A Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu ontem não mais usar o termo gripe suína, para não causar confusão nos consumidores e evitar o sacrifício desnecessário de porcos. A doença passa a ser identificada pela nomenclatura técnica 'influenza A H1N1', mudança que atende ao pedido de indústrias e da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Com grau 5 no nível de alerta sobre a enfermidade, a OMS advertiu que a chegada do inverno deixará os países do Hemisfério Sul mais expostos ao vírus. 'É algo que devemos vigiar de perto', avisou o diretor-geral da entidade, Keiji Fukuda.
Segundo ele, não há indícios de que o grau de alerta tenha de ser elevado para 6, o último da escala e que representa uma ameaça global. Em Luxemburgo, a comissária europeia da Saúde, Androulla Vassiliou, afirmou que a pandemia do vírus 'é muito provável, mas não significa que provocará grande número de mortos'. A OMS apontava ontem 257 casos confirmados, com oito mortes, uma nos Estados Unidos, que tem 109 contaminados. Na Grã-Bretanha, há oito infectados; na Espanha, 13; e no Japão, a primeira suspeita. As estatísticas sobre o México divergem: a OMS indica 97 casos confirmados e sete óbitos e o governo do país, 260 e 12 mortes. A Suíça informou o primeiro caso da gripe e a descoberta de exame que detecta a gripe em até 36 horas. Segundo as autoridades, mais 20 pessoas deverão se submeter ao teste. Informou o Correio do Povo.
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