A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, elogiou, na noite desta quarta-feira, em Curitiba, a proximidade do PMDB com o PT durante o governo Lula. Apesar de não comentar a possibilidade do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que se filiou hoje ao PMDB, ser candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por ela, Dilma disse que o projeto das duas siglas foi um "sucesso".
"Primeiro que eu não posso falar sobre meu vice se sequer sou candidata a alguma coisa. Segundo que a decisão será do partido que for indicar o vice, e eu não posso interferir em nada. O que posso dizer é que estamos em um momento em que tudo está em aberto", disse. Dilma, no entanto, reafirmou que o PT conta com o PMDB na aliança para as eleições do ano que vem. "Tivemos muito sucesso no nosso projeto junto com o PMDB e queremos dar continuidade a isso. Temos grandes resultados para mostrar ao Brasil", afirmou.
Dilma disse ainda que os ministros e membros do primeiro escalão do governo são cidadãos livres e que por isso não vê problema nenhum em eles se filiarem a partidos políticos, visando às eleições do ano que vem. "Ministro é cidadão e tem direito ao pleno uso de seus direitos políticos", disse.
A ministra também voltou a reclamar do excesso de rigor do Tribunal de Contas da União (TCU) que determinou, ontem, a suspensão de 41 obras federais, 13 delas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Depois quando dizem que o PAC está atrasado, não temos o que responder. Dessa forma é claro que o PAC vai atrasar", disse a ministra, alertando temer o risco de atraso no cronograma de obras para a Copa do Mundo de futebol.
"Teremos uma quantidade enorme de obras daqui para a frente e, se continuar nesse ritmo (de suspensões) teremos grandes problemas com prazos."
Em Curitiba, a ministra visitou a unidade de excelência em combate ao câncer do Hospital Erasto Gaetner e, na semana em que foi declarada livre da doença, disse estar comovida. "Durante todo esse processo todo, vivi momentos muito emocionantes. O povo brasileiro é muito carinhoso e hoje foi comovente. É assim que se combate o câncer, com ciência, humanismo e fé", disse, afirmando sentir-se forte, feliz e "pronta para o que der e vier".
A ministra participaria, ainda na nesta noite, em Curitiba da abertura do 30.º Congresso Brasileiro da Abrapp, entidade que congrega os fundos de pensão. Depois, jantaria com o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), a quem tenta convencer a apoiar o senador Osmar Dias (PDT) nas eleições estaduais para montar um palanque forte para o PT no Estado.
O assunto é considerado "sem solução" por Requião. Osmar e Requião foram adversários em 2006.
Com informações do portal Terra.
Desemprego recua no país
Na Grande Porto Alegre, a retração chegou a 3,3%, com a taxa ficando em 11,6% em agosto
Em um comportamento típico para esta época do ano, o desemprego recuou em agosto em seis regiões metropolitanas do país. A taxa cedeu para 14,6%, após registrar 15% em julho, conforme pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Em agosto de 2008, segundo o Dieese, a taxa de desemprego chegou a 14,5%. Na comparação entre agosto e julho, o nível de ocupação cresceu 0,7%. O número de desempregados nas regiões observadas (Belo Horizonte, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo) foi estimado em 2,932 milhões de pessoas em agosto, 79 mil a menos do que no mês anterior. Foram criadas 125 mil vagas e 46 mil pessoas engrossaram a força de trabalho.
Por região, a menor taxa foi registrada em Belo Horizonte, com 10,9%. A maior queda no desemprego foi em Salvador, de 4,3%, passando para 20%. Apenas a região metropolitana de Recife teve aumento no índice, de 18,9% para 19,5%. Na Grande Porto Alegre, a retração chegou a 3,3%, com a taxa caindo para 11,6% em agosto.
Em termos setoriais, o nível ocupacional no conjunto das seis regiões cresceu 1% no setor de serviços (91 mil vagas), 3,1% na construção civil (32 mil) e 0,5% na indústria (12 mil). No comércio houve queda de 0,2% (menos 5 mil vagas). Nos outros setores, houve redução de 0,3% (menos 5 mil vagas). De acordo com a pesquisa, feita em parceria com a Fundação Seade, o rendimento médio real dos ocupados no país cresceu 0,8%, equivalendo a R$ 1.215. O dos assalariados subiu 0,5%, para R$ 1.295.
Com informações do jornal Zero Hora.
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