1.7.09

Política - Sarney dá sinais de que vai renunciar

Apesar da nota divulgada ontem à noite, na qual afirma que seu afastamento da presidência do Senado 'sequer está em análise', o comportamento do senador José Sarney ao longo do dia mostrou o contrário. Nos bastidores, comentários de aliados indicavam que Sarney começa a dar sinais de que poderá se licenciar para reduzir a pressão sobre si e a família, a despeito do apoio do PMDB, do PT e do governo Lula.
Sarney consultou aliados políticos. À noite, pretendia se reunir com o núcleo mais próximo, além dos filhos, para tomar uma decisão. Seus aliados avaliam que o afastamento seria a melhor opção, pois ele pode ser obrigado a fazer isso com a abertura de um processo no Conselho de Ética por quebra de decoro, possibilidade agora prevista no regimento interno. 'A família está solidária e o apoiará no que ele decidir. Ele não vai tomar uma decisão por emoção', disse a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, filha do senador.
O clima na família é de preocupação, especialmente com a saúde do senador, de 79 anos. A avaliação do núcleo familiar é de que Sarney está no foco do tiroteio há cinco meses e que, enquanto ele não se afastar, a pressão continuará.
Em conversas ao longo do dia, Sarney avaliou que a crise ameaça a governabilidade do Senado. Estiveram em sua residência senadores como Renan Calheiros (PMDB-AL), Gim Argelo (PTB-DF) e Fernando Collor (PTB-AL). Em um desabafo, demonstrou mágoa com o Dem, que pediu seu afastamento. Ele acreditava que o partido não recuaria no apoio, já que o comando administrativo da crise foi repassado ao primeiro-secretário, senador Heráclito Fortes (Dem-PI). Com informações do Correio do Povo.

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