações são da BBC Brasil.