1.5.09

Religião - CNBB mantém restrições aos casais em segunda união

SÃO PAULO - Os casais de segunda união, que partiram para novo casamento após a separação, são convidados a participar da vida comunitária nas paróquias, mas não podem comungar, pois a Igreja não admite o divórcio. E, pela manifestação da 47ª Assembleia-Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que termina hoje em Itaici, município de Indaiatuba, a situação não vai mudar.



Um manifesto em favor da família aprovado pela assembleia refere-se de leve aos casais em segunda união, ao pedir que a Pastoral Familiar, Movimentos, Serviços e Institutos da Igreja acolham ?as (famílias) que se encontram em situações especiais?. O acolhimento consiste em engajar recasados em celebrações litúrgicas, embora sem acesso aos sacramentos.



D. Orlando Brandes, arcebispo de Londrina (PR) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família, lamentou o tom genérico do manifesto. ?Pela nossa proposta, o texto deveria ser mais contundente, mas a maioria dos bispos foi contra, optando por uma manifestação mais positiva." O arcebispo de Londrina revelou que a assembleia de Itaici levantou a questão da família a pedido de parlamentares católicos e evangélicos. ?Eles nos pediram um manifesto sobre a posição da CNBB para que possam trabalhar nessa linha.? As informações são do site do Estadão.

1 comentários:

Elisabete disse...

Acho um absurdo! Nem sempre os dois são culpados. Muitas das vezes a mulher católica participativa se separa porque o marido larga a família e ele pouco se lixa para religião. A mulher tem que pagar por isso e optar por viver uma vida solitária ou viver em comunhão com a igreja ou então fazer como muitos padres que tem até família as escondidas? A Igreja deve se atualizar e viver como Cristo ensinou acolher a todos. Assim a melhor forma é ninguém mais de casar.