San Salvador — O jornalista de esquerda Mauricio Funes, 49 anos, torna-se, hoje, o 122º presidente de El Salvador, um país historicamente governado por ricas famílias conservadoras e militares. Já chegaram ao país, para a cerimônia de posse, um total de 72 delegações, entre as quais as do presidente Lula e da secretária de Estado americana, Hillary Clinton. Com um gabinete de técnicos – a maioria não pertence à Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional (FMLN) que o levou no dia 15 de março à Presidência – e alguns ex-comandantes rebeldes, como o vice-presidente Salvador Sánchez Cerén, Funes desperta expectativas se ele seguirá o modelo de Lula ou do venezuelano Hugo Chávez.
O novo presidente salvadorenho terá que lidar com a crise econômica num país onde a direita neoliberal não soube resolver em seus 20 anos de governo a forte brecha social e, principalmente, uma delinquência galopante. Também terá que administrar e ajudar a restaurar as feridas deixadas pela guerra civil de 12 anos (1980-1992), na qual a FMLN, antes de se transformar em um partido político, pegava em armas. As informações são do Correio do Povo.
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