O presidente Lula está com uma carta na manga para a reunião do G-20 em Londres, nesta quinta-feira. Ele irá entregar aos líderes das principais economias do mundo um estudo elaborado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). As conclusões do trabalho de pesquisa indicam que o uso do etanol pode reduzir de forma significativa a emissão de gases poluentes na atmosfera, ajudando a diminuir as causas do aumento da temperatura do planeta.
Um exemplo comparativo, utilizado na pesquisa indicou que, se toda a frota brasileira de veículos que utiliza gasolina começasse a usar etanol, ter-se-ia uma economia de 53,3 milhões de toneladas desse combustível durante um ano. Esse percentual equivale a 14% das emissões de dióxido de carbono pela França. Também ficou constatado que, não obstante todo o processo de produção da cana-de-açúcar, a fabricação do álcool, o transporte e o processo de comercialização, o etanol brasileiro leva a uma redução de 73% do total de dióxido de carbono expelido. Estudos serão feitos de forma conjunta entre a Embrapa e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda). O objetivo é fazer um comparativo entre o impacto de emissão de gases na produção do etanol de cana e de milho norte-americano.
Um óbice que já foi levantado algumas vezes para tentar restringir o alcance do etanol brasileiro diz respeito ao fato de que ele estaria ocupando parte da terra a ser cultivada com o plantio de alimentos. O governo brasileiro interveio nessa polêmica e esclareceu que as áreas que serão destinadas para o plantio da cana-de-açúcar são diversas daquelas que servem para produzir os itens que compõem a cesta básica dos brasileiros. Além disso, lembrou que o país tem milhões de hectares agriculturáveis que ainda não estão sendo aproveitados.
No fórum do G-20, o presidente terá a oportunidade de explicar por que considera o etanol perfeitamente viável e ecologicamente adequado. Sustentar tal posicionamento com um estudo científico já é um começo, mesmo sabendo que as conclusões poderão ser questionadas pelos demais países, sobremaneira pelos potenciais concorrentes na produção de energia limpa. A redução do aquecimento global é uma boa causa e pode, ainda, gerar divisas.
Um exemplo comparativo, utilizado na pesquisa indicou que, se toda a frota brasileira de veículos que utiliza gasolina começasse a usar etanol, ter-se-ia uma economia de 53,3 milhões de toneladas desse combustível durante um ano. Esse percentual equivale a 14% das emissões de dióxido de carbono pela França. Também ficou constatado que, não obstante todo o processo de produção da cana-de-açúcar, a fabricação do álcool, o transporte e o processo de comercialização, o etanol brasileiro leva a uma redução de 73% do total de dióxido de carbono expelido. Estudos serão feitos de forma conjunta entre a Embrapa e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda). O objetivo é fazer um comparativo entre o impacto de emissão de gases na produção do etanol de cana e de milho norte-americano.
Um óbice que já foi levantado algumas vezes para tentar restringir o alcance do etanol brasileiro diz respeito ao fato de que ele estaria ocupando parte da terra a ser cultivada com o plantio de alimentos. O governo brasileiro interveio nessa polêmica e esclareceu que as áreas que serão destinadas para o plantio da cana-de-açúcar são diversas daquelas que servem para produzir os itens que compõem a cesta básica dos brasileiros. Além disso, lembrou que o país tem milhões de hectares agriculturáveis que ainda não estão sendo aproveitados.
No fórum do G-20, o presidente terá a oportunidade de explicar por que considera o etanol perfeitamente viável e ecologicamente adequado. Sustentar tal posicionamento com um estudo científico já é um começo, mesmo sabendo que as conclusões poderão ser questionadas pelos demais países, sobremaneira pelos potenciais concorrentes na produção de energia limpa. A redução do aquecimento global é uma boa causa e pode, ainda, gerar divisas.
Correio do Povo, editorial da edição de 1º de abril de 2009, página 4.
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