A CPI da Petrobras será instalada amanhã, mas as articulações para enfrentar as investigações já estão adiantadas na estatal e no governo. Na Petrobras, foi acionado o sistema de comunicação de crise e indicado o presidente da BR Distribuidora, o ex-senador e ex-presidente da estatal José Eduardo Dutra, para atuar como uma espécie de interlocutor entre os senadores da CPI e a companhia.
O sistema de comunicação de crise foi implantado oficialmente em 2002, após uma série de acidentes ambientais, como o vazamento de óleo na Baía da Guanabara e o naufrágio da P-36. É acionado sempre em 'momentos mais importantes, como acidentes, greves e outros assuntos de maior relevância', informa a empresa. Participam do sistema gerentes de comunicação e responsáveis pelas áreas de negócios da estatal, que passam a trabalhar de forma mais próxima para acelerar o fluxo de informação entre todos os setores. No último dia 29, Dutra acompanhou o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, a uma reunião com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. No encontro, foram discutidas estratégias de enfrentamento da crise.
Uma das principais preocupações do governo é a blindagem da área que distribui recursos a organizações não governamentais (ONGs), programas sociais e ambientais e propaganda institucional. Comandada por ex-dirigentes sindicais que passaram a ocupar cargos gerenciais a partir do início do governo do PT, a área de Comunicação Institucional da Petrobras movimenta em torno de R$ 1 bilhão por ano em projetos que, na sua maioria, dispensam processo de licitação.
A base aliada tentará focar os trabalhos da CPI em denúncias investigadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O objetivo é impedir uma devassa em todos os contratos. As infomrações são do Correio do Povo.
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