1.9.09

CPI da Corrupção: queda de braço emperra início das atividades

Primeira sessão começou hoje, mas base aliada e oposição não se entendem nem para definir regras básicas


Da esq. para a dir.: vice-presidente da CPI, Gilberto Capoani (PMDB), a presidente, Stela Farias (PT), e o relator, Coffy Rodrigues (PSDB) - Diego Vara

Da esq. para a dir.: vice-presidente da CPI, Gilberto Capoani (PMDB), a presidente, Stela Farias (PT), e o relator, Coffy Rodrigues (PSDB)
Foto:Diego Vara


Começou por volta das 17h25min desta terça-feira a primeira sessão ordinária da CPI da Corrupção na Assembleia Legislativa, na Capital. A sessão deve tratar de assuntos administrativos da Comissão já que nenhum requerimento foi publicado para entrar em votação. É mais uma tentativa para estabelecer o rumo das investigações.

Base aliada e oposição não se entendem nem mesmo na hora de definir algumas regras básicas para o andamento dos trabalhos. Na reunião de ontem entre a presidente Stela Farias, o relator Coffy Rodrigues e o vice-presidente Gilberto Capoani não houve acordo nem para saber quanto tempo cada deputado terá para fazer perguntas aos futuros depoentes.

Como a situação tem oito votos contra apenas quatro da oposição a tendência é que o começo das atividades continue emperrado.

A expectativa do PT, PDT e do Democratas é para a chegada de documentos e gravações que poderão alterar o cenário.

Para ter acesso a documentos e garantir os depoimentos de pessoas próximas a governadora Yeda Crusius a oposição deve acionar a Justiça. O mesmo pode ocorrer com a base aliada caso o cronograma que será apresentado pelo relator não seja seguido.

Pela manhã, os deputados de oposição se reuniram para definir as estratégias para a sessão. A base aliada também está se articulando, inclusive, com a participação de integrantes do Piratini. A tendência é que os primeiros depoimentos sejam dos ex-presidentes do Detran Estella Maris Simon e Sérgio Buchmann, no dia 14 de setembro. As informações são do jornal Zero Hora.

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